Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
28 de Julho de 2010

As populações das freguesias de Fradizela, Franco, Lamas de Orelhão, Mascarenhas e Passos, estão agora servidas com clínicas de saúde onde podem pedir consultas, pagando apenas 2,5 euros.

Este é um projecto pioneiro do grupo CESPU, apelidado Saúde em Espaço Rural (SER), e que resultou de um protocolo entre a cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário, câmara de Mirandela e as juntas de freguesia.

O objectivo é prestar o mínimo de cuidados de saúde às pessoas das freguesias mais recônditas do concelho de Mirandela, numa complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde que, conforme apontou Cordeiro Tavares, vice-presidente da CESPU, “não consegue estar em todo o lado”.

“O Estado não pode estar em todo o lado e é extremamente importante conseguir aceder, em tempo útil, aos centros onde são prestados serviços de saúde”.

Na Fradizela a nova clínica funciona desde Maio e tem-se revelado um sucesso junto da população local e até da população de outras freguesias próximas. Por apenas 2,5 euros, as pessoas podem requerer consultas de diferentes especialidades, como seja, Clínica Geral, Enfermagem, Podologia, Psicologia Clínica, Reabilitação, Medicina Dentaria – Higiene Oral, Rastreios, e até marcação de exames complementares de diagnostico, recolha de analises clínicas, transporte de utentes para realização de exames complementares a título gratuito para o utente e encaminhamento para consultas da especialidade.

Num antigo espaço que já foi Posto Médico, há cerca de 20 anos atrás, e que foi remodelado pela Junta local para acolher a Nova Clínica, os utentes podem marcar as consultas, mesmo à porta de casa, evitando gastos com as deslocações, conforme apontaram.

“Para ir a Mirandela demorava muito tempo. Perdia lá o dia e aqui fica-me à porta de casa”, contou Norma Bernardo.

É que, segundo contaram, a partir do encerramento do ano lectivo, a localidade deixa de ser servida por transportes públicos, o que obriga os utentes que não têm meios próprios a procurar um táxi para irem ao Centro de Saúde de Mirandela. O preço da viagem, ida e volta, é superior a 20 euros, a que acresce o tempo de espera para atendimento.

É por isso que, no entender do presidente da Junta local, José Sousa, a implementação do serviço de saúde na freguesia foi “a coisa mais importante que já aconteceu na localidade”.

“A criação deste serviço na freguesia é das coisas mais importantes que já aconteceu na aldeia porque vem colmatar necessidades da terceira idade. A maioria das pessoas são idosas e dificilmente se deslocavam aos serviços de saúde, o mais próximo é Torre de D. Chama mas não há transportes públicos, teria de ser Mirandela”, explicou, apontando as “mais-valias” do novo serviço.

“As pessoas estão mais confiantes e vivem com mais alegria porque sentem aqui um apoio”, contou.

A parceria com a câmara de Mirandela surgiu como forma de “compensar as menos-valias que têm acontecido na saúde”. No entender de António Branco, vice-presidente da autarquia, os cuidados de saúde primários têm vindo a diminuir, o que, no seu entender, vem agravar o despovoamento e forte envelhecimento da população.

“Este é um projecto que aponta para a proximidade, para a possibilidade das pessoas poderem obter cuidados de saúde primário junto da sua residência,  e, nesse sentido, a autarquia tinha de estar envolvida”, considerou.

Ao mesmo tempo, com esta iniciativa, a CESPU dá a possibilidade aos jovens licenciados naquela Cooperativa, a possibilidade de terem o seu primeiro emprego através da realização de estágio profissional.

O objectivo é agora alargar o projecto a mais freguesias rurais e até a outros concelhos, havendo já o manifestado interesse dos municípios de Tabuaço, Vinhais, Miranda do Douro, entre outros.

“A tendência é chegar a todo o distrito mas vai depender muito da adesão das câmaras municipais e das juntas de freguesias, que preparam o espaço; bem como da juventude, que pode não querer vir para o interior”, explicou Cordeiro Tavares.

É que, segundo apontou o responsável, apesar de para muitos jovens esta ser a possibilidade de terem o seu primeiro emprego, há áreas de licenciatura onde estes preferem permanecer nas malhas urbanas de grandes cidades.

“Em algumas especialidades é difícil atrair jovens, como Fisioterapia ou Enfermagem”, apontou, frisando, no entanto, que o projecto está aberto a candidaturas de outros jovens, oriundos de outras faculdades.

publicado por Lacra às 14:00
18 de Julho de 2010

A cidade de Mirandela vai acolher, no próximo dia 24 de Julho, uma Gala de Kickboxing onde a atleta Sónia Pereira, antiga campeã mundial, vai disputar o título de Full Contact com a actual campeã, a italiana Valeria Calabrese.

O evento está a ser organizado pelo Ginásio Clube Mirandelense e está integrado nas festas da cidade. A atleta Sónia Pereira, (-48 kg), é natural de Mirandela e conta já com 16 títulos, oito de campeã do mundo e alguns de campeã da Europa.

A adversária, Valeria Calabrese, tem 25 anos, é de Itália e alcançou o título mundial este ano, tendo sido considerada uma das melhores atletas da modalidade.

Neste combate, Sónia Pereira vai disputar com a adversária o título mundial. Em Junho, a atleta mirandelense, de 35 anos, participou em mais uma gala organizada pelo Ginásio Clube Mirandelense, tendo vencido um combate de cinco assaltos por unanimidade do júri. O combate serviu de preparação para a grande noite de 24 de Julho, foi uma espécie de “teste” para a conquista de mais um título.

O evento está marcado para as 22h00, no Parque do Império, e vai ser transmitido em directo na Sport Tv.

publicado por Lacra às 08:24
13 de Julho de 2010

O conselho de administração do Centro Hospitalar de Bragança acusa o presidente da câmara de Mirandela, José Silvano, de estar a criar “alarmismo” e “insegurança” junto das populações com as intervenções que tem tido devido à redução do horário de funcionamento da especialidade de cirurgia geral na urgência médico-cirúrgica.

É que o Centro Hospitalar do Nordeste decidiu que, entre as 14h00 e as 24h00,  os casos urgentes de Mirandela que necessitem de ser submetidos a intervenções cirúrgicas terão de ser transferidos obrigatoriamente para Bragança. Na opinião de José Silvano isto faz com que a urgência médico-cirúrgica não funcione  porque não estão asseguradas todas as especialidades. Mas o conselho de administração do Centro Hospitalar reitera que não houve qualquer perda de capacidade nem de competência, frisando que “não há qualquer hipótese de encerramento” daquela urgência.

Na semana passada, José Silvano chegou mesmo a entregar em tribunal uma acção contra o Estado por alegado incumprimento do protocolo celebrado há três anos em que era assegurado que a urgência médico-cirúrgica se manteria em funcionamento.

No entanto, segundo António Ferrão, director do serviço de cirurgia do Centro Hospitalar, desde que a medida está em vigor foram transferidos de Mirandela para Bragança apenas três doentes, o que dá uma média de 0.16 por cento por dia. O responsável considera mesmo que num outro país, como a Suíça, seria “pouco provável que a urgência estivesse aberta” pois mais importante que ter um serviço aberto, é ter equipas de pré-emergência.

“O nosso país é muito pequeno e o nosso relativismo faz com que se gaste mais dinheiro”, apontou.

António Ferrão aponta que o distrito de Bragança, neste momento, tem uma rede pré-hospitalar de “luxo”, com duas Viaturas de Emergência Médica Rápida (VMER’s), um helicóptero do INEM e três ambulâncias SIV, notando que a distância quilométrica não corresponde à “distância de tratamento”.

“Um doente de Miranda do Douro chega mais rápido a Bragança, apesar da centena de quilómetros que o separa, do que um na Areosa, no Porto, chega ao São João, mesmo estando a poucos quilómetros do hospital”, apontou, lembrando que, no Porto, “a ambulância do INEM pode apitar as vezes que quiser, mas ainda não levanta voo e mesmo que houvesse helicóptero tinha de ir aterrar a Pedras Rubras e daí o doente teria que ser transportado em ambulância”.

O médico e responsável do serviço considera que na reorganização do sistema de saúde pública se deu demasiado protagonismo aos autarcas, frisando que ter direito a algo, não significa ter qualidade, como exemplificou.

“Imagine que um homem cai em Mirandela, faz um traumatismo craniano e parte uma perna. A ambulância tem de o levar à urgência local porque foi em Mirandela; daí é transferido para Bragança para tratar a perna e depois vai para o Porto para tratar o traumatismo craniano. Isto é prestar um serviço de qualidade? Eu não acho”.

Com um quadro de apenas 12 médicos e estando um terço legalmente de férias, para assegurar a urgência médico-cirúrgica nas unidades de Bragança e Mirandela o conselho de administração reuniu com os profissionais e aprovou um plano de escalas que “aumentou a carga horária ao máximo”.

“O plano foi aprovado numa reunião com os profissionais e muitos deles estão a fazer um sacrifício pessoal monstruoso para assegurar a urgência”, contou António Ferrão.

O director do serviço reitera, por isso, a segurança de todos os doentes transferidos e garante que “ainda não houve um doente em perigo, nem vai haver”.

05 de Julho de 2010

A acção surge depois de a administração do Centro Hospitalar do Nordeste (CHN) ter decidido que, durante o Verão, a especialidade de cirurgia geral só funcionará meio-dia na urgência médico-cirúrgica. A razão invocada é a falta de especialistas devido aos períodos de férias dos 12 cirurgiões que prestam serviço no CHN constituído pelas unidades de Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros. Depois das 16.00 horas, os casos urgentes de Mirandela que necessitem de ser submetidos a intervenções cirúrgicas terão obrigatoriamente de ser transferidos para Bragança. “Isto leva a que a urgência médico-cirúrgica não funcione porque não temos as especialidades obrigatórias”, afirmou o autarca social-democrata, sustentando que Mirandela já não dispõe de outras especialidades como Medicina Geral e Ortopedia. A reorganização da rede hospitalar de urgência/emergência determina que os hospitais com Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica devem dispor de Medicina Interna, Cirurgia Geral, Ortopedia, Anestesiologia, Cardiologia, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia e Unidade de Cuidados Intensivos. Aquando da reorganização da rede, há três anos, o então ministro da Saúde, Correia de Campos, celebrou com as autarcas do distrito de Bragança protocolos que criaram um regime de excepção para esta região até estarem concluídas as estradas que facilitarão o acesso dos utentes aos cuidados hospitalares. Os centros de saúde mantêm o atendimento nocturno com um médico à chamada telefónica, foram criadas duas urgências básicas em Mogadouro e Macedo de Cavaleiros e mantidas as urgências médico-cirúrgicas em Bragança e Mirandela. A rede foi reforçada também com ambulâncias de Suporte Intermédio de Vida (SIV) e um helicóptero do INEM. Porém, a urgência médico cirúrgica de Mirandela nunca dispôs de todas as especialidades previstas na lei para este serviço hospitalar, obrigando a que situações mais graves ou a necessitarem de intervenção mais especializada tivessem de ser transferidas para outros hospitais de referência. O presidente do município de Mirandela acredita que esta medida é “uma machadada” no serviço e que este será reavaliado “dentro de poucos meses”. Por isso, garante que vai tomar medidas urgentes. “A primeira será pegar no protocolo assinado e colocá-lo em tribunal para responsabilizar o ministério da Saúde e quem o assinou pelo seu não cumprimento”, assegura José Silvano. “Se os particulares têm que cumprir os contratos que assinam, o Governo não está acima dessa regra”, afirma. Se isto não tiver efeitos, “vou novamente pedir à população de Mirandela que diga a essa gente que está farta e venha para a rua reivindicar aquilo a que tem direito”, adianta o autarca social-democrata. Silvano quer também que a administração do CHN explique à população a razão porque dispensou médicos que faziam urgência naquela unidade hospitalar, entregando a contratação de clínicos a uma empresa privada. O autarca classificou esta medida de “inexplicável para quem há tão pouco tempo defendia o serviço Nacional de Saúde como um imperativo”.

Administração nega encerramento mas admite condicionalismos

Apesar de garantir que a urgência é para manter, o director clínico do CHN admite alguns condicionalismos. “É evidente que no período de férias, o número de médicos cirurgiões que temos é escasso para manter as equipas tal como estavam”, explica Sampaio da Veiga. “Por proposta dos médicos, houve uma mera alteração da escala de serviço tendo em vista adequar o menor número de médicos ao serviço que é preciso continuar a prestar com rigor e segurança às populações”, diz. “Nós mantemos as 24 horas de apoio à cirurgia à urgência na unidade de Mirandela, acontece que apenas um dos médicos, o segundo que estaria em prevenção, vai ficar em presença física na unidade hospitalar de Bragança”, sublinha o director clínico do CHN.

PSD exige esclarecimentos

A Comissão Política do PSD de Mirandela manifesta preocupação com as recentes alterações ao regime de funcionamento das Urgências. “Seria importante que a Administração do CHN viesse esclarecer se foram efectivamente motivações técnico-científicas que determinaram esta alteração e se estas motivações estão directamente relacionadas com reclamações de utentes, actuações mais ou menos impróprias de alguns profissionais de saúde e caso existam este tipo de reclamações porque motivo não foram accionados os mecanismos adequados para resolver este tipo de problemas”, avança o comunicado da concelhia laranja. “A alegação da recusa dos médicos é falaciosa e omite de forma desonesta as motivações destes profissionais, pelo que deveria ser publicada e publicitada a missiva que foi enviada ao CA do CHN por este profissionais de saúde, esclarecido pelo próprio ACES a sua posição quanto às reclamações deste profissionais e a recusa se refere à realização do serviço ou à falta de segurança quanto à realização desse mesmo serviço”, refere a missiva. O PSD mostra-se igualmente surpreendido com a alegação de que são motivações economicistas que presidiram à substituição de profissionais do Serviço Nacional de Saúde por uma empresa privada, pois “esta opção contraria de forma clara as recentes declarações públicas da Ministra da Saúde que apontam no sentido de privilegiar a utilização de profissionais do SNS em detrimento da prestação de serviços por empresas privadas”, acrescenta. Caso sejam estas motivações, “seria importante que a administração viesse esclarecer se o somatório dos dois euros que diz que irá poupar por hora serão suficientes para pagar os valores totais dos prémios de desempenho dos elementos deste mesmo conselho de administração (CA) em 2009, bem como de outros profissionais (não de saúde) e dirigentes e se essa mesma poupança irá compensar as despesas de representação dos membros deste mesmo CA que este ano foram aumentadas e mais de 500,00€/mês”, conclui o comunicado.

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 09:40
04 de Julho de 2010

FOI O HERÓI DOS ‘NAVEGADORES': 333 MINUTOS IMBATÍVEL

Do Mundial de Futebol fica a 1.ª fase sem sofrer golos e as suas lágrimas de alma lusa.

PAIS TRATAVAM DE UMA QUINTA: 27 ANOS DE IDADE

Eduardo dos Reis Carvalho nasceu a 19 de Setembro de 1982, em Mirandela, Bragança.

FICOU SEM PAI AOS DEZ ANOS: 3 IRMÃOS EMIGRADOS

O pai morreu num desastre de que Eduardo saiu ileso. Os irmãos vivem no Luxemburgo.

SEM DINHEIRO PARA TER LUVAS: 9 ANOS NA ESTREIA 

Começou como guarda-redes no SC Mirandela e defendia com as luvas do suplente.

TAMBÉM PASSOU POR GUIMARÃES: 5 ÉPOCAS NO BRAGA B

O Vitória não quis pagar-lhe estada e foi para júnior do Braga, onde ficou até 2006.

FOI PARA AVEIRO E VOLTOU ‘TOP’: 4 LIGAS SÓ A SUBIR

Teve alforria no Beira-Mar, com Carvalhal, e este ano foi totalista do Braga vice-campeão.

TAÇA DA LIGA POR DESEMPATE: 3 PÉNALTIS PARADOS

O seu único título é a Taça da Liga 2008, no Vitória de Setúbal. Ganhou 3-2 ao Sporting.

UM BALANÇO DE SEGURANÇA: 4 GOLOS EM 19 JOGOS

Na selecção A desde Fevereiro 2009, já antes do Mundial se revelou superguardião.

TEM CONTRATO FEITO ATÉ 2013: 5.000.000 PEDE O BRAGA

Fala-se desde antes do Mundial da sua saída, mas falta quem bata com os euros.

 

 

Fonte: Correio da Manhã

publicado por Lacra às 19:22
17 de Junho de 2010

Criar uma carta desportiva municipal e um plano de acção para o desenvolvimento desportivo, são os objectivos a médio prazo, do pelouro do desporto do município de Mirandela.

 

O processo já está em andamento com a realização de uma série de fóruns muito participados pelos atletas e dirigentes, que já deram para traçar um primeiro diagnóstico.

Os mirandelenses ainda desconhecem a riqueza da actividade desportiva existente no concelho, pelo que não a partilham nem usufruem dela. É uma das conclusões dos fóruns já realizados pelo pelouro do Desporto  na Câmara Municipal de Mirandela que assume neste momento um processo de reestruturação e reorganização que pretende, a médio prazo, criar um Serviço Municipal que, de forma estruturada, assuma a gestão de todo o fenómeno desportivo municipal.

“Não podemos ter um evento realizado num fim-de-semana sobre o qual o Mirandelense não tem conhecimento para participar. Se calhar muitos dos mirandelenses não sabem como participar no CTM” ou nos outros clubes. “E depois tem de haver racionalidade.”

Perante este diagnóstico, António Branco, vice-presidente da autarquia e agora o titular da pasta do desporto, não tem dúvidas da necessidade de criar uma carta desportiva municipal para regular o sector e para que a população se reveja nas modalidades existentes.

“O que pretendemos é criar uma carta desportiva e implementar modalidades que não precisam de diagnóstico. Temos um rio e não temos quase uma modalidade. Só temos o jet ski e este ano vamos ter um piloto da cidade no campeonato da Europa.”

A autarquia gasta anualmente mais de um milhão de euros em subsídios directos às associações desportivas e com esta reorganização pretende-se analisar qual o retorno e criar um sistema de avaliação.

 

Fonte: Rádio Brigantia

publicado por Lacra às 10:06
01 de Junho de 2010

O Grupo Desportivo de Bragança (GDB) regressa já na próxima temporada à II Divisão, depois de, no passado domingo, ter empatado a zero com o Mirandela, resultado que valeu a conquista do objectivo maior da actual direcção do Clube. Depois do apito do árbitro, numa partida em que os “canarinhos” sofreram bem mais do que o esperado, foi a festa total, com invasão de campo incluída, muitos abraços, algum vinho espumoso e muitos apitos pela capital nordestina, que saiu à rua para celebrar com a sua equipa. Quanto ao jogo, impróprio para cardíacos, o Mirandela saiu da capital nordestina com um travo amargo na boca, uma vez que, em boa verdade, os mirandelenses jogaram melhor o jogo da subida, perdendo duas ou três boas ocasiões de golo, ante um adversário que quase nunca soube o que fazer à bola. Mas como em futebol quem joga melhor nem sempre ganha… os deuses acabaram por proteger os comandados de Carlitos e, no final, a festa fez-se em Bragança. Tony foi o primeiro a falhar, logo ao minuto um, quando apareceu isolado a rematar dentro da área uma bola bombeada da esquerda, mas não deu a direcção desejada ao remate e perdeu-se uma boa ocasião de golo. O lance parecia anunciar uma grande primeira parte, mas na verdade só voltou a haver emoção mais de 20 minutos depois, quando Rui Lopes atirou uma bola à barra de Ximena, aproveitando muito bem uma ressaca da área. Em cima do intervalo, Xavier, no segundo poste, atirou ao lado, de cabeça, com as bancadas todas de pé a celebrar o primeiro dos locais. A bola não entrou e, em boa verdade, o nulo era o resultado mais justo, uma vez que as duas equipas pouco criaram ao longo de toda a primeira etapa. No reatamento, e depois da saída de Mobil, que entretanto se lesionara, Vaguinho voltou a assustar os brigantinos, com um remate forte à baliza de Ximena, que acabou, mais uma vez, na barra local, corria o minuto treze de jogo. A sete minutos do termo da partida, novo susto para os brigantinos, com uma bola a tocar o poste da baliza de Ximena, depois de um cruzamento de Rui Borges. Vaguinho terá conseguido a emenda para baliza local, mas sem sucesso. No final, aproveitando o desespero dos mirandelenses, os brigantinos ainda poderia ter chegado ao golo, mas o nulo acabou por prevalecer, numa partida melhor na segunda etapa e com um Mirandela bem acima do habitual (daí a justificável frustração dos seus jogadores). O GDB sobreviveu herculeamente num jogo onde não soube, muitas vezes, o que fazer…

Manuel Martins continua à frente do GDB na II

Manuel Martins e Carlitos, respectivamente presidente e treinador do GDB, ainda não pensam, seriamente, no futuro a curto prazo, depois da conquista do segundo lugar e consequente subida de divisão, mas deixaram algumas pistas no rescaldo do empate com o Mirandela. “Isto é um sentimento de grande alegria. Este grupo de trabalho é fantástico. Esta subida tem muito a ver com o trabalho que esta direcção fez… o mais importante era que o Bragança subisse, agora vamos ter tempo para conversar, vamos ver, há algumas propostas de outros clubes, mas não posso esquecer como aqui fui tratado, na hora de escolher o meu futuro clube!”, disse o treinador. Manuel Martins cumpriu o sonho de há alguns anos, levando o GDB à II, e será, pelas suas palavras, o próximo presidente da colectividade, nas eleições que acontecerão já no final deste mês. “Estes atletas salvaram o Clube de deixar de competir… acompanharam-me nos momentos difíceis, foram gente com muita honestidade e mostraram em campo aquilo que valem. Agora vamos festejar, depois tudo farei para não abandonar estes jogadores...”, referiu.

Ficha do Jogo

GDB 0 – Mirandela 0

Estádio Municipal de Bragança

GDB: Ximena (amarelo aos 83’), Rui Gil, Tony (Badará aos 65’), Mobil (Fábio Pinto aos 54’), Mirco, Luís Rodrigues (amarelo aos 34’), Saná (Valadares aos 79’), Xavier, Jaime, Pedrinha (amarelo aos 28’) e Pinhal.

Suplentes: Zé Luís, Carlitos, Capelo e Valentim.

Mirandela: Norinho, Jonas (Macktar aos 46’), Cristian, Rui Lopes, Vaz Té (amarelo aos 51’), Rui Borges, Adriano, Álvaro (Ivo Calado aos 73’), Vaguinho (amarelo aos 31’) , Nelo e Wigor.

Suplentes: Neto, Breno, Claudemir, José Luís e Aires

Treinador: Luís Guerreiro

Árbitro: Carlos Duarte

Assistentes: Daniel Santos e Jorge (AF Porto)

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 10:10
16 de Maio de 2010

 

Fonte: Publicado em SAPO Notícias

14 de Maio de 2010

 

Ocupa oito páginas na "Playboy" de Maio. Bruna, professora do concelho de Mirandela, é a protagonista de uma produção ousada, em que contracena nua com outra mulher. A população comentou. Os alunos trocaram fotos. A escola não gostou e quer dispensá-la.

Os vizinhos da docente transmontana que posou nua para a "Playboy" descrevem-na "como uma mulher bonita", que "gosta de dar nas vistas", que "não sai de casa com qualquer trapinho", nem mesmo quando "está só a cortar a relva do jardim de casa dos pais", onde vive.

Garantem que "ela não dá confiança a ninguém", mas parecem saber o suficiente da vida dela: ainda não fez 25 anos; em 2006 participou no reality show da TVI "Pedro, o milionário", que consistia em seduzir um milionário para depois casar com ele; e, no ano passado, terá feito um implante mamário. Queixa-se, dizem, de que todos os homens a acham bonita, mas que nenhum aceita uma relação séria. Ela quererá ser famosa. Ou, pelo menos, conhecida. É o que dizem.

 

Revista esgotou

Por causa dela, professora do 1º. Ciclo do Ensino Básico, há três semanas, a "Playboy" esgotou em Mirandela, tanto em Golfeiras, onde vive, como em Torre de Dona Chama, onde é responsável pelas Actividades Extra-Curriculares (AEC). A avó, diz o povo, terá sofrido um grande desgosto. As "pessoas mais velhas disseram mal". Os alunos fotografaram a revista com o telemóvel e durante dois ou três dias entretiveram-se a trocar imagens. Também houve quem tivesse visto a produção em fotocópias. "Depois, o assunto morreu", desvalorizou - três semanas depois da publicação - um homem que frequenta o café mais próximo da escola.

O director do Agrupamento de Escolas da Torre de Dona Chama, José Pires Garcia, garantiu que já solicitou à Câmara que tome "uma atitude". "Mal tive conhecimento do assunto, há poucos dias, contactei a autarquia por correio electrónico", uma vez que a contratação dos professores das AEC é da responsabilidade do município e não da escola.

"É preciso tomar uma atitude depressa e nem preciso dizer qual será", sugeriu. "Estamos a fechar o ano lectivo, mas aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de professora e de educadora. Não é uma atitude correcta e em nada pode ajudar a relação com os alunos e muito menos com os pais, que têm ouvido muitos comentários", explicou. José Pires Garcia disse, ao JN, que a manutenção da docente no agrupamento "seria nociva" para a comunidade escolar.

O JN tentou contactar alguém da Câmara de Mirandela, mas em vão. Também tentou contactar a docente em causa. Nas duas primeiras vezes, adiou a conversa, alegando estar a dar explicações; à terceira tentativa, desligou o telefone.

 

Fonte: JN

Imagem com direitos reservados

 

Comentário: O Diário de Bragança critica severamente a atitude tomada pela escola contra a professora, bem como as críticas pejorativas surgidas no meio.

Afinal, parece que o 25 de Abril ainda não chegou a Trás-os-Montes.

A professora tem todo o direito de posar nua para uma revista que é de conteúdos eróticos. Julgamos até não haver qualquer impeditivo legal para o fazer e que essa será uma decisão que faz parte da liberdade individual de cada um.

O Diário de Bragança considera, ainda, que as fotografias publicadas pela Playboy nada mais são do que um trabalho artístico em que a professora Bruna serviu de modelo, obviamente pelos (bons) atributos que tem.

Mais uma vez, Trás-os-Montes aparece nas notícias pelos piores motivos - criticando e querendo punir moralmente tudo o que atenta contra os (pre)conceitos que, por aqui, ainda parecem prevalecer. Deixemos os falsos moralismos. A maldade está nos olhos de quem vê e não na semi nudez apresentada na revista.

Aos pais dos alunos exige-se uma boa educação e não (má) formação.

 

O Diário de Bragança assume o direito de não publicar qualquer tipo de ofensas à integridade moral da pessoa em causa.

 

05 de Maio de 2010

Por breves instantes, o guarda-redes do Sporting de Braga e da selecção nacional, Eduardo, reviveu os seus tempos de estudante na escola secundária de Mirandela. Centenas de alunos marcaram presença, na segunda-feira, na recepção ao mirandelense, para uma breve sessão de autógrafos daquele que, tudo indica, será o titular da baliza da selecção das quinas no campeonato do Mundo da África do Sul, a partir de Junho.

Eduardo confessa que ficou surpreendido com a recepção calorosa e gostou de voltar à sua escola. “Foi emocionante rever a escola onde estudei, cresci e vivi a minha infância", exclamou. Mal tocou para o intervalo das 11.40 horas, o polivalente da Escola Secundária de Mirandela quase rebentou de tanta loucura quando Eduardo chegou.

A sessão de autógrafos foi muito mais do que outra lição de simplicidade e disponibilidade do guarda-redes do Braga, junto dos miúdos da terra onde nasceu e que sonham ser como ele. "Sigam o meu exemplo. Tive dificuldades quando era pequeno, mas quando se tem um sonho nunca devemos desistir nem duvidar do nosso valor. Quando nos dizem que não somos capazes, que isso nos sirva de força", aconselhou.

Eduardo não negou um sorriso que fosse e chegou a emocionar-se quando reviu amigos, ex-professores e funcionários da escola que lhe pediram para tirar uma fotografia com a versão adulta do menino que aos 14 anos partiu para iniciar o trajecto de sucesso que se lhe conhece. Antes de abandonar o aquele estabelecimento de ensino, recebeu uma bandeira enorme de Portugal, assinada pelos alunos, para levar para a África do Sul.

Depois de ter satisfeito todas as vontades a centenas de alunos, Eduardo recebeu das mãos do presidente da autarquia a bandeira da cidade, para que nela se apoie “principalmente nos momentos menos bons e caso seja campeão do mundo possa erguer a bandeira da sua terra natal”, afirmou José Silvano que prometeu ao guarda-redes a medalha de mérito da cidade seja qual for o resultado de Portugal. Eduardo retribuiu com uma camisola da Selecção.

Perto da uma da tarde, o titular da selecção nacional marcou presença num almoço promovido pela câmara municipal, onde estiveram presentes representantes das diversas colectividades do concelho, para desejarem boa sorte para o campeonato do Mundo.

"A maneira como me recebem dá-me mais força. É a minha terra, são os meus amigos. É um prazer e orgulho enorme esta recepção. Estou grato", disse, antes de recolher os presentes das instituições desportivas da cidade. Tantos que “quase não cabem no carro”, afirmou.

António Branco, vice-presidente do Município explica que o objectivo desta iniciativa foi o de “demonstrar ao Eduardo que estamos muito orgulhosos de que seja a primeira vez que temos um representante numa competição de nível tão elevado e que o concelho o vai apoiar e não está preocupado com o resultado final”, referiu.

 

Caminho de sucesso

O guarda-redes Eduardo, um dos pilares da boa campanha do Braga na Liga Sagres e que ajudou Portugal a qualificar-se para o Mundial, atravessa a fase mais interessante da carreira.

Já lá vão 17 anos, mas Rochinha tem presente na memória a forma como o miúdo Eduardo se impôs nos infantis do Sport Clube Mirandela, o clube mais representativo da sua terra natal. A força de vontade e as qualidades inatas para ser guarda-redes eram atributos do pequeno jogador que acabou de comemorar a presença na Champions e ainda sonha com o título nacional, este fim-de-semana.

“Percebi que poderia ir longe. Saltou para os iniciados e o Guimarães reparou nele e levou-o”, recorda, ao Mensageiro, Rochinha, o primeiro treinador de Eduardo, revelando que o guardião “era um fã de Preud'homme”, belga que defendeu a baliza do Benfica.

Eduardo esteve duas épocas no Vitória de Guimarães, mas voltou à base, tendo, já nos juvenis, ingressado no Braga, onde se mantém, depois de, nos seniores, ter saído para rodar, no Beira Mar e no Setúbal.

Nascido no seio de uma família humilde, Eduardo teve uma infância difícil. Os pais eram caseiros na Quinta das Andorinhas, em Vila Nova das Patas. Com três irmãos, que, entretanto, emigraram para o Luxemburgo, já jogava no Mirandela quando o pai faleceu, vítima de um acidente de viação, em Vila Flor. O guarda-redes seguia na carrinha acidentada, mas nada sofreu, tendo mostrado uma forte personalidade, perante a tragédia. “Dois dias depois, estava a jogar!”, destaca Rochinha.

Sem filhos, Eduardo namora com a atleta portuguesa Jessica Augusto. Cruzaram-se no 10.º ano de escolaridade, já em Braga e nunca mais se largaram. Vivem juntos há mais de cinco anos.

 

Fonte: Mensageiro

últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
Estou habituado na leitura de blogs on line, adoro...
me llamo fedra soy de santa fe argentina tengo 9 ...
Carissimos,Eu não sei quem inseriu o comentário em...
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