Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
01 de Março de 2010

 O Rebordelo comprometeu de forma decisiva a sua condição de candidato à vitória na AF Bragança depois de, neste domingo, ter empatado a um golo com o modesto Milhão, resultado que deixa a equipa de Jorginho cada vez mais longe dos líderes argozelenses, que não jogaram devido ao mau tempo.

 

O Vinhais, que venceu em Mogadouro, por 2-1, é agora uma séria ameaça ao segundo lugar, dos vizinhos de Rebordelo, uma vez que a diferença entre as duas equipas é de apenas três pontos.

 

Em alta está também o Mirandês, que venceu em Carção, por 2-1, e já é quarto da tabela, estando a seis pontos do segundo posto e a três apenas do terceiro… Tudo é possível ainda para a equipa do Douro.

 

Em Vimioso, o Águias voltou a desiludir, perdendo com o Alfandeguense por 3-4, num jogo cheio de golos e de chuva. Igual façanha à dos de Alfândega da Fé conseguiu o Lamas, que jogou no terreno do Poiares e conseguiu um triunfo claro, por 3-1, que deixa o Lamas mais longe dos dois últimos.

 

O jogo entre o Talhas e o Vila Flor, à semelhança do que aconteceu no Sendim-Argozelo, foi adiado devido ao mau estado do terreno, pelo mau tempo que se fez sentir em todo o Nordeste. O Campeonato volta dentro de uma semana, uma vez que, este domingo, há Taça. 

 

Fonte: Mensageiro Notícias

28 de Fevereiro de 2010

Em Trás-os Montes, o Rio Sabor, vai deixar de correr naturalmente até ao Douro. A construção da Barragem do Baixo Sabor muda para sempre o equilíbrio natural da região. Conheça as espécies e as memórias condenadas no altar do progresso energético e pr...ove connosco o sabor da despedida.

26 de Fevereiro de 2010

Este fim-de-semana regressa o Campeonato, com um interessante derby regional, que vai opor o Boticas ao Académico. Na primeira volta, os mogadourenses venceram, mas houve muita luta até ao fim, pelo que (e considerando as contas das duas equipas) haverá jogo grande.

Recorde-se que o Académico de Mogadouro venceu, no passado Sábado, o GS Loures por 3-1, uma vitória a contar para a Taça de Portugal. Espera-se agora um sorteio mais favorável que permita tentar as meias-finais da competição por eliminatórias. 

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 18:01
26 de Janeiro de 2010

 Marta Saraiva estava no sítio certo, à hora certa. No dia 12 de Janeiro, quando a terra tremeu no Haiti, com um sismo que atingiu 7.0 graus na escala de Richter, matou milhares de pessoas e deixou o país num estado inimaginável de destruição, a estudante portuguesa de Medicina na República Dominicana soube imediatamente o que tinha de fazer. Na capital do país vizinho, Santo Domingo, a 400 quilómetros, o terramoto também provocou "alguma turbulência", por isso Marta e os colegas portugueses da Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña fizeram as malas a correr, pediram autorização para faltar às aulas e, depois de quatro horas e meia de viagem, atravessaram a fronteira para o Haiti. A sua ajuda, como estudantes de medicina, foi bem-vinda no hospital de campanha improvisado na localidade fronteiriça de Jimani.

Nos dias que se seguiram, não há palavras para descrever o que os universitários portugueses viveram no Haiti a prestar auxílio a centenas de vítimas do sismo. O que o mundo viu, horrorizado, pela televisão, Marta Saraiva, João Rocha, Mara Rocha e António Pinheiro, naturais de Rubiães (Paredes de Coura), Mogadouro (Bragança) e Santo Tirso, sentiram na pele, em primeira mão. "É um cenário impressionante, que chega até a ser arrepiante, mas depois desta experiência ainda fico com mais vontade de ser médica. É nestes cenários que se percebe a verdadeira dimensão e a real importância desta profissão", disse Marta, de 21 anos, no primeiro dia em que chegou ao Haiti. Durante cerca de uma semana, os estudantes portugueses atenderam perto de 700 pessoas e trabalharam com outros universitários porto-riquenhos e médicos do México e Japão. "Nunca me vou esquecer desta experiência", disse a estudante, sem pôr de lado a hipótese de voltar ao Haiti nos próximos tempos.

Marta Saraiva chegou à República Dominicana há quase dois anos e meio, depois de uma média final de 15,5 valores no ensino secundário lhe ter "cortado" as hipóteses de se candidatar a um curso de medicina em Portugal. Com o sonho de ser médica em mente e sem aceitar escolher outro curso qualquer, foi à procura de alternativas no estrangeiro. A República Dominicana surgiu por sugestão de um amigo. O pai informou-se, a família concordou e a Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña foi a primeira escola a dar uma resposta positiva. Em Santo Domingo, Marta partilha casa com colegas portugueses. Ao todo, na universidade há cerca de 30 portugueses na licenciatura de Medicina. A instituição de ensino superior (a primeira privada no país, em 1996) é a mais procurada por estrangeiros: mais de três mil provenientes de 57 países (EUA, Canadá, Porto Rico, Espanha, etc.). Na UNPHU, a licenciatura de medicina tem a duração de seis anos, 12 semestres que podem ser concluídos em quatro anos. A propina é de cerca de 2400 euros por semestre (os estrangeiros, como Marta, pagam 500 euros por mês), e não estão incluídas as despesas de alimentação ou de alojamento.

Fonte: Diário Económico

publicado por Lacra às 14:16

 

Sónia Pinto, uma jovem mogadourense optou este ano por concorrer ao Festival da Canção 2010, com o nome artístico de Nina Pinto. O gosto pela música podem levar esta jovem a outros palcos. O primeiro passo foi dado através de um convite de uma equipa de músicos e compositores gregos que a interprete aceitou de imediato, já que o gosto pela música é antigo. “O meu coração não é meu” é titulo da canção. A letra é da autoria de Augusto Madureira e música de Marios Gligoris.


“Eu sou fã do Festival da Eurovisão há muito tempo. Desde pequenina que gosto de cantar, tudo isto é um sonho que se esta a tornar realidade. Sempre sonhais em ter uma carreira musical”, contou ao jornal Nordeste a intérprete trasmontana.
Para já decorre até ao dia 27 (quarta-feira) uma votação on-line, se a cantora passar à fase seguinte e poderá ver um sonho concretizado cantar numa das meias-finais do certame a realizar no Campo Pequeno em Lisboa e transmitida pela RTP. A final ainda é um sonho o qual poderá ser concretizado a 6 de Março.
“Eu estou a levar toda esta contenda com muita descontracção. É verdade que sempre acreditei na minha canção, e estamos a trabalhar no projecto há já alguns meses”, confidenciou ao intérprete mogadourense. 
O trabalho neste momento e após a gravação da canção centrasse no trabalho em palco, onde a musica “O meu coração não é meu“ tem já uma versão em inglês.
Nina Pinto, já disse que ”de momento estou com os pés bem assentes na terra” no entanto a esperança é sempre a ultima a morrer.
Para votar em Nina Pinto basta ir ao site www.rtp.pt e escolher a ligação ao link que dá acesso ao site do Festival, aí os cibernautas poderão ouvir a música e votar na candidata mogadourense.
O Festival RTP da canção vai já na sua 46ª edição e visa o apuramento da participação portuguesa no Festival da Eurovisão da Canção que vai decorrer em Olso, na Noruega.

 

Fonte: RBA

30 de Dezembro de 2009

Nem só de passas, dinheiro no bolso, cuecas azuis, barulho e foguetes se faz a passagem de ano. Enquanto algumas tradições persistem na celebração da maioria dos portugueses,  outras há que são específicas de uma região.

 As Festas dos Rapazes realizadas no Nordeste Transmontano, com mascarados, no período do solstício de Inverno, numa altura em que as temperaturas atingem vários graus negativos, são rituais únicos.

Esta região é pródiga em rituais de passagem e em várias aldeias é possível assitir a desfiles de mascarados (podem ser “caretos”, “máscaras”, “carochos”, “chocalheiros” ou “mascarados”) que percorrem os caminhos da terra vestindo fatos de serapilheira, máscaras de latão ou madeira e chocalhos à cintura. É a Festa dos Rapazes, típica das terras circundantes a Bragança, e que acontece entre o Natal e o Dia de Reis, ano novo incluído.

A missão destes jovens que encetam um ritual de passagem para a idade adulta, em que vale tudo, é louvar os mortos, castigar os males sociais e purificar os habitantes.

Na mesma região mas desta feita em Vale Salgueiro, Mirandela, o ritual, que também representa uma passagem da vida infantil para a adulta, é mais polémico, já que incentiva as crianças a fumar.

Em Trás-os-Montes também permanecem alguns cultoscomo o do  fogo. Conforme as povoações, fazem-se enormes fogueiras para celebrar o Natal (Fogueira do Galo), dos Santos ou do Ano Novo.

Ainda em Bragança, na aldeia de Réfega todos os anos se constrói um boneco feito de trapos e palha, representando o ano velho, que é queimado na noite de 31 de Dezembro.

Antes da chegada do ano novo, os habitantes de Réfega preparam um ramo composto por doces, frutos e cigarros o que, segundo a crença, o transforma numa árvore fértil.

No dia de ano novo o ramo é leiloado em hasta pública, revertendo as dádivas para as despesas desta Festa do Ramo.

Já em Rio de Onor, que também cultiva a tradição do ramo, este ritual é protagonizado pelas jovens da terra, que recolhem géneros para encher o ramo pelas casas da aldeia. Desta feita, a base é a chouriça e o salpicão. Este ramo também pode ser enfeitado com guloseimas, chocolates e bolos. No final, o ramo é leiloado e os proveitos revertem em favor de Nª. Srª. de Fátima, a quem é dedicado.

Em Mogadouro, dois jovens, o “velho” e o “mordomo”, percorrem a localidade a pedir lenha, o "cepo" que servirá para almentar a grande fogueira que arde no largo da aldeia para celebrar o novo ano.

Outros rituais 

12 passas

Comer 12 passas às 12 badaladas da passagem do ano é um ritual de que muitos portugueses não abdicam. Subir a uma cadeira (com a versão de descer dela com o pé direito), ou ter uma nota na mão ou no bolso são também tradições comuns. 

 

Fogos e barulho

No mundo inteiro, o Ano Novo começa entre fogos de artifício, buzinadelas, apitos e gritos de alegria. Em Portugal é usual bater-se em tampas de tachos e panelas. A tradição é muito antiga e, dizem, serve para espantar os maus espíritos.

 

Roupa nova

Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada ajusta-se ao espírito de renovação. O costume é universal e aparece em várias versões, como trocar os lençóis da cama e usar uma roupa de baixo nova. Aqui as cores também desempenham um papel importante. Se a intenção é ter sorte no amor, deve estrear-se uma peça vermelha.

Já se a ideia é melhorar a carreira profissional, deverá vestir-se de castanho.

Para resolver os problemas económicos, aconselha-se a vestir uma peça de roupa amarela e colocar uma nota dentro do sapato.

Atrair boa sorte em geral é com uma peça azul.

  

Romãs e Louro

Há sempre várias versões para uma mesma supestição. Para atrair dinheiro há quem defenda que se deve roer sete sementes de romã na noite da passagem de ano, embrulhá-las num guardanapo e guardá-las na carteira. Em alternativa pode colocar uma folha de louro na carteira e deixa-a lá o ano inteiro.

Além de não passar o ano de bolsos vazios, há quem acredite que não se deve vestir roupa apertada, descosida, rasgada ou sem os devidos botões.

Não só a roupa que se veste mas também a casa merece um ritual específico. Limpá-la e arrumá-la, varrendo a casa de trás para a frente no sentido positivo, despejar o lixo e trocar as lâmpadas fundidas são passos essenciais.

 

Fonte: EXPRESSO

 

29 de Dezembro de 2009

Uma forte enxurrada assolou esta manhã a vila de Mogadouro. Garagens inundadas, vias de trânsitos cortadas, muros destruídos, terrenos alagados, automóveis “atascados” que tiverem de ser rebocados, foi este um pouco do cenário vivido. O Ponto mais crítico foi a zona da avenida do Sabor, onde em alguns locais a agua ultrapassou o metro de altura. 

As preocupações dos agentes da Protecção Civil centraram-se nos reservatórios de água de uma clínica de hemodiálise para que a mesma não fosse contaminada, situação que foi evitada.

Devido a tromba de água, houve infraestruturas que não aguentaram a drenagem situação que levou ao levantamento de tampas de saneamento e grelhas de drenagem. Em alguns pontos foi necessário a intervenção de máquinas para derrubar muros e passeios para que a agua pudesse escoar.

Segundo António Pimentel, vereador das Obras Públicas no município de Mogadouro, esta situação ficou-se a dever a queda intensa de chuva. Porém não esta colocada de lado uma intervenção pontual para minimizar futuras situações.

A chuva está a provocar alguns transtornos e até várias inundações na região transmontana.

Até agora há a indicação que a água e a derrocada de pedras estão a impedir a circulação na EN219, entre Carção e Vimioso, e também no concelho de Miranda do Douro, na EN 221, na localidade de Vila Chã da Braciosa.

Mas não foram só as rodovias que a intensa queda de chuva afectou.

Dentro da vila de Mogadouro, as enxurradas provocaram alguns transtornos.

Em estabelecimentos da principal avenida da vila, a água chegou a atingir um metro de altura.

Naquela zona, foram quatro as viaturas que ficaram imobilizadas e que tiveram de ser rebocadas.

Há quem diga que há mais de 30 anos que não se via uma situação idêntica em Mogadouro, no entanto a Protecção Civil accionou todos os meios para minimizar a situação, como relata António Pimentel, vereador das Obras Públicas do município de Mogadouro.

Há também relatos de situações pontuais no mundo rural, onde os sistemas de drenagem não deram vasão à enxurrada.

 

Fonte: RBA

 

publicado por Lacra às 15:52
23 de Novembro de 2009

Os Cursos de Especialização Tecnológica (CET’s) do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) estão a levar dezenas de jovens à vila de Mogadouro. Actualmente, são 45 os alunos que frequentam os dois cursos disponibilizados, na área de Secretariado e Assessoria Administrativa e na área de Desenvolvimento de Produtos Multimédia, e o objectivo futuro é aumentar e consolidar a oferta. Na abertura do ano lectivo, oficializado na semana passada, Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico, assumiu esse desejo tendo em vista a promoção do desenvolvimento regional através da qualificação dos transmontanos.

“A grande batalha que o IPB vai travar é a de fazer a qualificação dos portugueses e, sobretudo, dos transmontanos e nordestinos. Eu não quero que no futuro haja uma nova vaga de emigrantes desqualificados. Podem ser uma vaga de emigrantes, mas vão ser qualificados porque estando qualificados estão, naturalmente, defendidos e, muitos deles, vão estar capacitados para induzir o desenvolvimento da região”, apontou.

O IPB iniciou os CET’s em Mogadouro no ano passado, com dois cursos: Desenvolvimento de Produtos Multimédia, que se manteve este ano a funcionar; e Treino de Jovens Atletas, um curso que funcionou apenas o ano passado com 15 alunos e com uma taxa de sucesso de 100 por cento. Neste segundo ano, o IPB optou por desenvolver na vila a formação em Secretariado, um curso que é actualmente frequentado por 30 alunos, o máximo permitido por lei.

“O curso de Secretariado teve o máximo possível de alunos. Havia mais pessoas inscritas mas não puderam entrar”, confirmou João Henriques, vice-presidente da autarquia.

Desde o ano passado que a câmara se juntou ao IPB para consolidar o ensino superior naquela vila. Os alunos têm ali boas instalações, residência estudantil, e uma série de equipamentos desportivos e culturais ao seu dispor. Factores que, no entender de Sobrinho Teixeira, fomentam o “espírito de academia” e justificam o investimento no ensino descentralizado, embora não em todos os concelhos, conforme explicou.

“O IPB deve ter uma política pró-activa de abranger a região e de retirar as pessoas de algum amorfismo face à formação e qualificação, mas não me parece que isso possa ser feito ao nível dos doze concelhos do distrito, por falta de recursos da instituição, porque iria banalizar o que é hoje um CET, porque se iria perder o espírito de academia e, ao mesmo tempo, porque há um conjunto de infra-estruturas que é necessário disponibilizar e que iriam ter menor produtividade por se dirigirem a um menor número de alunos”.

 

Uma diversidade de alunos

Os CET’s são cursos frequentados, normalmente, por alunos que procuram uma especialização tecnológica, um contributo para a sua área profissional, seja para o exercício da profissão que já têm, seja para o exercício da profissão que gostariam de vir a ter.  No entanto, estes cursos são também procurados por alunos que ainda não concluíram o secundário e que procuram entrar na faculdade. É o caso, por exemplo, de Samira Cortês ou de Liliana Carvalho, ambas provenientes de Cabo Verde. Tiveram conhecimento do curso através da Internet e viram uma boa oportunidade para entrar no ensino superior e fazer uma licenciatura.

“Em Cabo Verde não é tão fácil estudar”, contou Liliana Carvalho. Com 21 anos, a jovem cabo-verdiana tem já definido o seu caminho futuro: “vou fazer o CET de Secretariado e seguir Educação Social. Quando acabar pretendo regressar ao meu país e trabalhar lá”.

Samira, a conterrânea que conheceu em Trás-os-Montes, também vai seguir o mesmo rumo e enveredar por Educação Social para depois regressar a Cabo Verde.

A adaptação das duas jovens tem sido fácil. “Não é muito diferente”, diz Samira Cortês. “Com excepção do clima, que é muito mais frio, não é muito diferente, as pessoas são muito boas e acolhedoras, a comida é parecida com a nossa e temos sido muito bom tratados”, adiantaram.

Menos fácil, por outro lado, foi a adaptação de Tânia Ribeiro, proveniente de Amarante. A jovem confessa ter-se sentido “assustada” à chegada à vila, pois estava “habituada” a uma cidade mais movimentada. Semanas depois, no entanto, a experiência tem-se revelado positiva.

“Estou a gostar muito e pretendo seguir para o ensino superior. A dinâmica com os trabalhadores-estudantes é muito boa e ajuda-nos a encarar o curso de outra forma, são pessoas com mais experiência”, apontou.

Mas não são apenas os jovens saídos do secundário que pretendem continuar os estudos. Luís Pires, de Izeda, tem 25 anos e estava a trabalhar quando decidiu regressar à escola. Teve de mudar-se de malas e bagagens para Mogadouro mas, hoje em dia, já tem perspectivas de continuar os estudos na área da informática e programação e conseguir, assim, uma “mais-valia” para regressar ao mercado de trabalho.

“Hoje em dia, sem um curso e sem uma licenciatura, torna-se complicado. Há poucas oportunidades”, apontou.

Mas para quem pediu o estatuto de trabalhador-estudante e se encontra plenamente inserido no mercado de trabalho, a hipótese de continuar no ensino superior também não é colocada de lado. Eliodora, com 52 anos, a trabalhar no Agrupamento de Escolas de Mogadouro, iniciou o curso de Secretariado este ano. A trabalhadora-estudante confessa que o esforço é “enorme” e que exige uma adaptação dos horários permanente, mas os planos passam pela continuidade no ensino superior.

“Porque não? É um sacrifício enorme mas vale a pena, não só a nível profissional mas também pela valorização pessoal”.

 

“Não vimos aqui dar diplomas”

A vontade de querer prosseguir os estudos que é comum a muito dos alunos que frequentam os CET’s é vista como um factor positivo, um objectivo alcançado pelo IPB. No entanto, tal não significa que haja qualquer espécie de “facilidades”, como apontou Conceição Martins, directora da Escola Superior de Educação.

“É nossa missão deslocalizarmo-nos e o IPB tem feito isso, o que exige o esforço permanente de trabalhar à distância e um maior esforço dos professores. De qualquer forma, não vimos  aqui dar diplomas, vimos dar formação e temos esperança que as pessoas queiram continuar e evoluir os seus conhecimentos”.

16 de Novembro de 2009

 A GNR de Miranda do Douro efectuou buscas em dois estabelecimentos de diversão nocturna, em Urrós-Gare, concelho de Mogadouro, e deteve oito pessoas, duas das quais por suspeitas de lenocínio (auxílio à prostituição).

A operação decorreu na noite de 12 para 13 de Novembro, com a colaboração dos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras da delegação regional de Bragança. Os gerentes dos estabelecimentos onde foram efectuadas as buscas, um cidadão português e uma cidadã brasileira, foram detidos em cumprimento do mandado de detenção emitido pelo Tribunal Judicial da Comarca de Mogadouro, no âmbito do inquérito por crime de lenocínio.

Os outros seis detidos, cidadãs brasileiras, encontravam-se em situação de permanência irregular e, algumas delas, já tinham mesmo sido notificadas para abandonar o país, por situações idênticas.

Os detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Mogadouro.

03 de Novembro de 2009

A manutenção do pólo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em Miranda do Douro e a ligação do IC5 entre Duas Igrejas e Espanha são duas das prioridades já avançadas pelo novo executivo socialista empossado nesta segunda-feira.

Artur Nunes pretende retomar as reuniões com os dois ministérios responsáveis pelas matérias, o Ministério da Ciência e Ensino Superior e o Ministério das Obras Públicas, mas agora como autarca eleito pelo PS.

O novo presidente da câmara de Miranda do Douro vai iniciar novamente os contactos com a reitoria da UTAD e com o Ministério da Ciência e Ensino Superior na tentativa de retroceder àquela que já foi uma decisão anunciada: o encerramento do pólo universitário. Em cima da mesa há várias possibilidades que passam até pela parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que, por várias vezes, demonstrou disponibilidade para, em conjunto com a UTAD, encontrar uma solução que permita manter o ensino universitário na localidade.

A UTAD decidiu encerrar o pólo de Miranda do Douro devido à diminuição de alunos. A decisão foi sempre contestada, quer pela população local quer por várias entidades, pelos impactos negativos, a nível económico e social, que acreditam que tal medida terá para a cidade e para o concelho.

Artur Nunes quer conhecer o dossier interno e, em parceria com a UTAD, saber o que estava protocolado. “A partir daí, se houver outros parceiros ou mais parceiros, estaremos abertos a negociar para manter o ensino superior em Miranda do Douro”.

Outra das conversações a retomar é com o Ministério das Obras Públicas. No passado, Artur Nunes reuniu com os responsáveis da tutela para debater o reforço do IC5 entre Duas Igrejas e Espanha tendo ficado patente a necessidade efectiva dos homólogos espanhóis redefinirem o traçado.

O autarca vai encetar esforços no sentido de conhecer qual o projecto de Espanha a esse nível para depois, conjuntamente com o ministro da tutela, tomar uma posição.

Artur Nunes pretende ainda fazer uma análise da situação financeira do município mirandês. Economista de formação, o novo autarca recusa avançar com medidas específicas antes de fazer uma avaliação do estado das contas da autarquia.

“Primeiro teremos que fazer uma avaliação interna e só depois poderemos definir medidas específicas, em conformidade com a situação que encontrarmos”, explicou.

Depois da avaliação financeira, Artur Nunes admite que a questão do matadouro será também analisada, desta feita em conjunto com a câmara de Mogadouro, autarquia com a qual o anterior executivo teria compromissos. A grande questão será mesmo decidir onde ficará instalado o matadouro que deverá servir o concelho de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.

O novo executivo socialista tomou posse na segunda-feira já a contar com a oposição de dois vereadores eleitos pelo PSD. É que, segundo Artur Nunes, o opositor da candidatura, eleito vereador, Américo Tomé, não terá felicitado o novo executivo pela vitória. “Não sei se nos próximos dias vai haver algum entendimento mas até aqui não houve essa aproximação”.

O autarca considera “lamentável” que preparação da tomada de posse não tenha sido conjunta mas deposita esperanças que no futuro haja um “compromisso democrático de colaboração e parceria”.

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