Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
14 de Outubro de 2012

Chamamos-lhe um novo jazz pela surpreendente reinvenção do repertório musical apresentado. Sensorial, pelas emoções e memórias que desperta a voz doce de candura jovial de Elisa Rodrigues acompanhada por um dos melhores pianistas portugueses - Júlio Resende. "Nunca é demais dizer o nome de Júlio Resende. Ele é um músico formidável e merece ver o seu nome repetido muitas vezes", confidenciou ao público num diálogo tímido mas envolvente, de mais um concerto no âmbito do Douro Jazz, ontem, no Teatro Municipal de Bragança.

Ela, que de Bragança guardava uma não muito distante memória de quando, com cinco aninhos, veio aqui também cantar, mas num grupo coral, numa formação que começaria por ser clássica e que, só mais tarde, na descoberta de si própria, haveria de enveredar pelo jazz, numa recriação íntima e pessoal. "Dormi aqui num hotel e na manhã seguinte, antes da viagem, bebi um sumo de laranja que me deixou indisposta durante toda a viagem de autocarro", confidenciou  arrancando sorrisos ao público. Um público que quis marcar presença e que, quase à última da hora, obrigou a alterar o concerto da Caixa de Palco para o Auditório Principal.

É que Elisa Rodrigues encarna, de uma forma simples mas não simplista, o sonho e a paixão pela arte que vai descobrindo num mundo cada vez mais formatado para a economia de consumo. 

Foi uma hora e qualquer coisa de grande música, com dois grandes artistas a partilhar uma mesma linguagem, num repertório que nos levou do pop ao rock, de Nirvana a Elis Regina, num tom equilibrado que marca o seu primeiro álbum - "Heart Mouth Dialogues". Elisa Rodrigues não esqueceu os "conselhos" do pai. "Recordo-me sempre de ele criticar cantores que tentavam imitar outros, quase cantando por cima deles, e de dizer que mais valia estarem calados". Não é o caso de Elisa que, ao reinventar está a criar e a descobrir-se a si própria num caminho que ansiamos que continue a dar-nos boa música.

 

 

02 de Dezembro de 2009

O bar Vitória, em Bragança, vai receber, no dia 5 de Dezembro, a banda de jazz Laura Ferreira Quinteto.

Com um repertório eclético Laura Ferreira Quinteto apresenta um espectáculo multicultural, de influências diversas interligado por uma sonoridade fortemente marcada pela linguagem do jazz e bossa-nova. Dos standards do jazz que fizeram história como música de filmes e musicais, aos compositores mais emblemáticos da música portuguesa e música brasileira, incluindo a música pop, o resultado é um espectáculo de fusão de ritmos, fusão de culturas e fusão de memórias a que se junta o improviso tão característico dos músicos de jazz que compõem esta formação.

Pelo bar Vitória, em Bragança, vão passar, a partir das 23:00, temas como: ‘Bewitched’, ‘Devil may care’, ‘I can’t give you anything but love’, ‘Can´t buy me love’ dos Beatles, ‘You and I’ de Stevie Wonder, ‘Corcovado’ de Tom Jobim, ‘Lisboa que amanhece’ de Sérgio Godinho, e ainda temas de Jorge Palma, Rui Veloso, Djavan e Fausto, entre muitos outros.

Para além de Laura Ferreira integram este quinteto: António Palma (piano), Guto Lucena (saxofones e flauta), João Custódio (contrabaixo) e João Rijo (bateria). Em palco estará também presente a artísta plástica Ofélia Marrão que irá pintar ao vivo um quadro inspirado no concerto.

Este concerto faz parte de um ciclo alargado de concertos, designado por Bushmills Smoothest Sessions, que reflectem o encontro entre diferentes sonoridades e culturas, em especial a portuguesa e a irlandesa, promovidos pela marca de whiskey Bushmills no ano em que comemora o seu 401º aniversário. Dirigidos a vários públicos, os concertos decorrem de Setembro de 2009 a Maio de 2010, em bares e clubes emblemáticos, constituindo o início de um conjunto alargado de iniciativas Bushmills na área da cultura. “Esta é a melhor forma de evidenciar as características de Bushmills: suavidade e autenticidade. E é através do apoio à cultura que aproveitamos para retribuir o contributo português para um whiskey de excelência” refere Filipa Anunciação, responsável pela marca. 

publicado por Lacra às 11:40



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