Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
21 de Abril de 2010

 

Uma avaria no frigorífico central da farmácia da unidade de saúde de Mirandela do Centro Hospitalar do Nordeste (CHN) acabou por danificar a maioria dos medicamentos que estavam no interior, que necessitam de uma temperatura constante inferior a oito graus.

A avaria registou-se no passado sábado de manhã, apurou o Mensageiro, e como os dois técnicos especialistas daquela unidade não estão a fazer prevenção, desde o início de Março (ver caixa), foram chamados dois electricistas da unidade de Bragança, do mesmo CHN, para tentar resolver o problema. 

No entanto, a situação só acabou por ser regularizada na segunda-feira de manhã, pelos técnicos especialistas da unidade de Mirandela quando iniciavam o seu horário laboral, confirma uma fonte hospitalar.

O procedimento acabou por ser simples, com o recurso a dois frigoríficos de reserva que foram colocados à disposição dos responsáveis pela farmácia para transferir os medicamentos. No entanto, a maioria deles já não estava em condições de ser fornecidos ou ministrados aos doentes daquela unidade. O prejuízo deve rondar os 25 mil euros, garante a mesma fonte.

Confrontada com esta situação, fonte do gabinete de comunicação da administração do CHN confirma a avaria, mas apresenta uma versão diferente. “Os técnicos tomaram todas as medidas de prevenção na altura e transferiram os medicamentos para outros frigoríficos, sendo que alguns já denotavam estar alterados e foram retirados”, avança.

A mesma fonte adianta que a responsável pela farmácia está a elaborar um relatório para avaliar a dimensão dos estragos e não confirma que o prejuízo seja de 25 mil euros.

 

Sem técnicos de prevenção

Este é mais um dos vários casos que têm vindo a acontecer no hospital de Mirandela, desde o início de Março, altura em que os técnicos informaram a administração que não aceitam estar de prevenção durante a noite e ao fim de semana, revoltados com a decisão unilateral de reduzir os suplementos nocturnos.

Há um mês, o laboratório de análises esteve sem energia eléctrica durante dez horas. Houve a necessidade de transportar para a unidade de Bragança vários frascos de análises para conhecer os respectivos resultados. A situação só foi normalizada, no dia seguinte, na altura em que os técnicos se preparavam para iniciar mais um dia de trabalho.

Segundo apuramos, os dois técnicos especialistas da unidade de Mirandela recebiam cerca de 18 mil euros anuais pelo trabalho de prevenção, valor bem inferior aos 25 mil euros de prejuízo causado por esta avaria, em apenas um fim-de-semana.

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 08:53
06 de Abril de 2010

Um cidadão de 39 anos foi identificado, em Mirandela, por ter na sua posse um produto suspeito de ser haxixe suficiente para 23 doses. Depois do primeiro interrogatório judicial, o indivíduo ficou sujeito a apresentações periódicas bimensais.

Ainda durante a Operação Páscoa em Segurança, que decorreu de 28 de Março a 5 de Abril, foram identificados mais três homens por posse de haxixe, tendo sido apreendido produto suficiente para 43 doses.

A PSP identificou ainda um homem, de 26 anos, suspeito da prática de furtos por arrombamento a automóveis, praticados durante o mes de Março, na cidade de Bragança.

A nível da segurança rodoviária, a PSP intensificou  a fiscalização do trânsito e efectuou dez operações nas quais submeteu ao teste de pesquisa do álcool 175 condutores, seis deles na sequência de acidentes. O resultado foi uma detenção por condução em estado de embriaguez e duas contra-ordenações muito graves.

Foram ainda elaborados 30 autos por excesso de velocidade e participadas outras 50 infracções diversas, nomeadamente por utilização do telemóvel, não cedência da prioridade, não utilização do cinto de segurança e estacionamento irregular.

Durante o período da operação foram ainda participados quatro acidentes de viação, dois em Bragança e dois em Mirandela, do quais apenas resultaram danos materiais.

publicado por Lacra às 11:38
03 de Abril de 2010

Projecto de mobilidade inviabiliza substituir a linha que vai ficar submersa pela barragem.

A EDP não apresentará qualquer proposta de alternativa ferroviária ao troço da linha do Tua que ficará inundado com a construção da barragem de Foz--Tua. As alternativas vão passar pelos transportes fluviais (para o turismo) e rodoviários (mobilidade quotidiana).

Em causa está o estudo de alternativas de transporte às populações servidas pela linha do Tua, imposto pela Declaração de Impacto Ambiental, emitida há quase um ano pelo Ministério do Ambiente que aprova a construção da barragem "fortemente condicionada" com a cota de nível de pleno armazenamento mais baixa (170 metros), das soluções alternativas em avaliação.

Com essa decisão, a linha do Tua será inundada em cerca de 16 quilómetros dos cerca de 54 da sua extensão, ficando submersos cinco apeadeiros e desactiva automaticamente os primeiros quatro quilómetros da ferrovia, entre o Tua e Tralhariz, para os trabalhos do projecto.

Uma das imposições é o estudo das alternativas de transporte, incluindo a alternativa ferroviária, que a EDP afastou de imediato pela relação custo/benefício. "No total, orçaria entre os 130 e os 140 milhões de euros, valor muito desproporcionado face aos benefícios expectáveis", lê-se no documento, em consulta até ao dia 19.

Para chegar a esses valores, o Gabinete de Estudos e Geotecnia teve em conta que "a extensão necessária da linha para vencer o desnível seria de cerca de oito quilómetros e que, mesmo essa solução, só seria possível à custa de um atravessamento para a margem direita do rio e um regresso à margem esquerda, por forma a findar o traçado na actual estação do Tua, o que teria impactos ao nível paisagístico e ambiental". Sendo assim, a EDP apresenta duas propostas paralelas, cada uma adaptada a cada segmento de procura, embora articuladas.

A solução turística combina a alternativa ferroviária entre Mirandela e Brunheda, com a alternativa fluvial entre Brunheda e a barragem e a alternativa rodoviária entre a barragem e o Tua.

Requalificação

O restabelecimento da ligação ferroviária entre Mirandela e Brunheda implica uma requalificação numa extensão de 33 quilómetros, que permitiria a extensão do serviço regular de passageiros e potencia a organização de serviços ocasionais turísticos, bem como recupera parte do património ferroviário da linha do Tua. No entanto, o investimento, estimado em cerca de 15 milhões de euros, não deve ser da responsabilidade nem encargo da EDP, mas da REFER. Ainda no segmento turístico, é proposta a alternativa rodoviária entre a barragem e o Tua, através de um minibus. Outra proposta passa pela transformação da linha entre a barragem e o Tua em via pedonal. Essa solução envolve um envelope financeiro, da responsabilidade da EDP, entre 3,5 e cinco milhões.

Na solução para a mobilidade quotidiana, a EDP propõe a combinação do serviço de transporte ferroviário entre Mirandela e Brunheda, com um serviço assente na rodovia e na utilização de autocarros entre Brunheda e o Tua. Esta hipótese teria um encargo para a EDP de 600 mil euros, mais os 15 milhões da requalificação da linha, da responsabilidade da REFER, da qual não foi possível obter qualquer reacção às propostas.

Uma das contrapartidas da EDP para os concelhos que vão ser abrangidos pela construção da barragem do Tua é a sua participação, através de um fundo financeiro, no nascimento de uma Agência Regional de Desenvolvimento.

 

Fonte: JN

publicado por Lacra às 12:16

A centenária estação de Mirandela da Linha do Tua votada ao abandono há mais de duas décadas poderá encher-se novamente de vida transformando-se num centro de artes, cultura, lazer e de memória do caminho de ferro.

A Câmara local tem pronto o projeto da autoria do arquiteto Belém Lima, e o modelo de financiamento dos onze milhões de euros necessários para dar novo uso à estação de comboio com uma dinâmica cultural que passa por um centro de artes, escola de música e espaço museológico.

"Como temos uma escola de música e tradição nas artes em Mirandela, porque não transformar aquele edifício numa escola das artes as condições que o Ministério da Educação exige", disse hoje à Lusa o autarca local, José Silvano.

De acordo com Silvano, já foi constituída uma parceria público privada entre a autarquia e várias empresas para a execução do projeto que aguarda apenas luz verde da proprietária do edifício, a Refer.

A estação que deu nome à alheira de Mirandela esteve para ser arrasada e no seu lugar crescer um loteamento de prédios com cinco andares que não vingou, mas ditou o início de um processo de abandono e degradação.

O edifício é dos mais imponentes e emblemáticos do património ferroviário da linha do Tua, no Nordeste Transmontano, e embora não seja classificado tem um valor simbólico.

A ele se deve o facto de a alheira de Mirandela ter sobressaído entre os enchidos congéneres que há séculos se produzem em toda a região e que mesmo chegando de outros pontos eram despachadas naquela estação e chegavam ao litoral com o carimbo "Mirandela".

 "É uma tristeza saber que um edifício do Estado, neste caso da Refer, esteja nesse estado de abandono", refere o autarca de Mirandela, realçando que "o abandono nesta estação é mais evidente porque ainda passa ali o comboio, tem uma dimensão diferente e está numa cidade".

O ar fantasmagórico dos vidros partidos e madeiras consumidas pelo tempo destoa da arrumação da "cidade jardim".

A degradação, segundo o autarca social-democrata, começou antes de a autarquia ter decidido criar, há 20 anos, o Metropolitano Ligeiro de Superfície de Mirandela que acabou por salvar o que restou da linha do Tua e passou a fazer o transporte de passageiros ao serviço da CP.

A antiga estação foi substituída por uma outra, mesmo ali ao lado, das novas que o metro batizou com os nomes dos pais da Europa.

Foi a União Europeia que garantiu o financiamento para o novo transporte.

Recuperar o velho edifício era incomportável para o município que naquela ocasião aprovou um acordo em que a CP vendia a estação e terrenos adjacentes para um empreiteiro local construir um loteamento de prédios com r/c e cinco andares.

Em troca, o município recebia as três carruagens do metro de Mirandela, uma espécie de permuta avaliada em um milhão de euros.

Quando chegou à presidência da autarquia, há 14 anos, José Silvano diz ter reprovado o projeto do antecessor José Gama e desde então a estação está ao abandono e o Metro com um passivo crescente de ano para ano devido às amortizações da dívida das automotoras.

O autarca acredita que o novo projeto, que contempla a ampliação do atual edifício, irá resolver todos estes problemas e que a REFER aceitará a proposta pelo valor de 750 mil euros, ficando as partes quites.

Questionada pela Lusa sobre a nova proposta da autarquia, a REFER respondeu por escrito que "aguarda enquadramento por parte da direção de Património" da empresa.

 

Fonte: Lusa

publicado por Lacra às 12:12
09 de Março de 2010

 O Governo vai dar mais poder às escolas para poderem intervir de forma "mais rápida, mais segura e mais próxima aos pais" em casos de violência, anunciou hoje a ministra da Educação.

Isabel Alçada falava aos jornalistas a propósito do caso de um rapaz de Mirandela desaparecido desde a semana passada depois de se ter atirado ao rio Tua na sequência, alegadamente, de agressões reiteradas por parte dos colegas da escola.

A ministra lembrou que a lei e os regulamentos internos das escolas são muito claros quanto à "inaceitabilidade" de qualquer forma de "ameaça, agressão ou violência" nos estabelecimentos de ensino.

Fonte: Lusa

06 de Março de 2010

 O procurador-geral da república afirmou, ontem, ao JN, que entende "necessária uma legislação própria" ao fenómeno do bullying. Pinto Monteiro adianta, que se trata de algo que "sempre o preocupou" mas que "a preocupação não teve grande acolhimento na altura".

Segundo o gabinete do PGR, "a violência escolar não tinha, no Ministério Público, tratamento autónomo e diferenciado de todos os outros tipos de violência, o que só acontece recentemente". Daí a "dificuldades acrescida" em discriminar o número de casos. Porém, há dois anos, houve 160 inquéritos por violência escolar, "admitindo-se que o número seja maior, já que alguns não constam do sistema informático".



 

Fronteira frágil



"Legalmente, os limites estão definidos mas, na prática, é muito difícil estabelecer fronteiras", disse, ao JN, fonte do programa Escola Segura. De acordo com as normas estabelecidas pela parceria entre os ministério da Educação e da Administração Interna aquando da criação da Escola Segura, que envolve todas as forças de segurança, dentro dos muros da escola, "manda o conselho executivo". Contudo, numa faixa de 50 metros à volta do recinto escolar, extra-muros, os responsáveis pela instituição e as forças de segurança partilham responsabilidades.



 

Comunicação de anomalias



"Nestes 50 metros, a direcção pode e deve comunicar aos pais e autoridades qualquer anomalia mas não pode, por exemplo, mover um processo disciplinar aos alunos ou aplicar castigos", referiu a mesma fonte. "Dentro da escola não há dúvidas sobre quem tem a responsabilidade. O problema é nos 50 metros exteriores, onde a escola tem que informar as autoridades e as forças de segurança têm que actuar", frisou o responsável pela Escola Segura.

O problema frequente colocado aos agentes da Escola Segura é a saída do recinto escolar nos intervalos ou antes do final das aulas. "Os pais têm que autorizar a saída e cabe aos porteiros verificar, uma por uma, a autorização de cada estudante". No caso da EB 2,3 Luciano Cordeiro, onde um aluno saiu do recinto escolar, seguido por amigos, o responsável não tem dúvidas: "Legalmente, a direcção pode mover um processo disciplinar aos funcionários responsáveis pelas entradas e saídas do estabelecimento. Também os pais dos estudantes podem, juridicamente, apurar responsabilidades junto da escola".

 

Fonte:JN

05 de Março de 2010

O silêncio da direcção da escola Luciano Cordeiro no caso Leandro e sobre os vários relatos de violência naquele estabelecimento de ensino está a provocar indignação de vários pais que dizem estar alarmados com as consequências desta tragédia.

 

Os pais de alunos da escola Luciano Cordeiro continuam a denunciar episódios de violência dentro do estabelecimento de ensino em que o Leandro terá tido um desentendimento, minutos antes de desaparecer nas águas do rio Tua, na passada terça-feira. Agora é a vez de Cecília Ferreira, mãe de uma criança de 12 anos, da mesma turma do Leandro, revelar que a sua filha foi agredida, em Janeiro deste ano, numa sala de aula, garantindo que apresentou queixa, por escrito, mas até agora nada aconteceu.

“Apresentei queixa, tanto que a minha filha recusava-se a ir à escola, esteve quatro dias sem ir. O que me disseram da escola era que não tínhamos de dar grande importância porque eram crianças e às vezes há desentendimentos. Mas ser agredida numa sala de aula, com o professor presente e dizer que não viu, é lamentável”, diz.

Cecília conta até que a sua filha relata outros casos graves que acontecem no interior da escola.

“A minha filha conta que vê todos os dias agressões na escola. São roubados telemóveis, é-lhes exigido que levem roupa de marca para a escola.”

Perante todos estes episódios de violência, Cecília Ferreira não esconde que está alarmada e não entende o silêncio da direcção do agrupamento

“Está a deixar-nos alarmados porque há outras crianças a viver o que o Leandro viveu e queremos que seja a primeira e última vez”, diz. Por isso diz que “o sistema está errado, é preciso mudá-lo”, pede, lamentando ainda a ausência de “um responsável a dar a cara num momento em que o Leandro está a ser procurado.”

Para tentar pressionar a escola a prestar esclarecimentos, Cecília Ferreira e outros pais estão a tentar organizar um movimento para que seja possível obter respostas às suas preocupações.

“Tencionamos pedir explicações à escola. Há pais que ainda se vão juntar a nós. Temos é que nos organizar um pouco.”

Alguns pais a demonstrarem a sua indignação com o silêncio da direcção da escola relativamente aos casos de violência que têm sido relatados.

Este grupo de pais já abriu uma conta bancária para ajudar a família do Leandro

“A dor deles deve ser imensa e, por isso, tomámos a iniciativa de abrir uma conta solidária, porque são famílias carenciadas”, explica Cecília Ferreira.

A conta é a seguinte: 001800032276818802096.

Entretanto, as operações de busca de ontem, apesar de terem sido alargadas até à foz do Tua e com ajuda de um helicóptero, não teve resultados positivos, como avançou Melo Gomes, coordenador do CDOS do distrito de Bragança.

“As buscas, infelizmente, continuam infrutíferas. Tivemos cem homens no terreno, dois botes na água e um helicóptero, mas infelizmente não conseguimos atingir os nossos objectivos.”

Hoje foram retomadas as buscas, mas, devido ao agravamento das condições meteorológicas, há uma diminuição dos meios no terreno.

“É muito difícil fazer buscas ao longo das margens com pessoal apeado, e um risco, porque temos terreno escorregadio. Vamos continuar as buscas mas com menos pessoal. Vamos manter também um bote no rio, um posto de comando e pessoal a patrulhar as margens.”

Melo Gomes revela que ainda não há previsão de quanto tempo ainda vão demorar as operações de busca.

Fonte: Brigantia

 

04 de Março de 2010

 Uma escola, no interior. Os meninos jogam à bola na rua debaixo do olhar dos mais velhos. Alguns escondem-se e calam dentro deles uma dor de alma, uma torrente de sentimentos frustrados. Têm medo, choram.

 Indiferentes à sua dor, toda uma escola viva de professores, companheiros, auxiliares...

Numa escola, no interior, uns meninos eram perseguidos por colegas mais velhos e de vez em quando levavam “uns bofetões”. “Coisa normal entre crianças”, disseram alguns pais e professores. Uma “coisa normal” para quem?

Sendo a escola obrigatória, presumo que muitos de nós tenhamos passado por lá. Poucos serão os que não viveram situações semelhantes, com desfechos diferentes. Quem nunca andou “à bulha”? Terão sido poucos, mas isso é normal e aceitável? Até que ponto?

Em 2008 o pequeno Leandro, uma criança como eu também fui, como muitos foram, foi mandado para o hospital. Alguns colegas mais velhos bateram-lhe. Dizem que lhe deram pontapés na cabeça. Esteve dois dias internado. É normal? É aceitável? O que fez a escola? O aluno foi agredido fora do recinto. Mas foi agredido por colegas seus, colegas mais velhos. É aceitável?

Em 2010 Leandro não aguentou mais e o país soube. Um menino saltou para o rio para fugir aos maus tratos de alguns colegas mais velhos. Vergonha. Que vergonha.

Foi preciso cair nas águas do rio para fazer ouvir a sua dor.

Quantos mais Leandros vão ter de cair para que a escola comece a encarar a agressividade e a violência entre os alunos como um sério problema e não como brigas de crianças?

Para quando a colocação de profissionais competentes (psicólogos) para acompanhar estes casos?

Que pessoas estamos a formar? Que pessoas queremos formar?

 

Espero que a consciência lhes doa até mais não e que não haja uma noite em que descansem em paz.

 

Aos pais e familiares, condolências sentidas...


 Daniel Sampaio, psiquiatra e autor de livros sobre o suicídio na adolescência, diz que, a confirmar-se, o caso de Leandro tem contornos "raríssimos". O suicídio atinge maior frequência a partir dos 15 anos, sendo muito invulgar abaixo dessa idade. "Creio que seria importante e interessante realizar-se uma autópsia psicológica", afirma.

Este método de investigação procura reconstituir o estado psicológico e motivações da vítima no período que antecedeu o suicídio, contactando familiares, colegas e outras pessoas próximas. "Mas nada na lei obriga à realização de uma autópsia psicológica", sublinha o psiquiatra, acrescentando não ser habitual o Ministério Público promover este estudo.

Diversos estudos internacionais confirmam que a percentagem de suicídios é mais elevada entre vítimas de bullying (conceito que pressupõe maus--tratos repetidos), mas Daniel Sampaio acentua nem sempre ser evidente a relação de causa efeito. Um suicídio é quase sempre resultado de múltiplos factores. De sinais que nem sempre são lidos a tempo.

 

Fonte: I


 Leandro Filipe, o rapaz de 12 anos que se suicidou no rio Tua, em Mirandela, já tinha estado internado no hospital, há um ano, depois de ter sido pontapeado na cabeça por colegas de escola. Um entre vários episódios de violência de que terá sido vítima.

Foram infrutíferas as buscas, ontem, para encontrar o corpo da criança de 12 anos que desapareceu nas águas do rio Tua. Mais de uma centena de elementos dos Bombeiros, GNR e PSP, estiveram envolvidos na operação, que se estendeu por mais de 20 quilómetros, entre a ponte açude e a zona da Brunheda.

Quando as buscas forem retomadas, esta manhã, a coordenação da Protecção Civil de Bragança conta já ter o apoio de um helicóptero que possa sobrevoar o leito do rio até à foz.

Enquanto prosseguiam as buscas, confirmavam-se as informações sobre os episódios de violência que antecederam a tragédia, surgindo relatos de outros episódios de violência na escola.

Um primo de Leandro, que assistiu a tudo, confirma que o rapaz voltou a ser agredido na escola e que "saiu a correr" das instalações, anunciando que "ia atirar-se ao rio". Uma prima reforça a tese de que Leandro era vítima de violência na escola. "Ele já tinha sido agredido, há pouco maisd de uma ano, e ficou internado no hospital durante algum tempo", assegura Marisa Nunes.

O JN confirmou, junto de fonte hospitalar, que Leandro deu entrada na urgência do hospital da cidade, em Dezembro de 2008, após ter sido agredido com pontapés na cabeça por três alunos da escola. Ficou internado durante dois dias.

 

Processo de averiguações

Episódios que nenhuma instituição confirma. O Ministério da Educação informou que foi aberto um processo de averiguações para se perceber o que poderá ter ocorrido no recinto da escola. Mas acrescenta que, durante o ano passado, a escola registou apenas duas ocorrências: uma no primeiro período, outra no segundo, e em ambos os casos por injúrias a um funcionário.

A Direcção Regional de Educação do Norte, lamenta "o que aconteceu" e informa que tem "uma equipa no terreno a acompanhar a família e as suas necessidades mais imediatas".

Fonte da DREN acrescenta que se vai "aguardar pelas conclusões do processo de averiguações entretanto aberto pela escola. Seria prematuro comentar a situação sem essas conclusões".

Nem o Conselho Executivo da E.B. 2,3 da Luciano Cordeiro, nem a Comissão de Proteçção de Crianças e Jovens têm registo de casos de bullying na escola.

O presidente da Associação de Pais corrobora, afirmando que nunca recebeu "qualquer queixa dos pais ou de outros elementos da escola" sobre a hipótese deLeandro ser vítima de abusos. José António Ferreira apenas adnmite que há "situações pontuais" de violência. O mesmo responsável acrescenta que "a DREN produziu um estudo relativamente à existência de bullying em escolas da região e esta foi das mais bem classificadas".

 

Fonte: JN

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