Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
12 de Outubro de 2012

Sé de Bragança, Carla A. Gonçalves

A Igreja de S. João Baptista e o Claustro, conhecida como a antiga Sé de Bragança, vai ser classificada como Monumento de Interesse Público.A ideia partiu da Direcção Geral do Património Cultural e o processo já está disponível para consulta na Direcção Regional de Cultura do Norte.  Para o vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, esta classificação é fundamental para valorizar este património.“A sua construção data de 1545 e entende-se que deve ser classificado, porque desta forma valorizamos este monumento, e o concelho sai mais rico dentro daquilo que é o património construído”, realça Rui Caseiro.O concelho de Bragança já tem 29 monumentos classificados e o reconhecimento da importância cultural da antiga Sé pode trazer ainda mais turistas à capital de distrito.“Sabemos que há pessoas que procuram os monumentos classificados, porque são identificados nos diversos roteiros que existem”, sublinha o autarca.

A classificação definitiva da Igreja de S. João Baptista deverá ser publicada em Diário de República nos próximos dois meses.

 

Fonte: Brigantia

12 de Março de 2010

 “Transparências/reflexões” é o novo trabalho em exposição  no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até ao dia 8 de Abril. Da autoria de Hermano Marques, médico – fotógrafo ou fotógrafo – médico, esta é uma mostra que resulta de uma encenação de realidades, ancorada numa montra.

Hermano Marques nasceu no Porto, mas escolheu Macedo de Cavaleiros para trabalhar, exercendo funções de médico no Centro Hospitalar do Nordeste, e dar continuidade ao seu projecto de vida. 

23 de Maio de 2009

O ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, veio ao distrito de Bragança inaugurar o Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros e o Museu de Arte Sacra da Ordem III de S. Francisco de Vinhais.

António Pinto Ribeiro aproveitou para apelar às autarquias e direcções dos novos equipamentos culturais que integrem os reformados com qualificações, como seja, médicos, professores, advogados, nos serviços educativos dos Museus, permitindo que sejam eles a fazer visitas guiadas.

“É preciso que estes espaços sejam abertos à população local e que sinta isto como seu. Através dos serviços educativos podem aproveitar para ocupar pessoas já reformadas para fazer visitas guiadas”, apontou.

O Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros está instalado num edifício da Casa Falcão, recuperado pela autarquia, e é resultado de um trabalho em rede desenvolvido pela câmara em conjunto com a Associação Terras Quentes e outras entidades. Ao longo de cinco anos foram inventariadas centenas de peças de arte sacra do património religioso do concelho macedense, que agora podem ser apreciadas no novo espaço cultural. Ao todo estão expostas cerca de 80 peças dos séculos XIV ao XX, divididas por quatro núcleos: Imaginária, Ourivesaria, Artes Gráficas e Pintura. A Imaginária está representada com temas marianos, de santos pregadores e evangelistas. Objectos relacionados com o incenso, a eucaristia e as procissões estão expostos na Ourivesaria. O núcleo das Artes Gráficas integra os missais romanos, produzidos nas cidades de Veneza, Antuérpia, Porto, Coimbra e Lisboa. Na Pintura é mostrado o que de melhor existe a nível local e regional, bem como parte de um importante núcleo pictórico de António Joaquim Padrão, pintor e gravador lisboeta do período barroco.

O presidente da câmara, Beraldino Pinto, explicou que o Museu vai trabalhar de forma interactiva com as populações locais, promovendo a visitação de capelas e igrejas de onde as peças são originárias. Depois, será implementado o regime de rotatividade, ou seja, as peças seguem para os seus locais de origem e serão substituídas por outras que vão ser recuperadas a curto prazo.

O Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros representou um investimento de cerca de um milhão de euros, suportados exclusivamente pela autarquia. A falta de apoios por parte do Ministério da Cultura foi justificada por António Pinto Ribeiro que não vê qualquer necessidade de apoiar o que não necessita de apoio.

“As coisas têm de ser feitas. Não é melhor serem feitas com apoio quando não necessitam e a prova é que estão aqui feitas”, justificou.

 

Museu de Vinhais integra três igrejas

Já à passagem por Vinhais, para inaugurar o Museu de Arte Sacra da Ordem III de S. Francisco, o ministro da Cultura elogiou a recuperação do património como afirmação da identidade portuguesa.

“Se queremos atrair turistas, o argumento do bom tempo não chega. É preciso valorizar o património, recuperar a memória e afirmar a nossa identidade”.

O Museu de Vinhais foi concebido segundo o conceito de “eco-museu” que integra outros espaços culturais do concelho. O autarca vinhaense, Américo Pereira, explicou que o eco-museu é um “conceito diferente”, porque, para além das salas de exposição, são integradas três igrejas e o convento da Ordem de S. Francisco.

“Quem visitar este Museu pode circular por todo este espaço e a qualquer momento assistir até a uma missa. É um verdadeiro museu vivo”, apontou.

O Museu é já considerado a “jóia da coroa” dos equipamentos culturais de Vinhais que será completada com a inauguração da Biblioteca e Centro Cultural e do Centro de Interpretação do Porco e do Fumeiro.

18 de Maio de 2009

 O ministro da Cultura encontrou hoje no pequeno herói gaulês de banda desenhada Astérix um paralelismo para demonstrar as dificuldades do Mirandês, a segunda língua oficial de Portugal, que diz ser falada por "loucos" como os gauleses.

As aventuras do pequeno gaulês foram dos principais veículos de promoção da "lhengua" mirandesa, com dois volumes já traduzidos.

Aquando da primeira tradução, alguns mirandeses estabeleceram o paralelismo de resistência entre a pequena aldeia gaulesa imaginária e os que insistem em defender a língua minoritária.

O ministro José António Pinto Ribeiro recuperou hoje o paralelismo para falar das dificuldades que esperam a língua Mirandesa.

Tal como nas histórias do Astérix, onde "há uns loucos gauleses que viviam num aldeia" e resistiam à invasão dos romanos cá "também há uns loucos portugueses que vivem em Miranda do Douro e falam outra língua".

Mas são poucos, confinados a um território a Norte junto à fronteira com Espanha, e ao contrário das vitórias dos gauleses, o ministro antevê que "vai ser muito difícil fazer a defesa das línguas minoritárias".

Fonte: Lusa

"Nós temos de perceber que é muito difícil assegurar e estimular a expansão e o aprofundamento da língua Mirandesa a partir de Miranda do Douro", afirmou, considerando que "cada vez mais as línguas que vão ser defendidas são as que têm atrás de si um grande número de falantes", como é o caso do português.

O ministro da Cultura respondeu assim ao receio que lhe manifestou hoje o presidente da Câmara de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo.

O autarca social-democrata teme que a língua Mirandesa se transforme de uma língua falada, dos afectos, da casa, do trabalho e das relações, numa língua erudita escrita.

Apesar das dificuldades que apontou, o ministro prometeu que fará o que estiver ao seu alcance "conjuntamente com a Câmara Municipal, as populações locais e com os eruditos que trabalham aquilo, e já há muitos em Lisboa".

"Há mesmo uns que traduzem livros", disse o ministro referindo-se à obra de Luís de Camões, "Os Lusíadas", editada em Mirandês e à própria história desta língua minoritária, as mais recentes publicações.

 

Fonte: Lusa

 

 

15 de Maio de 2009

O Museu Terras de Miranda, em Miranda do Douro, foi alvo de uma candidatura, no valor de 2,2 milhões de euros, que prevê a sua completa remodelação.

O projecto visa anexar e recuperar um edifício junto ao Museu, na sua parte traseira, abrir novos espaços, criar dois pisos e um espaço exposição temporário e um outro de exposições permanentes.

Actualmente, o Museu Terras de Miranda carece de condições de segurança e de acessibilidade a cidadãos portadores de deficiência. As obras são já clamadas há vários anos mas só agora é que o Ministério da Cultura decidiu avançar com a candidatura. O projecto prevê uma completa reorganização do espaço e a criação de três núcleos no espaço de exposições permanente: um vocacionado para a história e evolução do território mirandês com destaque para a língua, outro vocacionado para os trabalhos da terra e o ciclo agrícola tradicional, um terceiro vocacionado para o espaço domestico e um ultimo para as festas e rituais.

A candidatura aos fundos comunitários europeus carece ainda de uma resposta positiva mas, caso seja aprovada, as obras poderão iniciar-se no próximo ano.

A apresentação do projecto foi feita na presença da secretária de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos, que considerou que o número de visitantes, 18 mil por ano, é mais uma razão para qualificar e valorizar aquele espaço.

“O museu tem um número de visitantes superior a alguns espaços de índole nacional, funciona como pólo catalisador de um conjunto de eventos que acontecem no concelho e é por essas razões que devemos qualificar e valorizar todo o espaço”, considerou.

A secretária de Estado da Cultura aproveitou ainda a visita para se deslocar à Sé de Miranda do Douro, um monumento que carece também de uma intervenção urgente. No entanto, ainda não será para já que a Sé Catedral poderá entrar em obras.

“Os técnicos informaram que há necessidade, sobretudo ao nível da cobertura, mas teremos que estudar qual a melhor forma de intervir”.

Pouco satisfeito ficou o autarca de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo, que pediu “respostas concretas”.

“Só fico satisfeito quando as obras estiverem a ser realizadas. Há vontade do Ministério mas não houve respostas concretas. Manifestou-se empenho mas mesmo o projecto apresentado está dependente da aprovação da candidatura”, considerou, desejando que tanto as obras do Museu como as da Sé Catedral sejam executadas “o mais depressa possível”.


 

21 de Abril de 2009

 

 O espaço Flor do Passarinho, em Bragança, tem patente, até dia 11 de Maio, uma exposição do AT1 Collective. Intitulada “Retrato de uma falência”, a exposição procura abordar, de forma transversal e abstracta, realidades universais, reflexões existencialistas sobre a vida e a natureza.

Cada elemento do AT1 Collective procura, através de diferentes meios, explorar uma ideia comum: o equilíbrio entre a Natureza e o Homem. De uma forma multidisciplinar é criada uma ligação entre as obras dos diferentes autores.

O Flor do Passarinho é um espaço dedicado à arte e aos artistas. Situado junto ao Instituto Politécnico de Bragança este é um espaço, fora do circuito comercial, onde são promovidos debates, exposições, workshops, palestras e concertos.

 

“Pisamos uma linha de tempo que, vista da lua, não vale a métrica de um cabelo. Valemos quase nada e a roda, que ainda dura, foi incapaz de guardar para a história o nome do seu inventor numa campa de flores. E, mesmo assim, para quê? (...) Verdades universais e certezas absolutas guardam-nas os deuses no seu relicário de cemitérios. Os deuses que jogam à bola nas imediações das fábricas abandonadas…” -  AT1 Collective



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