Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
09 de Março de 2010

 Centenas de pessoas marcaram presença, ontem, na marcha silenciosa em solidariedade com a família do Leandro, o menino de 12 anos que está desaparecido nas águas do rio Tua, há uma semana.

Uma caminhada pelo mesmo percurso efectuado pela criança, entre a escola e a margem direita do rio.

Os pais também estiveram presentes e não esconderam a revolta para com a direcção da escola.

Amália Pires e Armindo Pires, os pais do pequeno Leandro, estão indignados com a direcção do agrupamento da escola Luciano Cordeiro.

“A escola ainda não teve uma palavra para nos dar, nunca nos disse nada” refere a mãe. “A única pessoa da escola que entrou em contacto connosco foi a directora de turma dele que me telefonou quinta-feira à noite, talvez de casa dela, a dizer que se eu precisasse de alguma coisa que estava pronta a ajudar”.

Nas primeiras declarações à comunicação social, os pais de Leandro não têm dúvidas em apontar o dedo à falta de segurança da escola.

“A escola devia ter aqui segurança. Se assim fosse o meu filho não estaria no rio” afirma Amália Pires. “Eu sempre disse que não os deixassem sair” acrescenta.

“Esta escola é muito ruim” considera, não só ao nível de segurança, mas também porque “não tem pessoas competentes para estar aí dentro”.

Tal como já tinha sido divulgado, Amália Pires confirma que o Leandro foi agredido, em Dezembro de 2008 e teve de ser internado no hospital.

Nessa altura, a mãe diz ter comunicado o caso à direcção da escola, mas nada foi feito.

“O meu filho já tinha estado no hospital por causa de uma data que lhe deram” confirma. “Eu vim à escola e o conselho executivo disse-me que por ter sido fora da escola não tinha nada a ver com o assunto” revela.

Amélia Pires conta ainda que o filho “não dizia nada em casa a não ser quando foi para o hospital”. “Ultimamente ele não tinha dito nada, mas o irmão e os primos é que dizem que ele era agredido quase todos os dias” adianta.

Balões coloridos, flores, velas, fotografias do Leandro e cartazes com muitas críticas à escola tudo serviu para simbolizar a solidariedade para com a família.

Entretanto, espera-se que hoje fique concluído o inquérito instaurado pelo Ministério da Educação, enquanto a PSP deve concluir, amanhã, o inquérito judicial que posteriormente será entregue ao Procurador do Ministério Público para as conclusões.

 

 

Fonte: Brigantia/ Escrito por CIR

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