Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
10 de Abril de 2009

Esta altura do ano é particularmente propensa à manifestação de reacções alérgicas
devido à elevada quantidade de pólen facilmente propagado pelo ar através do vento.
Este ano, contudo, esta situação tem vindo a revelar-se mais proeminente. Em Março os
níveis de pólenes chegaram a atingir níveis por norma verificados no mês de Abril. Já
esta semana o Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia
Clínica (SPAIC) advertiu para a elevada concentração de pólenes no ar atmosférico
prevista para os dias 3 a 9, com destaque para os pólenes de árvores como a azinheira, o
pinheiro e o plátano e também da erva parietária.
O pólen é uma espécie de pó, constituído por partículas ínfimas e muito leves, invisíveis
a olho nu, provenientes de gramíneas, ervas daninhas, árvores e flores. Por serem tão
pequenas penetram facilmente no nosso aparelho respiratório e podem propagar-se num
raio até 100 quilómetros. Mas a maioria provém de plantas situadas até um quilómetro
do local onde a pessoa se encontra.
As reacções alérgicas são respostas exageradas do nosso organismo contra estas
substâncias, normalmente inofensivas, e variam de pessoa para pessoa.
Apesar da diversidade de espécies de plantas existentes na nossa região apenas cerca de
10% das mesmas são causadoras de alergias.
Um outro elemento da natureza causador de alergias na nossa área geográfica é a lagarta
do pinheiro. A processionária, como também é conhecida por sair em procissão do seu
ninho, é um insecto desfolhador dos pinheiros e cedros. As reacções alérgicas que
provocam manifestam-se na pele, no globo ocular e no aparelho respiratório, não só do
Homem mas também de animais domésticos, devido à característica urticante dos seus
pêlos.
O pólen tende a libertar-se mais em dias quentes, com sol e vento, e atinge a sua
máxima concentração, normalmente, entre o meio-dia e o início da tarde.
Às pessoas particularmente sensíveis ao pólen recomenda-se que nesta altura do ano não
caminhem em espaços relvados, não façam campismo ou pic-nics, mantenham as
janelas de casa fechadas, viajem com as janelas fechadas e usem óculos escuros.
É ainda recomendada a consulta regular do Boletim Polínico disponível em
http://www.rpaerobiologia.com.


Outras alergias
O pólen não é o único agente causador de alergias. Os ácaros e próprio pó bem como
determinados produtos químicos e alimentos são, entre outras, substâncias
potencialmente desencadeadoras de reacções adversas que podem ir da asma à rinite
alérgica, passando pelo eczema, pela urticária pela conjuntivite alérgica, pela sinusite,
pela otite média e pela Anafilaxia, a forma mais grave de alergia.
As alergias têm vindo a aumentar nas últimas décadas. Actualmente cerca de 8 a 10%
da população europeia, ou seja, mais de 24 milhões de pessoas, sofre de asma e 10 a
15% (35 milhões de pessoas) de rinite alérgica. Em Portugal as estimativas divulgadas
pela SPAIC apontam para 5% dos adultos e 11% das crianças entre os 6 e 14 anos
atingidas pela asma e 10% da população em geral com diagnóstico de rinite alérgica.
O ambiente e o estilo de vida "ocidental" podem estar na causa deste aumento. Por um
lado as crianças crescem em ambientes cada vez mais fechados e passam cada vez
menos tempo ao ar livre. Por outro, são sujeitas a uma alimentação que favorece a
diminuição dos micróbios normais do intestino, aumentado a sensibilidade a agentes
exteriores.
A própria diminuição das infecções na primeira infância, evitadas ou controladas pela
vacinação e pelos antibióticos, pode levar a que o sistema imunológico, como não tem
micróbios e parasitas contra os quais reagir, direccione a sua acção defensiva para os
alergénios ambienciais que de outra forma seriam inofensivos para o nosso organismo.
Alguns cuidados em casa podem ajudar a reduzir a exposição aos agentes alergénios.
Optar por chão de cerâmica, tacos ou vinil, paredes lisas e fáceis de lavar, cortinas de
material sintético, lisas e fáceis de lavar e móveis lisos são o primeiro passo. Evitar
roupa de cama com lã ou penas na sua composição, deixar arrefecer a cama e arejar a
roupa da mesma diariamente e mudar uma a duas vezes por semana fronhas e lençóis e
manter o chão limpo e aspirado, são também procedimentos a considerar.
Fundamental para quem desenvolve alergias é não fumar, nem estar em contacto com o
fumo ainda que passivamente.
Se existirem sintomas de um eventual quadro alérgico é aconselhável a realização de
exames auxiliares que permitam um diagnóstico o mais precoce possível. Os sintomas
consistem, no caso da rinite e da conjuntivite alérgica, em obstrução nasal com
corrimento, comichão nasal, espirros, olhos vermelhos, inchados e com lágrimas,
comichão ocular. Outros sintomas como tosse, falta de ar e chiadeira podem indiciar
asma.
No caso das dermatites ou eczemas atópicos devem merecer a nossa atenção sintomas
como pele muito seca, vermelha e a descamar, comichão e pequenas borbulhas.
Se estes sintomas se manifestarem de forma recorrente é aconselhada a realização de
testes para as alergias. Existem essencialmente dois tipos de teste, o PRICK Teste
(cutâneo), e o RAST (sanguíneo), que consiste na medição no sangue da IGE específica
para determinados alergénios. No nosso distrito recorre-se ao segundo tipo.
 


 Ingredientes:

1 quilo Massa de pão

12 Ovos

2 decilitros Azeite

150 gramas Banha

Farinhaq.b.

Sal q.b.

Carnes variadas q.b.


Modo de Preparação:

À massa de pão já levedada juntam-se os ovos, a banha de porco derretida e o azeite.

Junta-se-lhe o sal necessário e mexe-se tudo muito bem até ficar bem ligado. A pouco e pouco vai-se-lhe juntando a farinha precisa para que fique de novo com a consistência própria para se tender.

Preparam-se à parte as carnes, que quanto mais variadas melhor: 200g de presunto, igual porção de toucinho, frango, coelho, e perdizes guisados, salpicão ou paio, carnes de vitela e de porco assadas, etc. Desossam- se as carnes, partem-se aos pedaços e divide-se a massa em 4 ou 5 partes, sendo uma maior com que se forra o fundo e os lados duma lata redonda e alta. Depois de untada a forma e forrada com a massa, vão-se colocando camadas alternadas com massa, até se obter o tamanho e peso ideal. Depois leva-se ao forno de lenha, já previamente aquecido, e deixa-se estar cerca de uma hora a cozer. o segredo do folar encontra-se na massa, na escolha do azeite, que deve ser muito bom e de preferência caseiro. Já o fumeiro não pode de maneira nenhuma ser industrial, devido às grandes quantidades de pimento que colocam, que altera a qualidade e o sabor do folar.



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