Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
10 de Março de 2010

O PCP divulgou uma carta onde apoia os jornalistas na defesa dos seus direitos por uma vida melhor.

Segundo o PCP, a situação actual da comunicação social tem estado em destaque pelo conhecido número de casos que indiciam tentativas de condicionamento da actividade por parte do poder político. No entanto, esta situação, sendo condenável, não pode esconder uma outra realidade: a de milhares de jornalistas, em todo o país, incluindo Bragança, que vivem na precariedade, sujeitos ao despedimento, desregulamentação de horários, baixos salários...

Tal é resultado, na opinião do PCP, do agravamento das condições de trabalho dos jornalistas, da aplicação do actual Estatuto do Jornalista e do processo crescente de concentração dos diferentes órgãos de comunicação social nas mãos de grupos económicos que procuram o lucro e a instrumentalização da comunicação social em função de interesses.

“Se há medo nas redacções, se há tentativas de condicionamento das opiniões dos jornalistas, se há perseguições a quem for sindicalizado ou manifestar opiniões diferentes da administração, então é porque a comunicação social está longe do pluralismo e isenção que a democracia exige”.

O PCP propõe a melhoria das condições de trabalho dos jornalistas através da revisão do seu estatuto. O combate à precariedade com a melhoria dos salários e o respeito pelos seus princípios éticos e deontológicos. A defesa da independência dos órgãos de comunicação face ao poder económico, impedindo a concentração monopolistas de empresas de comunicação social, e a promoção do pluralismo e de um sector publico de comunicação social, são outras das propostas.

O PCP alerta ainda que nada nem ninguém pode impedir os jornalistas de se organizarem, de reivindicarem e exigirem a efectivação dos seus direitos. A luta pela dignificação da profissão de jornalista é também uma luta pela liberdade e pela democracia.

Pela lei são jornalistas aqueles que como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação informativa pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por outra forma de difusão electrónica.

 


 “Mota Andrade é um deputado que não defende na Assembleia da República os interesses de uma região pela qual foi eleito” – a acusação é do deputado comunista, Bernardino Soares, que, à passagem por Bragança para as comemorações dos 89 anos do partido, criticou a postura do deputado socialista na Assembleia da República.

O PCP não elege nenhum deputado pelo distrito de Bragança mas, conforme apontou Bernardino Soares, são apresentadas propostas, intervenções, bem como requerimentos, sobre matérias que afectam as populações locais. Bernardino Soares critica, por isso, o chumbo dado pelo PS, incluindo pelo deputado Mota Andrade, às propostas apresentadas pelo PCP para a região, no âmbito do no âmbito do debate do Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC).

“As propostas do PCP para o distrito foram chumbadas pelo PS com a conivência da abstenção do PSD e do CDS-PP”, acusou.

Motivos que levam Bernardino Soares a acusar o deputado socialista de não “querer” o PIDDAC para não ter de ser “confrontado ou desmentido”. Recentemente, Mota Andrade manifestou a sua discordância com a existência deste documento, alegando que há investimento público realizado pelo Estado que não é colocado neste documento.

O PCP vê a questão de outra forma e considera que o PIDDAC é um instrumento que serve para “avaliar o que vai ser o investimento público em cada distrito e em cada região”. No caso da região transmontana, esse investimento fica-se pelos oito milhões de euros, para o distrito de Bragança e de Vila Real, “o equivalente ao lucro de dois dias de alguns bancos privados”, segundo o deputado comunista.

Bernardino Soares diz, no entanto, que “compreende” as declarações de Mota Andrade: “ eu percebo isso, o que ele quer é não assumir os compromisso e não ter que ser confrontado. Sem o PIDDAC não podiam ser desmentidos”.

 

Estado deve ser o motor da região

A “estagnação” em que a região transmontana se encontra, com altos níveis de desemprego, um tecido empresarial cada vez mais fragilizado, uma taxa de natalidade baixíssima, uma taxa de envelhecimento das mais elevadas, o território despovoado, a agricultura praticamente abandonada, são resultado da falta de investimento público. Pelo menos assim entende Bernardino Soares que considera que “o Estado deve ser o motor de desenvolvimento da região”.

“O distrito degradou-se e desertificou-se porque o investimento público e a defesa dos serviços públicos nesta região se degradaram e diminuíram”, considera.

Bernardino Soares considera também que se o Estado não investir fortemente na região transmontana, dificilmente serão os privados a fazê-lo.

“Num distrito onde o Estado desinveste, muito dificilmente o sector privado vem investir porque não tem rede que lhe permita ter a segurança para esses investimentos”, justificou.

A actual crise que o país vive e as “soluções” apontadas pelo Governo são também alvo de críticas pelo PCP. O deputado considera mesmo que “a história do défice” é apenas uma “alavanca” para outros “objectivos”, como seja a privatização.

“O PCP considera que o país deve ter as contas públicas em ordem, mas a correcção deve fazer-se para e com o desenvolvimento económico e social”, apontou.

Bernardino Soares entende que podem e devem existir cortes na despesa pública e, por isso, propõe um corte aos benefícios fiscais à banca, corte nas transferências para o sector privado, nomeadamente para “empresas altamente lucrativas que não precisam de apoios”a fraud﷽﷽﷽te  apoios"crativas que n para " que  regia que o  taxa de natalidade baixissima,ontra as a Rep 48 anos de ditadura fo e o combate à fraude e à evasão fiscal.

“A ideia que é preciso cortar a todo o custo na despesa não é verdadeira. Precisamos é de gastar melhor e orientar bem os investimentos e recursos públicos”, defendeu.

Durante as comemorações dos 89 anos do PCP, Bernardino Soares alertou ainda os militantes de Bragança para a necessidade de “recrutar mais gente, reestruturar a organização e fazer mais reuniões, não apenas internamente, mas abertas”. O deputado “adivinha” tempos “difíceis” para os quais o PCP deve estar preparado, mas coloca do lado dos militantes a “força” de um partido que considera “insubstituível” por ser o “único” que “põe o dedo na ferida”.

 

publicado por Lacra às 10:09
23 de Outubro de 2009

 A Autoridade para as Condições de Trabalho é “inoperante” e “ineficaz” – as acusações são de José Brinquete, dirigente local do PCP, que diz ter conhecimento de vários casos de trabalhadores com queixas contra este serviço.

O caso mais recente, divulgado publicamente, é o de seis trabalhadores do Centro Hospitalar do Nordeste que dizem ter alertado, em 2003, a ACT para determinadas irregularidades e que ate hoje não receberam qualquer resposta. Também José Brinquete exemplificou que ele próprio esperou três anos por uma resposta a uma situação concreta e que quando a resposta veio indicava apenas que tinha havido uma mudança de responsável.

O dirigente comunista afirma “aquilo que toda a gente sabe”: “os trabalhadores aqui têm medo de se queixar porque não há garantias de actuação ou sigilo”.

Segundo contou, são vários os trabalhadores que receiam apresentar queixa à Autoridade do Trabalho por falta de sigilo e que dizem até que a primeira medida é a de informação ao patronato.

“Temos conhecimento de um caso em que um trabalhador fez queixa e mais tarde foi chamada pelo patrão para que fosse retirar a mesma queixa”, acusaram.

O PCP está por isso a ponderar pedir uma audiência aos responsáveis da ACT para clarificar esta situação mas alertam já que “há um longo caminho a percorrer no sentido de desmontar este medo instalado e dar confiança aos trabalhadores”.

José Brinquete considera ainda que muitas destas situações poderiam ser evitadas se, por exemplo, as autarquias do distrito não recorressem à politica de contratação externa de serviços.

“Muitas autarquias do distrito encomendam a contratação externa de serviços a empresas onde a prática dominante é o trabalho precário e sem direitos”, apontaram.

José Brinquete garante que o PCP estará “atento” a todas estas situações, comprometendo-se a “lutar pelos direitos dos trabalhadores e pelo bem-estar das populações”. O alento é dado também pelos resultados das eleições legislativas e autárquicas. O PCP considera que houve, a nível legislativo e autárquico, um “crescimento muito positivo”.

Nas eleições eleitorais para a Assembleia da República a CDU cresceu 30 por cento, em relação a 2005. Nas autárquicas, a CDU está agora representada em cinco das doze Assembleias Municipais – Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Mirandela e Vinhais – e nas Assembleias de Freguesia de Macedo do Mato, Bagueixe, Peredo, Santa Comba da Vilariça e Edral.

 

02 de Julho de 2009

A dirigente nacional do partido “Os Verdes”, Manuela Cunha, foi a candidata escolhida pela direcção de Bragança do partido comunista para encabeçar a lista do distrito de Bragança às próximas eleições legislativas, agendadas para 27 de Setembro.

Natural de Almeirim e vereadora da autarquia naquele concelho, José Brinquete, coordenador distrital da CDU, considera que esta é uma “aposta muito forte” em Bragança e adianta que a CDU tudo fará para “ajudar” a candidata no conhecimento da região.

“Manuela Cunha tem a vantagem de ser uma mulher de grande destaque nacional, com grande capacidade de trabalho e iremos ajudá-la a conhecer a região”, adiantou.

Por seu lado, a dirigente do PEV recordou os vários momentos em que esteve na região, encabeçando a luta pelas linhas ferroviárias do Tua, do Corgo e do Tâmega, ou  na questão do cemitério nuclear em Freixo de Espada à Cinta e de Aldeia d’ Ávila.

“De facto não sou daqui, mas o país é meu. Considero todo o país como meu e dos portugueses. Sei que para cá do Marão mandam os que cá estão e eu não pretendo vir para cá mandar. Pretendo ouvir as populações e fazer chegar a voz das populações junto do poder central”, afirmou.

Com esta candidatura, José Brinquete e Manuela Cunha consideram que a votação na CDU poderá sair reforçada, à semelhança do que aconteceu na última votação para as Eleições Europeias.

A apresentação pública da candidata da CDU pelo distrito de Bragança às eleições legislativas realizou-se na passada terça-feira, num bar da cidade.

Recorde-se que a CDU nunca conseguiu eleger um deputado para representar o distrito de Bragança na Assembleia da República.

publicado por Lacra às 09:41
últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
Estou habituado na leitura de blogs on line, adoro...
me llamo fedra soy de santa fe argentina tengo 9 ...
Carissimos,Eu não sei quem inseriu o comentário em...
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