Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
19 de Novembro de 2010

 

 

 

A companhia Código Dance Project vai apresentar, neste sábado, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, o seu novo espectáculo de dança. “Dreams”, ou sonhos, em português, é a nova criação de Pedro Pires, coreógrafo e performer da companhia de dança contemporânea sedeada em Macedo de Cavaleiros.

A antestreia visa dar a conhecer ao público o projecto, a companhia de dança, as suas ideias e objectivos, ao mesmo tempo que se pretende obter do público uma reacção, de modo a suscitar um maior interesse pelo espectáculo.

Através do sonho, uma ferramenta essencial ao equilíbrio da mente humana, Pedro Pires vai procurar transmitir imagens e sensações normalmente acedidos de forma inconsciente, aquando do sono.

A interpretação, além de Pedro Pires, está a cargo de Alicia Rodriguez, também

bailarina profissional, e de cinco alunos das aulas de Dança Contemporânea promovidas pelo coreógrafo.

 Estas aulas decorreram ao longo de todo este ano, depois de um workshop promovido em 2009. Por sessão, os alunos pagaram um preço simbólico de  dois euros.

Este é um projecto cuja continuidade já está assegurada para o próximo ano, mas, desta vez, com aulas sectoriais para os diferentes escalões etários.

Recorde-se que Pedro Pires, bailarino e coreógrafo, criou a companhia Código Dance Project em 2006, em Londres. Em 2008, Pedro Pires recebeu o Prémio de Honra do “12 Internacionales Solo Tanz Theater Festival”, em Estugarda, e esteve nomeado para Talento Português 2008 nas Artes de Palco e Cinema.

 

publicado por Lacra às 09:20
11 de Novembro de 2010

É já no próximo fim-de-semana que a aldeia de Edroso, em Macedo de Cavaleiros, recebe a VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra. Este é um certame que, em cada ano, se realiza numa diferente aldeia do concelho, em localidades cuja produção de castanha seja significativa.

Depois de Podence, em 2007, de Corujas, em 2008 e de Lamas, em 2009, este ano é a freguesia de Edroso a que acolhe o certame dedicado à castanha e à mostra e venda de outros produtos regionais e de artesanato.

A organização é da câmara municipal, da Junta de freguesia e da Cooperativa “Soutos os Cavaleiros”. Recorde-se que a Cooperativa “Souto os Cavaleiros” foi criada em 2007 com o objectivo de ajudar os produtores de castanha produzirem mais e melhor, ajudando-os a combater as doenças do castanheiro.O projecto teve a sua génese numa iniciativa da Rede Social do concelho de Macedo de Cavaleiros.

A abertura oficial do certame está marcado para as 15h de Sábado, dia 13.

A animação do certame estará a cargo do Grupo Toca a Bombar, dos Pauliteiros de Salselas e da Associação Filarmónica do Brinço. A abrir o programa, a partir das 9h, realiza-se uma montaria. No segundo, pela tarde, todos são convidados a fazer o passeio pedestre “Rota da Castanha”. O percurso de cerca de 6 km prevê a subida de meia encosta da Serra de Bousende, com uma vista assinalável de parte do concelho macedense, incluindo a Albufeira do Azibo. Na passagem por um souto, as participantes poderão fazer a apanha da castanha. No regresso a Edroso, espera-os um magusto popular, aberto a toda a comunidade.

 

publicado por Lacra às 08:54
29 de Outubro de 2010

O romance “Um Tiro na Bruma”, da autoria de Manuel Cardoso, foi destacado no livro de História de 9º ano, das edições ASA, na secção dedicada aos romances com História. Foram escolhidos três trechos relativos ao ambiente social que se vivia na primeira República, factos que o autor relata partindo de uma base real e de acontecimentos vivenciados por familiares seus.

O destaque de que o seu romance foi alvo, ao ser referenciado, com grande destaque, num livro didáctico, direccionado para alunos do terceiro ciclo, surpreendeu o próprio autor, que teve conhecimento deste facto numa palestra organizada pela Escola Secundária António Granjo, em Chaves, na semana passada.

“Fui convidado a ir a Chaves e fui surpreendido com essa notícia pela Drª Margarida Terra, que me mostrou um placard da biblioteca com o fac-simile da página do livro”, contou Manuel Cardoso, confessando sentir-se “muito emocionado e lisonjeado”.

“Sempre gostei de ser aluno e estar presente, deste modo, no mundo escolar é uma enorme alegria e honra para mim!”

O autor considera que os trechos escolhidos para figurarem no livro escolar descrevem com grande “credibilidade e autenticidade” o que se terá passado nesses anos da 1ª República, reflectindo o dia-a-dia das pessoas que viviam na província.

“Tive um enorme cuidado ao escreve este livro, para que o efeito de propaganda, pró ou contra a República, pró ou contra a Monarquia, não viesse falsear o retrato desse momento vivido pelos nossos avós ou bisavós. Foram momentos muito difíceis para todos eles, monárquicos ou republicanos”, apontou.

“Um Tiro na Bruma” foi o primeiro romance lançado por Manuel Cardoso, em 2007, e aborda, essencialmente, os momentos políticos e sociais que marcaram o início do século XX em Portugal, como seja a implantação da República, em 1910, os golpes de Estado e contra-golpes, a participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial, as doenças que dizimaram famílias inteiras. É neste cenário conturbado que se movimenta a figura central da história – Amadeu, médico em Macedo de Cavaleiros, (avô de Manuel Cardoso), e em torno dele gravitam outras personagens da sociedade transmontana. Foi o interesse em conhecer melhor esse período conturbado da História portuguesa, bem como a figura do seu avô que o levaram a iniciar a investigação, como confessou ao Mensageiro.

“Tinha um enorme interesse pelo período da primeira República, um períodos sobre o qual se falava pouco, e pela figura do meu avô, de quem diziam cobras e lagartos na nossa família”, confessou.

Com o decorrer da investigação e sem saber que tudo iria resultar num romance, Manuel Cardoso deparou-se com diferentes “verdades” entre o que descobria e aquilo que lhe tinham dito. O resultado é um conjunto de “imagens quase palpáveis de acontecimentos vividos intensamente em Trás-os-Montes e em Portugal, há uma centena de anos atrás”.

Médico veterinário de profissão, a sua estreia na literatura não podia ser melhor. Além de ter já publicado um outro romance, “O Segredo da Fonte Queimada”, Manuel Cardoso vê agora o seu primeiro livro consagrado no contexto educativo.

“O meu objectivo foi proporcionar, a quem ler, um mergulho na época, uma viagem no tempo que lhe permita viver, sob o ponto de vista emotivo e participativo, os momentos e acontecimentos protagonizados pelos personagens”, apontou.

“Um Tiro na Bruma” é um livro que o autor aconselha a “todos os que se interessem em saber como se viveu em Trás-os-Montes um dos períodos mais difíceis da nossa história recente. A todos os que, como eu, achem que a História de Portugal não é protagonizada apenas em Lisboa ou por figuras de primeiro plano, mas que a mesma é vivida por todos nós, no nosso dia-a-dia, na nossa história pessoal, no nosso amor à vida”.

Manuel Cardoso considera ainda que foi “o amor à vida, no meio das dificuldades, que permitiu ao nossos bisavós e avós ultrapassar todo esse tempo” e, por isso, deixa o conselho: “descobrir o amor à vida, no meio de uma desorientada e difícil, é um bom motivo para, nos dias de hoje, aconselhar a ler um livro como este.

22 de Outubro de 2010

Nos próximos dias 23 e 24 realiza-se na freguesia de Podence, o IV Curso de Introdução à Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres. Esta acção formativa teórica/prática, pretende facultar um maior conhecimento deste produto, com papel relevante na gastronomia da região.

Nos dois dias em que decorre o curso, os formandos aprenderão a identificar os cogumelos silvestres com maior valor gastronómico, quais as técnicas mais correctas de colheita, cuidados a ter na identificação das diversas espécies e como conservar um produto tão facilmente perecível. A confecção dos cogumelos silvestres será igualmente um dos tópicos do programa da formação, com os alunos a poderem provar e saborear alguns pratos feitos à base deste fungo comestível.

A organização é da Associação Micológica Terras do Roquelho, apoiada pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e pela Junta de Freguesia de Podence. 

 

Programa:

Sábado, 23 de Outubro

09.00 h- Início do curso. Ponto de Encontro: Junta de Freguesia de Podence.

09.30 h- Biologia dos cogumelos. Identificação e seus caracteres principais. Habitats e suas espécies associadas. Regras para uma colheita sustentável.

11.00 h- Intervalo.

11.15 h- Gastronomia dos cogumelos. Descrição das principais espécies comestíveis e tóxicas. Apresentação de algumas técnicas de conservação.

13.00 h- Almoço livre.

15.00 h- Saída de campo para observação, identificação e recolha de espécies.

19.00 h- Identificação do material recolhido.

21.00 h- Jantar convívio.

 

Domingo, 24 de Outubro

09.00 h- Saída de campo para observação, identificação e recolha de espécies.

13.00 h- Almoço convívio.

15.30 h- Encerramento do curso.

publicado por Lacra às 09:32
20 de Outubro de 2010

A unidade hospitalar de Bragança pode vir a entrar novamente em obras. Em causa está a necessidade de proceder a obras de requalificação do bloco operatório e do internamento de agudos do serviço de Medicina Interna, num valor global superior a dois milhões de euros.

A necessidade destas obras foi frisada pelo próprio presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar, Henrique Capelas, durante a cerimónia de inauguração da Unidade de Cuidados Continuados de Macedo de Cavaleiros, como forma de “prosseguir o trabalho de reabilitação hospitalar”.

Aproveitando a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, o presidente do Centro Hospitalar notou que “um euro investido no interior tem um efeito multiplicador”.

“No que diz respeito ao internamento, com cerca de um milhão de euros já conseguiríamos ter um hospital com excelente qualidade de prestação de serviço”, acrescentou Henrique Capelas, adiantando ainda a necessidade de “requalificar o bloco operatório”.

Um pedido a que o responsável governamental se mostrou sensível: “temos clara noção que as obras referidas são muito importantes, até do ponto de vista técnico”. No entanto, será necessário “encontrar soluções”.

“Todos conhecem as dificuldades, mas, apesar das condições orçamentais difíceis, tenho expectativas que, em 2011, possamos concretizar esses projectos”, afirmou Manuel Pizarro.

 

Cuidados Continuados com taxa de ocupação de 90 por cento

Manuel Pizarro esteve em Macedo de Cavaleiros para inaugurar a Unidade de Cuidados Continuados daquela unidade hospitalar. A funcionar há um ano, esta é a única unidade do distrito que integra a valência de cuidados de convalescença e cuidados paliativos.

Num espaço com 1200 metros quadrados, com 18 camas disponíveis, oito delas para cuidados paliativos, ali foram investidos dois milhões de euros. A expectativa, agora, é que o distrito possa ser novamente contemplado, dentro do plano governamental que prevê a criação de mais 77 unidades de cuidados continuados.

“Até 2013, o Governo prevê criar mais 77 Unidades de Cuidados Continuados, com mais duas mil camas. Esperamos que o Nordeste Transmontano possa ser contemplado, uma vez que é um dos distritos mais envelhecidos do país”, apontou Henrique Capelas.

O responsável governamental aproveitou ainda para inaugurar a unidade de internamento de Pediatria, em Bragança, que foi alvo de obras profundas de requalificação. 

 

 

publicado por Lacra às 09:24
27 de Setembro de 2010

A não perder, dia 10 de Outubro:

A Secção Desportiva dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros está a organizar o 1º Fórum de Emergência do distrito de Bragança. Esta é uma iniciativa que visa debater a temática dos socorros de emergência num diálogo entre os bombeiros, enfermeiros, médicos, socorristas e outros profissionais de saúde e emergência.

O Fórum está marcado para o dia 10 de Outubro e vai contar com a presença de várias individualidades ligadas a esta temática, como o INEM.

 

23 de Setembro de 2010

O Real Filatório de Chacim foi uma das infra-estruturas mais importantes da indústria de sericicultura europeia, tendo chegado a empregar centenas de pessoas, no século XIX. Hoje restam apenas as ruínas de um património privado, em vias de classificação, que a câmara tem preservado mediante protocolo.

Novas escavações no local poderão trazer mais luz sobre aquele que foi um dos maiores complexos industriais do Nordeste Transmontano

 


 

 

Recuemos até ao século XVIII. A Europa despontava para a Revolução Industrial, iniciada em Inglaterra. Em Portugal, numa povoação do Nordeste Transmontano, na então vila de Chacim, Macedo de Cavaleiros, era instalado um complexo industrial para produção de seda, sem par em todo o país e do qual, hoje, restam apenas ruínas

Estávamos no reinado de D. Maria I, e a sericicultura ganhava dimensão, principalmente na região transmontana, uma das mais propícias à plantação de amoreiras, o principal alimento do bicho-da-seda. O Conde de Linhares, D. Rodrigo de Sousa Coutinho, representante da Corte portuguesa em Itália, observando o desenvolvimento tecnológico que a indústria da seda ali tinha alcançado, propõe ao Governo português a contratação de Giusepe Arnaud, um proprietário de uma casa comercial de produção e comércio de seda que, entretanto, tinha falido. Arnaud propunha trazer para Portugal um método inovador de fabrico de seda – o método piemontês, um “segredo” bem guardado desde o século XIV que fazia jus à fama da qualidade das sedas italianas em toda a Europa.

Os Arnaud instalam-se em Portugal, com a condição de lhes ser concedido um local apropriado ao estabelecimento de um filatório e três mil cruzados de um ordenado, para ensinarem e propagarem no país o método usado em Piemonte, um método que, para além de Portugal, foi apenas aplicado em Inglaterra e na Suécia.

Enquanto Giusepe Arnaud visita Trás-os-Montes para procurar um local apropriado à instalação do filatório, o filho estabelece-se em Lisboa para instalar em Alcântara um complexo que demonstrasse a tecnologia piemontesa.

Em todo o país, Chacim surge como o local apropriado para a instalação do filatório – o micro-clima favorável à plantação de amoreiras, a par da água corrente da Ribeira dos Moinhos, podem ter sido factores fundamentais para essa decisão.

Na localidade, então vila, é montando um grandioso complexo industrial que, ainda hoje, não tem comparação, sobretudo pelo número de pessoas que ali estiveram empregadas – um total de 385.

Hoje sobram apenas as ruínas, mas é possível imaginar a grandiosidade de tal obra e o impacto que terá tido naquela povoação e em todo o Nordeste Transmontano. Com cerca de dez metros de altura, três andares, naquela fábrica chegaram a estar instalados 57 teares, oito tornos e uma máquina piemontesa. O método piemontês consistiria na utilização de um moinho de seda redondo, com roda hidráulica, torcedor e dobadoura lateral – um método avançado que reduziria o tempo de produção da seda fiada, melhorando a qualidade do produto.

O que aconteceu, depois, para o Real Filatório se tornar naquilo que é hoje – um complexo de ruínas -, é algo a que os historiadores e arqueólogos ainda tentam dar resposta. Tudo indica que, a partir de 1801, em data não confirmada, o Real Filatório já se encontraria num estado “decadente”. Mas, um ano mais tarde, o complexo industrial volta a ser ampliado e apetrechado, sendo que atinge uma produção máxima de seda em 1807 – cem mil arráteis, o equivalente a 50 toneladas. Sabe-se, ainda, que aqui seriam produzidos dos melhores panos de seda e brocados.

Entretanto, o país é invadido por Napoleão e a Corte transfere-se para o Brasil. A fábrica de Chacim volta a decair e, em 1808, fica inactiva. Uns anos mais tarde, Giusepe Arnaud morre e a administração do Real Filatório de Chacim fica nas mãos de João Baptista Vasconcellos, um comerciante do Porto, mas os teares continuaram paralisados.

A resistência aos avanços tecnológicos pode também ter sido um dos factores que fez com que o Real Filatório não tivesse vingado, a par com as perturbações políticas e sociais que se viviam.

Em 1866 a fábrica e suas pertenças são vendidas por 2525.00 reis, mas não se sabe muito bem o que restaria pois, em 1869, Fradesco da Silveira, no livro “A Sericicultura em Portugal”, referia: “restam apenas quatro paredes em bom estado, mas sem telhado! Estes restos (...) foram há pouco vendidos pelo Governo”.

O local terá sido deixado ao abandono e, em 1926, o que pouco que restava foi consumido por um incêndio de grandes proporções que acabou com todo o miolo do edifício.

Só anos mais tarde, quando uma iniciativa europeia quis recuperar a antiquíssima Rota da Seda, é que Chacim voltou a ser alvo de interesse. Desde então, com o apoio da câmara municipal, foram realizadas no local escavações arqueológicas que permitiram comprovar a História. O município procedeu, então, à consolidação das paredes e do restante edifício, tendo assegurado, através de um protocolo com o proprietário do Real Filatório, o embaixador António Meneses Cordeiro, a cedência do espaço para desenvolvimento de acções de investigação, conservação e restauro.

Ao lado nasceu o Centro Interpretativo que nos permite conhecer este marco da história da indústria da seda e da própria industrialização da região.

Numa visita promovida pelo Centro de Ciência Viva e acompanhada pela responsável do Turismo da autarquia, Cristina Correia, ficamos a conhecer como seria o “moinho redondo”, do qual existe uma maquete inspirada nas ruínas do Real Filatório. A história está contada nos painéis que ilustram as paredes do edifício, construído mesmo em frente ao que restou do complexo industrial, mas os visitantes podem ficar a saber mais através do visionamento do dvd produzido pela autarquia.

Partindo do Centro para as ruínas, depois da explicação histórica, a admiração perante tal património é maior. As escavações arqueológicas, realizadas em 1997, permitiram retirar dos escombros peças de valor, como fusos, “fondinas” ou “barbinieras”, tubos de vidro que impediam que o fio da seda se partisse. No entanto, acredita-se que exista mais espólio por descobrir e é possível que, no futuro, se procedam a mais escavações no local.

Na agora aldeia, continuam a despontar, aqui e ali, algumas árvores de amoreira e só os vestígios daquela que foi uma das maiores fábricas da região fazem os visitantes acreditar que ali, de facto, trabalharam centenas de pessoas. O silêncio é agora rei e o Real Filatório uma miragem de uma Revolução Industrial que, por vezes, parece ainda não ter chegado ao Nordeste Transmontano.

 

17 de Setembro de 2010

“Remédios Santos” é a nova peça da companhia de teatro Peripécia que sobe ao palco do auditório do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros já amanhã, Sábado, dia 18 de Setembro.

São 80 minutos de comédia e sátira sobre a incapacidade dos cidadãos renunciarem a um comprimido para curar uma leve dor de cabeça ou a um xarope especifico para uma tosse inofensiva.

O “Remédio Santo”, o remédio do povo, ou aquele que é vendido indústria farmacêutica, aparecem em histórias cómicas, com sucessivas personagens, que poderão deixar algumas interrogações.

Os canapés, o champanhe francês e as viagens paradisíacas são motivos suficientes para convencer os médicos mais cépticos a ouvirem os ensinamentos dos técnicos de vendas das grandes companhias farmacêuticas. Esta indústria, geradora a nível mundial de quase tantos lucros como a banca, é aqui ridicularizada, colocando a nu os seus jogos de bastidores.

Este espectáculo é criado e interpretado por Ángel Fragua, Noelia Domínguez e

Sérgio Agostinho, com iluminação de Paulo Neto, adereços e cenografia da

responsabilidade de Zétavares. “De Santo não tem nada, mas o Riso continuará a ser mesmo o melhor Remédio.”

O espectáculo é já este Sábado, às 21h45, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros.

publicado por Lacra às 08:00
16 de Setembro de 2010

Se está de passeio pelo Nordeste Transmontano, ou se vive na região e não tem planos para este fim-de-semana, fique a conhecer a agenda cultural e os eventos que se realizam. Saia de casa, passeie e divirta-se!

 

Em Bragança a animação começa já esta Sexta com a Passagem de Modelos Inverno 2010. O evento começa às nove da noite, na Praça Camões.

 

E se gosta de caminhadas porque não participar no evento Bragança Saudável, Bragança Solidária? Este Sábado a caminhada é por Alfaião, uma freguesia rural próxima da cidade. Venha descobrir a flora, a fauna e o património desta terra!

Para participar basta aparecer no parque de estacionamento da câmara de Bragança às 9h00 da manhã, onde estará um autocarro que fará o transporte para Alfaião. Também pode ir directamente à localidade, onde os participantes devem chegar por volta das 9h30 da manhã.

 

E se desporto é mesmo o seu forte, aproveite e vá conhecer Bragança de bicicleta no evento “Bragança a pedalar”, promovido este Domingo, pela Associação Mãe Alto. A concentração dos participantes está marcada para as 8h30 no Parque do Eixo Atlântico. A inscrição é de cinco euros. Apareça!

 

Em Mirandela, também no dia 19, Domingo, às 10h00, é realizado um passeio de bicicleta inserido na Semana Europeia da Mobilidade - “Pedalar pelo ambiente”. A concentração é às 10h00 na rua da República, junto à Caixa Geral de Depósitos. No final haverá sorteio de uma bicicleta de montanha.

 

Se gosta de Teatro saiba que este Sábado é exibida a peça “Rémedios Santos”, do grupo Peripécia Teatro, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, às 21h45.

 

Também no concelho de Macedo de Cavaleiros, na localidade de Fornos de Ledra, pode assistir, às 16h00 de Domingo, a um concerto com o Grupo Coral Macedense.

 

A Feira do Azeite e da Caça de Peredo é outro dos eventos que dinamizam o concelho de Macedo de Cavaleiros durante este fim-de-semana.

 

Aproveite o dia e vá até Freixo de Espada à Cinta onde, este Sábado, é apresentada a reedição do Livro “A Lágrima”, de Guerra Junqueiro, e assista as jornadas “junqueirianas” e à evocação do escritor na sua terra natal.

O evento tem lugar às 17h00, no Auditório Municipal.

 

Já por Terras de Miranda do Douro saiba que esta sexta-feira, às 21h00, se comemora o Dia da Oficialização da Língua Mirandesa com a apresentação dos Lusíadas de Camões em mirandês!

Se gosta de arraiais populares vá até Pa﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽  arraias populares vficializaçao ta sexta-feira, aleiros durante este fim-de-semana. O evento decorre no Peredoe de G Palaçoulo e participe na Festa em honra de Santa Bárbara, já este Sábado. No domingo, 19 de Setembro, assista ao X Festival de Folclore Caramonico 2010, um evento no qual participam o Grupo de Pauliteiros de Palaçoulo, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de S. Pedro de Alva; o Rancho de Olhalvense, o Grupo Regional de Moreira da Maia e o Grupo Folclórico de São Paulo (Barroselas). No final haverá um arraial popular!

 

A nível de exposições também há muito que ver.

 

No Centro de Arte Contemporânea, em Bragança, continua em exposição a mostra antológica do grande pintor português Júlio Pomar e os Retratos e Auto-Retratos de Graça Morais.

Aproveite e passe, também, pelo Centro Cultural da cidade, onde se encontra exposta a mostra “Universalismos”.

 

Em Macedo de Cavaleiros, no Centro Cultural, a proposta é uma viagem pelo “Portugal Europeu – meio século de História”. A exposição, dedicada às últimas seis décadas da História Portuguesa, divide-se em quatro blocos temporais: de 1945 a 1960 (Do fim da Segunda Guerra Mundial à Grande Crise do Regime), de 1961 a 1974 (Da Guerra em África à Queda do Estado Novo), de 1975 a 1985 (Da Revolução de Abril à Adesão às Comunidades Europeias) e de 1986 a 2007 (Da Adesão às Comunidades Europeias ao Tratado de Lisboa).

A história de Portugal e a sua relação com a União Europeia é mostrado com recurso a alguns documentos e imagens.

A mostra itinerante é da direcção e organização do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

 

Em Miranda do Douro, na Casa da Cultura Mirandesa, está patente a obra de Filipe Rodrigues  - “Volja, a pulsão absoluta”.

 

“O Pão e o Vinho” é o tema da exposição patente em Mogadouro, na Casa da Cultura.

 

Já em Torre de Moncorvo não perca a fabulosa mostra do Museu do Ferro, dedicada à exploração daquele minério no concelho – “Ferrominas 1957”.

 

No Centro de Memória pode, ainda, ver uma exposição de pintura.

 

Também em Mirandela, no Auditório Municipal, está patente uma exposição de pintura da autoria de Gomes da Rocha.

 

Se prefere ir ao cinema, saiba o que está nas salas do distrito:

 

Freixo de Espada à Cinta, Auditório Municipal

Dia e Noite - 17 de Setembro, 21h30

 

Mirandela, Auditório Municipal

Dia e Noite - 17 de Setembro, 21h30

 

Torre de Moncorvo, Cine-Teatro

A Origem - 18 de Setembro, 21h30

 

Vimioso, Casa da Cultura

Lucky Luke - 18 e 19 de Setembro, 21h30

 


Começa amanhã a II Feira do Azeite e da Caça que, este ano, se realiza em Peredo, Macedo de Cavaleiros. Além da mostra de produtos regionais, o programa do certame inclui também sessões de Provas de azeite e vinho, animação musical, um roteiro museológico e dois seminários que explorarão os problemas e didácticas ligadas à produção olivícola e gestão cinegética. No evento deve marcar presença o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, entidade que deve presidir à abertura do “II Encontro de Proprietários e Gestores de Caça”. Este seminário vai abordar questões relacionadas com a gestão das zonas de caça e a caça em Portugal. No Domingo, na Escola Primária de Peredo, depois das 16h, decorre o seminário “A Oliveira e o Azeite em Trás-os-Montes”. Especialistas da Direcção Regional de Agricultura e Pescas, do Instituto Politécnico de Bragança, da Universidade de Trás- os-Montes e Alto Douro e da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, discutirão o “Olival” e “Doenças e produtos do olival”. A II Feira do Azeite e da Caça é organizada pela Associação de Caça e Pesca de Olmos e Chacim e Junta de Freguesia de Peredo, com o apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.

publicado por Lacra às 07:00



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