Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
27 de Julho de 2009

Mais de 450 pessoas marcaram presença na festa de apresentação das listas do PS à Câmara e Assembleia Municipal de Miranda do Douro numa forte manifestação de apoio aos candidatos que querem sair vitoriosos no próximo dia 11 de Outubro.

Num ambiente de grande alegria e entusiasmo o presidente da concelhia rosa, Carlos Ferreira, insistiu que é tempo de fechar o ciclo da governação laranja no concelho: “Estão cansados, o tempo deles já passou, é altura de dar início a um novo ciclo, a um ciclo de nova esperança”. Artur Nunes, por seu turno, reforçou a ideia de que o actual executivo está “estafado e esgotado” e apelou ao voto na renovação, “numa nova equipa com ideias, projectos e vontade de trabalhar, uma equipa com coragem e determinação para dar um novo rumo ao concelho”.

A equipa conta com o apoio da Federação Socialista, cujo presidente, Mota Andrade, deixou claro que os candidatos, neste município, foram escolhidos “pelo seu valor e qualidade”, e prova disso, acrescentou, “é o facto de nenhum deles precisar da política para viver e de, na sua maioria, serem independentes”, deixando logo o convite para uma futura filiação, “se assim o entenderem”.

E uma das “independentes” é a candidata à Assembleia Municipal, Jacinta Fernandes. No seu discurso de apresentação, deixou claro que o que a move é “a causa pública”. Manifestou forte confiança na equipa liderada por Artur Nunes, e por isso disse ter alinhado nesta candidatura mas, para que não restem duvidas, frisou que o seu papel será sempre defender a comunidade: “Espero que nunca seja necessário e acredito que não será mas, se preciso for, o meu papel é defender a população e o interesse público”.

 

Ideias e Projectos

Artur Nunes revelou na apresentação da sua candidatura algumas das ideias e projectos que pretende implementar se ganhar a Câmara Municipal. Uma aposta transversal aos diversos sectores de actividade, conforme se reflecte no discurso. “Connosco no executivo terão prioridade as infra-estruturas que tragam desenvolvimento, que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos mirandeses mas também que sirvam para dar atractividade à cidade, que impulsionem o desenvolvimento económico porque se não houver oportunidades económicas, se não houver desenvolvimento económico, nada evolui, o emprego escasseia, a riqueza decresce e as pessoas vão-se embora!”, disse.

 

No sector da agricultura Artur Nunes promete criar um Gabinete de Apoio ao Agricultor: “Onde técnicos especializados possam ajudar os nossos homens a fazer candidaturas aos fundos comunitários mas também a gerir a actividade no dia-a-dia, a resolver pequenos problemas burocráticos com as entidades e serviços públicos e, porque não, a encontrar caminhos e soluções para escoar os produtos de excelência que aqui produzimos”, adiantou.

 

No sector pecuário considera imprescindível a construção de um novo matadouro e esse matadouro, para servir o Planalto Mirandês, “tem de ficar no nosso concelho”.

 

No comércio, considerado um dos pilares mais importantes da economia local, o candidato promete criar ajudas para encontrar novas saídas para enfrentar a crise. À semelhança do sector agrícola, comerciantes e empresários terão um gabinete na autarquia especialmente dedicado a dar apoio técnico a vários níveis, a trabalhar para apoiar os empreendedores locais e para conseguir captar novos investimentos externos, que produzam riqueza e que ajudem a criar empregos e com isso a fixar a população.

 

E para promover todas as potencialidades endógenas ao município Nunes considera que é fundamental organizar o sector do Turismo. “Por isso nós queremos criar um centro de inovação e cultura, que organize o turismo, que organize rotas e roteiros pelas nossas aldeias, que promova a aprendizagem das actividades tradicionais, a execução das gaitas de foles, das capas mirandesas, dos paus e das castanholas dos pauliteiros, que promova uma imagem atractiva”.

 

Uma palavra também para os mais velhos. “Queremos criar uma linha de apoio aos idosos, equipas permanentes de técnicos, electricistas, canalizadores, pedreiros e outros, que faltam nas aldeias, e que possam ir à casa das pessoas resolver estas pequenas coisas”.

Inconformado com a saída da UTAD de Miranda do Douro Nunes diz que tudo fará para conseguir devolver o ensino superior à cidade assim como para implementar o esperado Instituto da Língua Mirandesa.

 

“Confiem em nós e desde já vos garanto trabalho e dedicação e sempre uma voz reivindicativa junto do poder central, em prol de Miranda do Douro, em prol dos Mirandeses. O futuro é melhor…o futuro pertence aos mirandeses!”, terminou o candidato.

publicado por Lacra às 22:48

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