Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
27 de Janeiro de 2010

A Cruz Vermelha de Bragança associou-se à campanha nacional “Ajude o Haiti, agora”. O peditório está a ser realizado em todo o concelho de Bragança e os contributos vão ser entregues na Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, na primeira semana de Fevereiro.

Os contributos podem ser feitos também através do multibanco ou netbanking, na opção “pagamento de serviços”, marcando a entidade 20 999 e a referência 999 999 999.

É ainda possível efectuar depósitos ou transferências bancárias para contas credenciadas pela Cruz Vermelha. A Cruz Vermelha alerta ainda para que os cidadãos tenham em atenção as possíveis fraudes e que efectuem os donativos junto das instituições ou nos sítios da Internet oficiais (www.cruzvermelha.pt).

 

 

Banco

Nº conta

NIB

Millennium BCP

45307610691

0033 0000 4530 7610691 05

CGD

0027082402230

0035 0027 0008 2402230 53

BPI

2-3631911 000 001

0010 0000 3631 9110001 74   

BES

0001 4968 7394

0007 0000 00149687394 23

C.E.Montepio Geral

087100053716

0036 0087 99100053716 51

Barclays

117201022464

0032 0117 00201022464 75

BANIF

57/629520

0038 0057 00629520771 72

Santander (Totta)

0000.23996353001 31 BT

0018 0000 23996353001 49

26 de Janeiro de 2010

 Marta Saraiva estava no sítio certo, à hora certa. No dia 12 de Janeiro, quando a terra tremeu no Haiti, com um sismo que atingiu 7.0 graus na escala de Richter, matou milhares de pessoas e deixou o país num estado inimaginável de destruição, a estudante portuguesa de Medicina na República Dominicana soube imediatamente o que tinha de fazer. Na capital do país vizinho, Santo Domingo, a 400 quilómetros, o terramoto também provocou "alguma turbulência", por isso Marta e os colegas portugueses da Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña fizeram as malas a correr, pediram autorização para faltar às aulas e, depois de quatro horas e meia de viagem, atravessaram a fronteira para o Haiti. A sua ajuda, como estudantes de medicina, foi bem-vinda no hospital de campanha improvisado na localidade fronteiriça de Jimani.

Nos dias que se seguiram, não há palavras para descrever o que os universitários portugueses viveram no Haiti a prestar auxílio a centenas de vítimas do sismo. O que o mundo viu, horrorizado, pela televisão, Marta Saraiva, João Rocha, Mara Rocha e António Pinheiro, naturais de Rubiães (Paredes de Coura), Mogadouro (Bragança) e Santo Tirso, sentiram na pele, em primeira mão. "É um cenário impressionante, que chega até a ser arrepiante, mas depois desta experiência ainda fico com mais vontade de ser médica. É nestes cenários que se percebe a verdadeira dimensão e a real importância desta profissão", disse Marta, de 21 anos, no primeiro dia em que chegou ao Haiti. Durante cerca de uma semana, os estudantes portugueses atenderam perto de 700 pessoas e trabalharam com outros universitários porto-riquenhos e médicos do México e Japão. "Nunca me vou esquecer desta experiência", disse a estudante, sem pôr de lado a hipótese de voltar ao Haiti nos próximos tempos.

Marta Saraiva chegou à República Dominicana há quase dois anos e meio, depois de uma média final de 15,5 valores no ensino secundário lhe ter "cortado" as hipóteses de se candidatar a um curso de medicina em Portugal. Com o sonho de ser médica em mente e sem aceitar escolher outro curso qualquer, foi à procura de alternativas no estrangeiro. A República Dominicana surgiu por sugestão de um amigo. O pai informou-se, a família concordou e a Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña foi a primeira escola a dar uma resposta positiva. Em Santo Domingo, Marta partilha casa com colegas portugueses. Ao todo, na universidade há cerca de 30 portugueses na licenciatura de Medicina. A instituição de ensino superior (a primeira privada no país, em 1996) é a mais procurada por estrangeiros: mais de três mil provenientes de 57 países (EUA, Canadá, Porto Rico, Espanha, etc.). Na UNPHU, a licenciatura de medicina tem a duração de seis anos, 12 semestres que podem ser concluídos em quatro anos. A propina é de cerca de 2400 euros por semestre (os estrangeiros, como Marta, pagam 500 euros por mês), e não estão incluídas as despesas de alimentação ou de alojamento.

Fonte: Diário Económico

publicado por Lacra às 14:16
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