Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
05 de Março de 2009

 

Representação da Comissão Europeia em Portugal, promoverá no Instituto Politécnico de Bragança, uma exposição fotográfica “Portugal Europeu: Meio-Século de História” de 6 a 12 de Março de 2009, junto ao Auditório Dionísio Gonçalves.
  
Esta é uma exposição de base fotográfica que reúne um conjunto significativo de imagens, de documentos, fotografias de época, citações, referências e marcos históricos da história diplomática portuguesa contemporânea, com incidência nas relações entre o nosso país e o processo de integração europeia. Divide-se em quatro períodos marcantes da História de Portugal, com início no pós-segunda guerra Mundial. O caminho percorrido por Portugal, dos primórdios da construção europeia até à actual qualidade de membro de pleno direito da União Europeia. A história de Portugal e a sua relação com a União Europeia é contado de modo apelativo e ilustrado, com recurso a alguns documentos importantes e imagens elucidativas.

 

04 de Março de 2009

O projecto turístico “Funzone Villages” foi abandonado depois de ter perdido a categoria PIN (Projecto de Interesse Nacional), uma atribuição dada por organismos governamentais. Em declarações ao Mensageiro, o autarca alfandeguense, João Carlos Figueiredo, apontou que o “Funzone” foi desde sempre apoiado porque o projecto chegou à autarquia pelas mãos da ex Agência Portuguesa de Investimento (API), actualmente Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

“A câmara só podia ter apoiado esta ideia. Se não o tivesse  feito estava agora a ser criticada por isso mesmo, até pela simples razão de que várias instituições governamentais o fizeram também”.

Relativamente aos terrenos adquiridos para a implementação do empreendimento turístico, e nos quais foram investidos 1,5 milhões de euros, a câmara aponta que “não faltarão ideias para os rentabilizar” uma vez que estão numa zona considerada “estratégica”.

João Carlos Figueiredo diz mesmo que tem recebido propostas “interessantes” para aquela zona, propostas que podem passar pelo turismo já que “grande parte dos terrenos estão em área reservada ao projecto do parque de campismo”.

 

03 de Março de 2009

As máscaras da província de Zamora, do Nordeste Transmontano e do Douro foram alvo de um estudo antropológico, por parte de uma equipa de investigadores de Portugal e Espanha, que resultou no primeiro livro científico sobre a matéria.

Usadas desde a Antiguidade, as máscaras, nas suas diferentes formas e feitios, sobreviveram à passagem do tempo para continuarem, hoje em dia, a sair à rua com as mesmas funções que teriam em outros tempos.

Lançado em pleno dia de Carnaval, no Museu Ibérico da Máscara e do Traje, o livro envolveu, para além da pesquisa bibliográfica, a realização de entrevistas orais a pessoas que ainda participam nestas festas por tradição.

Uma das principais conclusões apontadas pelo investigador espanhol, Jesús Nuñez, é que a tradição está mais arreigada do lado português do que do outro lado da fronteira.

“O território deve ser visto como um só porque a tradição é a mesma, mas Espanha tem deixado a tradição contagiar-se de modernidade”.

Por isso, o investigador António Tiza deixa no livro o desafio às autoridades competentes para promoverem as máscaras a Bem de Interesse Turístico Regional e de Interesse Cultural.

“A classificação pretendida de festas de Interesse Turístico Regional e Bem de Interesse Cultural a atribuir às máscaras tradicionais e a todo o conjunto de rituais que elas envolvem, na região de Bragança e de Zamora, é uma questão de justiça e de reconhecimento público da riqueza destes valores do nosso património histórico-cultural”, escreveu o investigador.

Uma abordagem histórica à máscara, feita pelos investigadores, remete para um primeiro uso deste artefacto na Antiga Grécia, como adereço imprescindível dos actores na chamada comédia grega. Mais tarde, os romanos haviam de traduzir a palavra grega “próssopou” (máscara) para “persona”, numa evolução do significado ontológico de pessoa humana que ainda hoje se mantém nas línguas actuais.

A partir do Renascimento a máscara retomou as funções do classicismo greco-romano nas representações teatrais com a mesma finalidade de conferir ao actor uma pretensa personalidade. Os autores apontam ainda que nos povos da Antiguidade a máscara surge também como adereço indispensável ao exercício de rituais sagrados.

O início da cristianização marcou a interdição das festas dos mascarados por parte das autoridades religiosas mas, no período medieval, viria a consagrar-se a convivência pacífica entre os rituais pagãos e cristãos, enquadrando os primeiros em benefício dos segundos.

António Tiza referiu ainda que já na actualidade, as tradições voltariam a sofrer interdições por parte do regime do Estado Novo, em Portugal, e do regime de Franco, em Espanha. Mas, apesar das evoluções e retrocessos da Histórias, as festas dos mascarados conseguiram “sobreviver” a par das festas cristãs, complementando-se e, por vezes, realizando-se até no mesmo tempo e no mesmo espaço.

Apesar de “não haver uma máscara tipicamente portuguesa”, como referiu António Tiza, há peculiaridades e diferenças de localidade para localidade e, por vezes, até entre aldeias vizinhas. Por exemplo, enquanto que na localidade de Salsas as máscaras são, usualmente, de madeira ou cortiça, já na zona da Lombada são de latão.

“O uso da máscara do lado espanhol tem as mesmas finalidades que do lado português, não há uma máscara portuguesa, há máscaras que são elementos fundamentais nesta tradição”, explicou.

Diferenças há também ao nível da simbologia. Enquanto que na zona de Miranda do Douro as festas dos mascarados estão mais associadas aos ritos da fertilidade, já na zona de Bragança remetem para a purificação e expurgação dos males da comunidade por via da crítica social.

O livro, “Máscaras da Província de Zamora, do Nordeste Transmontano e do Douro”, está escrito em espanhol e português e foi encomendado pela câmara de Bragança, ao abrigo do programa Interreg. No entender do autarca brigantino, Jorge Nunes, a obra é “indispensável” e será uma “mais-valia” para todos os visitantes que passam pelo Museu Ibérico da Máscara e do Traje e pretendem “levar algo mais e aprofundar o conhecimento sobre a temática”.

A apresentação do livro coincidiu com a data em que o Museu Ibérico assinalou dois anos de abertura ao público. Até ao momento passaram por aquele espaço 35 mil visitantes.

 

publicado por Lacra às 07:12
02 de Março de 2009

 

A zona industrial das Cantarias, em Bragança, vai ter videovigilância. O projecto, apresentado pela autarquia e pela PSP, tinha recebido parecer negativo da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) mas, na semana passada, o Ministério da Administração Interna emitiu um despacho de concordância viabilizando a instalação de câmaras naquela zona da cidade.

O projecto insere-se numa iniciativa que visa dinamizar a rede de desenvolvimento entre Portugal e Espanha, (projecto “Parque”) visando assegurar o reforço do combate à criminalidade através do controlo das entradas e circulação de viaturas. O Ministério decidiu aprovar o projecto, depois de chumbado pela CNPD, por ser considerado como um “meio complementar à acção dos agentes policiais”, podendo ainda os registos ser utilizados como meio de prova em processo penal ou contra-ordenacional.

O sistema de videovigilância pode ser também usado para apoiar a realização de acções de controlo e o accionamento de mecanismos de prevenção e de socorro em acidentes de trânsito.

 

01 de Março de 2009

Freixo de Espada à Cinta realiza hoje o primeiro Cortejo Ibérico de Burricos, Artes e Ofícios que irá percorrer as ruas da vila num percurso entre o Auditório Municipal e o novo Espaço Multiusos. Em “cena” vão estar mais de 50 pessoas de Espanha e outras tantas de Portugal que irão desfilar pelas ruas da vila com carroças do século XVIII ao século XX, acompanhados do burro mirandês e representando antigas profissões da região como o tanoeiro ou o sapateiro.

Ao mesmo tempo que se procura sensibilizar toda a população para a possível extinção do burro mirandês, um animal que teve uma acrescida importância na economia rural da região, o cortejo vai também alertar para a necessidade de “fazer algo” pelas gentes do interior.

“Não podemos deixar este território, que é enorme, para as espécies protegidas do Parque Natural do Douro Internacional. Também aqui os humanos são uma espécie em vias de extinção”, apontou o vice-presidente freixenista.

A Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) vai também marcar presença no cortejo e possibilitar aos mais novos, durante o certame, pequenos passeios de burro.

O objectivo é depois, em conjunto com a Associação de Municípios do Douro Superior, levar o Cortejo Ibérico às ruas do Porto e de Lisboa.

O cortejo integra as festividades das Amendoeiras em Flor de Freixo de Espada à Cinta.

últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
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