Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
26 de Dezembro de 2010

 

 

 

Está de regresso a terceira edição do “Geada” – Festival Tradicional das Terras de Miranda. De 28 a 30 de Dezembro, a proposta é para uma visita às tradições de Inverno do Planalto Mirandês, ao som de alguns dos melhores grupos de música tradicional portuguesa, com destaque, desde logo, para os Galandum Galundaina, Sebastião Antunes, Karrosel, Ogham, Uxukalhus e Roncos do Diabo.

A festa inicia  no dia 28 de Dezembro com a “volta às adegas” para provar o vinho, seguida de uma típica arruada. À tarde o convite é para visitar a exposição artística da Juventude Mirandesa, intitulada “Mirarte”.

A dose da “volta às adegas” repete-se à noite, ao som das “gaitas à solta”. No dia seguinte, o dia abre com mais uma arruada, a que se seguem três oficinas originais onde os participantes poderão aprender Língua Mirandesa, com Alfredo Cameirão, Danças Mirandesas, com Susana Ruano, e Danças Europeias, com Diana Azevedo.

O dia 29 fecha com o Baile Tradicional e com a actuação de Las Çarandas, Sebastião Antunes, Karrossel, Galandum Galundaina e LSD.

Por fim, no terceiro dia, depois de mais uma arruada, é a vez de reflectir sobre a cultura mirandesa com Mário Correia, que dissertará sobre as “perspectivas actuais e futuras da música mirandesa”, e com Domingos Raposo, que mostrará aspectos interessantes da língua à música tradicional mirandesa.

No final do dia, haverá tempo para uma Oficina de Pauliteiros, terminando o dia com muita música e festa, nomeadamente com os Ogham, Uxu Kalhus e Roncos do Diabo.

Ao longo dos três dias está garantida a animação permanente com o IPUM, com os Pauliteiros da cidade de Miranda do Douro e com os Mirandanças.

A organização deste evento é da responsabilidade dos Pauliteiros da cidade de Miranda do Douro e da Associação Recreativa da Juventude Mirandesa.

 

 

02 de Novembro de 2010

Dois suspeitos foram detidos, no final do mês de Outubro, no concelho de Miranda do Douro, por terem na sua posse plantas de Cannabis Sativa.

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Miranda do Douro fez as detenções na sequência de investigações e em cumprimento de dois mandatos de buscas e apreensão.

Um dos indivíduos foi detido em Miranda do Douro com 137 gramas de cannabis em fase de secagem, das quais 9,1 gramas já estavam prontas para consumo. O homem, residente na cidade, com 35 anos, terá plantado a Cannabis na sua residência. O suspeito foi constituído arguido e está a aguardar julgamento com termo de identidade e residência.

A GNR apreendeu, ainda, em Bemposta, vários pés de cannabis, cerca de um quilo, em fase de secagem, e 8,6 gramas de cannabis pronto para consumo. O suspeito é um homem de 40 anos, residente em Bemposta, já referenciado por situações idênticas, em anos anteriores.

O produto estupefaciente terá sido cultivado pelo mesmo, em terreno daquela freguesia de Mogadouro.

Só neste ano, o Comando Territorial de Bragança, apreendeu na sua área de responsabilidade, mais de 34Kg de Cannabis Sativa.

 

publicado por Lacra às 09:24
28 de Outubro de 2010

Por antigos caminhos calcorreados, seguramente, há centenas de anos pelo homem, senão mesmo milhares, seguimos um grupo multidisciplinar de vários investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), por um pequeno troço de um grande percurso pelas Arribas do Douro, que, asseguram os especialistas, é uma das mais belas rotas de Portugal.

Os muros de granito emparedado seguram os terrenos que dividem as pequenas parcelas dos proprietários locais. São granitos que estão ali há uns largos milhares de anos, milhões, mais de 320 milhões de anos, assevera Elisa Preto Gomes, investigadora da UTAD. Surgem os afloramentos rochosos, bolas de pedra arredondadas aqui e ali, onde, inesperadamente, nascem, fortes, as carrasqueiras. E há ainda os zimbros, os carvalhos, os negreiros, as azinheiras, os freixos, vegetação típica de um clima mediterrânico de forte continentalidade.

João Bastos, um dos membros da equipa, especialista em Climatologia, explica a importância do troço: “todo o percurso permite diferentes paisagens sobre as Arribas do Douro e ao longo do Parque Natural do Douro Internacional. Não só o miradouro de S. João das Arribas, mas toda a paisagem envolvente, tornam este percurso um dos mais bonitos”.

Numa altitude que varia entre os 600 e os 800 metros, o Planalto Mirandês é a região de Portugal situada mais a interior da Meseta da Península Ibérica. “É por isso que os invernos são bastante rigorosos, com temperaturas baixas, geadas frequentes e alguma neve. Os verões são relativamente quentes e verifica-se uma grande amplitude térmica e, por isso, a grande variedade de vegetação”, apontou o especialista.

Pelo caminho, podemos observar momentos da vida no campo. Só o silêncio e a paisagem marcadamente agrícola, pontuada aqui e ali pelas vinhas.

Uma  nora de ferro ajudar a tirar água de poço num terreno lavrado por um velho agricultor vestido com roupas de outras décadas. O tempo parece não ter passado por ali. Com a mão sobre os olhos, observa com estranheza o grupo de gente por que ali passa e acena. Mais à frente, vemos outra nora, uma verdadeira nora à antiga, toda em madeira, uma relíquia dos utensílios agrícolas de outrora.

A presença de uns burricos mirandeses a pastar numa sombra motiva o alvoroço dos jovens estudantes. Todos param a saudar e a fotografar o belo espécime autóctone que, nos últimos anos, tem granjeado grande simpatia, fruto do trabalho da Associação de Protecção e Estudo do Gado Asinino (AEPGA).

Um momento para António Serôdio, investigador da UTAD, nos explicar a importância social de promover a prática do pedestrianismo e que está patente, desde logo, na troca de experiências e conhecimentos entre pessoas de diversas proveniências. Mas, tão ou mais importante, é o contributo que esta prática de andar a pé pelos antigos caminhos rurais traz para a manutenção desses percursos.

“A sua manutenção é importante, não apenas pela questão do acesso aos caminhos rurais, mas também em termos de manter os caminhos em uso, caso seja necessário para o combate a incêndios ou noutro tipo de situação”.

António Serôdio lembra, ainda, que as caminhadas constituem uma actividade física adaptada a pessoas de várias idades, sendo uma boa forma de “retirar os idosos dos centros de dia, promovendo o convívio e o exercício físico”. Mas, as vantagens são mais amplas. António Serôdio considera que a exploração de rotas pedestres pode ser um bom nicho de mercado.

“A nossa intenção é, também, motivar estes jovens estudantes para o empreendedorismo, há imensas potencialidades e vantagens na exploração deste negócio turístico”, considerou.

Continuando caminho, Elisa Preto Gomes chama a atenção para o contraste da paisagem: por um lado, as rochas mais xistosas, brandas e fáceis de partir; por outro, as rochas graníticas, difíceis de erodir. A explicação está nos complexos processos geológicos que ali ocorreram e que tornam as Arribas do Douro um dos locais mais importantes, em termos científicos, para a compreensão do Douro.

No miradouro de S. João das Arribas, um dos mais belos de todo o Planalto Mirandês, a paisagem é estarrecedora. É o “grande Canyon Ibérico”, uma expressão algo exagerada, até porque lhe falta o protagonismo do americano Canyon, mas que traduz bem a importância científica das Arribas do Douro.

“É aqui que podemos compreender que o rio Douro, esta bacia com esta configuração, nem sempre foi assim”, apontou Elisa Preto Gomes.

A investigadora explicou que o grande desfiladeiro rochoso surgiu de movimentos tectónicos que fizeram com o “pré-Douro” se ligasse a um lago interior que existiria na zona de Castela e Leão, levando ao esvaziamento dos sedimentos desse lago e ganhando a configuração actual.

Um processo muito complexo, aqui explicado de forma mais simplista, mas que se revela de grande importância geológica.

 

Quilómetros de percursos por assinalar

Mas mais do que este pequeno troço, o grupo de investigadores da UTAD tem vindo a fazer, desde há dois anos, o levantamento de várias centenas de quilómetros de percursos pedestres. Na zona de Miranda do Douro, uma das propostas apontadas visa a classificação e sinalização do caminho entre Paradela e Miranda do Douro, num total de 15 quilómetros.

Luís Quaresma, da área desportiva, explica que embora a proposta possa aumentar o grau de dificuldade, dada a extensão, é sempre possível percorrer apenas pequenos troços.

“Este é um percurso que é fácil de executar, não tem grandes desníveis. O piso é em terra batida e não tem grandes irregularidades. O seu levantamento foi feito desde Paradela até Miranda do Douro, num total de 15 quilómetros. Isso pode aumentar o grau de dificuldade, mas é sempre possível fazer apenas pequenos troços”, apontou.

Este trabalho do grupo de investigadores da UTAD foi feito em colaboração com Espanha e com outras entidades, sendo que a Associação de Municípios Ribeirinhos do Douro assumiu a sua chefia. Os investigadores portugueses concordam que, do outro lado da fronteira já se fez a marcação de muitos percursos, um trabalho que, do lado português, ainda é muito incipiente.

“Nós estudamos nove percursos de raiz, fizemos o seu levantamento e resta agora às entidades competentes proceder à sua sinalização. Do lado português ainda há poucos percursos implementados e marcados”, constatou Luís Quaresma.

Também Elisa Preto Gomes considera que, agora, é necessário aproximar os percursos das rotas existentes do lado espanhol. “Como será feito, vai depender muito das entidades no terreno que o possam fazer”, notou a investigadora, apontando que aquilo que gostariam de ver implementado seria uma grande rota desde Paradela até Vila Nova de Foz Côa, continuando pelo lado espanhol.

“O que se justificaria seria uma Rota das Arribas, junto ao rio e seus afluentes, aproveitando os antigos caminhos de contrabandistas, caminhos que as populações conhecem e que, hoje, alguns deles já nem estão acessíveis”, considerou Elisa Preto Gomes.

A responsável diz que valeria a pena reconstruir antigos percursos, sinalizá-los e disponibilizar a informação na Internet, aproveitando as potencialidades tecnológicas.

O trabalho tem sido feito, não só pelos investigadores como pelas várias entidades presentes no terreno, no entanto, continua aquém das potencialidades, como notou Ronaldo Gabriel, investigador da UTAD.

“Na região do Douro Internacional temos características de excelência para apresentar produtos deste género, mas ainda há muito que fazer para potenciar estes recursos”.

A expectativa é que os jovens estudantes fiquem motivados para, futuramente, se lançarem em projectos empreendedores, fixando-se na região e promovendo-a a vários níveis.

 

20 de Outubro de 2010

O mirandês e os instrumentos pouco convencionais do grupo, com quatro discos lançados, promovem a cultura tradicional portuguesa e espelham o espírito de João AguardelaTiago Pereira, que até confessou não gostar muito de música tradicional enquanto jovem, contribuiu para a sua visibilidade atráves do filme “SIGNIFICADO - a música portuguesa se gostasse dela própria”.

“Esta ye la tonadica de l fraile”

Foi com este primeiro verso do refrão da música Fraile Cornudo que os Galandum convidaram o público a acompanhá-los no Centro Cultural de Belém. Seguiram-se algumas gargalhadas, dadas as visíveis dificuldades em acertar na segunda língua oficial portuguesa, e a boa disposição manteve-se durante toda a actuação.

A banda confessou não estar à espera desta distinção e que o seu significado real é “o crescente interesse pela música tradicional e a busca de sonoridades diferentes pela parte dos ouvintes”. É exactamente isto que a Associação Megafone procura. Mais que lembrar um artista, João Aguardela, procura levar a cabo um projecto de vida centrado numa visão de futuro para a música tradicional portuguesa.

03 de Outubro de 2010

A câmara municipal de Miranda do Douro vai apostar, pela primeira vez, na “Presidência Aberta”, uma iniciativa que visa auscultar as populações e, ao mesmo tempo, defender prioridades de cada uma das localidades. A iniciativa vai desenvolver-se durante a próxima semana.

Desta forma, a autarquia pretende acompanhar “mais de perto” a vida política, económica, social e cultural do concelho de Miranda do Douro, com o objectivo de “demonstrar solidariedade com o quotidiano dos populares fustigados pelas condições adversas de quem vive o peso da interioridade”.

A câmara pretende conhecer mais de perto a realidade do dia-a-dia para, depois, encontrar potencialidades, de forma a motivar a fixação dos mais jovens, dos empresários e de todos quanto queiram investir em Miranda do Douro.

“É necessário criar condições para que tal aconteça e inverter as tendências de desertificação e abandono das nossas terras, pelo incentivo ao investimento no sector primário, no turismo e até mesmo na indústria”, afirma Artur Nunes, presidente da câmara, em comunicado à imprensa.

Também em Freixo de Espada à Cinta o presidente da autarquia, José Santos, desenvolveu, mais uma vez, a “Semana do Município”, tendo como base a ideia “mais perto de todos, mais perto das soluções”.

Desde há vários anos que o executivo camarário de Freixo de Espada à Cinta vai, durante uma semana, às várias freguesias do concelho, conjuntamente com os técnicos superiores do município, para ouvir os problemas dos munícipes.
Esta gestão autárquica de proximidade, visa permitir um contacto mais directo com os problemas das Freguesias e dos Munícipes, principalmente daqueles que gozam de menos possibilidades de se deslocarem com regularidade à Câmara Municipal. 

publicado por Lacra às 08:30
17 de Setembro de 2010

A autarquia de Miranda do Douro instituiu o dia 17 de Setembro como o Dia da Língua Mirandesa. Numa altura que passam mais de dez anos da oficialização do Mirandês como segunda língua oficial de Portugal, o município pretende promover o debate sobre o futuro, o presente e o passado.

Durante a tarde, o especialista Amadeu Ferreira vai abordar os mais de mil anos da Língua Mirandesa, numa palestra que deve ser muito participada.

Também os desenhos originais do livro “Mirandés – stória dua léngua i dum Pobo”, do Mestre José Ruy, vão estar em exposição, a partir de hoje e até ao dia 30 de Setembro, no pavilhão da Escola Secundária de Miranda do Douro.

São trinta pranchas em formato A3 que demonstram todo o trabalho executado pelo autor da obra em banda desenhada.

À noite, numa sessão solene, será apresentado o livro dos “Lusíadas”, de Luís Camões, traduzido para mirandês.

 

A Lhéngua Mirandesa


Ameaçada de extinção, a Língua Mirandesa conseguiu permanecer num território de 500 quilómetros quadrados, marcado pela despovoação, à conta da interioridade.

A especificidade de ser uma Língua minoritária que nunca esteve associada a movimentos independentistas, como acontece em outros países, levou a que, há onze anos atrás, todos os deputados com assento na Assembleia da República votassem favoravelmente a sua oficialização, deixando, assim, de ser designada como dialecto.

De tradição oral, foi longa e intensa a luta para conseguir chegar a uma Convenção Ortográfica que permitisse a tradução de livros para mirandês, a escrita em mirandês e o próprio ensino. Hoje, depois de tantos anos, são cada vez mais os interessados em aprender o falar de um povo orgulhoso da sua cultura. A par com os mirandeses que têm cada vez mais “proua” na “lhéngua”, chegam agora portugueses de todos os pontos do país interessados em aprender aquela que é a segunda língua oficial de Portugal.

Com um tronco linguístico comum – o Latim -, a Língua Mirandesa distingue-se do Português por provir do Asturo-leonês, enquanto que a língua mãe provém do Galaico.
A influência do antigo reinado asturo-leonês fez com que, aquando da independência de Portugal, Miranda do Douro continuasse isolada, recebendo mais influências dos caminheiros de Santiago, dos pastores dos lados de Leão, dos contrabandistas ou dos ceifeiros.

A evolução histórica e política do país manteve o isolamento do concelho o que, por seu lado, ajudou a manter a Lhéngua nas Terras de Miranda.

No entanto, foram várias as tentativas de extinção da Língua. No século XVI, com a ascensão de Miranda do Douro a cidade foram muitos os letrados que se radicaram ali e que tentaram combater o mirandês. Anos mais tarde, já no século XIX, a língua foi dada a conhecer ao mundo por José Leite Vasconcelos, um português que, no ensino superior, teve como amigo e companheiro Branco Castro, natural de Duas Igrejas. Curioso com as histórias que o amigo contava, quis ir conhecer “in loco” a realidade. José Leite Vasconcelos foi o primeiro a escrever em mirandês, baseado apenas na fonética e na pronúncia de Duas Igrejas. Foi ele que deu a conhecer ao mundo a existência de uma segunda língua em Portugal, escrevendo a obra “Dialecto Mirandês”, uma investigação premiada a nível europeu. Mais tarde, já nos anos 50 (século XX), com a construção das barragens do Douro e a vinda de milhares de trabalhadores, o Mirandês adquiriu um sentido “pejorativo”.

Ainda assim, muitos mirandeses, orgulhosos da sua cultura materna, lutaram pela dignificação e reconhecimento da Língua que aprenderam de berço. Júlio Meirinhos, era então presidente da câmara quando, nos ano 80, lançou o desafio a Domingos Raposo de apresentar ao Ministério da Educação argumentos válidos para que a disciplina constasse dos currículos escolares do concelho, como disciplina opcional. “Na altura achei utópico”, confessou Domingos Raposo, pois nunca imaginou que o Ministério da Educação abrisse uma excepção. A surpresa foi a resposta positiva e, a partir de 1986/87, o Mirandês passou a ser uma disciplina opcional dos conteúdos programáticos leccionados no concelho. Anos mais tarde, num Seminário Linguística organizado em Miranda, concluiu-se que era necessário estabelecer uma Convenção Ortográfica, eliminando as regras mais complicadas e reduzindo a variação gráfica existente, própria de uma língua que sempre foi oral. Na Convenção estabeleceu-se ainda as variantes da Língua: o Mirandês raiano; central e sendinês.

No universo de alunos que frequentam o Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, 50 por cento frequenta a disciplina, mostrando orgulho e apego às raízes. 

16 de Setembro de 2010

Se está de passeio pelo Nordeste Transmontano, ou se vive na região e não tem planos para este fim-de-semana, fique a conhecer a agenda cultural e os eventos que se realizam. Saia de casa, passeie e divirta-se!

 

Em Bragança a animação começa já esta Sexta com a Passagem de Modelos Inverno 2010. O evento começa às nove da noite, na Praça Camões.

 

E se gosta de caminhadas porque não participar no evento Bragança Saudável, Bragança Solidária? Este Sábado a caminhada é por Alfaião, uma freguesia rural próxima da cidade. Venha descobrir a flora, a fauna e o património desta terra!

Para participar basta aparecer no parque de estacionamento da câmara de Bragança às 9h00 da manhã, onde estará um autocarro que fará o transporte para Alfaião. Também pode ir directamente à localidade, onde os participantes devem chegar por volta das 9h30 da manhã.

 

E se desporto é mesmo o seu forte, aproveite e vá conhecer Bragança de bicicleta no evento “Bragança a pedalar”, promovido este Domingo, pela Associação Mãe Alto. A concentração dos participantes está marcada para as 8h30 no Parque do Eixo Atlântico. A inscrição é de cinco euros. Apareça!

 

Em Mirandela, também no dia 19, Domingo, às 10h00, é realizado um passeio de bicicleta inserido na Semana Europeia da Mobilidade - “Pedalar pelo ambiente”. A concentração é às 10h00 na rua da República, junto à Caixa Geral de Depósitos. No final haverá sorteio de uma bicicleta de montanha.

 

Se gosta de Teatro saiba que este Sábado é exibida a peça “Rémedios Santos”, do grupo Peripécia Teatro, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, às 21h45.

 

Também no concelho de Macedo de Cavaleiros, na localidade de Fornos de Ledra, pode assistir, às 16h00 de Domingo, a um concerto com o Grupo Coral Macedense.

 

A Feira do Azeite e da Caça de Peredo é outro dos eventos que dinamizam o concelho de Macedo de Cavaleiros durante este fim-de-semana.

 

Aproveite o dia e vá até Freixo de Espada à Cinta onde, este Sábado, é apresentada a reedição do Livro “A Lágrima”, de Guerra Junqueiro, e assista as jornadas “junqueirianas” e à evocação do escritor na sua terra natal.

O evento tem lugar às 17h00, no Auditório Municipal.

 

Já por Terras de Miranda do Douro saiba que esta sexta-feira, às 21h00, se comemora o Dia da Oficialização da Língua Mirandesa com a apresentação dos Lusíadas de Camões em mirandês!

Se gosta de arraiais populares vá até Pa﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽  arraias populares vficializaçao ta sexta-feira, aleiros durante este fim-de-semana. O evento decorre no Peredoe de G Palaçoulo e participe na Festa em honra de Santa Bárbara, já este Sábado. No domingo, 19 de Setembro, assista ao X Festival de Folclore Caramonico 2010, um evento no qual participam o Grupo de Pauliteiros de Palaçoulo, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de S. Pedro de Alva; o Rancho de Olhalvense, o Grupo Regional de Moreira da Maia e o Grupo Folclórico de São Paulo (Barroselas). No final haverá um arraial popular!

 

A nível de exposições também há muito que ver.

 

No Centro de Arte Contemporânea, em Bragança, continua em exposição a mostra antológica do grande pintor português Júlio Pomar e os Retratos e Auto-Retratos de Graça Morais.

Aproveite e passe, também, pelo Centro Cultural da cidade, onde se encontra exposta a mostra “Universalismos”.

 

Em Macedo de Cavaleiros, no Centro Cultural, a proposta é uma viagem pelo “Portugal Europeu – meio século de História”. A exposição, dedicada às últimas seis décadas da História Portuguesa, divide-se em quatro blocos temporais: de 1945 a 1960 (Do fim da Segunda Guerra Mundial à Grande Crise do Regime), de 1961 a 1974 (Da Guerra em África à Queda do Estado Novo), de 1975 a 1985 (Da Revolução de Abril à Adesão às Comunidades Europeias) e de 1986 a 2007 (Da Adesão às Comunidades Europeias ao Tratado de Lisboa).

A história de Portugal e a sua relação com a União Europeia é mostrado com recurso a alguns documentos e imagens.

A mostra itinerante é da direcção e organização do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

 

Em Miranda do Douro, na Casa da Cultura Mirandesa, está patente a obra de Filipe Rodrigues  - “Volja, a pulsão absoluta”.

 

“O Pão e o Vinho” é o tema da exposição patente em Mogadouro, na Casa da Cultura.

 

Já em Torre de Moncorvo não perca a fabulosa mostra do Museu do Ferro, dedicada à exploração daquele minério no concelho – “Ferrominas 1957”.

 

No Centro de Memória pode, ainda, ver uma exposição de pintura.

 

Também em Mirandela, no Auditório Municipal, está patente uma exposição de pintura da autoria de Gomes da Rocha.

 

Se prefere ir ao cinema, saiba o que está nas salas do distrito:

 

Freixo de Espada à Cinta, Auditório Municipal

Dia e Noite - 17 de Setembro, 21h30

 

Mirandela, Auditório Municipal

Dia e Noite - 17 de Setembro, 21h30

 

Torre de Moncorvo, Cine-Teatro

A Origem - 18 de Setembro, 21h30

 

Vimioso, Casa da Cultura

Lucky Luke - 18 e 19 de Setembro, 21h30

 

10 de Agosto de 2010

Os filmes «Doutor Jivago» (1965), de David Lean, e «A Sombra dos Abutres» (1998), de Leonel Vieira, são algumas das obras que vão ser projectadas todas as noites de quarta-feira de Agosto, no anfiteatro do centro interpretativo do Ecomuseu Terra Mater, em Miranda do Douro.

 

Reviver memórias e descobrir filmes que tiveram como cenário e inspiração a raia transmontana é o propósito da Associação para o Desenvolvimento de Picote, a Frauga, que promove este ciclo de cinema com entrada gratuita.

De clássicos a produções mais recentes, as películas serão também motivo de debate para os residentes da aldeia transmontana de Picote. Leonel Vieira, que nasceu em Miranda do Douro, pode participar nesta tertúlia, após a exibição de «A Sombra dos Abutres» no dia 18. O drama, rodado no Nordeste transmontano, retrata situações bem conhecidas dos habitantes desta região, como o contrabando.

O clássico «Doutor Jivago» rodado há 45 anos ali bem perto, do outro lado da fronteira, na Espanha franquista, tem a particularidade de uma das cenas ter sido filmada próximo da Terra de Miranda. A longa-metragem de David Lean tem projecção marcada para dia 25.

Já nesta quarta feira, será exibida a película «Sombras na Batalha» (1993), de Mário Camus, uma produção castelhana sobre uma ex-militante da ETA que vive numa aldeia perto da fronteira com Portugal.

 

Fonte: TVI24

publicado por Lacra às 12:20
27 de Julho de 2010

O mais antigo festival da região transmontana está de regresso, esta sexta-feira, ao Parque das Eiras, em Sendim. A 11ª edição do Festival Intercéltico prima pela qualidade musical das bandas folk e aposta, no primeiro dia, 30 de Julho, nos portugueses Diabo a Sete, em Mercedes Péon, da Galiza e Xarnege, do País Basco, como cabeças de cartaz.

No dia 31 de Julho é a vez dos também portugueses Uxu Kalhus, seguidos dos Oysterband, da Inglaterra, e Garma, da Cantábria, a finalizar a noite.

Mas o Intercéltico de Sendim é muito mais do que espectáculos musicais. Ao longo dos dois dias de festa serão realizadas Oficinas de Danças Tradicionais, espectáculos com grupos locais de gaiteiros e gaiteiricos, noites verdadeiramente intercélticas com direito a “poções mágicas e outras infusões” preparadas especialmente pelos locais da terra para os forasteiros.

Nota para o Curso de Iniciação à Língua Mirandesa, no dia 31 de Julho e 1 de Agosto, cuja frequência é gratuita e permitirá aos visitantes aprender um “cachico” a “lhéngua”. Esta é uma iniciativa da Associação de Língua Mirandesa que terá como monitores os especialistas Amadeu Ferreira e Duarte Mendes.

Ainda no dia 31 de Julho, para os madrugadores, a proposta é para conhecerem melhor as terras de Miranda através do passeio pedestre “La Ruta de ls Celtas”. São onze quilómetros de uma visita guiada e comentada pelo Poço do Inferno, Pinturas dos Santos, Ruínas de S. Paulo, Rota dos Moinhos, Arribas do Douro e outros locais magníficos do Planalto.

A entrada no Festival dá acesso gratuito ao Parque de Campismo local. Na vila existem, ainda, algumas residências e casas e quartos para aluguer. Há também residenciais e hotéis nas proximidades, nomeadamente em Bemposta (12 quilómetros); Miranda do Douro (19 quilómetros); Mogadouro (24 quilómetros); Palaçoulo (oito quilómetros), Picote (sete quilómetros) e Urrós (cinco quilómetros).

 

Mostra de Instrumentos culmina com grande espectáculo musical

Paralelamente decorre a Feira Ibérica de Instrumentos Musicais, um evento que pretende divulgar o sector das artes e ofícios de raiz artesanal, nomeadamente os instrumentos musicais. Nesta Feira é proporcionada a interacção entre os músicos e os construtores, bem como com o público em geral, sendo uma verdadeira oportunidade para conhecer a variedade e a riqueza da música tradicional.

A anteceder o Festival Itinerante “L Burro i l Gueiteiro”, os Diabo na Cruz e Galandum Galundaina actuam em Miranda do Douro, ao ar livre, no dia 1 de Agosto.

 

“L Burro i l gueiteiro”

Organizado desde há oito anos, no Planalto Mirandês, pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino e pela Galandum Galundaina Associação Cultural, o Festival “L Burro i l Gueiteiro” vai levar o público em itinerância, acompanhados do burro mirandês, por Fonte de Aldeia, Palaçoulo, Vilar Seco e Caçarelhos, de 2 a 5 de Agosto.

Em cada uma das localidades está prevista a actuação de bandas cuja sonoridade remete para as raízes do folclore e da música tradicional. Assim, em Fonte de Aldeia actuam os Badabadoc, no dia 2 de Agosto; em Palaçoulo é a vez dos Pé na Terra e Divertimento Folk, a 3 de Agosto; em Vilar Seco actuam os Bailenda e Tuttis Catraputtis, dia 4 de Agosto; e no último dia, em Caçarelhos, é a vez dos Velha Gaiteira e Roncos do Diabo.

Para além dos eventos musicais, o Festival promove os arraias e as danças mirandesas, a gastronomia local, a fauna, a flora e o quotidiano de quem resiste por Terras de Miranda.

“L Burro i l Gueiteiro” pretende ainda dar a conhecer o Burro de Miranda e os novos usos associados a este animal, nomeadamente a sua utilização em passeios ecoturísticos ou na interactividade com crianças. É uma forma de reavivar a memória pois, noutros tempos, o burro constituiu um dos meios de transporte mais utilizados na região, aliado ao antigo facto histórico dos antigos gaiteiros se fazerem transportar para as romarias montados no seu dorso.

Durante todo o festival, serão percorridos antigos caminhos das Terras de Miranda, num convívio com a população local.

21 de Julho de 2010

Grande parte dos desempregados inscritos no Centro de Emprego de Bragança não tem a escolaridade obrigatória, ou seja, o 9º ano. O director da instituição, Alcídio Castanheira, está preocupado com este facto porque considera que estas pessoas “dificilmente” sairão da situação de desemprego, a não ser que aceitem ser qualificadas para entrar novamente no mercado de trabalho.

“Temos em mãos um trabalho árduo”, considerou, apontando que, por um lado é necessário proporcionar formação, por outro, “é preciso motivar essas pessoas”.

No entender do responsável, estes desempregados perderam empregos “não qualificados” e têm de se consciencializar que “não vão aparecer mais postos de trabalho não qualificados”.

“Estamos num mundo globalizado, com novas metas e mais exigências. Temos de competir a nível nacional e internacional e isso pressupõe que as pessoas estejam mais preparadas, que tenham formação e que adquiram nova formação ao longo da vida”, apontou.

Mesmo o esforço que foi feito através do Programa Novas Oportunidades, nas escolas, no Centro de Formação Profissional e nas várias entidades privadas, não foi suficiente para colmatar essa lacuna no distrito de Bragança, conforme constatou Alcídio Castanheira.

“Apesar do esforço que foi feito, continuamos com essa situação”.

A nível nacional, o programa Novas Oportunidades recebeu mais de um milhão de pessoas. Já pelo Centro de Formação Profissional de Bragança terão passado, em 2009, cerca de 6500 pessoas, contudo, “é pouco” porque a região continua muito “atrasada” no que diz respeito à formação.

Em causa está também uma questão de “mentalidade”, sendo agora um desafio motivar os desempregados para a formação.

 

Mais desempregados que no ano passado

Em relação ao ano passado, o número de desempregados inscritos no Centro de Emprego de Bragança aumentou, pese embora, os números tenham vindo a estabilizar nestes últimos dois meses.

O responsável aponta que o número de pedidos de suspensão do subsídio de desemprego tem aumentado, mas desconhece se se trata de uma questão sazonal ou não.

“Esperamos que não seja uma questão sazonal mas, a verdade, é que ainda estamos a atravessar uma crise”, notou.

Actualmente são 2700 os inscritos no Centro de Emprego de Bragança, instituição que engloba quatro concelhos – Bragança, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais. Destes 2700, 31 por cento tem entre os 35 e os 49 anos e 31,3 por cento tem entre os 25 e os 34 anos.

O director da instituição lembra que, para além da formação, o Centro de Emprego tem a decorrer programas de apoio ao empreendedorismo e à criação do auto-emprego.



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últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
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