Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
29 de Março de 2010

Inseridos num concelho em que 70% dos seus sete mil habitantes têm problemas de alcoolismo, muitos dos cerca de 700 alunos do agrupamento de escolas de Carrazeda de Ansiães já têm hábitos exagerados de consumo de vinho. Números que assustam a direcção da escola EB 2.3/S de Carrazeda de Ansiães, que tem vindo a combater nos últimos anos aquele que é um dos maiores problemas deste concelho do distrito de Bragança. A última iniciativa partiu de 18 estudantes do 12.º ano, que criaram uma miniempresa para alertar para os efeitos do álcool e com a qual vão participar num projecto promovido pela EDP.

Para o presidente do Conselho Executivo, Jerónimo Pereira, o problema do alcoolismo é aquele que afecta mais alunos. "Praticamente não temos problemas de toxicodependência, de drogas na escola, o nosso problema é o álcool." Segundo o director, há mais de trinta anos à frente da escola, "ainda na semana passada detectámos que quatro alunos não estariam a comportar-se devidamente, investigámos e descobrimos a causa: uma garrafa de vinho fino que apreendemos".

Ainda segundo Jerónimo Pereira, apenas 12 alunos do agrupamento estão sinalizados pela Protecção de Menores concelhia, a maioria dos quais devido ao absentismo e outra parte devido ao consumo de álcool. "Quase todos têm vinho em casa e muitas vezes sem o conhecimento dos pais vão ao pipo e trazem para a escola. Mas estamos atentos ao problema e conseguimos que de ano para ano o consumo venha a diminuir, não só dentro da escola como fora dela."

O agrupamento age como um todo no combate ao alcoolismo, que segundo a professora Alice Costa conduz ao absentismo escolar, pobreza e sobretudo à violência doméstica. E foi nessa perspectiva que aderiu ao projecto da Fundação EDP "Aprender e Apreender", no âmbito do qual nasceu uma miniempresa de que são responsáveis 18 alunos do 12º ano. A empresa denomina-se 100%SA (ver caixa). Alice Costa coordena este projecto na escola e traça os objectivos: desenvolver uma campanha para o consumo responsável de álcool, um conjunto de programas de prevenção do alcoolismo, pretendendo sobretudo promover a sustentabilidade familiar.

Carina tem 18 anos e integra a 100%SA. "Era imperioso combater este flagelo no nosso concelho, pois o álcool quando consumido em excesso afecta as famílias, e produz fenómenos como a violência escolar e outros malefícios", afirma a aluna.

 

Fonte: Diário de Notícias


O distrito de Bragança está hoje em alerta laranja devido às previsões do Instituto de Meteorologia para rajadas de vento na ordem dos 40 a 65 quilómetros, que podem atingir até os 95 quilómetros/hora.

Há ainda previsões de chuva forte.

publicado por Lacra às 17:31
26 de Março de 2010

Os sabores de Alfândega da Fé vão estar em destaque, neste fim-de-semana de 27 e 28 de Março, nas cartas de seis restaurantes do concelho.

Sob a marca “portoenorte.come” esta estratégia de promoção integrada da região norte chega ao concelho transmontano com um menu onde produtos típicos  estão em destaque.

 

Para iniciar a refeição a proposta passa por uma tartelete de alheira de Alfândega da Fé, seguida de Espeto de Vitela Grelhada com Feijoada de Enchidos e Arroz Branco. Num concelho onde a cereja e a castanha têm qualidade inigualável, nada melhor do que “fechar” a refeição com um Pudim de Castanha com Gelado de Cereja. Um menu para promover a gastronomia local e aguçar o apetite aos apreciadores da cozinha tradicional, criado pelo Chefe Marco Gomes.

 

Uma acção concertada que, em Alfândega da Fé, tem como espaços aderentes o Hotel & SPA Alfândega da Fé, a Churrasqueira Morais e os  Restaurantes O Bairral, Cantinho de S. Francisco, Garfo e Trovisco.

 

Ao mesmo tempo decorrer  o Mercadinho Flor da Amêndoa Um espaço de compra e degustação, que quer divulgar a gastronomia e produtos típicos de Alfândega da Fé, durante o período da Amendoeiras em Flor.

Aqui são vendidos produtos locais como o azeite, o queijo, mel, enchidos , mas também os tradicionais barquinhos e rochedos, doces de  Alfândega da Fé.

 

A juntar a tudo isto menus confeccionados pela Escola de Hotelaria e Turismo de Mirandela , que reinventam os sabores tradicionais e que podem ser provados neste Mercadinho da Flor da Amêndoa.

 

25 de Março de 2010

Muito se tem dito e escrito por aí sobre o Leandro Pires, o menino de 12 anos que se atirou ao rio Tua, em Mirandela, saído da escola em horário de aulas.

 

Não vou aqui esgrimir argumentos, factos ou acusações. Só tenho uma coisa a dizer: independentemente do menino ser uma criança tímida ou não, reguila ou não, provocadora ou não, a verdade é que foi ele que há um ano atrás foi parar ao hospital, vítima da violência dos outros colegas mais velhos. Também era provocador, dizem. E isso justifica a violência dos mais velhos?

 

O Leandro tinha 12 anos e pesava 30 quilos....

Contra factos, não há argumentos.

 

O funeral realiza-se amanhã. Paz à sua alma. Condolências sentidas à família.

publicado por Lacra às 12:59

Os familiares do pequeno Leandro já reconheceram o corpo do menino, resgatado esta manhã das margens do rio Tua, o mesmo rio para onde a criança se terá atirado no dia 2 de Março.

O corpo do pequeno Leandro, a criança de 12 anos que frequentava a escola Luciano Cordeiro, em Mirandela, onde seria vítima constante de bullying, foi encontrado por um pescador esta manhã pelas 08h00, na zona do Cachão, no rio Tua, precisamente a 12 quilómetros do local onde o menino se terá atirado.

Chamadas ao local as autoridades transportam o cadáver para a morgue do hospital de Mirandela, onde os familiares reconheceram o menino. Apesar das intensas buscas no local o cadáver não tinha sido encontrado uma vez que, de acordo com as autoridades, o corpo poderia estar submerso.

O cadáver deverá ser submetido esta quinta-feira à autópsia para poder ser devolvido à família o mais rápido possível para que estes possam fazer o funeral do menino.

Leandro de 12 anos desapareceu no rio Tua no dia 2 de Março junto ao Parque das Merendas, a alguma distância da escola. Até ao momento não foi explicado como é que a criança saiu do recinto escolar nem se o menino se terá efectivamente suicidado ou se esta morte trágica é o resultado de uma brincadeira que terminou mal.

 

Fonte: Correio da Manhã

publicado por Lacra às 12:57

O corpo de Leandro, o rapaz de 12 anos que se atirou ao rio Tua, em Mirandela, foi hoje encontrado, pela manhã, nas Azenhas do Sadanha - Cachão, Mirandela.

 

Informação em actualização

publicado por Lacra às 09:07

Albano Mesquita, presidente eleito para a presidência da Assembleia Distrital, desafiou os restantes municípios a aproveitarem aquele órgão regional para defender a região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Numa altura em que a regionalização está na agenda do dia, o recém-eleito presidente considera que é hora dos municípios se unirem e lutarem por uma mesma causa.

“Entendo que Trás-os-Montes e Alto Douro são uma unidade do ponto de vista geográfico, com história, identidade e potencialidades comuns que vale a pena defender”, justificou.

Albano Mesquita tomou posse, ontem, como presidente da Assembleia Distrital, um órgão que praticamente não tem poderes de decisão e que reúne apenas uma vez por ano. José Silvano, presidente cessante, considera que este é um órgão que, com a criação das comunidades intermunicipais, ficou completamente esvaziado.

Em mais uma sessão pouco participada, Silvano assumiu que a participação se resume ao debate das questões de orçamento.

“Estas sessões resumem-se a debater questões de orçamento e não servem para mais nada porque não tem quaisquer poderes. Legalmente as Assembleias Distritais estão consagradas e tenta-se manter...”, apontou.

Visão diferente tem o presidente empossado que aponta que os organismos funcionam “conforme os intervenientes e as pessoas que os integram querem que eles funcionem, ou não”.

No entender de Albano Mesquita, a possibilidade das Assembleias Distritais virem a ser extintas não deve “matar o organismo à nascença”.

“Penso que, aparentemente, será para extinguir mas, neste momento, existe e há que ir aproveitando esta estrutura para debater estas questões”, afirmou.

Durante a sessão extraordinária, Albano Mesquita, presidente da Assembleia Municipal de Vila Flor, tomou posse como presidente eleito com a maioria dos votos. A sessão foi suspensa devido a questões de orçamento uma vez que as despesas correntes ultrapassam as receitas.

Dos treze mil euros de orçamento, 10 mil destinam-se à revista Brigantia – uma publicação trimestral que aborda temas locais e que foi lançada por Belarmino Afonso.

24 de Março de 2010

 

 

 

No Centro Cultural Municipal estão patentes duas “insinuações artísticas” até ao final do mês de Abril. A primeira, na Sala 1, é um trabalho denominado “Calejo”, de Luís Filipe Folgado.
Trata-se de uma dúzia de fotografias, sensivelmente, a preto e branco, cujos principais protagonistas são números de portas. Leu bem, números de portas: 2-A, 30, 32, 10 e vários outros. O seu autor, ainda foi por uma frase bastante conhecida do conceituado fotógrafo húngaro André Kertész, “O que sinto, é o que faço. Isso para mim é o mais importante. Todos podem ver, mas nem sempre vêem.”, numa tentativa de associar-se ao conceito deste artista. Ou, então, desculpar a simplicidade do seu trabalho, demasiado simples, para tirarmos uma ilação ou, simplesmente, ser contemplado. Luís Filipe Folgado até pode ser um artista, mas não o seria apenas com trabalhos desta natureza.
A segunda “tentativa”, na Sala 2, é uma exposição de 38 “desenhos” intitulada “Ao redor de Pedras Rolantes do mar”, da autoria de José Pacheco aka Sileno JP. São rabiscos que não terão demorado mais de 1 minuto a ser concebidos. Desenhos tão paleolíticos, à excepção de dois ou três, que uma criança de 4 anos, provavelmente, faria melhor. No meio de tanto “traço”, encontramos cerca de 10 pedras colhidas nas praias portuguesas. Ora, quem se lembraria de chamar a isso arte? Rochas e pedras há-as em todo o lado, qualquer um pode apanhá-las, mas o acto em si não faz de ninguém um artista. Fica a homenagem aos “que ousavam enfrentar o mar para pescar”. Nada mais!
Com tantos valores transmontanos, há que sublimar espaço e protagonismo a obras mais inspiradas. Se a Câmara Municipal de Bragança quer dar o exemplo, então, deve fazê-lo pro bono, na tentativa de evitar que potenciais apreciadores, crianças, inclusive, fiquem a pensar: “Isto é o quê? Arte? Para a próxima fico em casa a jogar PlayStation!” Perdendo, assim, o gosto e o interesse irreflectido pelo fascinante mundo artístico.

 

Por: Bruno Mateus Filena/Jornal Nordeste

 


A junta de freguesia de Babe celebrou um protocolo com uma farmácia de Bragança que vai permitir à população local obter os medicamentos no mesmo dia em que é passada a receita sem terem de sair da aldeia.

No dia em que a médica vai a Babe, uma vez por mês, a junta de freguesia envia os receituários por fax e e-mail para a farmácia, que no final da tarde vai à aldeia entregar as receitas devidamente aviadas.

A possibilidade de protocolar este serviço estava em estudo desde Janeiro, conforme anunciou então o Diário de Bragança.

Pretende-se assim colmatar as dificuldades sentidas pelos mais velhos nas deslocações à sede de concelho que, apesar de estar a uma distância relativamente pequena, tem apenas transportes públicos duas vezes por dia: ao início da manhã e ao início da tarde.

 

Diário de Bragança com Lusa

publicado por Lacra às 16:27


Atravessando a ponte sobre a barragem de Saucelle, com Espanha à vista, do outro lado, é possível sentir a força e a determinação de um rio que já foi um verdadeiro muro entre as duas povoações e que serve, hoje, de elo de ligação entre as duas comunidades. Freixo de Espada à Cinta e Saucelle usam hoje o Douro e as suas arribas escarpadas, classificadas como Parque Natural em ambos os países, para ali chamar turistas e promover, assim, ambos os territórios.

Uma dinamização que assenta na cooperação territorial e que é vista como uma estratégia de combate a problemas que são comuns. Com uma população maioritariamente idosa e uma actividade preponderantemente agrícola, os autarcas locais de Freixo e Saucelle congregam esforços num mesmo sentido, deixando para trás um passado vivido de costas voltadas.

Hoje, naquele que era o antigo posto fiscal que marca a fronteira de Portugal e Espanha, nasceu um posto transfronteiriço de turismo, dinamizado pelas duas comunidades. Ao turista é oferecido um conjunto de informações, serviços, actividades e produtos regionais colocados à venda pelos produtores locais de ambos os países. São ainda promovidas provas de degustação do melhor da gastronomia de um lado e de outro da fronteira: o queijo, o mel, os vinhos e o azeite.

No local, uma vez por semana, estão presentes duas tecedeiras que mostram aos turistas o processo do fabrico da seda, uma actividade que marcou o passado de Freixo de Espada à Cinta.

A experiência de trabalho conjunto tem apenas cinco meses mas já se traduziu em mais-valias, como explicou Diego Ledesma, autarca local de Saucelle.

“O posto abriu em 2005 mas fornecia apenas informação. Com a colaboração do município de Freixo de Espada à Cinta pudemos trabalhar outras vertentes, colocar uma funcionária de cada país e alargar o horário de funcionamento. Hoje estamos abertos todos os dias, de segunda a domingo quer chova ou faça sol”, contou.

Numa altura em que a paisagem presenteia aqueles territórios com o espectáculo das amendoeiras em flor, o resultado tem sido o incremento do turismo, ainda que lentamente - em cinco anos passaram por ali 16 mil pessoas.

A criação conjunta do aldeamento Douro/Duero, renascido no antigo local que albergava os trabalhadores da barragem de Saucelle, é outra das iniciativas destacadas no âmbito desta cooperação transfronteiriça e à qual se juntam ainda outros projectos como a sociedade Congida – La Barca, cujo capital está dividido entre o município de Vilvestre e o município freixenista, para a realização de cruzeiros nas águas portuguesas e espanholas do rio Douro; a promoção do Mercado Ibérico de Freixo de Espada à Cinta que é, nada mais, nada menos que uma feira mensal que junta portugueses e espanhóis; entre outras como a Rota Internacional do Vinho, criada por Trabanca, ou a Feira Internacional do Queijo, promovida em Hinojosa del Duero, localidades do lado de lá da fronteira.

 

 

Centro de Estágios na Congida

A transformação da Congida num espaço de desportos náuticos é o próximo passo a dar pelo município de Freixo. Apoiado no aldeamento Douro/Duero, junto à barragem, a autarquia freixenista quer criar condições para a prática de remo e canoagem e, quem sabe, para vir ali a receber selecções de Portugal e Espanha.

A primeira fase de intervenção na Congida já foi concretizada sendo que, em breve, se prevê iniciar a segunda e terceira fase do projecto que inclui já a criação de uma fluvina.

A aldeia Douro/Duero seria, neste âmbito, o local de recepção dos desportistas para um alojamento condigno e à altura. Um projecto ambicioso que levará o seu tempo mas para o qual Pedro Mora, vice-presidente freixenista, augura bom futuro: “temos um micro-clima excelente, o rio tem sempre o mesmo caudal, o aldeamento tem capacidade para 190 camas, as acessibilidades vão melhorando, por isso, é fundamental que avancemos”.

 

 

Rota dos Miradouros em marcha

Outro dos projectos em desenvolvimento é a criação de uma rota de miradouros de ambos os lados dos países. Com a colaboração da Universidade de Salamanca, está a ser desenhado um roteiro sobre duas perspectivas de uma mesma paisagem – o Douro, visto de Portugal e visto de Espanha.

Pretende-se oferecer aos visitantes a possibilidade de percorrer circuitos e conhecer realidades idênticas de dois diferentes territórios.

Mas muito ainda falta fazer, nomeadamente no que diz respeito às comunicações e acessibilidades, apontadas por quem ali chega como grandes entraves ao desenvolvimento, a todos os níveis.

É que nem a mais bela paisagem, nem as melhores iguarias regionais conseguem atenuar o isolamento e a interioridade. Vindos de Barcelona para cinco dias de “aventura”, 53 turistas assinalavam isso mesmo, como contou Maria Luísa Castillo.

“Este rincão do Douro era desconhecido para todos nós, é absolutamente esplêndido. O problema é que estamos completamente isolados porque não há cobertura telefónica nem televisão”.

Uma opinião partilhada por outros, como José Maria que, apesar de “maravilhado” por “nunca ter visto nada assim”, apontava também a dificuldade dos acessos que tornavam a viagem mais longa do que os muitos quilómetros entre Barcelona e Saucelle.

 

Isolamento que persiste

A realidade é assumida por Diego Ledesma de uma forma surpreendente. O autarca espanhol considera que as condições são muito piores do lado de lá.

“Nós, em Espanha, estamos muito pior. Não temos ADSL e as telefonias móveis, nem se fala. Há uma descoordenação total, tão depressa temos rede espanhola como portuguesa e quem paga isto somos nós, coitados, que estamos aqui desamparados”.

No cargo apenas há um ano, mas a viver naquela zona desde 1987, Diego conhece bem as características das duas localidades. Com um negócio na área da hotelaria sedeado em Freixo e já “herdado” do pai, o empresário viveu as últimas duas décadas entre um lado e o outro, sentindo dificuldades comuns que, no seu entender, “já foram muito piores”.

Diego relembra o local de recepção aos turistas nos tempos em que as fronteiras permaneciam fechadas. Vir de Espanha a Portugal era “uma verdadeira aventura”. O posto fiscal abria apenas ao fim-de-semana e passar um domingo em Freixo de Espada à Cinta podia significar o regresso ao país de origem apenas na semana seguinte, quando a fronteira voltasse a abrir.

“Nessa altura, era tudo muito difícil”, recorda.

Com a entrada na União Europeia deu-se uma “revolução”. “Tivemos oportunidade de incrementar as relações económicas, sociais, pessoais. Quebraram-se muitas barreiras e preconceitos, nomeadamente dos espanhóis para com os portugueses”, contou.

Afinal o isolamento era comum a ambos os territórios e, segundo Diego, muitos espanhóis deixaram de “olhar de cima” para os portugueses.

“Se tanto Freixo como Saucelle estão afastados geograficamente das grandes capitais, se não temos boas vias de acesso, boas comunicações, estamos perdidos”, resume.

É neste contexto, perante as mesmas dificuldades e com boas potencialidades de recursos entre ambos as comunidades, que surge quase um “irmanamento” solidário que pretende traduzir-se numa luta conjunta para exigir, junto dos dois Governos, a criação de alternativas que possibilitem o desenvolvimento.

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obrigado Cris:)
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