Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
18 de Setembro de 2008

"Mais uma morte provocada por uma cidente com um tractor agrícola. O acidente ocorreu ontam à tarde, numa via de acesso à zona industrial de Vinhais. O caminho é muito inclinado e o veículo terá, inexplicavelmente, começado a andar de marcha-atrás." Fonte RBAFoto retirada da internet

 

"Mais uma morte provocada por uma cidente com um tractor agrícola. O acidente ocorreu ontam à tarde, numa via de acesso à zona industrial de Vinhais. O caminho é muito inclinado e o veículo terá, inexplicavelmente, começado a andar de marcha-atrás." Fonte RBA

Copiei esta notícia do sítio da RBA porque me parece muito peculiar. Ao abrir, o título diz: tractor volta a matar. Não sabia eu que os tractores agora tinham características humanas....e também não sabia que matavam...Estamos, portanto, perante um caso de personificação que, a meu ver, não é intencional, parte antes da ignorância do português,

Depois, para além dos erros ao nível da construção frásica e dos erros ortográficos, a notícia transmite ainda que o acidente ocorreu ontem à tarde, mas ficamos sem saber se ontem é mesmo ontem ou se será anteontem...Se a notícia for lida amanhã, o ontem é hoje, certo? Pedimos mais clareza e objectividade. 

Pormenores do acidente:

"o caminho é muito inclinado e o veículo terá, inexplicavelmente, começado a andar para trás".

O veículo, não só é um assassino como toma decisões...Mas vamos lá ver, então o caminho é inclinado, ok, e o tractor ia a subir ou a descer? é que se ia a subir, o mais provável é que o condutor não tenha conseguido arrancar. Mas se ia a descer, teve que meter macha atrás, digo eu... 

Portanto, mais um acidente agrícola. Causas: ser humano, obviamente.

Desde o ano passado que o Governo Civil de Bragança tem vindo a alertar para a necessidade de tormar precauções no manejo de máquinas agrícolas.

Em 2006, no distrito de Bragança houve o registo de 14 mortes resultantes de acidentes com máquinas agrícolas. Um estudo, elaborado pelo Governo Civil, permitiu conhecer a realidade e estabelecer o perfil dos condutores que já tiveram acidentes. São normalmente agricultores com uma média avançada de idade, entre os 70 e os 79 anos, dos quais 75% das vítimas mortais não tinham carta específica de condução de máquinas agrícolas e a maioria não são agricultores a tempo inteiro. Só 25% das vítimas tinham carta de condução específica. Por norma, as condições de segurança não estão criadas nas máquinas acidentadas, já em estado obsoleto em virtude dos anos a mais que levam de trabalho acumulado. O facilitismo é a grande causa dos acidentes. Aliás, o estudo avança que os próprios tractoristas reconhecem a incúria, nomeadamente com pessoas mais velhas e até com crianças a quem muitas vezes se entrega o volante de um tractor.

Vamos lá a ser mais claros e concisos, pessoal do jornalismo??? É que este tipo de notícias em nada contribui para aquele que deve ser o principal papel dos órgãos de comunicação social: informar com verdade.

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