Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
11 de Março de 2009

Há cada vez mais portugueses a escolher Angola como país para viver e trabalhar e o fenómeno não é de agora.

Desde pelo menos 2007 que vários empresários transmontanos, nomeadamente da área agrícola, têm sido aliciados a deslocar as suas empresas para Angola. Foi o que aconteceu com  a empresa de tractores e máquinas agrícolas de Alfredo Dias, em Macedo de Cavaleiros. A oportunidade surgiu a convite do próprio Governo angolano que ofereceu inúmeras vantagens fiscais ao transmontano para que este se fixasse na região do Huambo.

 

Recentemente têm sido vários os casos de outros empresários aliciados a apostar naquele país. Mas, apesar das compensações financeiras, é preciso não esquecer o mundo de diferenças que separa Angola de Portugal.

Carlos Costa, líder da concelhia social-democrata de Vinhais e com negócios em Angola desde 2001, aconselha “cautela” a quem quer ir até porque, numa fase inicial, é preciso ter “condições financeiras”.

 

As diferenças começam logo com a necessidade de fazer pagamentos a seis meses ou um ano e com os custos ao nível da habitação e alimentação. Alugar uma vivenda ou um apartamento em condomínio fechado e com segurança, dois aspectos imprescindíveis, fica, no mínimo, por 2500 euros/mês e como os pagamentos têm de ser feitos para um prazo de seis meses, só para habitação pode-se contar logo com gastos na ordem dos 15 mil euros.

 

Apesar do país africano ser, nos dias de hoje, uma das economias mundiais mais prósperas continuam a faltar os serviços básicos a que estamos habituados na Europa. Assim é frequentar falhar a luz, a água necessita de tratamento e o ar condicionado não é um luxo. Embora na factura final o preço a pagar seja idêntico ao de Portugal, não há fiscalização real nem contagens: a fiscalização estabelece um valor a pagar por mês até porque a maioria da população não tem acesso a esses bens.

Os proeminentes arranha-céus da cidade de Luanda também não conseguem esconder a falta de infra-estruturas condignas para a maioria dos habitantes locais.

As acessibilidades são outro problema: no período das chuvas há estradas que ficam intransitáveis e é frequente caírem pontes. Para quem optou por apostar neste país para fazer negócio é obvio que as acessibilidades, ou a falta delas, são um dos principais entraves ao crescimento do país, mas não é o único. Angola é um dos países mais pobres do mundo e é com facilidade que a corrupção alastra a todos os sectores da sociedade. 

“Angola é o país com mais carros de alta cilindrada por metro quadrado apesar de toda a pobreza e miséria”, constatou Carlos Costa.

Independente há cerca de 30 anos, com uma extensão de território 14 vezes maior que Portugal, Angola continua a ser um país com uma frágil democracia.

últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
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