Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
03 de Novembro de 2010

A Galeria História e Arte, no número 35 da Rua Abílio Beça, tem em exposição os trabalhos da artista zamorana Pilar Juan Fradejas. A pintora trouxe a Bragança um conjunto de trabalhos, de acrílico sobre tela e contraplacado, a que chamou “Mis Caprichos” e em que é recorrente o uso do figuras femininas enigmáticas, de delicados e seráficos rostos, mas com mãos e pés desmesuradamente grandes, num jogo de volumes explorado através da cor.


Na mesma exposição, a pintora, que expõe regularmente desde os anos 60, apresenta, também, um conjunto de mini-quadros que exploram a paisagem, “como se de registos de viagem se tratasse”, nota Emília Nogueiro, responsável da Galeria.


A mostra de trabalhos de uma autora zamorana em Bragança já não é nova e resulta das “boas relações transfronteiriças” entre a Galeria “História e Arte” e o Ayuntamento de Zamora e a Plaza de los Pintores.


Segundo Emília Nogueiro, esta relação tem permitido levar alguns artistas portugueses a expor em Zamora, estando o espaço aberto à exposição de artistas provenientes do outro lado da fronteira.


A exposição vai estar patente na Galeria História e Arte até final de Novembro.

 

27 de Outubro de 2010

Fernando Maillo, presidente da Diputácion de Zamora, considera fundamental que o Governo de Portugal e Espanha declare prioritária e de interesse internacional a ligação da auto-estrada A-11 até à fronteira de Quintanilha (Bragança).

Reivindicações feitas durante o Dia da Província, assinalado, no passado Sábado, em Alcanices, perto à fronteira, num acto cheio de simbolismo em que vários autarcas portugueses foram convidados a participar, como foi o caso de Jorge Nunes, da câmara de Bragança, José Silvano, da câmara de Mirandela e Artur Pimental, da câmara de Vila Flor.

Fernando Maillo considera que é necessário continuar a investir na cooperação com Portugal e, para tal, é “urgente” criar ligações condignas entre os dois países. Para além da conclusão da A-11 entre Zamora e a fronteira, o responsável diz ser imprescindível ligar Bragança à Puebla de Sanábria, um projecto que, actualmente, continua a ser apenas “uma ideia”.

A conjuntura económica de crise em que se encontra a Espanha pode ser um entrave à execução destes projectos, uma vez que a região de Castela e Leão não tem capacidade de financiamento para, por si só, os levar a cabo. Isabel Alonso, conselheira da Administração Autónoma de Castela e Leão, aponta, por isso, a necessidade de se avançar com a macro-região entre as comunidades autónomas de Galiza, Castela e Leão e a região Norte de Portugal, para assumir uma melhor posição em toda a Europa.

“É fundamental que nos posicionemos melhor na Europa, mas necessitamos de infra-estruturas de ligação”, disse, assumindo que fará reivindicações junto do Governo central de Espanha para que se possa avançar com financiamento e executar o projecto.

Esta foi a primeira vez que a Província de Zamora celebrou o seu dia na localidade de Alcanices e com os vizinhos portugueses. Uma verdadeira festa internacional que pretendeu assinalar a “vinculação” com a raia.

“A cooperação com Portugal tem muitos anos e, por isso, elegemos Alcanices, até pelo simbolismo do Tratado que aqui se assinou, em 1295, e que tendo criado uma fronteira política, nunca separou os povos”, referiu Fernando Maillo.

A proposta do responsável zamorano é para que as comunidades vizinhas de Portugal e Espanha façam um “novo Tratado de Alcanices” que tenha como pilar a cooperação transfronteiriça.

Durante a cerimónia foram, ainda, entregues os prémios “Terra de Zamora” a todos quanto contribuíram para o desenvolvimento da província. Uma das galardoadas foi a Fundação Rei Afonso Henriques, com sede em Bragança e em Zamora, por “manterem viva e dinâmica a relação com Portugal”. O prémio foi entregue pelo presidente da autarquia de Bragança, Jorge Nunes.

 

publicado por Lacra às 09:18
23 de Setembro de 2010

No distrito de Bragança são cinco as igrejas românicas que a Iberdrola, em parceria com o Ministério da Cultura e a Junta de Castela e Leão, se propõe a recuperar, num prazo de quatro anos

O Ministério da Cultura e Junta de Castela e Leão associaram-se à Iberdrola para recuperar 33 Igrejas de Portugal e Espanha. O projecto envolve um investimento de 4,5 milhões de euros e visa, no espaço de quatro anos, criar uma nova rota dos Caminhos de Santiago através do interior norte de Portugal.

Para o distrito de Bragança está prevista a intervenção em cinco imóveis: na Igreja de São Bento, em Castro de Avelãs (Bragança); na Igreja de Santiago Maior, na Adeganha (Moncorvo); na Igreja de Santo André, em Algosinho (Mogadouro); na Igreja de N. Sr.ª da Natividade, em Azinhoso (Mogadouro) e na Igreja de Malhadas, em Malhadas (Miranda do Douro). O Plano de Restauro do Românico Atlântico prevê, ainda, a intervenção em oito igrejas do distrito de Vila Real;  cinco no Porto; seis na província de Salamanca e nove em Zamora.

Com este ambicioso projecto, a Iberdrola pretende “contribuir para o desenvolvimento económico e social das zonas onde desenvolve a sua actividade”, conforme frisou Ignacio Galán, presidente da empresa. A Iberdrola vai ser a responsável pela construção do empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega, um dos maiores complexos levados a cabo nos últimos 25 anos no continente que será responsável pela produção de 1800 gigawatts  ao ano (3 por cento do consumo eléctrico português). Mas, porque não querem “apenas produzir electricidade”, a Iberdrola propõe-se, assim, como mecenas de um projecto pioneiro que, no entender do presidente, “vai permitir criar turismo e riqueza em toda a zona transfronteiriça, um novo Xacobeo pelo interior norte”.

Uma perspectiva partilhada por Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, que considera que este Plano pode vir a funcionar como “um motor da economia local e da afirmação das pequenas empresas de restauro ligadas a esta área”.


Uma iniciativa que beneficia as Igrejas enquanto obras de arte de toda a sociedade civil, conforme notou o Bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. António Montes.

“Uma larga maioria das obras de arte do país são de origem religiosa. Valorizando as igrejas, valoriza-se também a sua componente cultural”.

No que diz respeito ao distrito de Bragança, Paula Silva, directora regional da Cultura do Norte, salienta a intervenção que se vai realizar na Igreja de São Bento, em Castro de Avelãs. A população já se tinha queixado da necessidade de realizar obras naquele imóvel, uma urgência também atestada por D. António Montes.

“A intervenção que foi realizada em Castro de Avelãs visou apenas por a descoberto as ruínas do Mosteiro, o único Mosteiro medieval da região transmontana”, explicou Paula Silva, notando que também este monumento de arte românica se diferencia de outros por ser em tijolo e não em granito, como a maioria dos monumentos românicos de Portugal.

O protocolo entre as três instituições foi assinado, na semana passada, em Bragança, na Domus Municipalis, monumento nacional, também ele românico, único em toda a Península Ibérica.

As obras devem arrancar no próximo ano, depois de definidos os projectos de intervenção para cada imóvel, em conversação com os presidentes de câmara, juntas de freguesia e párocos.

21 de Maio de 2010

"Sábado é o grande dia! Vamos ter o desfile, que é o maior da Europa, este ano com cerca de 500 participantes com máscaras tradicionais de toda a Península Ibérica e um grupo da Irlanda", explica Hélder Ferreira, presidente da Progestur, associação sem fins lucrativos de gestão e desenvolvimento de turismo cultural, uma das entidades organizadoras. 

O desfile de sábado começa na Praça do Município e termina no Rossio, que reúne a maior parte dos eventos - concertos, provas produtos regionais e de vinho, artesanato e ateliês para crianças - das regiões de Portugal e de Espanha representadas no festival. 

De Portugal, desfilam sete grupos - "caretos", "velhos", "chocalheiros" e máscaros" de Mogadouro, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Lamego e Lagoa - e de Espanha chegam nove grupos - "boiteros", "vacas", "toros", "carnavales" e "sidros" de Ourense, Zamora, León, Cantábria e Astúrias -, além da presença, pela primeira vez no festival, de um grupo não ibérico: The Mummers, da Irlanda. 



O toque de fertilidade irlandesa

"Mummers" significa "lugar da fertilidade", explica Jim Ledwith, um dos membros do grupo, que começou a animar Lisboa com um concerto de música tradicional irlandesa no Rossio, mas sem máscaras porque estava um calor insuportável, no arranque do festival, na quinta feira, e que promete também conquistar os portugueses, sobretudo as portuguesas. 

"Somos a fertilidade, o florescer da Natureza, e representamos a colheita, a generosidade da terra", prossegue o irlandês, um dos 20 membros do grupo que no sábado vai percorrer a Baixa de Lisboa com máscaras de palha. 



"Temos também um cavalo branco que ataca portugueses - porque não?" Cada mulher tocada pelo cavalo, garante Jim Ledwith, terá uma criança em seis meses. "Chamamos a isso fazer novos amigos por muito tempo..."


Ao longo dos quatro dias do Festival da Máscara Ibérica, a organização espera pelo menos repetir os números da edição do ano passado, com 300 mil pessoas, segundo números da Polícia Municipal. O presidente da Progestur, diz que são aguardados cerca de 30 órgãos de comunicação social estrangeiros, entre os quais quatro televisões espanholas e uma francesa. 

Hoje é o dia de Cáceres, com provas de queijos e azeites, o concerto do grupo Cerandeo no Rossio e gastronomia desta região no restaurante Casa do Leão, no Castelo de São Jorge. Sábado é o dia de Zamora, também com provas de produtos regionais e o espetáculo do grupo Xera, das Astúrias, no Rossio e gastronomia no restaurante Terraço, no Hotel Tivoli. 


O festival encerra no domingo, com as atuações da Banda de Gaitas de Viana do Bolo, dos Saca Sons, de Zebreira, e ainda dos Tanira e Roncos do Diabo, de Portugal. 



 

Fonte: Lusa

12 de Maio de 2010

Há 25 anos atrás as povoações da Petisqueira e de Villarino de Manzanas decidiram criar uma romaria internacional tendo como base a fé em Nossa Senhora de Fátima e antecipando a coesão entre os dois países, firmada mais tarde com a entrada de Portugal e Espanha na então Comunidade Económica Europeia. No dia em que as povoações assinalaram as bodas de prata da Romaria Internacional em honra de Nossa Senhora de Fátima, os dois países assinaram um protocolo de cooperação para a construção de uma ponte sobre o rio Maças que vai, finalmente, dar mais acessibilidade às duas povoações.

Este “rasgar de fronteiras” vai permitir uma maior união entre os povos, já cimentada por laços construídos ao longo destes 25 anos.

O protocolo foi assinado junto à fronteira, perto do rio Maças, num acto oficial que contemplou o içar da bandeira espanhola e portuguesa, bem como da bandeira europeia, tendo como música de fundo o hino da Europa, interpretado pela Banda Filarmónica de Bragança e pela Banda de Música de Zamora.

O investimento vai ser realizado através de fundos comunitários, no âmbito do Programa Operativo de Cooperação Territorial Espanha-Portugal 2007-2013, e tem como valor base um total superior 280 mil euros, financiados em 185 mil euros pela Diputácion de Zamora e 100 mil euros pela câmara de Bragança.


O prazo de execução da obra é de seis meses, sendo que a responsabilidade de concretização física e financeira é da Diputácion de Zamora.

Ainda este ano, a autarquia de Bragança prevê assinar mais um acordo de cooperação com os vizinhos espanhóis para a construção de uma outra ponte entre Guadramil e a povoação de Riomanzanas.


 

Celebração religiosa em português e espanhol

Pela primeira vez, em 25 anos, a celebração da Romaria Internacional que une a Petisqueira e Villarino de Manzanas foi presidida pelo bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. António Montes, e pelo bispo de Zamora, D. Gregório.

A devoção comum a Nossa Senhora de Fátima foi o principal aspecto realçado por D. António que comparou a irmandade existente entre os dois povos à união do povo helénico e do povo hebraico na Igreja primitiva. Também D. Gregório exaltou a fé na Nossa Senhora de Fátima e pediu a manutenção da tradição religiosa como elemento aglutinador entre os dois povos.

O prelado aproveitou o momento para homenagear os cinco fundadores da romaria, dos quais já só resta um sobrevivente. 

10 de Janeiro de 2010

 

Os dois alegados membros da ETA detidos em Portugal foram identificados como Garikoitz García Arrieta e Iratxe Yáñez Ortiz de Barron, estando esta última numa lista de suspeitos de acções da organização levadas a cabo em Julho de 2009.

 
foto Direitos Reservados/Guardia Civil
Detida em Portugal está em lista de procurados da ETA
Iratxe Yáñez está na lista dos procurados por ter ligações à ETA
 

Em comunicado, o Ministério do Interior espanhol explica os contornos da operação que, primeiro, levou ao controlo da viatura em que seguia um dos detidos, uma carrinha com explosivos e depois à detenção dos dois suspeitos em Portugal.

O governo afirma que a carrinha, que era conduzida por Garcia Arrieta, que estava carregada com explosivos e que levantou suspeitas por ter matrícula francesa, foi interceptada em Bermillo de Sayago (Zamora), num ponto de controlo da Guarda Civil.

Enquanto os agentes inspeccionavam a carrinha o condutor entrou no carro de patrulha policial e fugiu em direcção a Portugal.

De imediato foram accionados os protocolos de cooperação transfronteiriça tendo a GNR localizado a viatura cerca de 1:20 depois e detido o condutor.

A segunda suspeita foi localizada pela GNR no município de Vila Nova de Foz quando viajava com documentação falsa num veículo também com matrícula francesa.

Segundo o Ministério do Interior, Iratxe Yáñez Ortiz de Barron tem antecedentes por ter reunido informações sobre eventuais alvos políticos, militares ou policiais da ETA.

A sua foto estava incluída na ultima lista de fotografias distribuídas pelo Departamento do Interior de alegados envolvidos nos atentados de Julho do ano passado em Burgos e Calviá.

Na carrinha interceptada foram encontrados cerca de 10 quilos de explosivos, bidões e material para fabrico de engenhos explosivos, três armas de vários calibres, documentação variada e matrículas francesas.

No veiculo que conduzia Yáñez foram encontrados bilhetes de identidade, passaportes e documentação francesa, um computador portátil e uma câmara digital.

 

Fonte: JN

publicado por Lacra às 15:59
15 de Dezembro de 2009

Trinta actores de seis companhias zamoranas e 60 actores amadores da Associação Bragança Histórica, todos eles vestidos a rigor, recriaram um Sarau Medieval. Ao longo de toda a noite do passado Sábado, reis portugueses, duques espanhóis e vários personagens da nobreza, de um lado e de outro da fronteira, reviveram o tempo dos trovadores e recriaram momentos históricos da formação da cidade de Zamora.

A iniciativa, da Associação Bragança Histórica, contou com o apoio da autarquia brigantina e da coordenação do programa de Medievália de Zamora que quis assim estreitar as relações já existentes entre as duas cidades, conforme explicou Elvira Fernandez, responsável pela cultura na Junta de Castela e Leão.

“Estes intercâmbios devem ser fomentados porque é algo que faz parte de toda uma linha literária que é nossa cultura, comum a ambos os povos”, apontou.

A Associação Bragança Histórica todos os anos, na Festa da História, dramatiza momentos históricos da cidade de Bragança e conta, desde sempre, com a colaboração das companhias de teatro de Zamora. A realização do Sarau Medieval pretendeu unir os actores de ambas as cidades e relembrar momentos históricos de ambos os países.

A ideia aqui foi encontrar um momento para juntar as pessoas que participaram no mês de Agosto na representação teatral integrada na Festa da História.

“A história de Bragança e Zamora inspira-nos, até porque as nossas raízes vêm do reino de Castela e Leão”, apontou António Afonso, presidente da direcção da Associação. No entanto, os grupos de teatro lutam com uma dificuldade: “as fontes históricas são muito escassas”.

António Afonso recordou que a primeira peça dramatizada, a “Lenda da Torre da Princesa”, assentou sobretudo na tradição oral. No entanto, o contínuo trabalho de recriar a antiga origem de Bragança levou António Afonso a “descobrir” que a Lenda da Torre da Princesa está relacionada com a vinda da Princesa da Arménia em peregrinação a Santiago de Compostela e com a formação da família dos Bragançãos, que exerceu domínio político e administrativo sob um vastíssimo território que integrava o reino de Leão.  Essa “parte” da história vai ser recriada já no próximo verão, no âmbito da Festa da História.

“O défice de cultura e a interioridade são problemas comuns a Bragança e a Zamora. Mas, através dos valores culturais e da nossa história, podemos dar a volta a esse problema e, ao mesmo tempo, ajudar a fixar as pessoas”, considerou António Afonso.

Para Jorge Nunes, presidente da câmara, são “iniciativas muito importantes” que ajudam na preparação da Festa da História e que são vistas pelo autarca como “essenciais”.

“As relações institucionais não podem ser o sustentáculo fundamental do contacto entre a sociedade civil, seja a nível cultural seja a nível económico”, apontou.

O Sarau Medieval decorreu durante toda a noite no restaurante Turismo, em Bragança. A dramatização da próxima peça já está a ser preparada pela Associação Bragança Histórica e será apresentada no próximo Verão.

18 de Setembro de 2009

A REN - Redes Energéticas Nacionais e a espanhola Enagás acordaram o traçado do futuro gasoduto de gás, que passará por Trás-os-Montes, e representa um investimento de 294 milhões de euros.
De acordo com a REN, o gasoduto terá 290 quilómetros de comprimento, dos quais 205 quilómetros serão em território nacional.
Em comunicado, a REN refere que "a opção vai abrir a porta à gasificação do nordeste transmontano", explicando que os estudos desenvolvidos pelas duas empresas, por encargo dos governos português e espanhol, "confirmaram a zona de Trás-os-Montes como a melhor alternativa à interligação entre os sistemas de gás natural português e espanhol".
"A rede portuguesa estará ligada a partir de Mangualde, enquanto a rede espanhola estará ligada a partir de Zamora", adianta a empresa liderada por José Penedos, em comunicado.
"Esta infra-estrutura que fica proposta e que atravessará grande parte do interior Transmontano será a garantia da autonomia energética desta zona bem como o reforço da segurança do abastecimento do país",
adianta a mesma fonte.
O custo do investimento previsto nesta infra-estrutura em Portugal será de 294 milhões de euros. Este montante destina-se à construção do novo gasoduto e ao reforço interno da rede portuguesa.
"O gasoduto Mangualde - Celorico da Beira - Zamora, ao ligar mais directamente as duas redes nacionais de gás com as infra-estruturas de armazenagem subterrânea e os terminais de gás natural liquefeito, valoriza a Península Ibérica como porta de entrada de gás natural no sistema europeu e potencia uma integração progressiva dos dois mercados nacionais", adianta a REN.
A REN considera que a construção deste gasoduto "cria as condições necessárias para o desenvolvimento do Mercado Ibérico de Gás Natural (Mibgas)".
Com a construção do novo gasoduto Portugal ganha também a possibilidade, ainda que num horizonte alargado, de poder ser abastecido por gás russo via gasoduto, uma vez que esta nova infra-estrutura vai permitir ligações aos gasodutos espanhóis, franceses, alemães e russos.
Actualmente, o gás natural comercializado em Portugal é importado do exterior da União Europeia, sendo a Argélia e a Nigéria os dois grandes fornecedores.
O gás proveniente da Argélia chega à Península Ibérica através do gasoduto Magreb-Europa, que entra pelo sul de Espanha e depois em Portugal, na zona de Campo Maior.
Já o gás proveniente da Nigéria é transportado para Portugal em navios e entra no país através do Porto de Sines.
A distribuição de gás no território nacional está a cargo da EDP e da Galp para os consumidores domésticos, enquanto que a REN é responsável pela distribuição para os grossistas.
 

publicado por Lacra às 06:55
27 de Agosto de 2009

Uma mulher de 86 anos faleceu, ontem, em Zamora, vítima do vírus da Gripe A. Esta é a primeira morte causada pelo vírus em toda a região de Castela e Leão, fronteiriça com o distrito de Bragança. 

 

Fonte: Norte Castilla

publicado por Lacra às 11:05
25 de Maio de 2009

Apostar no desenvolvimento turístico do Douro Internacional para assim promover o património e a economia de uma lado e de outro da fronteira é o principal objectivo do projecto “Novas Cidades Fluviais para o século XXI”.

Em torno de um mesmo objectivo estão unidos os municípios de Miranda do Douro, no Nordeste Transmontano, e as localidades espanholas de Zamora e Toro, a par ainda da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro.

Uma das primeiras acções a desenvolver em rede é a promoção da marca Douro Transfronteiriço como património de Portugal e Espanha. Depois, cada município desenvolverá acções próprias que permitam vir a fortalecer a atracção de potencial público a estes territórios.

Em Miranda do Douro, o autarca Manuel Rodrigo adiantou que esses projectos já estão a ser executados com a recuperação do rio Fresno e a criação de um museu dedicado ao ciclo do pão que integra a recuperação de um moinho de água junto àquele rio. Outro dos equipamentos já construídos e que o autarca pretende envolver é o Centro de Interpretação Ambiental.

São projectos que o autarca admite que demoram o seu tempo a dar “frutos” embora saliente que “estar a construir e a executar obra e não a dinamizar, não é nada”.

Para já está em execução a recuperação ambiental do rio Fresno, um projecto que visa “transformar aquele espaço, que era uma lixeira, num espaço de lazer e cultura”. Para a criação do museu do ciclo do pão, a autarquia já adquiriu o moinho, construiu um forno tradicional e vai ainda recuperar algumas casas. Manuel Rodrigo pretende ainda criar alguns percursos que permitam dar a conhecer o local aos visitantes de modo a tornar aquele espaço num verdadeiro “museu vivo”, complementar à dinamização do Douro Transfronteiriço.

O projecto “Novas Cidades Fluviais para o século XXI” tem a dotação financeira de 1,5 milhões de euros, comparticipados em 75 por cento por fundos da União Europeia. Os trabalhos de divulgação e promoção são para avançar de imediato, segundo Manuel Rodrigo. O prazo de execução dos projectos é de dois anos.



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