Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
23 de Dezembro de 2010

O doentes com problemas reumáticos já podem consultar um especialista da área no hospital de Bragança. O conselho de administração do Centro Hospitalar contratou um especialista em Reumatologia, em regime de contratualização de serviços, que, duas vezes por semana, realiza consultas no serviço de Consulta Externa de Bragança.

Para já, com pouco mais de um mês de trabalho, têm sido poucos os casos atendidos pelo especialista Rui Melo, mas a perspectiva é que, num ano, sejam realizadas 1200 consultas, sobretudo tendo em conta que as doenças reumáticas são a terceira maior causa de procura dos serviços de saúde, em todo o mundo.

Até ao momento, Rui Melo diz que os casos que lhe têm chegado são, maioritariamente, relacionados com patologias  inflamatórias e artrites reumatóides, não só em pessoas com idade acima dos 60 anos, mas também em pessoas jovens.

“Quando cheguei, pensei que iria ter mais doentes com doença degenerativa osteoartrose e osteoporose, mas não”, contou.

Estas doenças quando não são bem diagnosticadas, podem levar à dor crónica e à perda de qualidade de vida, com repercussões a nível laboral, social e até familiar. O que acontecia até ao momento, no distrito de Bragança, é que estes doentes não estavam a ser bem diagnosticados ou, muitas vezes, tinham de recorrer a tratamentos em hospitais distantes, nomeadamente no Grande Porto e no Alto Minho.

“A Medicina Geral e Familiar está apta a fazer este tipo de diagnóstico, muitas vezes fazem o diagnóstico, mas os doentes tinham de recorrer a hospitais muito distantes”, explicou.

O objectivo destas consultas é, sobretudo, “apoiar a população idosa, nomeadamente na osteoporose não diagnosticada”, apostando no tratamento que permita evitar a evolução da doença.

“Há tratamentos que são caros, embora comparticipados pelo Sistema Nacional de Saúde, por isso, o objectivo é diagnosticar o mais rapidamente possível”.

Os doentes podem chegar ao especialista de Reumatologia referenciados pelo médico de família ou marcando a consulta directamente no hospital, nas Consultas Externas.

Esta nova contratação vai permitir que o Centro Hospitalar do Nordeste cumpra o Plano de Referenciação Nacional para a implementação de unidades de reumatologia. Recorde-se que, em todo o país existem apenas 130 médicos especialistas em Reumatologia, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda um rácio de um reumatologista para 40 mil habitantes.

Ao longo das consultas está prevista a aplicação de um questionário relativo à qualidade de vida que permitirá quantificar a evolução dos doentes reumáticos após iniciarem um tratamento, conforme explicou Rui Melo.

“Estes questionários vão avaliar a redução do consumo de fármacos e custos associados, os índices de absentismo laboral ligados a patologias do foro da reumatologia e os custos/benefícios associados ao acompanhamento em consulta diferenciada. Ou seja, o próprio Centro Hospitalar vai poder verificar se valeu, ou não, a pena investir nesta especialidade”.

O médico, ainda assim, considera que, em Bragança, não se justifica ter um médico desta especialidade a tempo inteiro, uma vez que são realizadas apenas consultas.

“Teria que ter um número imenso de doentes para justificar um médico a 40 horas e o vencimento que aufere ao final do mês”, apontou, considerando “um desperdício de tempo e de recursos financeiros”.

Rui Melo entende mesmo que a melhor aposta é aquela que o Centro Hospitalar fez, contratando o especialista para determinado número de consultas, rentabilizando um número  maior de doentes e pagando bem menos do que se tivesse um especialista a tempo inteiro.

As consultas de Reumatologia funcionam às quintas e sextas-feiras e podem ser marcadas através do médico de família ou nas Consultas Externas. Esta é uma especialidade que funcionará em articulação com o Serviço de Ortopedia, sempre que haja a necessidade de cirurgia. 


 

 

 

Já está a funcionar, no Mercado Municipal de Bragança, a pastelaria da Doceamêndoa, com doces e bolos artesanais únicos, cuja receita é bem guardada em família. Aqui podem encontrar-se diversos doces à base de amêndoa, nozes, pinhões, avelãs, chila e castanha, num total de 32 variedades, incluindo bolos de aniversário e bolos apropriados a cada época do ano.

Nesta época natalícia, a Doceamêndoa destaca o seu bolo-rei de castanha, um bolo recheado de frutos secos, com uma massa especial, cujo segredo não se pode revelar, e decorado com castanhas, frutos secos e apenas cereja cristalizada para enfeitar, tudo polvilhado com açúcar. Para além desta iguaria, há, também, a possibilidade de adquirir o bolo-rei sem açúcar, apropriado para os diabéticos e para todos os que desejam comer de forma mais saudável.

A castanha, aliás, é um fruto a que a empresa está a dar muito destaque, já desde o início deste ano, como contou Maria Diogo, responsável e doceira: “temos a tarte de castanha e mel, os bolos “sacos de castanha”, o pão de ló de castanha”, exemplificou.

Em Bragança, a Doceamêndoa criou quatro postos de trabalho e tem já em vista a exportação para países como a Espanha, França, Alemanha, Itália e Brasil.

A casa abriu, inicialmente, em Torre de Moncorvo, há mais de 15 anos, numa altura em que a tradição de usar amêndoa na doçaria regional estava praticamente perdida. A família criou as receitas e decidiu avançar, conseguindo divulgar estes doces únicos e originais, não só em todo o país, como em outras partes do mundo.

O segredo para esta divulgação tem estado no trabalho desenvolvido ao longo dos anos, na qualidade dos produtos e, também, na presença permanente em várias feiras de artesanato e de gastronomia que ocorrem por todo o país e pela Europa.

Os bolos, os doces artesanais, o pastel de nata produzido de uma forma muito especial pela Doceamêndoa, (um verdadeiro pastel de nata tradicional), têm conquistado muito público, e não apenas os gulosos.

 

Amêndoa Coberta vai estar à venda em breve

Em breve, a Doceamêndoa pretende, também, abrir uma nova loja, junto à pastelaria, dedicada, única e exclusivamente, ao fabrico da tradicional amêndoa coberta de Moncorvo. Este famoso doce genuíno vai ser fabricado ao vivo e à moda antiga, com a amêndoa a ser trabalhada nas bacias de cobre, envolvidas, constantemente, em calda de açúcar até atingirem o ponto.

Para todos os apreciadores da doçaria tradicional e artesanal, em especial daquela que usa frutos regionais, esta é uma excelente oportunidade para conhecer e provar os bolos da Doceamêndoa, na pastelaria do Mercado Municipal de Bragança.

 

Fonte: Mensageiro de Bragança

 

 

publicado por Lacra às 08:30



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