Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
23 de Junho de 2010

 

 

Numa altura em que está obrigado à contenção de custos e à redução da despesa, o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) contratou o presidente do Núcleo Empresarial de Bragança para o recém-criado Gabinete de Risco.

 

Uma contratação que está a causar polémica.

 

A contratação de Rui Vaz, candidato derrotado do PS às eleições para a Câmara de Macedo de Cavaleiros, aconteceu dias antes de a ministra da Saúde proibir as contratações por parte dos hospitais com a despesa no vermelho, como é o caso do Centro Hospitalar do Nordeste.

Rui Vaz licenciou-se recentemente em Psicossociologia das Organizações e foi contratado por um ano para chefiar o recém-criado Gabinete de Risco. “Está integrado no Gabinete da Qualidade e eu integro a equipa que tem a incumbência de fazer a gestão do risco” explica.

 

O até aqui empresário vai, também, manter-se à frente do NERBA, o Núcleo Empresarial da Região de Bragança. “Não se trata de acumular nem de abdicar por uma razão muito simples: eu sou presidente do NERBA porque represento uma empresa, o associativismo não remunerado é perfeitamente conciliável com as funções que exerço, portanto, não vou abdicar e cumprir a minha missão levando o mandato até ao fim” garante.

 

Uma contratação que está a criar polémica, sobretudo pela ausência de concurso público, e que, segundo foi possível apurar, não foi bem vista por alguns quadrantes da Federação Distrital do PS.

A Administração do CHNE mandou dizer que “foram cumpridos integralmente os procedimentos normais para este tipo de contratação a prazo”, mas a verdade é que não houve um verdadeiro processo concursal.

 

Rui Vaz prefere evitar polémicas. “Neste momento eu sou um técnico superior, fui incumbido desta função que estou a exercer” refere. Relativamente ao plano de risco do CHNE “está a ser bem feito e sinto-me à altura para levar por diante esta tarefa”.

 

Curiosamente, o plano de risco do CHNE já vinha sendo implementado há mais de um ano.

Já se realizaram, inclusivamente, vários simulacros nos três hospitais do distrito de Bragança que serviram de teste precisamente a esse plano de risco.

 

Fontes ligadas ao PS e ouvidas pela Brigantia, admitem que esta contratação poderá ter sido solicitada por Mota Andrade, presidente da Federação Distrital do PS, como forma de premiar a prestação de Rui Vaz nas recentes eleições autárquicas.

Contactado pela Brigantia Mota Andrade recusou prestar declarações sobre o assunto por considera que não é uma matéria da sua competência.

 

 

Fonte: Brigantia


A execução dos dinheiros provenientes dos programas comunitários têm-se revelado “muito difícil” devido ao sistema de procedimentos instaurado que obriga a “múltiplas e inúmeras operações para chegar a algum resultado”. Uma situação que está a preocupar a Comissão de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e que tem contribuído para um “arrastar da execução” que prejudica a região e o país.

“De alguma maneira estamos a viver sob a ditadura dos procedimentos e regulamentos”, admitiu Carlos Lage, presidente da CCDR-N, que, ainda assim, está convicto que, a nível regional, se chegue aos 14 por cento de taxa de execução.

O presidente da CCDR-N apontou a actual crise económica mundial como um dos factores que coloca dificuldades à execução, mas não só: “há uma demora anormal gerada pela complexidade do sistema que tem uma boa intenção de fundo, que é a intenção do rigor e da transparência, mas que leva a que alguns procedimentos sejam levados até às últimas consequências”.

Acresce que, caso os prazos não sejam cumpridos, há o risco de perda de financiamento, conforme admitiu Carlos Lage.

“A não ser que sejam apresentadas razões sólidas para pedir um adiamento, se os prazos não forem cumpridos, há esse risco”.

É o caso do Centro Escolar da Sé, em Bragança. Financiado e contratado em 2008, a construção iniciou-se num quadro em que foi atribuído um adiantamento de cerca de 30 por cento com o compromisso da obra estar concluída a 30 de Junho deste ano. No entanto, por dificuldades da empresa, as obras não estão a decorrer ao ritmo que seria adequado, quer ao contrato de adjudicação, quer ao contrato de financiamento.

A situação está a ser acompanhada pela câmara de Bragança e pela CCDR-N no sentido de ultrapassar essas dificuldades, não previstas na altura da candidatura e do contrato de financiamento.

A expectativa é que não haja “perdas de dinheiro”e “só num quadro em que não haja alternativa” é que regulamento será accionado, garantiu Carlos Duarte, vogal executiva da direcção da CCDR-N.

“A situação está a ser monitorizada e com a relação de proximidade que temos com os promotores, esperamos que possamos ultrapassar as dificuldades”, apontou.

No entanto, já houve casos em que o regulamento teve de ser accionado, como aconteceu no município de Montalegre, com o centro escolar. Devido à falência do empreiteiro, o município teve de devolver a ajuda recebida e voltar a apresentar uma nova candidatura para assegurar novamente o financiamento para a obra.

Em Bragança, a autarquia fez uma avaliação no sentido de vir a aplicar coimas à empresa, no entanto, há a expectativa que os problemas internos já tenham sido ultrapassados e que a obra esteja concluída até ao início do próximo ano lectivo.

“Pensamos que o processo possa estar concluído para o início do ano escolar, uma situação que vai de encontro ao nosso objectivo e que visa a ocupação dos dois centros escolar no início do próximo ano lectivo”, apontou Rui Caseiro, vice-presidente da câmara.

 

15 milhões investidos em Bragança

Até ao momento as candidaturas ao Programa Operacional do Norte já permitiram investir no concelho cerca de 15 milhões de euros, sendo que a taxa de execução é bem superior a 14 por cento, situando-se antes na casa dos 60 por cento.

É que, conforme explicou o vice-presidente da autarquia, “há obras que já estão executadas e cujos projectos ainda estamos a candidatar”.

Alguns dos projectos mais significativos que foram aprovados e já estão em execução são: a requalificação e reintegração urbana da zona da Mãe d’Água, que incluiu o reperfilamento da Avenida General Humberto Delgado; a requalificação e dinamização do centro histórico da cidade, que envolve a criação de uma ciclovia, entre outras acções; e a construção do Centro de Saúde de Santa Maria, o primeiro projecto financiado a nível comunitário a ser concluído na região Norte, “um bom exemplo da capacidade de execução por parte da autarquia de Bragança”.


A equipa feminina de voleibol do Clube Académico de Bragança (CAB) pode vir a integrar competições já na próxima época desportiva. O que começou como uma “brincadeira”, poderá vir a ser mais um caso de sucesso desportivo do CAB. Actualmente são cerca de 30 as atletas que praticam a modalidade, preenchendo diferentes escalões (infantis, juvenis, seniores), mas o número pode vir a aumentar. Fernando Gomes, presidente do CAB, diz estar surpreendido pela adesão à modalidade, embora reconheça que a cidade ainda tem poucas ofertas desportivas para o público feminino.

“Começamos quase por brincadeira, com três ou quatro atletas e hoje são cerca de 30 as participantes”, contou o presidente.

Ainda assim, é preciso “começar com calma” e a perspectiva é a de vir a realizar encontros particulares que permitam preparar as atletas para futuras competições.

“São atletas que praticam há pouco tempo mas isto pode tornar-se sério”, apontou Fernando Gomes, salientando que o objectivo é vir a participar em competições daqui a “um ou dois anos”.

Esta foi uma das novidades avançadas pelo presidente do Clube Académico de Bragança durante a grande gala colectiva, realizada na passada sexta-feira à noite, que assinalou o encerrar da época desportiva 2009/2010. Mais uma vez, o pavilhão municipal encheu-se para ver o trabalho realizado pelos atletas nas diferentes modalidades, ao longo do ano, motivando-os assim a manterem a prática desportiva.

A Gala ficou marcada pela homenagem ao atleta e antigo dirigente Osvaldo Silva, que passou a ser sócio honorário do clube. Homenageados foram ainda os atletas do Kempo Chinês pelas medalhas de ouro obtidas no Campeonato Mundial de Itália e que foram entregues à câmara municipal.

Actualmente o CAB conta com 320 atletas inscritos nas diferentes modalidades.

 

Novo pavilhão em marcha

Outra das grandes novidades avançadas pelo presidente do CAB é a futura construção de um Pavilhão, no campo Trinta, um dos grandes objectivos que o clube perseguia há décadas.

“É o grande sonho do clube. Há cerca de 15 anos, era eu atleta e já se falava da necessidade de construir o pavilhão”, contou Fernando Gomes.

Um “sonho” que só se irá realizar graças ao apoio da câmara municipal que irá apoiar o CAB na realização deste investimento.

“Em termos económicos é cada vez mais difícil”, assumiu o presidente, adiantando que “sem a colaboração da câmara o clube não teria condições financeiras para fazer a obra”.

O pavilhão irá custar cerca de dois milhões de euros e prevê-se que esteja pronto na época desportiva de 2011/2012.



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