Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
22 de Junho de 2009

Américo Pereira admite que as questões da justiça podem marcar o tom da campanha para a Câmara de Vinhais. O autarca e candidato do Partido Socialista e o cabeça de lista do PSD apresentaram vários processos em tribunal, um contra o outro. O primeiro duelo na justiça tem um primeiro round agendado já para a próxima sexta-feira.

Américo Pereira vai ser julgado pelo Tribunal Admnistrativo e Fiscal de Mirandela, num processo interposto pelo adversário eleitoral. Carlos Costa, presidente da concelhia social-democrata acusa-o de algumas irregularidades admnistrativas que, caso se comprovem, podem determinar a perda de mandato do autarca do PS. Em causa estão questões como a criação de uma empresa de exploração e energia eólica e ainda a alegada nomeação da esposa e do próprio Américo Pereira para a gestão de empresas municipais. O autarca lembra que todos os processos-crime que foram apresentados por Carlos Costa têm sido arquivados e que neste caso, não é arguído. Por outro lado, refere que também está em causa um pedido de indeminização que faz, por alegada difamação. Entre os dois candidatos há varias questões para serem dirimidas nos tribunais e Américo Pereira, crê que isso vai entrar na campanha. O autarca e candidato do partido Socialista à Câmara de Vinhais referiu-se ao assunto este fim-de-semana, na apresentação das listas do PS às 35 freguesias do concelho. Tendo sido salientado que 8 são encabeçadas por elementos que, nas últimas autárquicas, concorreram pelo PSD. O jantar de aoresentação das listas às freguesias ficou marcado pela morte súbita de um elemento que fazia parte do elenco do PS na freguesia de Vila Verde.

21 de Junho de 2009

 

Na próxima sexta-feira começa a ser julgado no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, um processo para perda de mandato que pende sobre o presidente da câmara de Vinhais, Américo Pereira.

Este é o primeiro processo para perda de mandato envolvendo um autarca do distrito de Bragança.

 

Este processo foi interposto por Carlos Costa, presidente da concelhia do PSD de Vinhais, e António Frias, vereador da autarquia.

Os queixosos acusam Américo Pereira de várias irregularidades enquanto presidente da câmara, invocando, entre outros, o artigo oitavo da Lei da Tutela Administrativa, que prevê a perda de mandato para “os membros dos órgãos autárquicos que, no exercício das suas funções, ou por causa delas, intervenham em procedimento administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado relativamente ao qual se verifique impedimento legal, visando a obtenção de vantagem patrimonial para si ou para outrem”.

 

Em causa estão várias situações, que deram também origem a processos que decorrem nos tribunais de Vinhais e Mirandela.

A forma como foi constituída a empresa Enercastro, criada para gerir a exploração da energia eólica do concelho, foi um dos fundamentos invocados pelos queixosos, bem como a nomeação da esposa do presidente da câmara para uma empresa municipal.

Américo Pereira também foi nomeado para dirigir outra empresa municipal, para a qual o autarca vinhaense terá proposto e votado o seu próprio nome.

 

Até ao momento ainda não possível chegar à fala com Américo Pereira, enquanto Carlos Costa, presidente da concelhia do PSD e um dos autores deste processo prefere não comentar, confirmando apenas o início do julgamento.

 

A primeira audiência está marcada para a próxima sexta-feira, no Tribunal Administrativo de Mirandela.

19 de Junho de 2009

Desde terça-feira que uma parte da cidade de Bragança está com avarias nos telefones e na ligação à televisão por cabo devido a um estrago nos cabos enterrados, que poderá ter sido provocada pelos trabalhos nas obras na Avenida General Humberto Delgado. A PSP, os bombeiros e a Câmara Municipal são alguns dos serviços públicos afectados que, desde então, estão a utilizar exclusivamente telefones móveis para as comunicações com o exterior.

Todas as chamadas de utentes feitas para os números fixos da PSP e dos bombeiros estão a ser reencaminhadas para números de telefones móveis.

O presidente da Câmara, Jorge Nunes, admitiu que a avaria está a causar "muitos transtornos" nos serviços do município e adiantou que, anteontem, ao final da tarde, as comunicações foram restabelecidas, após a intervenção de técnicos da PT, "mas ontem uma máquina voltou a cortar outro cabo, e ficámos novamente sem telefone", referiu.

publicado por Lacra às 11:14
sinto-me:
18 de Junho de 2009

A concelhia PS de Macedo de Cavaleiros acusa a autarquia local de "medos tacanhos e infundados" no que diz respeito à não criação das  Equipas Permanentes de Intervenção na associação de bombeiros. A câmara de Macedo foi uma das que não aderiu a esta iniciativa do Governo alegando que esta poderia "acabar com o espiríto do voluntariado".

As Equipas Permanentes de Intervenção, constituídas por cinco bombeiros profissionais, pretendem assegurar que num determinado horário em que os bombeiros voluntários estão mais condicionados em termos de disponibilidade em virtude da sua actividade profissional (a saber, das 08h00 às 20h00), exista uma resposta rápida em caso de emergência.

Estas equipas são financiadas em 50% pelo Estado e nos restantes 50% pela autarquia, funcionam ao longo de todo o ano; e são até defendidas pelo próprio corpo de bombeiros de Macedo que, num encontro, realizado em Janeiro, manifestou publicamente o desejo de ver criada uma destas equipas no concelho.

A comissão Política Concelhia do PS considera que se perdeu uma oportunidade de garantir mais rapidez e mais eficiência no socorro às populações, fazendo aumentar o clima de insegurança no concelho.

Em resposta ao argumento avançados pela autarquia de que a criação de uma EIP poderia “acabar com o espírito de voluntariado”, os socialistas lamentam o que consideram "medos tacanhos e infundados, reveladores de uma grande falta de crença nas instituições, particularmente, neste caso, na Associação Humanitária de BV de Macedo".

A comissão socialista recorda ainda que em Dezembro de 2008 foi apresentada à Assembleia Municipal uma recomendação no sentido de criar as ditas equipas e que a mesma foi chumbada pela maioria social-democrata. Os socialistas macedenses não compreendem esta situação e receiam que a Câmara possa estar a criar bloqueios  à criação destas equipas por não poder intervir na selecção dos respectivos elementos.


Nuno Sousa é o cabeça de lista escolhido pelo Partido Popular pelo distrito de Bragança para as próximas eleições legislativas.

 

Num conselho nacional do partido que decorreu em Almada, ontem à noite, o arquitecto e vereador na câmara municipal de Mirandela, ainda que em regime de não permanência, foi o designado.

 

Nuno Sousa substitui Domingos Doutel, que encabeçou as listas dos populares no distrito de Bragança, em 2005.

16 de Junho de 2009

O britânico Black venceu a 2ª edição do Dirt Fest, na categoria Pró, uma prova de Dirt Jumping, organizada pela Casa da Cultura e Recreio do Cachão.
O evento contou com 28 pilotos, nacionais e estrangeiros.
Mais uma vez a prova foi um sucesso e os transmontanos mostraram-se apreciadores deste desporto radical.
Na prova esteve presente o campeão nacional na categoria Pró, Sandro Silva arrecadou o sétimo lugar. Ao Cachão vieram praticantes de vários pontos do país.

Pedro Santos tem 14 anos veio de Leiria, pratica Dirt Jumping há cerca de um ano.
No entanto gosta mais de Street Jumping, outra variante do BTT, que o obriga a algumas horas de treino:

“Na minha terra não tenho muito espaço para treinar, mas treino todos os dias meia hora não em Dirt mais em Street, que é andar pela rua”.

Do Seixal veio o jovem Paulo e arrecadou o primeiro posto na classe de iniciados. Tem 16 anos e desde os 13 que faz inúmeras acrobacias com a bicicleta. Para quem não sabe em que consiste o Dirt Jumping fica a explicação:

“Consiste em saltos em terra, como diz o nome, e nos saltos fazemos várias manobras, acrobacias”.

Para praticar a modalidade é preciso uma bicicleta com determinadas características cujo preço pode variar entre os 300 e os 1000 euros. Não esquecer o uso de capacete, joelheiras, cotoveleiras e colete para protecção da coluna:

“Uma bicicleta para Dirt Jumping tem que ser uma bicicleta com o quadro pequeno e baixo. O banco tem que estar sempre baixo. Se o banco estiver alto quando formos saltar a bicicleta embica e nós caímos porque não dá jeito para fazermos a manobra”.


Em Portugal, o Dirt Jumping ganha cada vez mais adeptos. Mas, ao contrário de países como Espanha, não é possível fazer da modalidade profissão:

“Em Portugal não podemos fazer profissão da modalidade, é preciso ser muito bom. Em Espanha dá mas no nosso país não”.

A participação nas provas nacionais e sobretudo internacionais exige patrocínios. Sandro Silva, actual campeão nacional na categoria Pró, refere que conta com alguns apoios mas para participações fora do país terá que fazer um investimento pessoal:

“A nível de transportes tenho a minha equipa para as provas e para as bicicletas tenho também patrocinador. Para o estrangeiro nunca fui, mas para a semana devo ir e o financiamento é por minha conta”.

Uma boa bicicleta e algum investimento financeiro são importantes para os que fazem do Dirt Jumping mais que um passatempo. Mas há que juntar dedicação, treino e uma grande capacidade acrobática.

Na 2ª Edição do Dirt Fest, que contou participantes portugueses e estrangeiros, o prémio da melhor manobra foi para o espanhol Serna.
A organização, a cargo da Casa do Recreio e Cultura do Cachão sonha agora com o europeu. Mas trazer uma prova desta categoria exige um investimento financeiro de cerca de 50 000 euros. Em tempo de crise torna-se praticamente impossível uma candidatura à competição.

 

Rádio Onda Livre

15 de Junho de 2009

A reabilitação da Estrada Nacional 315 entre Rebordelo e Mirandela não será como estava inicialmente prevista. A denúncia partiu do deputado do PSD, Adão Silva, eleito pelo distrito de Bragança, que considera uma tremenda injustiça e um verdadeiro "embuste" o que está a ser feito aos transmontanos.

Em causa estão as alterações introduzidas entre o que estava previsto aquando do concurso público e após a consignação. São 30 quilómetros de requalificação, mas o deputado laranja diz que há uma redução de 10 para 5 milhões de euros no custo total da obra e que dessa forma a estrada nacional que liga Rebordelo a Mirandela vai continuar a ser uma via perigosa, com curvas apertadas, sem a segurança e a comodidade que inicialmente se previa.

Adão Silva lembra que o concurso foi feito com determinadas características técnicas “como é o caso da largura do pavimento com 9 metros, tinha pistas de acelaração e desacelaração que dão comodidade e segurança, bem como espaços para paragem dos autocarros laterais à estrada e corrigia várias curvas”.

Agora que a obra foi adjudicada “essas características já lá não estavam pois em vez de 9 metros passava a 6 de largura, não havia corte de curvas e o resto também saltou fora”.

Para o deputado “isto é muito mau porque a previsão de despesa era de 10 milhões de euros e agora o custo é de cinco milhões e vamos ficar com uma estrada ainda mais perigosa que pode converter-se numa situação de armadilha” refere.

Para Adão Silva, estas decisões contrariam o caderno de encargos submetido a concurso, pelo que o deputado laranja acusa o Governo de mentir aos transmontanos. “Há aqui um exercício de mentira porque é feito um anúncio fantástico e depois no momento de efectivar a obra, o Governo recua ao retirar financiamento, qualidade e segurança” afirma.

Adão Silva já solicitou explicações sobre estas alterações, através de um requerimento dirigido ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

 

 

 

 

Escrito por CIR

publicado por Lacra às 12:36

Dentro de um mês as corporações de bombeiros podem deixar de assegurar alguns transportes de doentes, devido à falta de revisão do protocolo com o Ministério da Saúde e a região transmontana é onde a medida pode ser mais prejudicial para a população.
Aviso feito por Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.
Este organismo reuniu este fim-de-semana com o Conselho Nacional e avisa o Secretário de Estado da Saúde que só estão dispostos a esperar mais trinta dias pela revisão do acordo para o financiamento do transporte de doentes.

A Liga entregou uma proposta à tutela, há cerca de seis meses e continua sem resposta.
O actual protocolo tem vinte e cinco anos e é considerado obsuleto em termos da compensação financeira, o que está a criar fortes constrangimentos nas tesourarias das corporações de bombeiros.
Duarte Caldeira diz que a situação afecta ainda mais os bombeiros de distritos como Bragança e Vila Real, que "têm um acréscimo de distâncias a percorrer para realizar o transportes de doentes."
Se dentro de um mês o Ministério da Saúde não der uma resposta à proposta da Liga de Bombeiros, Duarte Caldeira admite que vão "reduzir os serviços prestados às populações."
As corporações de bombeiros em dificuldades face às compensações do Estado para o transporte de doentes pode levar a uma redução da capacidade de resposta.

13 de Junho de 2009

 

Bragança vai ter um espaço onde os jovens podem fazer ouvir a sua voz.

O Conselho Municipal da Juventude foi aprovado na última Assembleia Municipal e vai permitir aos mais novos participar na vida do município, num órgão de consulta presidido pelo próprio presidente da Câmara.

 

O líder da distrital da Juventude Socialista, Bruno Veloso, foi um dos defensores deste conselho e congratulou-se pela sua criação. No entanto, critica o tempo que o processo demorou.

“Não nos podemos congratular que durante ano e meio tenha desprezado a juventude e as políticas da juventude. Aquilo que este conselho preconiza não é caridade para os jovens ou apoios pontuais para actividades. Não! É ouvir os anseios dos jovens em políticas de juventude. E tem ainda o condão de dar importância aos mais novos”, diz Bruno Veloso.

 

Jorge Nunes, presidente da câmara de Bragança, continua a defender que a juventude tem outras formas de se fazer ouvir.

“A juventude não tem só nos conselhos municipais as suas formas de participação cívica. Tem bem mais participação nos movimentos associativos nas escolas do que há-de ter no Conselho Municipal da Juventude. Mas quando se fazem as coisas tem de ser com pés e cabeça. A Associação Nacional de Municípios considerou a legislação produzida neste âmbito insuficiente e, por isso, pediu aos grupos parlamentares que fosse apreciada, para que se evite uma situação de conflito desnecessária entre os jovens e as autarquias”, defende Jorge Nunes. Por outro lado, diz que os mais novos “devem cada vez mais ser chamados a participar nos órgãos com competência como a câmara e a assembleia municipal”.

 

Para já ainda não foram avançados prazos para o início dos trabalhos deste órgão de consulta, constituído por associações oficialmente reconhecidas, membros das associações de estudantes do ensino superior e secundário e um elemento de cada grupo da assembleia municipal.

 

 

Escrito por Brigantia


 

A Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros decidiu baixar os preços das entradas na Feira de S. Pedro para um valor que é “meramente simbólico”: um euro. Segundo António Cunha, dirigente associativo, esta é uma forma de responder à crise e cativar mais visitantes.

“Este é um ano reconhecidamente difícil em termos económicos, para as empresas e para as pessoas e, por isso, optámos por uma política de facilidade de ingresso”, justificou.

O evento decorre de 27 de Junho a 4 de Julho e vai contar com a participação de mais de 200 expositores. Com um orçamento a rondar os 300 mil euros, o certame, para além de apostar na dinamização do tecido empresarial, vai continuar a manter o cariz popular que o têm caracterizado ao longo de 26 anos.

Da agenda de espectáculos fazem parte artistas como Tony Carreira, Roberto Leal, Just Girls, Quim Barreiros, Ana Rita Prada, Rui Fontelas, Cidinho&Doca, Daniel Carlini, Irmãos Verdades, Cristiana, e Abba Platinum.

A organização conta ainda reorganizar todo o espaço do certame, tornando-o mais “agradável e profissional”, dando mais espaço ao sector do Artesanato e à mostra de actividades de instituições do concelho.

Esta reorganização acontece fruto da diminuição de expositores de máquinas agrícolas. A fraca adesão deste sector, no entender de António Cunha, prende-se com a diminuição de vendas naquela área. A aposta forte será mesmo o sector dos móveis e o ramo automóvel.

O certame tem o apoio da câmara de Macedo de Cavaleiros que considera que este evento, de “carácter único e multifacetado”, a “jóia do concelho”, conforme afirmou o vereador Manuel Cardoso.

“É um certame de carácter único e multifacetado cujo retorno é superior ao investimento”, afirmou.

São esperadas, ao da semana, milhares de pessoas de todo o país e da vizinha Espanha. 
O certame foi apresentado à comunicação social no Solar do Morgado Oliveira.

últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
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