Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
22 de Fevereiro de 2009

 Uma caixa de fósforos gigante instalada na Praça da Sé instiga os brigantinos à reflexão – “do it by yourself”, ou em português “faça você mesmo”, é a mensagem transmitida pelo evento “Instalada”, a II Mostra de Artes promovida por alguns jovens do curso de Animação e Produção Artística da Escola Superior de Educação de Bragança.

Arte livre, não convencional, manifestada livremente em espaços pouco usuais, outros intimistas até, aberta a todos os públicos e gratuita, de 23 de Fevereiro a sete de Março. A proposta é, no mínimo, ousada para uma cidade como Bragança. António Ramião, membro da organização do evento, explica: “a cidade, a nível artístico e cultural, pouco acompanha as tendências desta jovem e efémera população. Os circuitos ditos alternativos não passam nos equipamentos culturais da cidade e, dessa forma, é necessário criá-los paralelamente”.

 

Foi com este intuito que um grupo de jovens do ensino superior decidiu, no ano passado, organizar a I Mostra de Artes, uma forma de divulgar alguns trabalhos e “trocar ideias com outros jovens do panorama artístico nacional”.

No entanto esbarraram, logo à partida, com o que consideram “procedimentos burocráticos” para a requisição de espaços. Munidos de um espírito interventivo que procura, sobretudo, a “democratização da arte para os públicos”, não desistiram e  decidiram abrir as próprias casas à cultura, chamando todo um público em geral a participar.

Este ano mais portas se abriram e estão programadas actividades para diferentes espaços, públicos e privados, que em comum têm apenas o facto de serem, de certa forma, não convencionais.

Cinema em garagens, performances no Arquivo Distrital, exposições em pavilhões ou até manifestações artísticas nas casas dos próprios autores são exemplos disso mesmo. A organização teve apenas como referência os espaços na zona história da cidade ou próximos do Instituto Politécnico de Bragança e com capacidade técnica para a realização dos eventos programados.

Sem fins lucrativos, com apoios de algumas instituições públicas, a “Instalada” pretende promover, de 23 de Fevereiro a sete de Março, um total de 29 eventos culturais de 25 autores, a realizar em nove espaços diferentes, promovendo a circulação de públicos pela cidade.

Dirigido sobretudo para públicos jovens, como admite António Ramião, a Mostra de Artes não deixará o restante público indiferente.

“Sabemos, de antemão, que criamos uma mostra de jovens para jovens, promovendo o convívio e o debate na procura de um caminho para a arte, na busca de um futuro artístico. No entanto, dada a localização das acções, sabemos que vamos “mexer” com a população em geral”.

À abertura agendada para 23 de Fevereiro, às 16h00, na Praça da Sé segue-se o concerto com os americanos Uzi&Ari, no Central Pub. Trazidos pela produtora Dedos Bionicos, os Uzi&Ari assumem-se como independentes, alternativos, com um projecto com uma qualidade comparável aos islandeses Sigur Rós ou aos ingleses Radiohead.

Da programação constam ainda várias sessões de música independente e experimental, debates, instalações artísticas, sessões de cinema de autor, exposições e várias performances.

São um total de 29 eventos que, no entender de António Ramião, irão contribuir para uma alteração dos hábitos e mentalidades da população brigantina: “desde sempre as artes se fundiram com as elites e actualmente, em pleno século XXI, pouco ou nada mudou. As programações são feitas para quem conhece as correntes e tendências artísticas. Falta sensibilização, educação e motivação para a democratização da arte para os públicos”.

Levar a arte a um maior número possível de pessoas será o grande objectivo da “Instalada” que, futuramente, poderá vir a realizar-se, simultaneamente, em outras localidades do distrito.

O evento terminará com uma retrospectiva de todo o trabalho artístico apresentado durante a semana e com a actuação de alguns djs.

 

Programação 

 

23 de Fevereiro a 7 de Março Instalada: km0, Praça da Sé

23 de Fevereiro Uzi & Ari, Central Pub, 22h00

24 de Fevereiro Youtube Sessions, Casa 51, 18h00

25 de Fevereiro a 6 de Março Entrementes, FlordoPassarinho

25 de Fevereiro Incurtada I, Auditório Paulo Quintela, 22h00

26 de Fevereiro a 6 de Março Inca Dúbia; Se...ou...então...e; Exposição Simples; Palavras de Fé; Microscopia; (vazio); exposições no Arquivo Distrital de Bragança

27 de Fevereiro Point of Perception; Ícaro, celeiro do I.P.J., 16h00

28 de Fevereiro e 1 de Março 12 horas, Atelier de Artes Plásticas FlordoPassarinho, 16h00

2 de Março Desenho?, workshop, Arquivo Distrital de Bragança, 16h00

3 de Março Incurtada II, FlordoPassarinho, 22h00

4 de Março I.S.S.O.; Sala de Espera; A partir de; performances no Arquivo Distrital de Bragança, 21h30

5 de Março Digital Violence; Wrong Choice, Right Choice, performances na Casa X, 22h00

6 de Março Alice Casa 51, 18h00

6 de Março Cavalheiro; Michel Henritzi; Central Pub, 22h00

7 de Março Rewind Instalada Central Pub, 22h00

7 de Março Apall; Jazzigo Colorido; RockdoMal SoundSystem; Dedos Bionicos, Klaustrus Bar, 00h00

 

Nota: Todos os eventos são de entrada livre com excepção dos dois concertos no Central Pub

21 de Fevereiro de 2009

Os caretos saem hoje à rua para um desfile pela cidade de Bragança. A concentração está agendada para as 15h00 na Praça Cavaleiro Ferreiro. Os caretos vão percorrer a rua 5 de Outubro, a Alexandre Herculano, Praça da Sé, Rua Combatentes da Grande Guerra, Largo do Principal, rua Abílio Beça, Praça da Sé, Almirante Reis e novamente Praça Cavaleiro Ferreira.

 

Este é ainda um bom dia para visitar o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, na cidadela de Bragança. Aqui, no primeiro piso, podem ficar a conhecer as máscaras e vestimentas usadas nas Festas de Inverno, verdadeiros rituais milenares que têm sido transmitidos de geração em geração. Já no segundo piso estão expostas as vestimentas e máscaras mais típicas das Festas de Carnaval de Trás-os-Montes.

 


Este fim-de-semana, 21 e 22 de Fevereiro, na aldeia de Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros, realiza-se mais uma edição da “Rural Arcas – Feira dos Produtos da Terra”, um certame que mostra aos visitantes alguns dos produtos e tradições desta localidade.

A gastronomia transmontana e a ligação da população à agricultura estão bem patentes na Feira dos Produtos da Terra, com expositores de vinhos, azeites, fumeiro, artesanato, entre outros produtos tradicionais.

Este ano a organização da “Rural Arcas” aposta numa nova atracção, marcando para domingo, dia 22, uma jornada de caça de salto ao javali. A habitual montaria realizada no âmbito do evento decorrerá no sábado, dia 21, esperando-se este ano cerca de uma centena de caçadores.

A abertura oficial da “Rural Arcas – VI Feira dos Produtos da Terra”, evento organizado pela Junta de Freguesia das Arcas em parceria com a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, está prevista para as 17h00 horas de sábado e será animada pelo Grupo Toca a Bombar e pelos Bombos de Ala. À noite os grupos culturais da aldeia voltam a animar o certame com a actuação do Grupo de Cantares Tradicionais das Arcas.


 A Feira das Amendoeiras em Flor de Freixo de Espada à Cinta realiza-se, este ano, no novo espaço multiusos da vila. Orçado em dois milhões de euros, financiados por fundos comunitários e por um contrato-programa do Estado, o novo espaço deve estar concluído a tempo de acolher o certame das amendoeiras.

O multiusos integra ainda uma área amovível, uma tenda, com uma área total de 1600 metros quadrados, permitindo a criação de espaços ao ar livre e espaços de área coberta. Ao mesmo tempo, com a construção daquele espaço, a autarquia pensa solucionar o problema da vila com as águas pluviais uma vez que, por detrás do parque de caravanas, ficará um dique de contenção de águas equipado com um sistema de válvulas que introduzirá a água nas condutas de forma controlada.

O ciclo das amendoeiras abre hoje, dia 21 de Fevereiro, com a Feira do Lavrador, dedicada sobretudo à venda de produtos locais como os produtos hortícolas, o azeite, a amêndoa, vinho, e outros. Ao mesmo tempo realiza-se o Passeio TT “Terras de Freixo de Espada à Cinta”, um passeio que, no ano passado, contou com mais de 200 participantes.

O orçamento do certame ronda os 80 mil euros, comparticipado a 70 por cento pelo programa Douro Imaterial. Em comparação com anos anteriores, este é um orçamento mais baixo.

“Em anos anteriores chegaram-se a gastar mais de 150 mil euros nestas festas e, actualmente, isso não é possível”, apontou Pedro Mora, numa referência aos gastos do anterior executivo.

“Desde que somos câmara temos feito o orçamento mediante dois factores: quando há candidaturas investimos mais, quando não há temos de fazer alguma contenção”, explicou.

 

Programa para “todos os gostos”

 

Já no dia 22 é inaugurada, no Auditório Municipal, a exposição de pintura de Luísa Pintado, intitulada “Minha Terra, Minha Gente”, ao que se segue o Encontro de Bandas de Música.

No dia 28 de Fevereiro, a par da Feira do Lavrador, é inaugurada a XI Feira Transfronteiriça e a IV Feira de Gostos e Saberes. Ao longo do dia haverá animação com gaiteiros e a actuação da Banda de Música de Freixo. Para as 22h00, no novo espaço multiusos, está agendada a actuação de Mickael Carreira.

No dia 1 de Março realiza-se o primeiro Cortejo Ibérico de Burricos, Artes e Ofícios que irá percorrer as ruas da vila num percurso entre o Auditório Municipal e o novo Espaço Multiusos. Para a tarde está marcado o espectáculo musical dos Diapasão. O cortejo volta-se a realizar dia 7 de Março, dia que é dedicado a Espanha.

Ao longo do dia “nuestros hermanos” irão mostrar os seus produtos gastronómicos e tradições musicais com a “Dança da Bandeira”, de Hinojosa del Duero, e as “Charras de Lumbrales”. Para este dia está ainda marcada a actuação do Orfeão dos Antigos Estudantes da Universidade de Coimbra e da banda espanhola “D’Tacon”.

No dia 8 de Março, dia de encerramento da Feira Transfronteiriça, o destaque é para o desporto: realiza-se a maratona BTT e, junto ao recinto da feira, no adro da Igreja e no Jardim Municipal, realizam-se os Jogos Tradicionais como a malha, a pelota ou a raiola. Às 11 da manhã é celebrada a Missa das Amendoeiras em Flor que, este ano, conta com a participação do Orfeão dos Antigos Estudantes da Universidade de Coimbra.

Durante a tarde sobe ao palco o Rancho Folclórico do Lindoso e o artista José Malhoa.

Ainda dentro da programação, a 14 de Março, realiza-se o IV Encontro Ibérico de Tunas, que conta com a participação de tunas da Universidade de Coimbra, do Porto, de Salamanca e de Valladolid.

A 15 de Março, a encerrar as festividades, a pista multiusos da Junta de Freguesia de Freixo recebe o Campeonato Nacional de Motocross nas categorias 85 cc, 125 cc, 450 cc e MX Elite.

 

Mais informações aqui

 

 

20 de Fevereiro de 2009

Capítulo de Inverno da Confraria Ibérica da Castanha, no dia 21 de Fevereiro (sábado), no Auditório Paulo Quintela: a castanha, um produto afrodisíaco? Conferencia com Carlos Magno e Carlos Amaral Dias, às 17h30.

Marcada para as 19h00 a entronização de novos confrades.

No dia 22 de Fevereiro (domingo), realiza-se uma Montaria ao Javali, na qual participarão os Confrades Monteiros, em Rebordaínhos, às 9h00.

A Confraria Ibérica da Castanha foi criada em Novembro de 2007 com o objectivo de promover a fileira da castanha nas vertentes de produção, transformação, investigação científica e tecnológica, da gastronomia e da cultura.

 

 

publicado por Lacra às 22:00

 O acordo existente entre as comissões de baldios as empresas Airtricity e Enerbaça para instalar parques eólicos na área do Parque Natural de Montesinho mantém-se. Os privados pagam aos responsáveis do terrenos baldio de diversas freguesias do concelho de Bragança entre 2500 a três mil euros ano, até à instalação do possível parque. Inicialmente previa-se que as primeiras torres começassem a ser instaladas este ano, mas nada indica que o projecto avance, de imediato.

Segundo Jorge Nunes, presidente da Câmara Municipal de Bragança, o problema da falta de uma rede de alta tenção continua a ser a principal condicionante. “Falta a rede de transporte de muita alta tenção e a conclusão da subestação de Macedo para poder receber mais potência. Enquanto isso não acontecer não há possibilidade nenhuma”, explicou ao Mensageiro. O problema coloca-se em relação à exploração prevista no Parque Natural de Montesinho, como na Serra de Nogueira.

Entretanto, o acordo entre as empresas interessadas na exploração de energia eólica e as comissões de baldios (que, em alguns casos, coincidem, na pessoa do presidente, com as juntas de freguesia, mas nem sempre), em Bragança, gerou críticas do deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal. Luís Vale afirmou que o potencial de energia eólica do concelho está a ser mal gerido. “Não conhecemos estudos que tenham sido feitos pelo INETI (Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação) que refiram qual é o potencial”. Deste modo, terá sido negociado algo de que não se sabe o real valor.

Por outro lado, “não nos parece correcto que a Câmara de Bragança ande a fazer lobby junto do ICNB e da Secretaria de Estado do Ambiente para defender esses interesses privados”, acrescentou o deputado.

Em Vinhais, outro dos concelhos em que existem interesses na exploração de energia eólica em diversas freguesias, a Câmara Municipal constituiu uma empresa municipal, Enercastro com maioria de capital público (município e juntas de freguesia envolvidas) e participação de privados. Segundo Américo pereira, presidente da Câmara de Vinhais, Pelos terrenos baldios “reservados” para a possível exploração eólica são pagos cerca de três mil euros anuais. O município, que detém 60 por cento do capital da empresa, mantém o controlo de uma possível exploração de energia eólica, no futuro, o que dependerá de vários factores, entre os quais a autorização do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), no que diz respeito a todos os terrenos dentro da área protegida.

Américo Pereira considera que, no fundo, esta intenção de investimento continua refém do ICNB, ao contrário do que seria desejável.

Jorge Nunes  refere que o Plano de Ordenamento do Parque, entretanto aprovado e publicado não impossibilita a construção de parques eólicos. É que, apesar do Relatório no relatório de Ponderação da Discussão Pública do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho, o Instituto de Conservação da Natureza ter rejeitado qualquer alteração à inicial alínea do artigo respeitante às “actividades interditas”, que proibia a instalação de torres eólicas, a versão final, publicado em Novembro de 2008, em Diário da República, suprimiu essa interdição e acrescentou uma nova alínea no artigo nove, respeitante às “actividades condicionadas”. Assim, a instalação de parques eólicos é possível, mediante parecer vinculativo favorável do ICNB.

 

Fonte: Mensageiro Notícias


 O X Festival de Sabores Mirandeses, que decorre a partir de hoje até ao próximo dia 23, em Miranda do Douro, apresenta, mais uma vez, o leque variado dos produtos tradicionais daquela região, desde o produtos gastronómicos ao artesanato.

Alem da gastronomia e artesanato, a Câmara Municipal, entidade organizadora, apresenta um tradicional programa de animação, com grupos de pauliteiros, gaiteiros e danças mirandesas, e grupos como La çaramontaina, Pica Tumilho e Banda Filarmónica Mirandesa.

Ao mesmo tempo será inaugurada a exposição fotográfica e documental: “O Foral de Miranda: modelo dos forais novos de Trás-os-Montes”.

A exposição é constituída por 30 ilustraçoes fotográficas de páginas de rotos dos remanescentes originais transmontanos e por outros fólios. O evento ficará patente ao público mirandês e ao público em geral de 20 de Fevereiro a 20 de Abril de 2009, na Biblioteca Municipal Dr. António Maria Mourinho, em Miranda do Douro.

Na mesma sessão, será, ainda, apresentado o livro: Registo do Foral Manuelino de Miranda do Douro da investigadora da UTAD, Olinda Santana.
Na referida obra, a autora estuda e edita o Registo do Foral Novo de Miranda do Douro concedido por D. Manuel I, a 1 de Junho de 1510, na vila de Santarém. 

O mencionado diploma manuelino ocupa um lugar de destaque na estrutura do Liuro dos Foraes Nouos da Comarqua de Trallos Montes, Leitura Nova 44 (Direcção-Geral de Arquivos da Torre do Tombo), porque é o primeiro foral do Liuro e o modelo da maior parte dos forais novos transmontanos reunidos no citado Liuro de Registos do século XVI. 

O Registo do Foral Manuelino de Miranda é um testemunho expressivo da forma de viver das gentes mirandesas no dealbar da modernidade.

Como actividades paralelas realiza-se ainda o IX Encontro Cinegético do Concelho, com duas batidas ao javali e o 5º Raid BTT “Na volta dos Sabores”.

publicado por Lacra às 10:42
19 de Fevereiro de 2009

 

De 18 a 22 de Fevereiro, a Comitiva de Bragança do Pará desloca-se a Bragança, no âmbito da Geminação entre as duas cidades; durante cinco dias, terão a oportunidade de conhecer o Concelho nas vertentes social, económica, ambiental, turística e cultural.

A Comitiva será composta pelo Prefeito de Bragança do Pará (Edson Luiz de Oliveira), pela Secretária das Finanças (Diana Ramos), pelo Juiz da Comarca da Cidade (Otávio Albuquerque), por um empresário da cidade (Álvaro Castanho) e pela Irmã Estelinha (Directora do Hospital de St.º António de Bragança). 

A comitiva é apresentada à comunicação social hoje, durante a manhã.

Esta visita acontece na data em que a cidade transmontana de Bragança assinala 545 anos de cidade. 

 

Bragança do Pará

Bragança, localizada na região nordeste do Pará, a 210 quilômetros de Belém, capital do Estado, é um dos municípios mais procurados pelos turistas ao longo do ano, em especial durante as férias escolares.

A cidade, de origem portuguesa, guarda na sua cultura características religiosas marcantes e também festeja São Sebastião e Nossa Senhora de Nazaré.

Suas fronteiras são estratégicas. Assim, o município oferece o maior número de opções aos turistas: ao Norte está o oceano Atlântico, ao Sul, o município de Santa Luzia do Pará, a Leste os municípios de Augusto Corrêa e Vizeu e a Oeste, Tracuateua. Com uma área de 2.344,10Km2 Bragança tem uma população de mais de 102.600 habitantes.

Na língua tupi, Caeté quer dizer 'mato grande' e, por estar localizada à margem esquerda do rio Caeté, Bragança é carinhosamente chamada de a 'Pérola do Caeté'.

Sua história começa no século XVI, na outra margem do rio. Bragança já foi chamada de Vila Cueta e, em 1753, quando ainda era freguesia, chamou-se Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, foi batizada como Vila Nossa Senhora do Rosário de Bragança.

Só em 1874 Bragança tornou-se cidade, por meio do decreto do então presidente da Província, tenente-coronel Sebastião do Rego Barros.

 

Informações retiradas aqui

 

 

18 de Fevereiro de 2009

As seis associações ambientalistas reunidas na Plataforma Sabor Livre denunciaram hoje que a barragem prevista para aquele rio, no concelho de Torre de Moncorvo, é um “investimento desastroso” que vai criar “empregos precários” e destruir irreversivelmente património natural reconhecido por Portugal e União Europeia.


A posição surge em reacção às declarações proferidas ontem pelo primeiro-ministro no estaleiro da construção do Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor. José Sócrates disse que a obra vai ajudar a combater a crise, nomeadamente através da oportunidade de emprego e de actividade para as empresas.

Para a Plataforma, os argumentos são “imediatistas e sem nenhuma perspectiva de futuro sustentável”.

As associações ambientalistas contrapõem que o anúncio da criação dos 1700 postos de trabalho “não refere que esses empregos são precários e destinados maioritariamente para mão-de-obra não qualificada”, escrevem em comunicado.

Outro dos argumentos é a energia mais barata. Citando um estudo da Universidade Nova de Lisboa de Dezembro de 2008, “entre as grandes barragens planeadas em Portugal, apenas as do Fridão e Almourol seriam investimentos rentáveis a médio prazo”. Por isso, o custo excessivo será imputado ao consumidor, “com previsíveis aumentos no preço da electricidade”, argumenta.

A Plataforma lamenta que o Governo prefira aumentar a oferta em “termos de produção de energia em vez de reduzir o seu consumo”, através de medidas de poupança de energia e soluções técnicas para aumentar a eficiência energética.

Além disso, os ambientalistas consideram “caricato” que a EDP considere que o “investimento em medidas de compensação seja um benefício, quando decorre da destruição irreversível de um rio e dos serviços ambientais que o mesmo presta à sociedade”, como para a agricultura e turismo.

Outro facto apontado é que as obras de construção prosseguem “quando ainda decorrem em tribunal acções que questionam a legalidade dos actos administrativos que a suportam, nomeadamente a Declaração de Impacte Ambiental cuja validade caducou em Junho de 2008 e foi prorrogada pelo secretário de Estado do Ambiente, sem que isso esteja previsto na legislação de impacte ambiental”.

Fazem parte da Plataforma Sabor Livre a Associação Olho Vivo, FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), LPN (Liga para a Protecção da Natureza), Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) e Spea (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).

 

Fonte: Público


O presidente da EDP, António Mexia, questionou ontem o interesse de uma alternativa ferroviária à linha do Tua por entender que, com a construção da barragem, a ferrovia perde o seu principal atractivo que é a paisagem.

A discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental da barragem de Foz Tua termina hoje marcada pelo dilema entre a barragem e a linha do Tua, que perderá os últimos quilómetros independentemente da cota que vier a ser aprovada para o empreendimento hidroeléctrico.

Os últimos quilómetros da linha do Tua são os que mais atraem os milhares de turistas que procuram esta linha, pela singularidade da paisagem, que a colocou entre as vias estreitas mais belas do mundo.

A EDP, concessionária da barragem, ainda não avançou com uma alternativa e o presidente da empresa, António Mexia, disse hoje que não vai fazê-lo sem antes analisar os resultados da consulta pública e da auscultação que está a fazer no terreno a autoridades e população local.

António Mexia justificou o "silêncio" da EDP sobre o assunto por entender que não compete à empresa dizer qual é a solução, que só será determinada em conjunto com as forças locais e da análise das opiniões.

Ainda assim, o presidente da EDP questiona o interesse em construir uma ferrovia alternativa à que ficar submersa.

"O que esta ferrovia tem é a vista (paisagem), se puserem uma ferrovia num sítio sem vista não sei qual seria o interesse dessa ferrovia", declarou.

Independentemente da solução que vier a ser adoptada, "seja ferroviária, rodoviário, fluvial que seja teleférico, a única [questão] que é importante" para o presidente da EDP, "é que as pessoas tenham as condições de transporte".

"A solução final deve ser o menos dogmática possível, a única coisa que ela tem que fazer em última instância é defender os interesses das pessoas que lá vivem e não necessariamente das pessoas que pensam nos interesses dos que lá vivem sem saberem exactamente quais são", disse.

António Mexia falava durante uma visita às obras da barragem do Baixo Sabor, em que acompanhou o primeiro-ministro, José Sócrates, que não se pronunciou sobre a questão do Tua.

A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, disse, em Agosto, depois do último acidente na linha do Tua, que teria de ser apresentada uma alternativa ferroviária para o troço que ficará submerso com a barragem.

 

Fonte: Lusa

 

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