Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
22 de Fevereiro de 2009

O presidente da Câmara de Bragança considerou hoje "uma irracionalidade" o Instituto de Conservação da Natureza (ICNB) ainda não se ter manifestado sobre a possível instalação de uma pedreira espanhola na fronteira, contígua ao Parque Natural de Montesinho.

A posição de Jorge Nunes surge na sequência de uma denúncia da Associação Protectora do Rio Maças, que classifica de "preocupante" o que se está a passar no lado espanhol e que as autoridades portuguesas ligadas ao Ambiente, contactadas pela Lusa, desconhecem.

De acordo com documentação oficial e da imprensa espanholas distribuída pela associação, encontra-se em discussão pública, pelo período de 30 dias, o Estudo de Impacto Ambiental do projecto da pedreira.

Segundo os documentos, a empresa de Leon, Hésperica de Obras, pretende instalar uma exploração de quartzo próximo da localidade espanhola de Nuez.

O local da exploração fica junto ao rio Maças, que faz a fronteira entre Portugal e Espanha, sendo Quintanilha a localidade portuguesa mais próxima e com vista para a pedreira.

Para a associação ambientalista sedeada na aldeia portuguesa, o projecto da pedreira a céu aberto é "preocupante" pelas consequências ambientais para o rio, para a população de Quintanilha e para as acções que está a desenvolver em defesa do Maças, que se tornou num procurado local de passeio e lazer, sobretudo no Verão.

O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, que disse já ter solicitado informação à autoridade do Ambiente de Espanha, aponta o dedo ao ICNB.

"Se há tantos impedimentos para um agricultor levar os seus rebanhos a pastar, se levar os seus animais é só complicações, aquilo (pedreira) não é uma complicação?", questionou.

O autarca realçou não estar a fazer juízos de valor sobre o projecto, que pode não ser negativo, mas entende que "o ICNB tem responsabilidades e deve acompanhar esse processo".

Contacto pela Lusa, o ICNB alegou não ter responsabilidade sobre esta matéria, remetendo para a Agência Portuguesa do Ambiente.

Neste organismo foi dito à Lusa não existir qualquer informação acerca da pedreira espanhola.

Disseram, no entanto, que a legislação comunitária obriga os estados-membros a informar os vizinhos sempre que um projecto fronteiriço tem impactes no outro lado da fronteira.

A Agência Portuguesa do Ambiente sugere que as autoridades locais lhe façam chegar "informação por escrito" sobre o processo.

Sugeriu ainda que seja contactada a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) para saber se tem alguma informação sobre o assunto.

A Lusa pediu esse esclarecimento junto da CCDRN, sem que ainda ter obtido uma resposta.

publicado por Lacra às 10:42
últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
Estou habituado na leitura de blogs on line, adoro...
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Carissimos,Eu não sei quem inseriu o comentário em...
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