Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
04 de Outubro de 2012

O vale do Baixo Sabor, paisagem que será irrecuperávelmente submersa pela construção de uma barragem hidroelétrica, é o local escolhido pelo "Causas" para a realização de um workshop fotográfico já nos dias 12, 13 e 14 de Outubro.

Os Workshops de Fotografia CAUSAS têm como objectivo primordial envolver os participantes no contato e na promoção de diversas culturas, assim como de património humano e natural, através da formação e valorização fotográficas.

Pelo ensino da fotografia e contato com essas culturas, os workshops são orientados com um objectivo específico de uma causa, onde a divulgação final terá também um papel importante. Os participantes terão a oportunidade de mostrar através da sua arte e técnica fotográficas estas CAUSAS, essas gentes e esses lugares, através de Fotografias de Autor assinadas e publicadas em diversos suportes.

 

O programa é de dois dias de workshop, com dormida na Casa das Quintas, uma unidade de turismo rural de Mogadouro, e jantar incluído. Os interessados podem, no entanto, optar apenas pela inscrição nos workshops, um ou dois dias.

 

As inscrições estão abertas até ao dia 8 de Outubro e podem ser feitas através de e-mail ou telefone. Mais informações aqui: http://causasphoto.wordpress.com/

15 de Dezembro de 2010

 

 

 

Depois do Hotel&Spa de Alfândega da Fé, a câmara pretende, agora, também, entregar as antigas escolas primárias que foram transformadas em unidades de turismo rural. Berta Nunes diz que estes empreendimentos não estão a dar prejuízo, no entanto, no seu entender, “podem ser melhor rentabilizados”.

Quando o Hotel&Spa foi colocado a concurso houve três concorrentes, mas nenhum deles quis ficar com estas unidades mais vocacionadas para o turismo rural, pelo que a câmara vai elaborar um concurso para o efeito.

As escolinhas estão direccionadas para outro sector do turismo que a câmara pretende promover e valorizar. Assim, quem quiser explorar estas unidades e candidatar-se ao concurso, terá que apresentar um projecto que tenha como objectivo a integração destes empreendimentos nas aldeias onde estão inseridos e na própria comunidade.

“O que se pretende é que se façam parcerias com as Juntas de freguesia locais para que possam elas ficar com a responsabilidade de fazer a limpeza exterior, a manutenção dos equipamentos ou a limpeza do interior, dando algum rendimento às próprias autarquias”, explicou.

Já no que diz respeito ao envolvimento com a comunidade, Berta Nunes aponta como possibilidades o servir refeições em casas de particulares locais, permitindo ao turista conhecer melhor a comunidade, o seu modo de vida, as tradições e cultura.

Ao mesmo tempo, a autarquia está a desenvolver uma rede de percursos pedestres e a programar actividades que possam cativar quem escolhe como destino de férias a estadia numa unidade de turismo rural.

“Estamos a pensar oferecer passeios de burro, a possibilidade de acompanhar o pastor com o seu rebanho, percursos pedestres no meio rural e várias actividades para que, quem vem para estes apartamentos turísticos, possa conhecer a cultura, as pessoas e as riquezas locais”, apontou a autarca.

Em contrapartida, quem ganhar este concurso, terá de pagar uma renda de 200 euros mensais por cada escola, valor esse que pode vir a ser negociado dependendo da ocupação e da rentabilidade de cada uma destas unidades.

Este concurso foi aprovado em reunião de câmara no início desta semana e, depois de publicitado, terá um prazo de 30 dias.

Alfândega da Fé possui seis antigas escolas primárias transformadas em alojamento rural em Sambade, Sendim da Serra, Gouveia, Colmeais, Vales, Covelas e Felgueiras.

 

Hotel&Spa vendido

Recorde-se que o Hotel&Spa de Alfândega da Fé foi vendido ao grupo que detém o hotel Alcazar, no Algarve. Estes terão apresentado uma das três melhores propostas e passam a ser os proprietários daquele espaço turístico, sedeado na serra de Bornes.

Previsto está, já, um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, desde logo, na construção de um novo salão de eventos, na triplicação do número de quartos, na construção de uma piscina ao ar livre, de uma eco-aldeia e na recuperação infra-estrutural do próprio hotel, construído já há vários anos.

Berta Nunes, presidente da câmara de Alfândega da Fé, congratula-se com a concretização do negócio e salienta a experiência do grupo hoteleiro na área do turismo: “é um grupo com muita experiência que, ainda esta semana, recebeu um prémio de excelência PME (Pequenas e Médias Empresas) do Instituto de Turismo de Portugal, pelo trabalho desenvolvido no hotel Alcazar, onde fizeram um grande trabalho de recuperação”.

Com esta venda, a autarquia financeira fica “liberta” de tantos encargos financeiros, pois, segundo apontou Berta Nunes, o grupo terá ficado com cerca de um milhão e 650 mil euros do passivo do Hotel&Spa que, no total, ronda os dois milhões e 400 mil euros.

“Isto vai libertar a câmara de ter de cobrir, todos os anos, prejuízos da ordem dos 300 mil euros, por vezes prejuízos superiores, por vezes inferiores”, notou.

Berta Nunes entende que com esta venda, a autarquia conseguiu, por um lado, “garantir a sustentabilidade do investimento, a sua melhoria e o alargamento em termos de oferta”. Por outro lado, a prazo, prevê-se o aumento dos postos de trabalho, factor que a autarca destaca como “muito importante” para a economia do concelho.

O concurso previa apenas a venda do hotel, sendo que o Spa continua a ser propriedade da câmara. Berta Nunes revela que, o previsto, é que o grupo fique com a concessão do Spa por dois anos, a custo zero. No final dos dois anos, a câmara prevê vender também o Spa ou fazer a concessão mediante renda.

O contrato com o grupo hoteleiro deve ser assinado até ao final deste ano.

Recorde-se que o Hotel&Spa de Alfândega da Fé recebeu obras em 2008, altura em que foi dotado do primeiro Spa ao ar livre. Por várias vezes o hotel foi palco de filmagens quer para novelas nacionais, quer para programas de entretenimento.

publicado por Lacra às 08:02
04 de Junho de 2009

As reservas em algumas unidades de turismo rural do Distrito de Bragança dispararam em ano de crise, com perspectivas de este Verão ser o melhor dos últimos, de acordo com dados revelados esta quinta-feira. Arnaldo Cadavez abriu há 20 anos a primeira unidade desta área, tornando-se no percursor do turismo rural no Nordeste Transmontano. Começou por transformar um antigo moinho (Moinho do Caniço), próximo de Bragança, em alojamento, abriu mais tarde outra unidade do género a que junta ainda o parque de campismo do Cepo Verde, tudo em pleno Parque Natural de Montesinho. Segundo disse à Lusa, 80 por cento dos clientes do parque de campismo são turistas estrangeiros e nas restantes unidades é a classe média, média alta de Lisboa quem mais procura o descanso em plena natureza. No primeiro Verão depois de ter rebentado a crise, o empresário está optimista, garantindo que em uma das unidades estão este ano "com uma procura superior à dos últimos três anos". Procura não falta, garante este e outros agentes e operadores turísticos da região, que continuam a queixar-se da "falta de articulação, sobretudo institucional, para promover e explorar as potencialidades regionais". A análise foi feita num fórum, em Vinhais, sobre as temáticas relacionadas com o Parque Natural de Montesinho e a região do Douro, organizado pelos estudantes da licenciatura em Turismo da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). António Botelho, estudante de turismo e membro da organização, disse à Lusa que a ideia do fórum surgiu precisamente da necessidade, também constatada pelos estudantes, de um melhor aproveitamento dos recursos locais. "Não há iniciativa política, nem privada", considerou, adiantando que com o debate, que juntou diferentes agentes da área, pretendem "contribuir para alterar este estado das coisas". Arnaldo Cadavez reconhece que, "em termos quantitativos, houve uma mudança significativa", desde que abriu a primeira unidade há vinte anos. Somam-se agora dezenas por todo o Nordeste Transmontano. Lamenta, no entanto que tenham de "improvisar" para oferecer mais aos turistas. "Temos de improvisar pequenas coisas como fazer uns mini-guias edição had-hoc", brincou. O administrador-delegado para o Turismo Natureza da Direcção Regional de Turismo Porto/Norte, Carlos Ferreira, disse à Lusa que a nova estrutura do turismo tem como propósito ajudar "a organizar o sector". Carlos Ferreira está à frente da delegação do Turismo Natureza para a toda a região Norte, com sede em Bragança, e entende que, desde logo, "é necessário que as pessoas distingam que actividade turística cabe os privados e a promoção à entidade regional de turismo". Segundo disse, a nova entidade regional de turismo terá uma visão mais global articulada com autarquias e agentes locais. Mas desde avisa que o próprio sector terá também de "se organizar, constituindo-se em associações de turismo, hotelaria, etc, para se auto-regular e promover".



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