Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
07 de Julho de 2010

Paralelamente à Antologia de Júlio Pomar que está em exposição no Centro de Arte Contemporânea, até 17 de Outubro, Graça Morais, artista residente, expõe, em cinco das suas sete salas, um conjunto de retratos e auto-retratos em que se elege como modelo a si própria ou à sua mãe ou a outras mulheres de Trás-os-Montes.

“Desde há cerca de trinta anos que Graça Morais vai registando essas imagens, não apenas num intuito quase antropológico de apresentar e preservar uma tradição, mas sim em permanente evocação, fixando momentos significantes do passado e da infância da pintora”, escreve Sílvia Chicó no catálogo de apresentação.

Na escolha das obras, Graça Morais pretendeu homenagear o pintor Júlio Pomar, artista convidado a expor no Centro de Arte até 17 de Outubro, e fê-lo ao levar obras ligadas ao desenho.

“O Júlio Pomar é um grande desenhador e eu também gosto muito do desenho”, confidenciou, apontando que o desenho é fundamental na sua arte.

As peças escolhidas são “especiais e fortes” e nelas, muitas vezes, confunde-se a imagem da mãe com a imagem da artista. Noutros são as mulheres transmontanas, o universo feminino ligado à ruralidade, ou a homenagem de Graça Morais às mulheres da sua terra, Vieiro (Vila Flor).

Nascida em Trás-os-Montes, a pintora, uma das artistas mais consagradas a nível nacional e internacional, faz questão de voltar sempre à terra onde nasceu e de valorizar a mesma, nomeadamente através das obras que continua a trazer a Bragança.

A partir de 17 de Outubro, a pintora muda novamente as suas salas de exposição, mostrando a todo o público outras obras da sua prolifica produção artística.

Paralelamente, o Centro receberá o pintor espanhol Santiago Ydanez que está, actualmente, a preparar uma exposição inspirada nos Caretos transmontanos das festas tradicionais dos Rapazes.

19 de Janeiro de 2010

 Duas instalações, dois artistas, duas temáticas diferentes. Luís Melo é o mais recente pintor a expor no Centro de Arte Contemporânea uma colectânea de que congrega obras de distintas fases da sua carreira.

As grandes telas apresentadas mostram “rostos depurados, aparentemente padronizados, contidos, como se buscasse a perfeição plástica de simetrias e contornos e, paradoxalmente, a inexpressividade”, explicou o director do Centro de Arte Contemporânea, Jorge da Costa. E são os olhos e a linha do olhar que mais se destacam, a par com elementos, que revelam e ocultam, e que se conjugam nas suas composições, como tesouras, agulhas, cadeiras, malhas de rede, asas de insectos ou flores.

O artista, natural de Bragança, procura explorar as multiplicidade das representações formais aliando à pintura múltiplos materiais e objectos como recortes de revistas, mapas, poemas, fotografias, gravuras ou composições numéricas. Em suportes cúbicos, Luís Melo amplifica a dimensão das suas pinturas, dando-lhe tridimensionalidade e atribuindo-lhe a categoria de objectos que, quando colocados no chão, tendem a confundir-se com esculturas.

A par com Luís Melo, Graça Morais procedeu a uma renovação do seu espaço permanente abordando, mais uma vez, a temática da religiosidade. “Procissão” é o título do novo acervo mostrado ao público, uma viagem às suas memórias de uma infância passada em Vila Flor. Graça Morais relembra a romaria de Nossa Senhora da Assunção nos traços informais do desenho e em grandes telas que evocam a memória de todo o povo transmontano.

“É um voltar à infância, ao que senti naquela procissão”, explicou a artista, constatando que a identidade transmontana está muito ligada a rituais e ao pagão, mas também à religião cristã.

As obras de Luís Melo vão estar em exposição até dia 30 de Março. Já Graça Morais vai apenas renovar o seu acervo de seis em seis meses.

“É muito complicado, para mim, alterar a exposição de três em três meses porque estou em franca produção”, contou a artista.

 

FAN no Centro de Arte

O Teatro Municipal de Bragança e o Centro de Arte Contemporânea aliaram-se para, pela primeira vez, organizarem um concerto fora de portas, no âmbito do Festival de Ano Novo. Assim, coube aos Saxacordeon abrirem a exposição com um espectáculo musical que integrou obras originais de saxofone e acordeão, bem como obras de Jorge Salgueiro, Dmitri Schostakovich, Jean-Pierre Solves e Mário Pagotto, Astor Piazzola, Vitornino Matono e até música tradicional húngara.

Um raro e único projecto que encheu a casa e fez o pleno da integração e conjugação de duas expressões artísticas díspares, de grande qualidade.

“Estamos a viver em Trás-os-Montes sem fronteiras culturais”, comentou a artista Graça Morais, apontando aquele momento como “algo exemplar” para a interligação dos diferentes espaços culturais.

Esta foi a primeira vez que o “Teatro” saiu fora de portas, uma experiência pioneira que, no entender da directora do Teatro Municipal, Helena Genésio, foi “uma aposta ganha”.

“Foi a primeira vez que fizemos esta experiência e o resultado está à vista: está muita gente e é uma verdadeira festa”, apontou a responsável cultural.

Saxacordeon foi o terceiro concerto do Festival de Ano Novo que se realizou em Bragança, o primeiro fora de portas. A experiência vai voltar a repetir-se com os “Concertinhos”, no dia 27 de Janeiro, às 15h00 e às 18h00, no Conservatório de Música de Bragança. Os “Concertinhos” vão abordar a história infantil de Brunhoff e do pequeno elefante Babar. Direccionados para as crianças, os “Concertinhos” vão contar uma história interpretada ao piano por João Tiago Magalhães e narrada pelo actor Fernando Soares, com a ajuda de um jovem mimo.

03 de Julho de 2009

 

 

 



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