Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
04 de Março de 2010

 Leandro Filipe, o rapaz de 12 anos que se suicidou no rio Tua, em Mirandela, já tinha estado internado no hospital, há um ano, depois de ter sido pontapeado na cabeça por colegas de escola. Um entre vários episódios de violência de que terá sido vítima.

Foram infrutíferas as buscas, ontem, para encontrar o corpo da criança de 12 anos que desapareceu nas águas do rio Tua. Mais de uma centena de elementos dos Bombeiros, GNR e PSP, estiveram envolvidos na operação, que se estendeu por mais de 20 quilómetros, entre a ponte açude e a zona da Brunheda.

Quando as buscas forem retomadas, esta manhã, a coordenação da Protecção Civil de Bragança conta já ter o apoio de um helicóptero que possa sobrevoar o leito do rio até à foz.

Enquanto prosseguiam as buscas, confirmavam-se as informações sobre os episódios de violência que antecederam a tragédia, surgindo relatos de outros episódios de violência na escola.

Um primo de Leandro, que assistiu a tudo, confirma que o rapaz voltou a ser agredido na escola e que "saiu a correr" das instalações, anunciando que "ia atirar-se ao rio". Uma prima reforça a tese de que Leandro era vítima de violência na escola. "Ele já tinha sido agredido, há pouco maisd de uma ano, e ficou internado no hospital durante algum tempo", assegura Marisa Nunes.

O JN confirmou, junto de fonte hospitalar, que Leandro deu entrada na urgência do hospital da cidade, em Dezembro de 2008, após ter sido agredido com pontapés na cabeça por três alunos da escola. Ficou internado durante dois dias.

 

Processo de averiguações

Episódios que nenhuma instituição confirma. O Ministério da Educação informou que foi aberto um processo de averiguações para se perceber o que poderá ter ocorrido no recinto da escola. Mas acrescenta que, durante o ano passado, a escola registou apenas duas ocorrências: uma no primeiro período, outra no segundo, e em ambos os casos por injúrias a um funcionário.

A Direcção Regional de Educação do Norte, lamenta "o que aconteceu" e informa que tem "uma equipa no terreno a acompanhar a família e as suas necessidades mais imediatas".

Fonte da DREN acrescenta que se vai "aguardar pelas conclusões do processo de averiguações entretanto aberto pela escola. Seria prematuro comentar a situação sem essas conclusões".

Nem o Conselho Executivo da E.B. 2,3 da Luciano Cordeiro, nem a Comissão de Proteçção de Crianças e Jovens têm registo de casos de bullying na escola.

O presidente da Associação de Pais corrobora, afirmando que nunca recebeu "qualquer queixa dos pais ou de outros elementos da escola" sobre a hipótese deLeandro ser vítima de abusos. José António Ferreira apenas adnmite que há "situações pontuais" de violência. O mesmo responsável acrescenta que "a DREN produziu um estudo relativamente à existência de bullying em escolas da região e esta foi das mais bem classificadas".

 

Fonte: JN

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