É no número 35 da Rua Abílio Beça, em Bragança, a dois passos do Museu Abade Baçal, que se mostram os "tesouros" em madeira e ferro nascidos das mãos do escultor João Ferreira.
Objetos geométricos, árvores e beija-flores, um peixe da profundeza dos oceanos e, no meio do espaço, uma grande árvore de onde brota um coração e a que o artista deu o nome de "sangue, suor e lágrimas", nasceram do "prazer de pôr as mãos a fazer coisas".
O resultado é uma forte impressão visual que desperta sentimentos e que remete para as raízes ancestrais do ser humano e da sua relação com a terra.
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E se falamos de sentimentos é porque a seguir, João Ferreira, leva-nos, através da sua arte, ao Nordeste Transmontano, mas não sem uma ponta de ironia e de sátira.
Através de postais, em ferro e madeira, João Ferreira mostra-nos personagens e rituais da memória local,questionando, ao mesmo tempo, aquilo que se pretende como "produto cultural de consumo".