Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
23 de Novembro de 2010

 

 

 

Os militares da GNR de Mirandela, do Núcleo de Investigação Crimininal apreenderam uma quantidade significativa de armamento, na aldeia de Suçães, em Mirandela, na sequência de várias investigações que vinham realizando.

As apreensões resultaram de duas buscas domiciliárias, nas quais foi detido um suspeito de 51 anos, residente na localidade.

No total foram apreendidas 34 velas de gel amonite, um rolo de rastilho, 37 detonadores, uma caçadeira de calibre 12, uma pistola de calibre 6.35mm, 33 cartuchos de calibre 12 e 26 munições de calibre 6.35mm.

O detentor do armamento foi detido e presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Mirandela.

 

publicado por Lacra às 14:43

Os salários dos trabalhadores do Matadouro do Cachão, em atraso desde Outubro deste ano, vão ser pagos pelas câmaras de Mirandela e de Vila Flor.

A decisão foi tomada na última Assembleia Municipal de Vila Flor, realizada extraordinariamente, por iniciativa da CDU, tendo em vista unicamente a análise e discussão da situação financeira daquela empresa.

O autarca de Mirandela, José Silvano, foi convidado a comparecer e reconheceu que “têm havido má gestão no Matadouro do Cachão”. A par com Artur Pimental, presidente da câmara de Vila Flor, os dois autarcas comprometeram-se a pagar os salários em atraso e a apresentar propostas de viabilização do Matadouro, sem comprometer os postos de trabalho existentes.

Recorde-se que os municípios de Mirandela e de Vila Flor são detentores de 98,2 por cento do capital do Matadouro do Cachão. A CDU, em comunicado à imprensa, diz “esperar que os dois municípios paguem a tempo e horas os salários do mes de Novembro e o subsídio de Natal aos trabalhadores”.

José Prudêncio, eleito da CDU para a Assembleia Municipal de Vila Flor, não deixou, no entanto, de notar que a situação financeira em que o Matadouro do Cachão se encontra é fruto “dos graves erros de gestão”, nomeadamente, “a não comparência de membros da administração na empresa, a não atribuição de responsabilidades de chefia a qualquer trabalhador, a falta de equipamento adequado para os trabalhadores da secção de abate”, entre outras.

“Sabemos que os trabalhadores desconhecem a quem se dirigir para pedir orientações sobre eventuais problemas que possam surgir no desempenho das suas tarefas. Sabemos que não se procede à cobrança de dívidas dos clientes em tempo razoável”, apontou.

A CDU diz ainda que a “solução” que a administração terá dado aos trabalhadores, caso em Dezembro deste ano continuassem sem receber os respectivos salários, seria o encerramento. José Prudêncio questiona, por isso, “se há mesmo negociações e quais os termos desse negócio”.

O deputado da CDU diz ainda que nas duas únicas vezes no ano em que a administração terá reunido com os trabalhadores, cada um dos três administradores terá recebido seis mil euros por reunião. “Haja moralidade!”, reclamou.

Ainda assim, José Prudêncio considera que ainda há tempo para salvar a empresa, “assim haja vontade política”.

Em causa estão os interesses de 43 trabalhadores, dos quais 21 deles têm mais de 50 anos.

As câmaras de Mirandela e Vila Flor já se comprometeram a resolver a situação. 


No dia 24 de Novembro, os jornalistas que trabalham na Imprensa não podem ficar indiferentes!

Os patrões da Imprensa despedem profissionais, esvaziam redacções de memória e de experiência, descaracterizam ou encerram títulos, desinvestem no Jornalismo e uniformizam a informação.

Poucas são as empresas que aplicam o Contrato Colectivo de Trabalho da Imprensa, publicado em Julho, e, muitas vezes, procuram torpedeá-lo quanto ao reenquadramento profissional e salarial dos jornalistas, bem como ao pagamento dos retroactivos devidos desde 1 de Janeiro.

Na Imprensa Regional o panorama é ainda pior.

As medidas de austeridades estão a afectar seriamente o sector, com desinvestimento em publicidade e diminuição de vendas com a perda do poder de compra dos leitores.

Os jornalistas da Imprensa são vítimas da discriminação salarial, da precariedade, do desemprego, da substituição de profissionais por estudantes, do ataque aos seus direitos de autor e do agravamento da concentração da propriedade dos meios de informação patrocinado por alterações legislativas e pela ineficácia dos organismos inspectivos.

Como trabalhadores, vão ser directamente afectados pelo aumento de impostos (IVA e IRS), pelo aumento dos preços dos bens e serviços, pelos cortes no abono de família e por outras medidas de austeridade.

Por estes e outros motivos, os jornalistas têm razões para aderir à greve!

A greve é um direito consagrado na Constituição, é um direito de todos os trabalhadores, independentemente do vínculo laboral, do sector de actividade e de serem, ou não, sindicalizados.

O trabalhador não tem de avisar antecipadamente da sua intenção de aderir à greve e, posteriormente, deve apenas comunicar que aderiu para que seja assinalada falta justificada. Não é necessária qualquer justificação escrita para comprovar que se aderiu à greve.

É absolutamente proibido coagir, prejudicar ou discriminar o trabalhador que adira à greve. 



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