Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
28 de Junho de 2010

O Centro de Arte Graça Morais vai expor, no dia 30 de Junho, algumas das mais importantes obras de Júlio Pomar, um dos mais notáveis artistas do panorama da pintura portuguesa do século XX, com um amplo reconhecimento internacional.

“Uma antologia” é o título do acervo que permanecerá naquele espaço até ao dia 17 de Outubro e que integra algumas das primeiras obras do pintor, nascido em Lisboa em 1926. Organizada a partir de um discurso expositivo onde o critério cronológico é particularmente evidente, a mostra vai procurar estabelecer, dentro das possibilidades do espaço arquitectónico do Centro de Arte, o reencontro do espectador com cada um dos períodos, temas e obras mais marcantes da prolifica produção de Júlio Pomar.

A vinda das obras deste importante pintor coincidem com o segundo aniversário do espaço cultural brigantino e foram uma escolha do comissariado, liderado por Jorge Costa, director do Centro de Arte Contemporânea, que assim vai possibilitar ao público conhecer melhor o grande Mestre Júlio Pomar através das várias obras produzidas ao longo do tempo.

Para a região transmontana esta será a “grande oportunidade” de ver de perto a obra daquele que é considerado um dos maiores pintores portugueses. É algo que Graça Morais qualificou já de “extraordinário”, não só para o Centro de Arte Contemporânea, mas para todo o país.

O Centro de Arte Contemporânea vai ainda homenagear Júlio Pomar, no dia 1 de Julho, estando as intervenções a cargo de Laura Castro e Vasco Graça Moura.

Júlio Pomar nasceu em 1926, em Lisboa, e instalou-se em Paris em 1963. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto e, em 1963, instalou-se em Paris. Opositor do regime de Salazar, Júlio Pomar fez muitas vezes da arte um veículo de intervenção sócio-política. Uma das suas obras mais emblemáticas foi o mural que fez para a decoração do Cinema Batalha, no Porto, que foi mandado destruir pela polícia política poucos meses depois da abertura da sala ao público. Anos mais tarde, Júlio Pomar afirmaria que foi Salazar que fez dele um pintor já que, foi por causa de algumas obras que se viu impedido de seguir a carreira de docente e, sem qualquer outro suporte financeiro, viu-se “obrigado” a viver da sua produção artística. A sua longa carreira leva, no entanto, a que a sua pintura seja hoje considerada como “transversal a todos os principais movimentos surgidos nos últimos sessenta anos”, sendo um dos artistas portugueses mais reconhecidos, com uma obra diversificada, desenvolvida ao longo de mais de 50 anos de trabalho.

 

 

 

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obrigado Cris:)
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