Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
01 de Abril de 2009

 Onze escolas e agrupamentos do Norte do distrito brigantino celebraram hoje, com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), um protocolo através do qual a instituição de ensino superior vai supervisionar o processo de reconversão tecnológica dos estabelecimentos de ensino.

O projecto será executado no âmbito do Plano Tecnológico para a Educação (PTE) e deverá estar concluído em 2010, abrangendo os estabelecimentos de ensino onde se concentra a maior parte da população escolar da região transmontana.
A Escola Abade de Baçal de Bragança é, para já, apenas a hospedeira do projecto, como salientou hoje a presidente do conselho executivo, Teresa Sá Pires.
O estabelecimento vai sofrer obras no parque escolar e só depois beneficiará da intervenção tecnológica.
As outras dez escolas e agrupamento de vários concelhos vão ser alvo já da intervenção a cargo da PT, para a instalação de infraestruturas de rede, que incluem redes sem fios (wireless), e equipamento diverso, nomeadamente quadros interactivos, projectores multimédia, cartões para a comunidade escolar e vídeovigilância.
Algumas das escolas envolvidas, como a Abade Baçal, já dispõem de alguns dos instrumentos das novas tecnologias, mas Teresa Sá Pires realçou a "mais valia deste projecto, porque de outra forma muitas não teriam capacidade própria para um investimento desta natureza".
Nenhuma das partes presentes na cerimónia de assinatura do protocolo conhecia os valores do investimento previsto, da responsabilidade do Ministério da Educação.
As escolas e agrupamentos envolvidos correspondem ao Norte do Distrito de Bragança e abrangem, segundo dados dos responsáveis, perto de metade dos cerca de 16 mil alunos que frequentam todos os graus de ensino na região, desde o pré-escolar ao secundário.
Desconhece-se também quando é que o PTE será alargado às escolas do sul do distrito.
O vice-presidente do IPB, Orlando Rodrigues, explicou que o papel desta instituição será o de dar todo apoio técnico.
Através de auditorias, o Politécnico fará o acompanhamento da conformidade da intervenção com o que está estabelecido pelo Ministério da Educação, desde a fase de projecto até à execução.

 


O troço do IP2 entre a Junqueira (Torre de Moncorvo) e o Pocinho vai aproveitar o traçado já existente, com excepção da travessia do rio Douro que continua em fase de estudo prévio. Aquando do lançamento da auto-estrada do Douro Interior, o Governo propôs um conjunto de estudos para essa travessia sendo que uma das soluções sugeria a construção de um novo traçado, praticamente paralelo ao já existente. No entanto, perante a possibilidade de chumbo em sede de impacto ambiental, devido aos valores patrimoniais, culturais, naturais e geológicos, os estudos foram retirados e, agora, o Governo voltou ao “modelo antigo” de manter o actual traçado.

Para o autarca moncorvense, Aires Ferreira, foram anos “perdidos”, tempo e dinheiro, em estudos “mirabolantes” e agora, “com a brincadeira”, o troço a requalificar ficará, provisoriamente, fora da concessão do Douro Interior.

Ainda assim, “feliz” porque “o bom senso prevaleceu”, o autarca não pôde deixar de recordar a luta de mais de 20 anos pelo avanço do IP2, luta essa em que, muitas vezes, se sentiu a “falar sozinho”.

Por isso, Aires Ferreira entende que é essencial avançar com a repavimentação do troço quanto antes, até devido ao avançado estado de degradação em que este se encontra.

Em fase de estudo continua a ligação entre as duas margens do rio. O secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Paulo Campos, apontou já duas possíveis soluções: a utilização da ponte rodo – ferroviária como alternativa para unir as duas margens ou a construção de uma nova travessia a uma quota inferior à que foi analisada inicialmente.

A requalificação do troço entre a Junqueira e o Pocinho, numa extensão de 16 quilómetros, estará concluída no segundo trimestre de 2010.

Na visita ao distrito, o secretário de Estado aproveitou ainda para lançar a obra de beneficiação da estrada nacional 220, entre Torre de Moncorvo e a estação de Freixo de Espada à Cinta. A obra vai custar 3,1 milhões de euros e estará concluída no primeiro trimestre de 2010.

 

 


A ligação entre Vimioso – Pinelo – Outeiro não vai avançar e, desta vez, a “culpa” não é só do “rato cabrera”, espécie que, segundo consta, ali tem habitat, mas sobretudo pelos enormes custos que a obra comportaria por obrigar à construção de uma ponte. Em vez disso, o Governo optou antes por lançar a requalificação da estrada entre Outeiro e Vimioso, incluindo já as variantes a Outeiro, Argozelo e Carção, ficando em fase de estudo de viabilidade a variante de Vimioso e da travessia sobre o rio Maçãs.

O empreendimento terá uma extensão de 20 quilómetros e um custo estimado de 21,2 milhões de euros, mas não deixou os autarcas locais “convencidos”.

Para o autarca de Pinelo, António Carvalho, “fundamental” era mesmo que a ligação passasse por esta freguesia.

“O traçado por Pinelo estava estudado há 20 anos e era o que nos melhor servia. Primeiro foi o rato, agora é a ponte que fica muito cara. São desculpas para não passar ali”, considerou. António Carvalho já pensou até em manifestar-se mas nunca levou a ideia para a frente por dois motivos: “Pinelo é uma aldeia pequena e ninguém nos escuta”.

Pouco “convencido” ficou também o autarca de Vimioso, José Rodrigues. “Melhor solução” diz que seria aquela pela qual lutam há tantos anos, no entanto, tendo em conta que a alternativa do Governo é para melhorar uma estrada, fazer uma nova travessia, uma variante em Argozelo e outra em Vimioso, não lhe restou alternativa que não fosse aceitar.

“Tive que aceitar esta solução. Se me dizem que a outra estrada é inviável, quer ambientalmente quer economicamente, e se, ao mesmo tempo, temos de resolver o problema de Argozelo, não poderia não aceitar”, explicou.

Segundo o secretário de Estado Adjunto, das Obras, Transportes e Comunicações, Paulo Campos, o Governo, antes de tomar esta opção, desenvolveu um conjunto de trabalhos que não mereceram concordância em sede de avaliação de impacto ambiental.

“Não é uma questão do rato vencer. Os procedimentos foram inviabilizados e nós poderíamos insistir em fazer novos estudos e passar por esse itinerário ou procurar itinerários alternativos que nos dêem melhores garantias que, a breve prazo, pudéssemos concretizar boas soluções”, considerou Paulo Campos.

Assim, com esta alternativa, ficará resolvida a travessia por Argozelo já que está prevista a construção de uma variante que permita retirar o trânsito da vila.

O projecto prevê ainda que se realize um estudo de viabilidade para a construção de uma variante de Vimioso e de uma travessia sobre o rio Maçãs. São os dois troços mais “problemáticos”, em termos de orografia, e que poderão atravessar terrenos da Rede Natura.

Um pouco “céptico”, José Rodrigues limitou-se a desejar que os estudos sejam feitos e que os projectos se executem, para bem das populações.

 

 


 Está em fase de estudo prévio o projecto para uma nova ligação entre Bragança e Vinhais. Desde que o Governo lançou o projecto da auto-estrada transmontana que o autarca vinhaense, Américo Pereira, tem vindo a reclamar a necessidade de ligar o concelho ao resto do distrito. As reivindicações foram agora “ouvidas” pelo Governo, que se deslocou ao distrito para anunciar a abertura do concurso público para o estudo prévio.

Consciente que os estudos prévios se costumam prolongar no tempo, o autarca socialista pediu apenas que daí resulte um projecto “que faça uma estrada em condições”.

“É fundamental, sem esta estrada Vinhais não se safa”, sublinhou.

Da parte do secretário de Estado Adjunto, das Obras, Comunicações e Transportes, Paulo Campos, ficou o compromisso de concluir o estudo em 2010.

Também nessa data deverá estar finalizada a requalificação da estrada entre Rebordelo e Mirandela. Orçada em 8,5 milhões de euros, a obra prevê ainda a construção de variantes e melhoria das intersecções com as localidades.

No entender de Américo Pereira com estas duas ligações as pessoas “não precisam ter mais medo de viver em Vinhais”, referiu, considerando que, desta forma, poderá ser impulsionada toda a economia local.

“Ao conseguirmos a requalificação da estrada de Rebordelo para Mirandela e uma nova ligação de Vinhais para Bragança, estou convencido que, a partir da sua construção, grande parte dos problemas que afligiram este concelho durante muitos anos, poderão ficar resolvidos”, afirmou.

Paulo Campos sublinhou ainda que a aposta nestas ligações inter-concelhias vem dar resposta aos investimentos rodoviários reclamados, prometidos e nunca antes concretizados.



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