Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
23 de Outubro de 2009

 O vinho Montes Ermos, engarrafado pela Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta, está a ter uma saída no mercado superior à esperada. Desde Agosto que o vinho branco está esgotado, assim como vinho rosé, restando apenas o tinto.

José Santos, presidente da Cooperativa, assume que a procura tem sido superior à que era esperada havendo mesmo situações em que tem sido impossível satisfazer o mercado, situado maioritariamente na área do Grande Porto.

“Estamos a vender tudo aquilo que embalamos e tudo aquilo que nos sobra do vinho generoso sem qualquer dificuldade”, contou.

A campanha deste ano já iniciou e ficou marcada por uma quebra na ordem dos 35 por cento. Ao todo serão produzidos cerca de 1,5 milhões de litros, menos 500 mil que no ano passado. Também relativamente ao vinho generoso houve menos quantidade, embora em parte devido às restrições impostas por lei pelo Instituto de Vinho do Porto.

Mas se a produção foi mais baixa, a esperança é que a qualidade seja muito superior à do ano passado e idêntica à de 2007, considerado um ano de “alta qualidade”.

Espera-se que o vinho branco de 2009 possa estar colocado no mercado em Fevereiro de 2010. Já o vinho tinto estará no mercado em Junho de 2010.

Esta procura do vinho produzido pela Adega Cooperativa tem levado muitos agricultores a plantarem mais vinha em detrimento de outras culturas. Segundo o dirigente, durante muitos anos circulou a “ideia” de que os vinhos de consumo da adega não seriam bons para engarrafar devido à alta graduação. No entanto, o sucesso da aposta da Adega serve agora, no entender de José Santos, como um “incentivo” aos agricultores para se dedicarem ao plantio da vinha.

“Hoje os agricultores estão a plantar castas mais apropriadas ao vinho de consumo e a apostar nesta cultura porque é o produto que aqui tem maior rentabilidade”, considerou.

O sucesso dos vinhos de mesa do Douro tem sido tal que há já várias firmas internacionais a procurar instalarem-se na zona entre Barca d’Alva e Freixo de Espada à Cinta.

A Adega Cooperativa, com cerca de 700 associados no que diz respeito à área vitivinícola, necessitava agora de ver aumentar o número de produtores de forma a poder dar resposta às solicitações do mercado.

Para além do vinho, recorde-se que a Adega contempla agora também os produtores de amêndoa e azeite que faziam parte da extinta Coopafreixo, adquirida no ano passado.

A compra ditou que a Adega ficasse com uma dívida que tem vindo a amortizar e que, neste momento, é de 900 mil euros. No entanto, José Santos garante que, apesar dos encargos financeiros, não tem existido qualquer tipo de consequências para os agricultores que estarão a ser pagos a tempo e horas.

Carla A. Gonçalves

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obrigado Cris:)
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Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
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