Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
05 de Outubro de 2010

No dia em que se assinalam 100 anos da República é curioso notar que foi, também, nesta data, em 1143, que Afonso VII, de Castela e Leão, reconheceu a independência do Condado Portucalense com a assinatura de um tratado de paz - o Tratado de Zamora, assinado aqui bem perto de Bragança.

  

A data de 5 de Outubro é a do fim do regime monárquico em Portugal. Curiosamente, também é, de algum modo, a do início do regime.

Foi a 5 de Outubro, do ano de 1143, que Afonso VII de Castela e Leão reconheceu a independência do Condado Portucalense, com a assinatura, na cidade de Zamora, um tratado de paz.

O Tratado de Zamora foi também assinado por D. Afonso Henriques, o soberano do novo Estado. A oficialização do documento culminou dois dias de conversações de paz que os dois primos mantiveram muito por influência do então Arcebispo de Braga, D. João Peculiar. Ao longo dos séculos, contou-se também que o prelado coroaria, nesse mesmo ano, D. Afonso, em Lamego, mas este nunca foi um facto reconhecido pelos historiadores.

Nas conversações e na cerimónia de assinatura do Tratado de Zamora esteve presente um enviado do Papa, D. Guido de Vico, cardeal italiano. A Santa Sé estava preocupada com o conflito mantido pelos dois primos, ambos líderes cristãos. Essa divisão era vista como uma fraqueza face aos mulçumanos que habitavam territórios da Península Ibérica e tinham ambições expansionistas.

Antes de Zamora, Afonso Henriques já usava o título de "rei". Fazia-o desde a vitória na Batalha de Ourique, em 1139, pelo que foram precisos quatro anos para obter o reconhecimento da outra parte.

A data de 1143 é, assim, apontada, como a da fundação da nacionalidade, embora fosse preciso esperar mais de 30 anos por outro reconhecimento fundamental - o do Papa. Esse viria a consumar-se em 1179, com a bula Manifestis Probatum, assinada por Alexandre III.

 

Fonte: Rádio Renascença

04 de Outubro de 2010

O projecto “3DTech Pro” obteve o segundo lugar, a nível nacional, do concurso Poliempreende, um certame que pretende promover o empreendedorismo dos alunos do Ensino Superior Politécnico e o surgimento de novas e inovadoras empresas.

O “3DTech Pro” é um projecto da autoria de dois alunos licenciados em Engenharia Biomédica e a frequentar o Mestrado em Tecnologia Biomedia, Bruno Magalhães e Elmano Pinto; e de dois docentes do departamento de Tecnologia Mecânica, Luís Queijo e João Rocha.

O objectivo do programa desenvolvido é produzir modelos para utilização médica, nas vertentes educacional e de análise pré-cirúrgica, bem como modelos para a utilização nas áreas das artes ou com utilização em maquetas. Em comunicado à imprensa, salienta-se que o projecto surgiu “da necessidade de obter modelos físicos para análise, estudo, visualização ou aplicações funcionais”.

O que se pretende é criar uma empresa especializada na produção destes modelos, gerados a partir de dados provenientes, quer da modelação geométrica computacional, quer da imagiologia média ou da digitalização tridimensional.

Os promotores consideram, ainda, que o facto de se localizar em Bragança é “uma vantagem competitiva”. “É fácil o recrutamento de mão-de-obra no Politécnico de Bragança e há a proximidade de Castela e Leão, na perspectiva de uma vertente internacional”.

O “3DTech Pro” já tinha vencido a fase regional do Poliempreende, tendo agora alcançado o segundo lugar do concurso, a nível nacional, com um prémio de 7500 euros, patrocinados pela Caixa Agrícola.

Os projectos seleccionados pelo concurso Poliempreende têm resultado na constituição de novas empresas empreendedoras, promovendo a inserção de jovens licenciados no mercado de trabalho.

publicado por Lacra às 10:28
03 de Outubro de 2010

A câmara municipal de Miranda do Douro vai apostar, pela primeira vez, na “Presidência Aberta”, uma iniciativa que visa auscultar as populações e, ao mesmo tempo, defender prioridades de cada uma das localidades. A iniciativa vai desenvolver-se durante a próxima semana.

Desta forma, a autarquia pretende acompanhar “mais de perto” a vida política, económica, social e cultural do concelho de Miranda do Douro, com o objectivo de “demonstrar solidariedade com o quotidiano dos populares fustigados pelas condições adversas de quem vive o peso da interioridade”.

A câmara pretende conhecer mais de perto a realidade do dia-a-dia para, depois, encontrar potencialidades, de forma a motivar a fixação dos mais jovens, dos empresários e de todos quanto queiram investir em Miranda do Douro.

“É necessário criar condições para que tal aconteça e inverter as tendências de desertificação e abandono das nossas terras, pelo incentivo ao investimento no sector primário, no turismo e até mesmo na indústria”, afirma Artur Nunes, presidente da câmara, em comunicado à imprensa.

Também em Freixo de Espada à Cinta o presidente da autarquia, José Santos, desenvolveu, mais uma vez, a “Semana do Município”, tendo como base a ideia “mais perto de todos, mais perto das soluções”.

Desde há vários anos que o executivo camarário de Freixo de Espada à Cinta vai, durante uma semana, às várias freguesias do concelho, conjuntamente com os técnicos superiores do município, para ouvir os problemas dos munícipes.
Esta gestão autárquica de proximidade, visa permitir um contacto mais directo com os problemas das Freguesias e dos Munícipes, principalmente daqueles que gozam de menos possibilidades de se deslocarem com regularidade à Câmara Municipal. 

publicado por Lacra às 08:30
02 de Outubro de 2010

“Memórias II” é a nova exposição, da autoria de Ana Fernandes, que está patente no Centro Cultural Adriano Moreira, em Bragança, até dia 28 de Novembro.

São objectos que, maioritariamente, todos conseguimos identificar, pese embora muitos tenham perdido o uso: vassouras de piaçaba, antigas resistências de ferro, interruptores de porcelana ou de galalite, formas para cozer o folar, raladores, brinquedos antigos de celulóide. Ana Fernandes pegou em tudo isto e deu uma nova forma a estes objectos, transformando-os em arte, num resultado de inesperadas associações de conceitos e formas que invocam memórias de infância.

Esta é a primeira parte de uma mostra que enche a sala Luís de Camões e que vai beber muito às memórias transmontanas, patentes nas grandiosas e antigas arcas de madeira que servem de montra para alguns dos objectos.


“As arcas de madeira não são da minha autoria, infelizmente”, notou, salientando, no entanto, como muitos dos objectos transformados fizeram parte da infância de grande parte dos portugueses.

“No fundo são memórias de todos, quase todos usaram alguns dos objectos que aqui estão. Tenho aqui peças que foram dos meus avós e dos meus pais, outras que me foram gentilmente oferecidas”, contou.

Natural de Vila do Conde, a escultora considera-se uma “filha da terra”, já que é a Trás-os-Montes que vem, recorrentemente, por razões pessoais e afectivas.

“O meu marido é transmontano e há mais de 40 anos que vimos passar férias à região. fiquei como filha da terra e já sou mais transmontana do que da beira-mar. Gosto imenso dos montes, dos rios, da gastronomia, da franqueza das pessoas...tudo me atrai nesta terra”, confessou.


Mas se na primeira sala do Centro Cultural há uma invocação de memórias que remete para o passado, para a infância dos príncipes e princesas de latão, passando à segunda sala, (sala Miguel de Cervantes), temos, talvez, uma perspectiva de futuro. Recorrendo a diferentes tipos de materiais, nalguns casos, noutros reutilizando e reinventando novas formas e utilizações, Ana Fernandes construiu um modernas peças de design, objectos de parede, acessórios e jóias de uma beleza extraordinária.


É uma “continuação” das memórias sob uma vestimenta actual, futurista em alguns casos, em que vemos nascer máscaras de metal com vassouras de piaçaba, por exemplo, ou raladores que assumem formas humanizadas.

A autora, que ao longo da sua carreira trabalhou com crianças carenciadas, quis sublinhar a necessidade de utilizar, reutilizar, reciclar, reinventar, criar do nada, dando utilidade ao aparentemente inútil nem que seja, apenas, para prazer humano.

A mostra está patente até dia 28 de Novembro no Centro Cultural, em Bragança. Ana Fernandes é licenciada em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes e foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e da secretaria de Estado da Cultura para o Estudo das Tecnologias dos Metais Nobres. Do seu vasto currículo, destaque para o primeiro prémio de escultura da II Bienal de Arte da Associação Industrial Portuense, em 1996.

publicado por Lacra às 22:07

O passado colonialista que marcou Moçambique e Angola é visto como um dos factores que tem contribuído para que estes dois povos continuem a ter alguma “resistência” às futuras introduções previstas no Acordo Ortográfico.

Segundo Edma Satar, da Universidade de Lisboa, a Língua Portuguesa é uma realidade no dia-a-dia de Moçambique e “os moçambicanos consideram que não precisam do acordo ortográfico porque falam e escrevem como os portugueses”. Mas, para além da relutância “natural” em aceitar “pequenos ajustes”, próprios da evolução de uma língua, a especialista, natural de Moçambique, ressalta o peso que o passado colonialista ainda tem no presente do povo moçambicano.

“O termos lusofonia não é bem aceite porque ainda há muita mágoa pelo passado colonialista”, apontou, à margem dos Colóquios de Lusofonia, que terminam hoje, em Bragança.

Edma Satar considera que é necessário uma maior divulgação e explicação sobre as novas regras que se pretendem aplicar à Língua Portuguesa, até para que se possam desfazer algumas “ideias erradas”.

Uma opinião que foi partilhada por John Gadzekpo, da Nigéria, que foi convidado  dos Colóquios para abordar a Literatura Africana. Através de Pepetela e a obra “O Cão e os Caluandas”, John Gadzepo quis abordar as dificuldades da construção de um país pós-colonial como Angola.

“Nós tivemos uma história muito difícil, traumática, mas também houve coisas positivas. Como peneirar toda essa experiência para que a nação possa ir além, incorporando todos os elementos presentes, é o grande desafio da África Lusófona”, considerou.

A quebra de barreiras que se perspectiva que o novo Acordo traga para o espaço da Lusofonia é vista como a grande mais-valia, mas, para isso, Edma Satar aponta que é necessário que Portugal assuma “o papel principal”.

Através do autor Rui de Noronha, um poeta mal conhecido em Portugal, lutador do povo moçambicano em prol da independência e da autonomia, Edma Satar quis alertar para a necessidade de valorizar a Literatura Africana, que tem a particularidade de ressaltar o que houve de negativo no passado das ex-colónias.

“Este abraço entre o Brasil, as ex-colónias e Portugal é muito necessário e Portugal tem um papel principal na difusão e na aceitação de toda a nossa cultura”, salientou.

O passo a dar no futuro é “deixar para trás” o passado colonialista que tem manchado o relacionamento com a Língua Portuguesa.

 


As danças e os cantares tradicionais vão encher a Praça das Eiras, em Macedo de Cavaleiros, neste sábado, dia 2 de Outubro, em mais um Festival de Folclore.

Fundado em Outubro de 1977, o Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros tem mantido viva a identidade cultural da terra e gentes, mediante a busca incessante das danças e cantares típicos macedenses.

Reconhecido no concelho, o grupo tem-se afirmado nos diversos locais por onde vai passando, quer em Portugal, quer além fronteiras. É presença assídua na Europeade, o maior festival da cultura popular europeia.

O Rancho Folclórico e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros vai ser o anfitrião deste evento, assinalando em grande o seu 33º aniversário.

No evento vão, ainda, estar presentes o Rancho Folclórico de São Salvador de Grijó (Vila Nova de Gaia), o Rancho Paroquial de Guifões (Matosinhos) e os Pauliteiros de Salselas. 

 

01 de Outubro de 2010

 

 

O Museu Abade Baçal vai abrir portas, 4 de Outubro, às 22h00, para receber o espectáculo musical dos inovadores Tigrala.

Este trio, que tem deixado ao rubro cada terra por onde passa, é formado por músicos oriundos de universos musicais que poucos achariam compatíveis: Norberto Lobo, um dos mais promissores e celebrados guitarristas portugueses, Guilherme Canhão, guitarrista dos Lobster, e Ian Mendonza, percussionista mexicano.

Os Tigrala apresentam-se em formato acústico, com Norberto Lobo a tocar guitarra pela tambura, um instrumento indiano que lhe foi oferecido por um artesão dinamarquês; Guilherme Canhão a desligar a sua guitarra da corrente; e  Ian Mendonza a esticar criativamente o conceito de percussão.

Sobre os Tigrala pode dizer-se que “o mais esquemático dos seus temas é sempre convulso, com ritmos sobre ritmos, ziguezagues harmónicos, saltos no tempo”. E as suas melodias são como “canções de evolução”: “nelas tudo se faz de madeira, metal, pele e tripas, tudo é telúrico e simultaneamente folclórico”.

Música exótica, que poderia prolongar-se durante horas numa espécie de “xamanismo” ou rock experimental, os Trigala assumem a liberdade como um princípio e um fim. 

 

publicado por Lacra às 07:00
últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
Estou habituado na leitura de blogs on line, adoro...
me llamo fedra soy de santa fe argentina tengo 9 ...
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