Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
10 de Novembro de 2010

O Teatro de Bragança tem em destaque, até Sábado, dia 13 de Novembro, a peça de teatro “A Menina do Mar”, baseada no conto de Sophia de Mello Breyner. Com várias sessões agendadas especialmente para o público infantil do ensino pré-escolar e do 1º e 2º ciclo, esta é uma peça encenada por Joana Providência e que conta com a dramaturgia de Helena Genésio, directora do Teatro de Bragança.

A “Menina do Mar” conta-nos uma história de amizade, entre um rapaz e uma menina. Um rapaz que mora numa casa na praia e que é apaixonado pelo mar e tudo o que nele existe. E uma menina que vive no fundo do mar e tem enorme curiosidade por tudo o que existe na terra. O encontro acontece proporcionando uma viagem por dois mundos tão diferentes numa bela história de amizade onde não falta a imaginação e criatividade permitindo entrar num mundo de fantasia.

Escrita em prosa poética, “A Menina do Mar” é um texto emblemático da literatura infanto-juvenil que alimenta no leitor e no espectador a sede do sonho e do maravilhoso.

A peça tem estado em exibição desde o dia 9 de Novembro, em duas sessões. A última é no dia 13 de Novembro, às 15h00.

publicado por Lacra às 09:14
16 de Abril de 2010

 

 

A premiada actriz Beatriz Batarda vai estrear em Bragança, no dia 22 de Abril, o seu primeiro trabalho enquanto encenadora. “Olá e Adeusinho” é o nome da peça inspirada no texto de Athol Fugard e que conta com a interpretação de Catarina Lacerda e Dinarte Branco.

Esta é uma obra destacada pela directora do Teatro Municipal de Bragança, no âmbito do Festival Internacional de Teatro – 27. Helena Genésio tem grandes expectativas sobre esta co-produção do Teatro Cornucópia que vem primeiro a Bragança e só depois será apresentada em Lisboa.

“Olá e Adeusinho” fala de dois irmãos que adiaram a responsabilidade de serem adultos e que, quando confrontados com a morte do pai, descobrem que não sabem viver com o outro nem construir um futuro. Ao longo de quase duas horas o público ouvirá as histórias de um passado familiar sofrido, de um país massacrado pela guerra, pela desigualdade e pela miséria, num jogo emocional psicológico e complexo.

Beatriz Batarda é considerada uma das melhores actrizes da sua geração. Premiada por diversas vezes, este seu trabalho como encenadora é, provavelmente, um dos maiores desafios da sua carreira.

A estreia em Bragança está marcada para o dia 22 de Abril, às 21h30.

 

“Wonderland” para adultos, “Pinóquio” para crianças

Antes disso, o Teatro Municipal de Bragança recebe, no dia 17 de Abril, a peça “Wonderland”, do Teatro de Marionetas do Porto, numa inspiração do livro de Lewis Carroll – “Alice no País das Maravilhas”.

Helena Genésio confessa ter alguma expectativa em relação a esta peça apontando que é uma representação para adultos, inspirada também no filme de Tim Burton.

Mais voltada para o público infantil está a peça “Pinóquio”, que sobe aos palcos brigantinos no dia 24 de Abril, sob a direcção da Companhia Paulo Ribeiro e com o apoio do Ministério da Cultura e da Direcção Geral das Artes.

Estas são algumas das peças que virão a Bragança no âmbito do Festival Internacional de Teatro – 27.

Helena Genésio diz que este foi um festival no qual o Teatro Municipal de Bragança, assim como o Teatro de Vila Real, apostaram “muitíssimo” e que, até ao momento, se tem revelado uma “aposta ganha”.

“Apostamos muitíssimo na qualidade, na inovação, na vinda de novas companhias e, ainda nem o festival vai a meio e estamos contentes com o resultado que já obtivemos”, apontou.

O Festival Internacional de Teatro encerra a 27 de Abril com a “Noite Antiquíssima” e “Por detrás das máscaras”, duas obras de André Gago, actor e encenador bem conhecido do grande público. 

 

Foto: Beatriz Batarda/Direitos Reservados

 

12 de Abril de 2010

Porque é que há pessoas que vestem o fato de treino para ir às compras? Porque é que há muitos incêndios em Portugal? Ou porque é que o tempo é sempre tema de conversa entre os portugueses? A essência do “portuga”, as suas manias e preconceitos, foram assim abordadas por José Pedro Gomes numa espécie de monólogo com um galo de Barcelos insuflável, no espectáculo “Vai-se Andando”.

Encenado por António Feio, com textos de Alberto Gonçalves, Eduardo Madeira, Filipe Homem Fonseca, Henrique Dias, Luísa Costa Gomes, Marco Horácio, Nilton, Nuno Artur Silva e Nuno Markl, “Vai-se Andando” continua a pôr Portugal a rir e Vila Real e Bragança não foram excepção. “Não é difícil por o público a rir”, confessou José Pedro Gomes ao Diário de Bragança.

“O segredo é ter um ponto de vista divertido sobre a realidade e falarmos sobre aquilo que as pessoas vivem”. O actor tem percorrido todo o país com esta peça, desde o ano passado, tendo-se deslocado à região transmontana no âmbito do Festival Internacional de Teatro – 27. José Pedro Gomes assume, no entanto, que não é difícil correr todo o país, de Lisboa a Bragança, porque tem sempre encontrado “uma simpatia muito grande”.

Em Bragança, onde foi, juntamente com António Feio, homenageado pela autarquia municipal, o actor admite mesmo sentir “uma boa onda com o público”. “O que encontramos no público do país inteiro é uma simpatia muito grande e, aqui, sentimos boa onda com o público”, contou. Ainda assim são já seis meses sem família nem fins-de-semana. Mas, mesmo assim, José Pedro Gomes sente-se “recompensado”.

“É bom porque o prazer que sentimos que as pessoas sentem a ver o nosso trabalho, recompensa isso tudo”.

A autarquia brigantina e o Teatro Municipal aproveitaram a vinda de José Pedro Gomes para fazer uma homenagem ao actor e ao seu companheiro António Feio, a dupla das “conversas da treta”. António Feio não esteve presente, por motivos de saúde, mas José Pedro Gomes agradeceu em nome dos dois: “eu e o António Feio andamos a fazer um esforço para isto desde há uns anos a esta parte. A ideia nunca foi ter uma placa com o nosso nome, mas é uma óptima recompensa pelo que temos vindo a fazer”.

Os dois actores passam agora a ter o seu nome inscrito numa placa do Teatro Municipal de Bragança, lado a lado com o nome de Maria do Céu Guerra e Eunice Muñoz. Com esta iniciativa, a autarquia e o Teatro Municipal, quiseram demonstrar publicamente o “carinho” que todo o público sente por estes dois actores, deixando-os ligados, para sempre, à história cultural da cidade.

“Decidimos homenagear o José Pedro Gomes e o António Feio porque entendemos que é importante convidar aqueles que fazem parte da nossa história para ficarem aqui presentes e construírem connosco a história deste edifício”, explicou Helena Genésio.

José Pedro Gomes ironizou ter até alguma “inveja” dos colegas que tinham nomes “numas placas”: “agora também posso dizer que já tenho uma!”. O actor mostrou-se sensibilizado com o reconhecer do seu trabalho, admitindo não esperar um louvor do género: “não estava à espera, mas é um prazer muito grande ter uma homenagem destas no interior”

05 de Abril de 2010

“Vai-se andando” é o nome da peça que a dupla amigável José Pedro Gomes e António Feio trazem ao Teatro de Bragança, no dia 10 de Abril, no âmbito do 27 (Festival Internacional de Teatro).

Com encenação de António Feio e textos de oito autores, como seja Nilton, Nuno Markl, Marco Horário, entre outros, esta é uma peça em que José Pedro Gomes reflecte sobre o povo português e sobre o que nos torna “tão especiais”.

O Teatro de Bragança vai aproveitar para homenagear a dupla de actores com a colocação de uma placa evocativa nas paredes do espaço cultural, a par com Eunice Muñoz e Maria do Céu Guerra.

“Wonderland”, a partir de “Alice no País das Maravilhas” é outra das peças que o 27 traz a Bragança, pelas mãos do Teatro de Marionetas do Porto. O espectáculo está agendado para o dia 17 de Abril, às 21h30, e conta o sonho de Alice “sonhado por nós”.

Destaque ainda para “Olá e adeuzinho!”, no dia 22, e “Pinóquio”, no dia 24, também em Bragança.

“Olá e adeuzinho!” é uma peça que fala de dois irmãos que adiaram a responsabilidade de serem adultos e que questionam a sua identidade quando se tornam órfãos. Com textos do autor Athol Fugard, esta é uma peça que tem a encenação de Beatriz Batarda e que conta com a interpretação de Catarina Lacerda e Dinarte Branco.

“Pinóquio” encerra o mês no que diz respeito ao teatro. O espectáculo é da Companhia Paulo Ribeiro, uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura e pela Direcção Geral das Artes, e está agendado para dia 24 de Abril, às 16h00.

 

Foto com Direitos Reservados

 

19 de Janeiro de 2010

 Duas instalações, dois artistas, duas temáticas diferentes. Luís Melo é o mais recente pintor a expor no Centro de Arte Contemporânea uma colectânea de que congrega obras de distintas fases da sua carreira.

As grandes telas apresentadas mostram “rostos depurados, aparentemente padronizados, contidos, como se buscasse a perfeição plástica de simetrias e contornos e, paradoxalmente, a inexpressividade”, explicou o director do Centro de Arte Contemporânea, Jorge da Costa. E são os olhos e a linha do olhar que mais se destacam, a par com elementos, que revelam e ocultam, e que se conjugam nas suas composições, como tesouras, agulhas, cadeiras, malhas de rede, asas de insectos ou flores.

O artista, natural de Bragança, procura explorar as multiplicidade das representações formais aliando à pintura múltiplos materiais e objectos como recortes de revistas, mapas, poemas, fotografias, gravuras ou composições numéricas. Em suportes cúbicos, Luís Melo amplifica a dimensão das suas pinturas, dando-lhe tridimensionalidade e atribuindo-lhe a categoria de objectos que, quando colocados no chão, tendem a confundir-se com esculturas.

A par com Luís Melo, Graça Morais procedeu a uma renovação do seu espaço permanente abordando, mais uma vez, a temática da religiosidade. “Procissão” é o título do novo acervo mostrado ao público, uma viagem às suas memórias de uma infância passada em Vila Flor. Graça Morais relembra a romaria de Nossa Senhora da Assunção nos traços informais do desenho e em grandes telas que evocam a memória de todo o povo transmontano.

“É um voltar à infância, ao que senti naquela procissão”, explicou a artista, constatando que a identidade transmontana está muito ligada a rituais e ao pagão, mas também à religião cristã.

As obras de Luís Melo vão estar em exposição até dia 30 de Março. Já Graça Morais vai apenas renovar o seu acervo de seis em seis meses.

“É muito complicado, para mim, alterar a exposição de três em três meses porque estou em franca produção”, contou a artista.

 

FAN no Centro de Arte

O Teatro Municipal de Bragança e o Centro de Arte Contemporânea aliaram-se para, pela primeira vez, organizarem um concerto fora de portas, no âmbito do Festival de Ano Novo. Assim, coube aos Saxacordeon abrirem a exposição com um espectáculo musical que integrou obras originais de saxofone e acordeão, bem como obras de Jorge Salgueiro, Dmitri Schostakovich, Jean-Pierre Solves e Mário Pagotto, Astor Piazzola, Vitornino Matono e até música tradicional húngara.

Um raro e único projecto que encheu a casa e fez o pleno da integração e conjugação de duas expressões artísticas díspares, de grande qualidade.

“Estamos a viver em Trás-os-Montes sem fronteiras culturais”, comentou a artista Graça Morais, apontando aquele momento como “algo exemplar” para a interligação dos diferentes espaços culturais.

Esta foi a primeira vez que o “Teatro” saiu fora de portas, uma experiência pioneira que, no entender da directora do Teatro Municipal, Helena Genésio, foi “uma aposta ganha”.

“Foi a primeira vez que fizemos esta experiência e o resultado está à vista: está muita gente e é uma verdadeira festa”, apontou a responsável cultural.

Saxacordeon foi o terceiro concerto do Festival de Ano Novo que se realizou em Bragança, o primeiro fora de portas. A experiência vai voltar a repetir-se com os “Concertinhos”, no dia 27 de Janeiro, às 15h00 e às 18h00, no Conservatório de Música de Bragança. Os “Concertinhos” vão abordar a história infantil de Brunhoff e do pequeno elefante Babar. Direccionados para as crianças, os “Concertinhos” vão contar uma história interpretada ao piano por João Tiago Magalhães e narrada pelo actor Fernando Soares, com a ajuda de um jovem mimo.



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