Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
21 de Outubro de 2010

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, admite vir a reequacionar a situação da urgência médico-cirúrgica de Mirandela. Numa visita ao distrito, o responsável governamental aproveitou para reunir, à porta fechada, com os autarcas distritais e admitiu à comunicação social a avaliação daquele serviço hospitalar.

“A existência de apoio cirúrgico na urgência não é igual à possibilidade técnica de fazer a cirurgia”, apontou, declarando que todas as componentes devem ser avaliadas “criteriosamente”, incluindo a componente da “análise de custos”.

“Temos de avaliar se os serviços que existem têm a adequada sustentação técnica e se o seu funcionamento não pode ser optimizado”, declarou, remetendo que este é um processo “em conversação”.

Recorde-se que, ainda na semana passada, o Centro Hospitalar do Nordeste aceitou a decisão de transferir o cirurgião que estava de prevenção em Mirandela, das 14 às 24h00, para a urgência de Bragança, sendo que a decisão foi tomada com base num parecer pedido à Ordem dos Médicos e numa análise dos últimos três meses de actividade. Segundo esse parecer, dos 23 doentes transferidos para Bragança, nenhum deles correr qualquer ricos na sua transferência.

No entanto, passada uma semana, o conselho de administração do Centro Hospitalar recorreu da decisão, voltando a colocar o médico de prevenção em Mirandela, das 14 às 24h00. Confrontado com este “volte face”, Henrique Capelas, presidente do conselho de administração, reiterou não existir qualquer “recuo”, adiantando não saber como será feita a organização do serviço.

“Não foi recuo nenhum. Ainda nem sei a forma como se irá organizar. Há escalas que estão programadas, os médicos estão nos seus serviços, têm as suas famílias, as suas responsabilidades, terão de fazer uma adaptação do serviço em conformidade com o que for decidido”, apontou.

O presidente do conselho de administração admite a existência de um parecer da Ordem dos Médicos, mas diz que ainda não teve oportunidade de o discutir com o director do Serviço de Cirurgia.

“O parecer foi pedido pelo director do Serviço de Cirurgia, a título pessoal. Ainda não discuti com ele sobre isso, mas teremos de falar e ver a melhor forma de reorganizar o serviço”.

Henrique Capelas confirmou ainda a realização de uma reunião com o autarca de Mirandela sobre estas questões, reunião que terá ficado registada num documento, por escrito.

“Tive uma reunião com o presidente de Mirandela e tive oportunidade de lhe explicar todas as situações e questões em termos técnicos e em termos de funcionamento. Fez-se um resumo resultante dessa reunião que entreguei ao presidente da câmara, tendo ficado acordado que ele faria desse texto o uso que entendesse, pelo que não me vou adiantar mais”, declarou.

Sem querer prestar mais explicações, o presidente do conselho de administração remeteu a responsabilidades da reorganização do serviço, numa primeira fase, para o director clínico e para o director do serviço de cirurgia, que “terão de reunir e ver a melhor forma”, adiantando que o custo de ter um médico à chamada representam “muitos milhares de euros ao longo do ano”.

 

publicado por Lacra às 09:11

A Escola Secundária Abade de Baçal, em Bragança, foi considerada um exemplo de integração, a nível nacional, pela responsável governamental da tutela da imigração, Dalila Araújo.

Ali, todos os dias, a partir das 20h00, cerca de meia centena de imigrantes de 16 nacionalidades, frequentam aulas de Língua Portuguesa. Alguns são trabalhadores, outros estudantes de Erasmus do Instituto Politécnico, todos eles com uma única motivação: aprender a falar e a escrever correctamente o Português para, assim, melhor se integrarem na comunidade.

Numa visita à cidade de Bragança, Dalila Araújo fez questão de ir conhecer melhor esta turma, saindo do programa oficial de visitas para dar o seu elogio ao que considera como um “exemplo de inserção”.

“O Governador Civil já me tinha falado desta escola e tinha curiosidade em vir conhecer em concreto o ensino da língua”, contou, apontando que “o domínio da Língua é uma medida base da integração, o primeiro instrumento para a integração”.

Na Escola Abade de Baçal, o ambiente informal permite que as aulas sejam frequentadas por pais e filhos. Os alunos vão chegando e sentando-se nos lugares vagos. Outros vão saindo. Não há horários pré-estabelecidos, há antes uma abertura de ensino que permite a estes imigrantes frequentarem as aulas nas horas e dias mais convenientes e isso é um dos grandes factores de sucesso desta turma.

“Tive conhecimento do curso através de uns colegas de trabalho. Trabalho nas obras e é difícil vir à noite, mas como posso vir na hora que me dá mais jeito e não é todos os dias, faço o esforço”, contou Marius Erdei. Natural da Roménia, Marius frequenta o curso de Português há um ano. A sua principal motivação é a vontade de aprender a escrever.

“Eu conseguia ler o jornal, mas não sabia escrever. É importante saber ler e escrever e a língua romena é latina, tem muitas palavras parecidas. A gramática é que é mais difícil”, apontou.

Mais difícil foi para Tsvetanka Karapova, da Bulgária. A viver em Bragança há três anos, só desde que começou a frequentar as aulas é que conseguiu aprender a Língua, um grande passo que lhe permitiu arranjar um emprego, como testemunhou.

“Quando cheguei não sabia nada. Só depois de começar a aprender a Língua é que consegui um emprego. É mais fácil arranjar emprego sabendo falar a Língua”.

Mas nem só de imigrantes trabalhadores se compõe a turma que frequenta as aulas de Português da Escola Secundária Abade de Baçal. Também os alunos de Erasmus do Politécnico procuram ali aprender um pouco mais sobre a Língua e Cultura do país que escolhem para estudar temporariamente. Foi o caso de Leandro Gamboa, da Costa Rica, um dos estudantes do novo Erasmus Mundus. Embora tenha frequentado o curso intensivo de Português oferecido pelo IPB, quis “aprender mais” por uma questão de “utilidade” e aproveitando as semelhanças do Espanhol.

Ainda assim, este é um processo de aprendizagem “lento”, não sendo, por isso, de estranhar que alguns alunos que frequentaram o curso no ano passado, continuem, neste ano, a marcar presença nas aulas. As estratégias desenvolvidas pelos professores têm, também, de ser cuidadosamente pensadas, como explicou uma das docentes, Fátima Castanheira.

“Sempre trabalhei com adultos e na alfabetização de adultos, mas, nestes casos, são necessárias outras competências e o conhecimento de outras línguas porque, muitas vezes, temos de recorrer a elas para conseguir comunicar”.

Através de bons materiais pedagógicos e do recurso à imagem, depois à palavra, da palavra ao som, num processo que é vagaroso e exige paciência,  é possível, ao fim de um ano, ver resultados, mesmo junto de comunidades que apresentam mais dificuldades, como é o caso dos chineses.

“A comunidade chinesa será das que tem mais dificuldades, mas, mesmo eles, ao fim de um ano, conseguem comunicar. Os que têm mais facilidades são os búlgaros, os romenos e os lituanos porque a fonética tem algumas semelhanças e porque, por norma, têm o apoio de outra língua estrangeira e rapidamente conseguem comunicar”.

O curso de Português para imigrantes funciona na Escola Secundária Abade de Baçal desde o ano passado, no âmbito de um projecto ao qual a escola se candidata dentro da mobilidade dos professores.

Teresa Sá Pires, directora, assume o bom acolhimento que o curso tem tido por parte da comunidade imigrante, mas aponta que “só com duas professoras é difícil dar resposta a todas as solicitações”.

Uma das pretensões da direcção é que a Escola venha a acolher um Centro Local de Apoio ao Imigrante em colaboração com uma instituição de solidariedade social.

 

Fraudes na obtenção da nacionalidade

 

A realização de um exame de Língua Portuguesa é, em alguns casos, um dos instrumentos jurídicos que conduz à obtenção de nacionalidade. Só que, a nível nacional, continuam a ser detectadas muitas irregularidades. No ano passado, em Bragança, houve dois casos em que se tentou alterar a identidade para realizar o exame e, assim, obter a nacionalidade. Uma situação que a responsável governamental admite ser “recorrente” e que se está a tentar colmatar com o aumento e aperfeiçoamento da fiscalização.

“Temos vindo a aperfeiçoar a fiscalização, mas assumimos que não é fácil porque os professores não têm experiência como os inspectores do SEF”, notou.

 

Legalização dos pais através dos filhos

 

Outra das situações que, muitas vezes, é desconhecida pelos cidadãos imigrantes em situação irregular é que a lei portuguesa permite a qualquer criança que frequente o ensino público e que, por essa via, obtenha o título residência, permitindo aos pais permanecerem legalmente no país até à maioridade das crianças.

No entanto, esta é uma medida que ainda é desconhecida por muitos imigrantes. Dalila Araújo, secretária de Estado da tutela, admite mesmo que os imigrantes sejam “desaconselhados pelos próprios compatriotas envolvidos em redes” a irem regularizar a situação ao SEF.

Este ano, o Governo vai apostar num projecto inovador em que o SEF irá à escola regularizar a situação das crianças imigrantes, regularizando, também, a situação dos pais.

“Queremos é legalizar as crianças e os seus pais, mas temos dificuldades que derivam da falsa informação premeditada feita por parte de cidadão estrangeiros que se alimentam destes temores. Com este programa pretendemos aqui quebrar essa barreira junto dos pais e crianças”, assumiu a responsável governamental.

O projecto “SEF vai à escola” vai passar, também, por Bragança.

 

20 de Outubro de 2010

A unidade hospitalar de Bragança pode vir a entrar novamente em obras. Em causa está a necessidade de proceder a obras de requalificação do bloco operatório e do internamento de agudos do serviço de Medicina Interna, num valor global superior a dois milhões de euros.

A necessidade destas obras foi frisada pelo próprio presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar, Henrique Capelas, durante a cerimónia de inauguração da Unidade de Cuidados Continuados de Macedo de Cavaleiros, como forma de “prosseguir o trabalho de reabilitação hospitalar”.

Aproveitando a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, o presidente do Centro Hospitalar notou que “um euro investido no interior tem um efeito multiplicador”.

“No que diz respeito ao internamento, com cerca de um milhão de euros já conseguiríamos ter um hospital com excelente qualidade de prestação de serviço”, acrescentou Henrique Capelas, adiantando ainda a necessidade de “requalificar o bloco operatório”.

Um pedido a que o responsável governamental se mostrou sensível: “temos clara noção que as obras referidas são muito importantes, até do ponto de vista técnico”. No entanto, será necessário “encontrar soluções”.

“Todos conhecem as dificuldades, mas, apesar das condições orçamentais difíceis, tenho expectativas que, em 2011, possamos concretizar esses projectos”, afirmou Manuel Pizarro.

 

Cuidados Continuados com taxa de ocupação de 90 por cento

Manuel Pizarro esteve em Macedo de Cavaleiros para inaugurar a Unidade de Cuidados Continuados daquela unidade hospitalar. A funcionar há um ano, esta é a única unidade do distrito que integra a valência de cuidados de convalescença e cuidados paliativos.

Num espaço com 1200 metros quadrados, com 18 camas disponíveis, oito delas para cuidados paliativos, ali foram investidos dois milhões de euros. A expectativa, agora, é que o distrito possa ser novamente contemplado, dentro do plano governamental que prevê a criação de mais 77 unidades de cuidados continuados.

“Até 2013, o Governo prevê criar mais 77 Unidades de Cuidados Continuados, com mais duas mil camas. Esperamos que o Nordeste Transmontano possa ser contemplado, uma vez que é um dos distritos mais envelhecidos do país”, apontou Henrique Capelas.

O responsável governamental aproveitou ainda para inaugurar a unidade de internamento de Pediatria, em Bragança, que foi alvo de obras profundas de requalificação. 

 

 

publicado por Lacra às 09:24

Eric São Pedro vai representar Portugal na Bulgária

O atleta Eric São Pedro vai participar, neste Sábado, no Campeonato Europeu de Kyokushin-kan, que se realiza na Bulgária.

Centenas de atletas de outros países devem marcar presença neste torneio internacional para lutar pelo título europeu. Eric São Pedro vai competir na categoria de -70 kg pela Associação de Kyokushin-kan Portugal, sedeada em Bragança, e das únicas que está associada à organização do Japão, e tentar trazer o troféu para casa.

Almir Smith, o Sensai e responsável pela Associação, deposita todas as esperanças neste seu atleta, o único que vai ao campeonato em representação de Bragança.

“Só vou levar o Eric por falta de apoios e recursos financeiros”, assumiu, salientando, no entanto, que este é o seu melhor atleta.

“O Eric está muito bem preparado, não só fisicamente, como psicologicamente e eu confio que vai ter uma boa participação, com grandes possibilidades de se sagrar vencedor na sua categoria”, afiançou.

Eric São Pedro consagrou-se como campeão nacional, pela primeira vez, com apenas 13 anos, em 2004. A jovem promessa do Karaté Kyokushin alcançou, ainda, o terceiro lugar no Campeonato Europeu, em 2008. No ano passado, Eric somou ao seu palmarés o título de Campeão Nacional do Open Byakuren e, no Open de Espanha, conseguiu o terceiro lugar.

O atleta foi ainda colocado entre os 30 melhores atletas da modalidade, a nível mundial.

O karaté Kyokushin-kan é uma arte marcial caracterizada pela luta de contacto sem protecções. É um desporto que pode ser praticado para competição ou somente para defesa pessoal e para melhoria da condição física. Em Bragança a Associação funciona desde 2003 e, actualmente, conta já com várias dezenas de praticantes, 80 por cento dos quais jovens e crianças.


O mirandês e os instrumentos pouco convencionais do grupo, com quatro discos lançados, promovem a cultura tradicional portuguesa e espelham o espírito de João AguardelaTiago Pereira, que até confessou não gostar muito de música tradicional enquanto jovem, contribuiu para a sua visibilidade atráves do filme “SIGNIFICADO - a música portuguesa se gostasse dela própria”.

“Esta ye la tonadica de l fraile”

Foi com este primeiro verso do refrão da música Fraile Cornudo que os Galandum convidaram o público a acompanhá-los no Centro Cultural de Belém. Seguiram-se algumas gargalhadas, dadas as visíveis dificuldades em acertar na segunda língua oficial portuguesa, e a boa disposição manteve-se durante toda a actuação.

A banda confessou não estar à espera desta distinção e que o seu significado real é “o crescente interesse pela música tradicional e a busca de sonoridades diferentes pela parte dos ouvintes”. É exactamente isto que a Associação Megafone procura. Mais que lembrar um artista, João Aguardela, procura levar a cabo um projecto de vida centrado numa visão de futuro para a música tradicional portuguesa.

19 de Outubro de 2010

As forças de segurança do distrito de Bragança já podem comunicar entre si através de um único sistema de comunicação de alta tecnologia, denominado SIRESPE.

Os comandos da GNR foram dotados com 398 terminais; a PSP com 114 e a Autoridade Nacional da Protecção Civil com 21. A configuração ainda não está concluída na totalidade, mas, segundo Dalila Araújo, secretária de Estado da Administração Interna, isso deve estar feito até ao final deste ano.

Este é um sistema que, no entender da responsável governamental, traz “mais-valias” para a Administração Interna, uma vez que “vai permitir aos comandantes comunicar com as várias entidades, como seja o Governador Civil, a câmara, entre outros”. A visita do Papa a Portugal foi um dos momentos - chave em que o SIRESPE foi colocado em prática e “com sucesso”.

“Este é um projecto estratégico para o país no quadro da sua missão interna e no quadro da própria União Europeia. É uma maneira de uniformizar as comunicações, de as tornar mais fiáveis e mais eficazes”, apontou Dalila Araújo, referindo que na cimeira da NATO as várias forças de segurança dos diferentes países irão comunicar entre si através do SIRESPE.

No distrito, a GNR já teve oportunidade de testar as comunicações via SIRESPE durante a época de incêndios, como relatou o comandante da Protecção Civil, Carlos Alves.

“Durante a fase Charlie já esteve a funcionar, principalmente na rede de postos de vigia. Temos 11, distribuídos pelo distrito, da nossa responsabilidade, mas está sempre um elemento da GNR presente. Do que me apercebi, funcionou razoavelmente bem, com alguns cortes de vez em quando”, notou.

O comandante considera que a maior vantagem do SIRESPE é “colocar todos os agentes a falarem pela mesma rede, com os mesmo meios”. Uma opinião partilhada por Dalila Araújo que aponta que essa é mesmo a grande inovação do SIRESPE.

“Esta é uma infra-estrutura tecnológica que permite que diversos serviços, com missões diferentes, falem eles próprios e com os outros operadores e isto é que faz a diferença”.

Este sistema também vai chegar aos Bombeiros Voluntários, mas esse é um processo ainda em análise. Da parte do Ministério da Administração Interna foi publicado um despacho a isentar as Associações Humanitárias do pagamento de uma assinatura mensal, mas é necessário, agora, que a Autoridade Nacional da Protecção Civil defina o rácio de terminais por cada bombeiro.

A secretária de Estado adianta que “não é credível que cada bombeiro vá ter um terminal SIRESPE”, mas garante que, no próximo Verão, esse processo deve estar já concluído e pronto a funcionar. Depois, caberá a cada Governo Civil procurar assegurar o financiamento dos terminais para as Associações Humanitárias, em função do orçamento disponível.

 

Falhas de cobertura por avaliar

A existência de algumas falhas de cobertura é algo que ainda não está completamente avaliado. A responsável governamental garante que, “teoricamente, há cobertura a 90 por cento”, embora admita que isso é algo que terá que ser testado no terreno, nomeadamente nas zonas junto à fronteira, no Parque de Montesinho e no Douro Internacional.

“A GNR vai ter de andar no terreno a testar, pelas situações do próprio desfiladeiro, para ter a certeza se há cobertura, ou não”, apontou, explicando que perante esses dados é que o Estado poderá “obrigar” a operadora a colocar a cobertura.

“Depois de identificadas as falhas é que podemos comunicar à operadora, obrigando-a a cumprir aquilo a que está obrigada”.

A rede SIRESPE já se encontra instalada em todo o continente e na Madeira, tendo sido distribuídos 23 mil terminais. No distrito, o sistema de comunicações estará a funcionar “em pleno” até Dezembro, conforme garantiu Dalila Araújo.

Esta é uma rede que começou a ser pensada em 2002 e que até 2021 custará ao Estado 600 milhões de euros. Custos “significativos”, mas que, no entender da secretária de Estado, devem ser “diluídos” no tempo.

 

publicado por Lacra às 13:31
18 de Outubro de 2010

Estudantes estrangeiros com maior facilidade em aceder às matriculas através de nova plataforma electrónica desenhada pela Universidade de Aveiro em parceria com o SEF


 

Os estudantes do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), provenientes de países não comunitários, já não vão ter de passar por tantos processos burocráticos para efectuarem a sua matrícula. O IPB implementou um sistema electrónico, o ISU - Interface SEF Universidade, que, na hora da matrícula, fornece de imediato a situação em que o cidadão estrangeiro se encontra, eliminando várias idas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), sempre que tudo está em ordem.

O ISU foi desenhado pela Universidade de Aveiro, em parceria com o SEF, onde já funciona no âmbito de um projecto piloto. A nível nacional, o IPB foi a primeira instituição a implementar esta plataforma electrónica,as ce﷽﷽﷽﷽﷽tando esta plataforma electronica,rimeira be sua implementaçao,nteiras, sempre que tudo est o que ºe bipa de dois alun permitindo aos mais de 250 estudantes estrangeiros uma maior rapidez e agilização dos processos formais necessários à efectuação da matrícula, como notou Sobrinho Teixeira, presidente da instituição.

“É um sistema que vai evitar, sobretudo, perdas de tempo e vai traduzir-se numa maior qualidade de vida para quem vem de fora”.

Segundo o director nacional do SEF, Manuel Palos, sem este sistema, os cidadão estrangeiros que pretendessem matricular-se no ensino superior, teriam de passar primeiro pelos serviços do SEF a pedir uma certidão.

“Com este sistema, esse procedimento não faz sentido, uma vez que, através da consulta directa que a instituição nos faz, é dada a informação se o cidadão se pode, ou não, matricular, bastando estar munido do visto”, explicou Manuel Palos.

As vantagens são, sobretudo, do cidadão, mas também dos próprios serviços das entidades envolvidas, neste caso o SEF e o IPB, que vêm o seu trabalho facilitado, com maior rapidez e segurança.

A cerimónia oficial de lançamento deste programa realizou-se na semana passada e contou com a presença de diversas entidades, entre elas a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo.

No entender da responsável governamental, este é um projecto que se insere na política de imigração seguida pelo Estado e que assenta em três pilares, conforme adiantou: “regularização do cidadão estrangeiro em Portugal; combate à criminalidade; e políticas de integração”.

“Este é um instrumento de regularização e integração do cidadão estrangeiro que procura o nosso país para estudar”, considerou.

O programa ISU vai agora ser estendido aos vários politécnicos e universidades que demonstrem interesse e que desenvolvam os procedimentos necessários para a implementação do mesmo. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) deve ser a próxima a aderir e implementar o ISU.

 

publicado por Lacra às 08:58

Uma semana após ratificar a proposta do director do serviço de cirurgia de transferir o cirurgião que estava de prevenção em Mirandela, para a UMC de Bragança, a administração do Centro Hospitalar do Nordeste não aguentou a forte contestação e uma ameaça de manifestação.

"Vale sempre a pena lutar". É assim que o presidente a câmara de Mirandela reage à carta enviada pela administração do CHN que garante "não estar em causa o encerramento da UMC de Mirandela" e que "haverá sempre dois médicos cirurgiões para fazer face às necessidades", revela a missiva do Conselho de Administração.

Para além disso, a equipa liderada por Henrique Capelas promete "desenvolver esforços no sentido de dotar todos os serviços e valências hospitalares de profissionais de saúde conforme o previsto no despacho 5414/2008 que classifica as urgências médico-cirúrgicas e com o protocolo celebrado entre a ARS Norte e o município de Mirandela, em 2007", acrescenta a carta.

É o resultado de uma reunião entre o autarca de Mirandela e o presidente da administração do CHN, na sequência de uma semana intensa de contestação à intenção de praticamente desactivar a urgência médico-cirúrgica (UMC) do hospital daquele concelho, como foi proposto pelo director daquele departamento.
Perante isto, o autarca social-democrata já tinha agendado uma manifestação de protesto para o próximo dia 28 de Outubro, quando a administração revelou a intenção de recuar nesta decisão, mas José Silvano preferiu esperar pelo documento assinado com as garantias exigidas.

"Estão alteradas as condições que levariam à manifestação, pelo que este protesto já não se justifica", explica o edil. Já a administração não prestou declarações sobre o assunto, alegando que tudo está explicado na carta enviada a José Silvano.

Recorde-se que a UMC de Mirandela foi desactivada no início do Verão. Na altura, apontava-se apenas para uma solução provisória, durante as férias do pessoal médico. No entanto, no início deste mês, o director do serviço de cirurgia, António Ferrão, apresentou a proposta do departamento de cirurgia, de transferir o cirurgião que estava de prevenção em Mirandela, das 14 às 24 horas, para a urgência médico-cirúrgica de Bragança e dessa forma transformar aquela urgência num mero serviço de atendimento que, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica teria do doente ser transferido para Bragança.

O director do serviço de Cirurgia do CHN justifica a decisão devido à "falta de condições" do serviço em Mirandela. Na semana passada, o presidente da administração do CHN ratificou esta proposta, mas, uma semana depois, decidiu não aceitar tal proposta.

 

Fonte: JN

publicado por Lacra às 08:56
17 de Outubro de 2010

A Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, recebe, esta segunda-feira, 18 de Outubro, uma mostra de Desenho e Escultura da autoria de Leonor Pêgo, que remete para o universo da caça.

A mostra, intitulada “Sala de Caça # 3” remete para o espectáculo que é uma sala de caça, com a sua imponência e os seus troféus. Sem qualquer juízo ético ou moral, a artista remete antes para a “estética como mote para uma reflexão crítica e um confronto com um dos mais primitivos impulsos do ser humano”, como a própria afirma em nota à imprensa.

Pela primeira vez a expor em Trás-os-Montes, a artista traz trabalhos que tem desenvolvido com os metais, enquanto matéria-prima privilegiada. Os animais selvagens a que dá forma apresentam-se como objectos escultórios e surgem veados, javalis, raposas ou alces.

“Homens e mulheres com cabeça de animais a exibirem seus corpos e inchando os músculos quase em forma de espectáculo. Provadores e caprichosos. Serão mutações ou figuras mitológicas?”, interroga a artista, lançando outras questões sobre a sua própria arte. “Máscara física ou simbolismo cliché? De quem são afinal as cabeças embalsamadas?”.

Natural de Lisboa, Leonor Pêgo é licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. As suas obras surgem em várias exposições colectivas, tanto em Portugal, como no estrangeiro.

A exposição que será inaugurada em Alfândega da Fé surge num altura em que o concelho é visitado por inúmeros caçadores, numa espécie de “elogio” a uma das actividades turísticas que a autarquia pretende desenvolver.

 

15 de Outubro de 2010

Outra das novidades desta época é a abertura de uma secção de Boxe dentro da Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros. À frente dos destinos desta modalidade, nova na região, está o seccionista Daniel Cláudio, que conta com Hélder Ferreira como instrutor.

Hélder Ferreira, um experiente da modalidade e também do kickboxing, vai ter como tarefa a preparação técnica dos futuros atletas.

As aulas são às segundas e quartas no ginásio da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança.

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