Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
08 de Julho de 2010

A câmara de Macedo de Cavaleiros quer apostar na construção de ecoresorts na Albufeira do Azibo e até já tem dois projectos empresariais orientados nesse sentido, com propostas muito consistentes, mas que têm “esbarrado” na falta de clarificação da abordagem que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer dar à Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

O Plano de Ordenamento está em estudo mas, segundo Beraldino Pinto, presidente da autarquia, “não tem corrido bem” porque o ICNB tem outro “entendimento” do que deveria ser a envolvente da albufeira do Azibo.

A autarquia encomendou até um estudo de marketing territorial à Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), orientado para as questões do turismo, e que apontou a Albufeira como um dos produtos âncora a ser trabalhado para desenvolver esta actividade no concelho. João Medina, um dos responsáveis do estudo, diz mesmo que “o Azibo é o produto turístico mais conhecido de Macedo de Cavaleiros”, motivo pelo qual ali devem ser realizados  investimentos, em consonância com o estatuto ambiental daquela área, mas potenciando o turismo.

Esse é o entendimento que tem também Beraldino Pinto que acredita que projectos como os ecoresorts têm de integrar uma componente ambiental e ser uma mais-valia para o ambiente.

“As pessoas que vêm para este tipo de equipamentos, vêm pela qualidade do ambiente e da paisagem”, considerou. “Queremos permitir que haja um usufruto por parte de quem está disposto a pagar e que tal sirva para aumentar o rendimento das famílias, através do rendimento das empresas”.

O edil não aceita que não haja possibilidade de concretizar esse tipo de investimentos e considera que vai ter de se encontrar um ponto de entendimento com o ICNB.

“Não tem sido possível, mas esperamos que a breve prazo se consigam ultrapassar esses problemas”, apontou, acrescentando que o desenvolvimento sustentável não tem de passar pelo abandono do território, mas antes pela sua ocupação correcta. “Nós já demos provas do que é preservar e hoje a Paisagem Protegida do Azibo é um território que recuperou em termos de biodiversidade”, justificou.

No plano de marketing territorial definido pela SPI são definidas várias linhas de acção que têm como objectivo aumentar a visibilidade turística do concelho. Nesse projecto, a Albufeira do Azibo é apontada como um dos três produtos âncora a trabalhar, a par com as Aldeias de Cavaleiros e o Parque Geológico de Morais.

João Medina considera que para aumentar a visibilidade do concelho no exterior é necessário desenhar um plano de acção com várias estratégias complementares que permitam ocupar o turista que visite este território. No que diz respeito à Albufeira do Azibo, o responsável aponta como objectivo a diminuição da sazonalidade e aumentar a procura no Inverno alargando as actividades, como a observação de aves ou de flora, criando produtos de merchandising e toda uma estratégia que torne aquele local “interessante todo o ano”.

As aldeias rurais do concelho são outro dos produtos a desenvolver turisticamente. João Medina acredita que este universo pode ser atractivo para quem vive em meios urbanos mas, para tal, há que aproveitar e dinamizar este património.

“Temos que valorizar o património simples que existe nos meios rurais e experiencias como ser pastor por um dia ou a apanha de azeitona, que são actividades tradicionais consideradas relaxantes e que quebram a rotina de quem visite este concelho”, apontou.

Já a zona de Morais, onde se dá um fenómeno geológico sem igual e que levam os especialistas a apelidar aquela zona de “umbigo do mundo”, é outro dos produtos com o qual se pretende desenvolver um conjunto de iniciativas mais vocacionadas para o turismo geológico e que podem passar pela criação de um Centro de Ciência Viva perto do local.

 

Envolver os privados para dinamizar o turismo

Com a elaboração do plano de marketing territorial, a autarquia pretende envolver os empresários privados e sociedade no desenvolvimento do turismo sustentável, através da valorização da cultura, natureza e toda a identidade transmontana.

Com a definição dos produtos âncora, há agora que criar marcas, circuitos de comercialização, canais de informação e todo um conjunto de actividades inovadoras de marketing. Esta estratégia de desenvolvimento, para já, foi desenvolvida unicamente para o concelho de Macedo de Cavaleiros mas pode vir a alargar-se a outros concelhos do distrito de Bragança e a envolver vários parceiros privados e públicos da região.

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