Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
04 de Outubro de 2012

O vale do Baixo Sabor, paisagem que será irrecuperávelmente submersa pela construção de uma barragem hidroelétrica, é o local escolhido pelo "Causas" para a realização de um workshop fotográfico já nos dias 12, 13 e 14 de Outubro.

Os Workshops de Fotografia CAUSAS têm como objectivo primordial envolver os participantes no contato e na promoção de diversas culturas, assim como de património humano e natural, através da formação e valorização fotográficas.

Pelo ensino da fotografia e contato com essas culturas, os workshops são orientados com um objectivo específico de uma causa, onde a divulgação final terá também um papel importante. Os participantes terão a oportunidade de mostrar através da sua arte e técnica fotográficas estas CAUSAS, essas gentes e esses lugares, através de Fotografias de Autor assinadas e publicadas em diversos suportes.

 

O programa é de dois dias de workshop, com dormida na Casa das Quintas, uma unidade de turismo rural de Mogadouro, e jantar incluído. Os interessados podem, no entanto, optar apenas pela inscrição nos workshops, um ou dois dias.

 

As inscrições estão abertas até ao dia 8 de Outubro e podem ser feitas através de e-mail ou telefone. Mais informações aqui: http://causasphoto.wordpress.com/

12 de Março de 2010

 “Transparências/reflexões” é o novo trabalho em exposição  no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até ao dia 8 de Abril. Da autoria de Hermano Marques, médico – fotógrafo ou fotógrafo – médico, esta é uma mostra que resulta de uma encenação de realidades, ancorada numa montra.

Hermano Marques nasceu no Porto, mas escolheu Macedo de Cavaleiros para trabalhar, exercendo funções de médico no Centro Hospitalar do Nordeste, e dar continuidade ao seu projecto de vida. 

24 de Outubro de 2009

Considerado um dos melhores escultores portugueses, João Cutileiro mostra em Bragança duas das suas facetas menos conhecidas: a fotografia e o desenho.

São cerca de trinta peças, a preto e branco, de grandes figuras das artes e letras que ocupam toda a primeira sala do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.Vieram directamente das paredes de sua casa e são o “registo espontâneo de uma geração onde sobressaem os retratos de amigos e familiares”. Ali estão Maria do Céu Guerra, o pintor Vieira da Silva ou a escritora Doris Lessin, prémio Nobel da Literatura. A primeira vez que foram expostos foi na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, em 1961. Daí até aos dias de hoje saíram apenas umas quatro vezes. Mas os comissários responsáveis quiseram destacar também o fotógrafo João Cutileiro, como explicou Jorge Costa.

"A fotografia sempre acompanhou o trabalho dele, desde cedo. Aliás, ele sempre procurou formas que acelerassem o processo criativo, mesmo na escultura, e a fotografia permite-lhe isso mesmo".

Cutileiro revela que, de facto, não foi a primeira vez que escolheram fotografias, mas adianta que “é raro”.

No piso superior as esculturas ocupam o espaço central enquanto que a figura feminina ocupa as paredes, quer nos quadros de diorito negro, quer nos desenhos a tinta da china.

Inspirado nas Vénus de Boticelli ou nas Majas de Goya, Cutileiro reinterpreta o corpo feminino a tinta da china e depois faz o mesmo exercício em grandes e pesadas placas de diorito negro polido, onde trabalha os traços lineares com as ferramentas que ele próprio introduziu na Escultura. Ao transpor para a pedra as mulheres projectadas no papel, Cutileiro faz o exercício de aproximar o Desenho da Escultura, área em que foi um verdadeiro revolucionário.

João Cutileiro será sempre recordado pelo famoso D. Sebastião, uma estátua colocada em Lagos, mandada fazer na década de sessenta. O artista, rompendo com todas as normas, criou uma representação real de D. Sebastião a quem a feição de boneco articulado retira qualquer heroísmo. Mas esse realismo é a grande marca de Cutileiro.

As arvores e os pássaros que ocupam o Centro de Arte não são mais do que isso, representam o que são em esculturas feitas através de vários blocos de granito e de pedras que diferem na sua textura e assimetrias.

O mesmo se passa com os guerreiros colocados na entrada da exposição e feitos de paralelepípedos desiguais, placas perfuradas ou outras matérias residuais, reinventadas por Cutileiro.

Até 10 de Janeiro de 2010 este “mundo” artístico de João Cutileiro está aberto a todo o público. 

Carla A. Gonçalves

 



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