Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
03 de Outubro de 2012

O Auditório Paulo Quintela, em Bragança, recebe, nesta sexta-feira, às 22h00, um concerto de Norberto Lobo. Depois de conquistar a crítica nacional e internacional com os discos ‘Mudar de Bina’ (2007), ‘Pata Lenta’ (2009) e “Fala Mansa” (2011),  Norberto Lobo chega agora a Bragança com um novo álbum:  “Mel Azul” (2012).

 

Norberto Lobo tem vindo a reinventar a ligação da música portuguesa com a guitarra clássica, inovando na tradição através de frescas influências. Sem palavra, mas com alguma presença vocal, a música de Norberto Lobo é transversal a identidades culturais e um verdadeiro passaporte para viagens mentais.


“Norberto Lobo tem colaborado com artistas como München, Chullage ou Lula Pena, para além de ser cofundador dos projetos Norman, Colectivo Páscoa e Tigrala”. Adianta o mesmo comunicado que Norberto Lobo já partilhou palcos ou digressões com com Devendra Banhart, Larkin Grimm, Naná Vasconcelos, Rhys Chatham e a já desaparecida Lhasa de Sela a quem, aliás, dedica uma música com o seu nome.


Os álbuns de Norberto Lobo estão disponíveis para escutar e baixar em http://norbertolobo.bandcamp.com/, onde também podem ser adquiridas versões digitais totais ou à faixa.

http://norbertolobo.bandcamp.com/
http://www.mbarimusica.com/

ENTRADA: 6€ pré-venda / 8€ no dia do concerto

Bilhetes à venda no Café Floresta.

INFO: dedos-bionicos@sapo.pt

13 de Dezembro de 2010

 

 

 

Uma jovem ficou ferida com gravidade num acidente no IP4 junto a Macedo de Cavaleiros.

Cerca das seis da manhã de sábado, a viatura em que seguia despistou-se na zona da Amendoeira e embateu com a traseira numa carrinha.

 

O veículo ficou totalmente destruído, sendo que a jovem, na casa dos 20 anos, teve de ser desencarcerada.

Segundo fonte dos bombeiros de Macedo, estava consciente e apresentava apenas alguns ferimentos ao nível dos membros.

Foi assistida pela equipa da VMER e evacuada de ambulância para o Hospital de Bragança.

 

As causas do acidente estão a ser investigadas pela GNR, mas apresentam contornos estranhos.

É que, segundo o relato feito pelo condutor da carrinha, o carro que se despistou seguia no sentido Bragança-Mirandela e terá feito pião na estrada.

Mas a jovem que o conduzia terá apresentado uma versão diferente, afirmando que viaja de Mirandela para Bragança.

 

Fonte: Brigantia

Foto: Bombeiros 

publicado por Lacra às 12:43
17 de Setembro de 2010

 

  

 

 

Agrupamentos e Conservatório foram confrontados com a informação já depois de seleccionadas as crianças para frequentar o regime articulado

 

Cerca de meia centena de crianças dos Agrupamentos Paulo Quintela e Augusto Moreno, da cidade de Bragança, vão perder o acesso gratuito ao Conservatório de Música, onde tinham ingressado pelo regime articulado depois de, em Julho, terem prestado provas.

As turmas já estavam constituídas, bem como os horários, quando as direcções dos Agrupamentos, a Câmara Municipal de Bragança e o próprio Conservatório, foram informados das novas directrizes. É que o Governo fez aprovar um Despacho a 3 de Agosto, com efeitos retroactivos, a partir de 5 de Julho, em que limita o financiamento dos cursos de iniciação e dos cursos básico e secundário em regime articulado, integrado e supletivo ministrados por estabelecimentos de ensino especializado da música da rede de ensino particular e cooperativo. Quer isto dizer que o financiamento para o ano lectivo de 2010/2011 não pode ser superior ao do ano anterior, o que limita a entrada de novos alunos. Com esta medida ficam goradas as expectativas da autarquia brigantina de ter 200 alunos a frequentar o regime articulado no Conservatório de Música.

“Fizemos a candidatura cientes que continuaria a haver financiamento correspondente ao custo com os professores, porque o município, através da Fundação Os Nossos Livros, sustenta outros encargos relacionados com a parte pedagógica, administrativa, financeira, entre outros”, explicou o presidente da câmara, Jorge Nunes. A suspensão da possibilidade de ampliação do financiamento a mais turmas em regime integrado faz com que apenas uma turma continue a funcionar nestes moldes, o que, no entender do autarca, mais uma vez vem prejudicar o interior. “O município fez todos os esforços possíveis. Chegamos a questionar a Direcção Regional de Educação do Norte se, face às orientações do Pacto de Estabilidade e Crescimento, ocorreriam eventuais restrições financeiras ao nível do ensino articulado, tendo-nos sido salientado que não. Temos pena porque era uma oportunidade muito importante para os jovens, uma vez que começamos mais tarde a este nível”, apontou.

Jorge Nunes entende mesmo que outros municípios, como a Maia ou o Porto, não terão sido tão afectados por esta medida, pois já há vários anos que tinham o Conservatório em funcionamento.

Mas mais frustrados ficaram os pais, encarregados de educação e as próprias crianças que contavam ingressar, pela primeira vez, no Conservatório e que, desta forma, poderão ver essa expectativa defraudada. A notícia apanhou todos de surpresa, inclusive as direcções dos Agrupamentos Escolares que tiveram de comunicar a informação aos encarregados de educação a poucos dias do início do ano lectivo.

“Quando tivemos a informação já o ano lectivo estava organizado, fomos surpreendidos com esta notícia muito desagradável para nós, para os pais e principalmente para os alunos que criaram expectativas e que, deste modo, não conseguem ter acesso ao regime articulado”, contou Luís Freitas, presidente do Agrupamento Escolar Paulo Quintela.

“Eu fui chamada a uma reunião na escola e pensei que seria por causa dos horários. Fomos apanhados de surpresa”, comentaram, no final de um encontro realizado na Paulo Quintela com encarregados de educação, dirigentes do Agrupamento e responsáveis do Conservatório.

José Rodrigues, outro dos encarregados de educação presentes, considerou mesmo que houve, por parte do Governo, uma “falta de respeito” por toda a comunidade educativa, sobretudo pelas crianças. “As crianças criaram expectativas e, agora, só aquelas que têm posses para pagar as propinas do conservatório é que vão poder ingressar, isto se tiverem vagas. Estão a criar elites e a desinvestir no futuro da região”. As próprias crianças que acompanhavam os pais mostraram-se desalentadas com tal novidade: “Prestamos provas para entrar no conservatório, mas parece que já não vamos ter aulas”.

Sabe-se que ainda há vagas para os alunos que se queiram inscrever no regime supletivo, mas as propinas são apenas financiadas em 50 por cento, cabendo aos pais/encarregados de educação o pagamento de 100 euros mensais. “Quem legislou, acabou com o sonho de muitas crianças e esqueceu que há quem precise”, reclamava José Rodrigues. Alguns partidos com assento na Assembleia da República já pediram explicações ao Governo, como foi o caso do PSD, do PCP ou do Bloco de Esquerda. O grupo parlamentar do PSD considera mesmo que esta medida vai fazer “ressurgir” um fosso, em termos de igualdade de acesso, entre os alunos que beneficiam da possibilidade de frequentar uma escola pública de ensino especializado em música e aqueles que, por razões diversas, nomeadamente geográficas, não o podem fazer. Uma opinião partilhada pela Federação Nacional de Professores que salienta, também, o prejuízo que esta medida traz para a região interior.

O Conservatório de Música de Bragança abriu portas há seis anos, mas só no ano lectivo de 2009/2010 é que se iniciaram os cursos em regime articulado, com um total de 27 alunos. Ainda assim, no ano lectivo anterior, a instituição foi responsável pela coordenação pedagógica das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) no ensino de Música às mais de 950 crianças do 1º ciclo do ensino básico do concelho. Ao todo, no ano lectivo passado, foram mais de mil os alunos que frequentaram o Conservatório, entre alunos das AEC’s, do regime articulado e da própria instituição.

 

 

Carla A. Gonçalves/Mensageiro Notícias

 

 
publicado por Lacra às 11:48
31 de Agosto de 2010

Uma mulher morreu ontem na sequência de um acidente que ocorreu durante a tarde na EN15, num local conhecido como “recta de Rebordãos”, concelho de Bragança.

A vítima ainda foi evacuada de helicóptero para o Porto, mas acabou por falecer.

 

Uma colisão frontal entre duas viaturas causou cinco feridos: três graves e dois ligeiros, sendo que um deles era uma criança.

Uma das viaturas envolvidas acabou por capotar na via.

 

A vítima mais grave deste acidente, com 31 anos, seguia neste carro e teve de ser desencarcerada.

Estava acompanhada de um filho de 10 meses que também teve de ser retirado de dentro da viatura.

 

Foram transportados para o Hospital de Bragança, mas o bebé teve alta ao final do dia.

A mulher apresentava vários traumatismos e chegou a ser evacuada de helicóptero para o Porto onde chegou já sem vida.

 

A vítima mortal deste acidente residia em Rebordãos e trabalhava em Vinhais.

 

Fonte: Brigantia

publicado por Lacra às 12:27
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06 de Agosto de 2010

Os três incêndios que lavram hoje em Bragança não colocam nenhuma povoação nem património em risco, mas essa continua a ser a preocupação das equipas. O vento mantém-se forte e persiste a dificuldade de acesso no terreno.

“Em Bragança ainda temos um incêndio por controlar, o de Mogadouro, e os de Carrazeda de Ansiães e de Campelos ainda estão também numa fase crítica. No entanto, apesar dos incêndios não estarem controlados, a situação está controlada: não há povoações nem patrimónios em risco”, disse  o governador civil de Bragança.

Jorge Gomes afirmou que “estão todos os meios necessários no local”, mas que a “dimensão dos incêndios e os ventos com alterações diversas” estão a criar “novas frentes”.

Para o governador civil, a zona “em maior dificuldade” acaba por ser Carrazeda de Ansiães, onde “o declive e as escarpas que o terreno têm estão a criar alguns constrangimentos”, já que “os meios humanos e as viaturas não conseguem lá chegar”.

Jorge Gomes afirmou, ontem, que não estava nada em risco, mas que ainda não há uma previsão para o fim dos incêndios.

“A todo o momento podemos ter notícias de que temos os incêndios circunscritos, mas neste momento ainda não temos previsto quanto tempo é que os incêndios ainda vão lavrar”, admitiu o governador civil.

Segundo a página oficial da Protecção Civil, o incêndio em Carrazeda de Ansiães, que deflagrou na quarta feira, tinha, às 17:35, três frentes ativas e no local estavam 92 operacionais, 23 viaturas e um meio aéreo.

Já em Mogadouro, com duas frentes ativas, estavam 45 bombeiros, 12 veículos e três meios aéreos, segundo a mesma fonte.

 

Fonte: Diário Digital / Lusa

publicado por Lacra às 07:59
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24 de Julho de 2010

 

A GNR recebeu, ontem, uma denúncia anónima referindo a existência de uma plantação de cannabis num terreno situado nas traseiras da Junta de Freguesia de Belver, em Carrazeda de Ansiães. Na ida ao local, os militares confirmaram a denúncia, tendo encontrado 24 pés de plantas Cannabis, com uma altura de 1 a 3,5 metrtos e um peso de 14,820 kg.

Fora ainda apreendidas 105 gramas de folhas de Cannabis Sativa que se encontravam debaixo de uma árvore a secar.

A GNR apurou que a droga pertenceria a dois jovens, com idades compreendidas entre os 21 e os 22 anos, residentes em Belver, Carrazeda de Ansiães, mas estes não foram detidos por não se encontrarem no local, não tendo ocorrido o flagrante delito.

 

publicado por Lacra às 09:36
05 de Julho de 2010

O pintor veio a Bragança assinalar os dois anos do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais com um objectivo bem definido: “continuar a abrir cabeças através da arte”

Um dos maiores pintores do país, o Mestre Júlio Pomar, expôs no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, um vasto conjunto de obras que fazem uma antologia de toda a sua carreira artística, iniciada nos anos 40. A verdadeira dimensão desta exposição e a sua importância é algo a que, talvez, só futuramente nos possamos reportar, pois, como lembra Graça Morais, “o que fica das civilizações é a sua obra cultural”.

Júlio Pomar não conhecia Bragança e explicou como tudo aconteceu. “Isto começou porque uma “pequena” que tinha jeito para o desenho, me achou graça”, brincou, remetendo para a longa amizade com Graça Morais, uma artista que se fez saindo da terra natal, contra a vontade da mãe, que não queria que ela “morresse de fome”. Hoje, Graça Morais, consagrada pintora portuguesa, presta homenagem a um amigo e a um artista que a inspirou.

“O Júlio Pomar é um homem que admiro muito e esta exposição mostra como é que um artista vai criando ao longo da vida e como se pode ser sempre tão exigente, lutando contra as dificuldades e nunca estando satisfeito”, apontou Graça Morais. É assinalável a liberdade com que o pintor pega nos materiais e olha o mundo, desconstruindo a realidade, transformando-a, nunca estando plenamente satisfeito com os seus dotes ou com o seu trabalho, e tentando sempre reencontrar algo mais. Aos 84 anos, continua a pintar, demorando-se cada vez mais com cada quadro, permanentemente insatisfeito, mas pintando sempre.

Com simplicidade, Júlio Pomar assume que prefere até vir expor a Bragança, fora dos circuitos “habituais” em que “o público já sabe tudo”. Sobre a sua obra espera que gere discussão e que sirva para “abrir cabeças” e lançar dúvidas.
“A cultura é um meio de conhecimento que, ao invés de nos dar certeza, tira-as”, considerou.

O Centro de Arte prestou-lhe ainda uma homenagem, na qual marcou presença o escritor Vasco Graça Moura, amigo de longa data, Costa Andrade e Adriano Moreira, havendo ainda lugar a um momento musical da autoria de Pedro Caldeira Cabral. “É surrealista vir a “Academia” irromper pelo espaço de Júlio Pomar, que sempre se caracterizou pela irreverência e anti-academismo, aqui em Bragança”, brincou Vasco Graça Moura.

Mas Júlio Pomar não é um homem de homenagens e sobre isso lembra até um episódio do seu passado, quando num almoço com amigos de várias gerações, alguns deles mais velhos, disse que eram todos uns “putos” que estavam a começar, criando um ambiente gélido porque uns já se consideravam “senhores” e outros “consagrados”.
O pintor assume, “por ridículo que pareça”, que se sente “um puto a começar e quase sempre a jogar o tudo por tudo”. “Tenho alguma dificuldade em fazer entender isto porque as pessoas têm tendência para pensar que o artista vive num mundo à parte, sempre com altos raciocínios e estas categorizações da arte, como o abstraccionismo, o expressionismo e todos esses “ismos”, dificultam a compreensão de tudo isto”.

A capacidade mobilizadora e interventiva que o Centro de Arte Contemporânea tem tido, ao longo destes dois anos, pode demorar ainda a ser reconhecida mas os números começam a falar por si. A média mensal de visitantes situa-se na ordem dos 1300, um valor surpreendente para uma cidade como Bragança. Mas mais surpreendente é olhar para o programa expositivo deste pólo cultural onde já estiveram desde os nomes históricos da Arte Contemporânea Portuguesa aos artistas conceituados, bem como aos nomes emergentes.

Junto das escolas, junto do público em geral, tem sido realizado todo um trabalho que assenta na promoção da criatividade, da imaginação, da redescoberta, da abertura de pensamento. Diz Júlio Pomar que deve ser “terrível” ter um pensamento definido ou não ter indecisões, ele que, ao longo da sua vida, quis fazer várias experimentações. “Até podiam caricaturar e dizer que eu não sei o que ando a fazer”, brincou, desfazendo “mitos” e ideias pré-concebidas sobre o que deve ser a arte ou a cultura porque a arte é para o povo e o povo somos todos nós.~

 

Carla A. Gonçalves (texto e fotos)

publicado por Lacra às 23:15
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07 de Junho de 2010

A aldeia de Constantim foi o local escolhido pela televisão  do Principado de Astúrias para a gravação de dois documentários sobre as tradições musicais e a língua mirandesa.

Estes documentários tem como protagonistas Aureliano Ribeiro na sua condição de tamborileiro e gaiteiro e Cármen Pires para interpretar cantos tradicionais.

Esta é mais uma forma para a divulgação da terra e das gentes de Miranda do Douro além-fronteiras.

De referir, ainda que a cadeia de televisão vai ter o apoio do Centro de Música Tradicional Sons da Terra.

As gravações decorrem o dia de amanhã, terça-feira. 
 

publicado por Lacra às 16:35
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04 de Junho de 2010

 

O município de Alfândega da Fé está a proceder à entrega das empresas municipais a privados como forma de diminuir as dívidas e regularizar a situação financeira da câmara municipal.

A queijaria que fazia parte da Empresa de Desenvolvimento Económico (EDEAF) já passou para a mãos da Cooperativa Agrícola que, agora, é responsável pela sua gestão. Já a Alfapack, também da EDEAF, será extinta e o seu equipamento passará para o espaço da Cooperativa de forma a que esta instituição fique responsável pelo embalamento, não só dos produtos dos associados mas também dos produtores de azeite do concelho e de fora do concelho, conforme explicou a presidente da câmara, Berta Nunes.

“O equipamento da Alfapack passará para a cooperativa, até porque a EDEAF não tem espaço, mas continuará a dar resposta aos pedidos que tem porque, neste momento, já está a embalar para Vila Flor, Mirandela e outros concelhos”.

A Alfadoce, a partir desta semana, passa a pertencer à empresa 100% Trás-os-Montes, enquanto a Alfamel aguarda pelo decorrer do concurso.

Esta foi a fórmula encontrada pela autarquia para regularizar a situação financeira daquelas empresas e viabilizar a EDEAF. A mesma fórmula será também aplicada à Alfandegatur, a empresa municipal que gere o Hotel SPA de Alfândega da Fé, situado na serra de Bornes.

Embora neste momento a empresa esteja em melhor situaçao financeira, tendo duplicado a facturação e com uma taxa de ocupação que tem sido superior a 70 porm cento, Berta Nunes continua a defender a gestão privada.

“Não é vocação da câmara gerir empresas municipais, pelo menos um Hotel SPA. Essa não é a função da autarquia que tem de se concentrar em outras actividades, até pela situação financeira que tem”, apontou.

Ao longo destes seis meses, a autarquia realizou no empreendimento obras de manutenção e recuperação. Com uma situaçao financeira mais estabilizada e uma dívida de dois milhões cujo pagamento está a ser estudado para ser efectuado em 20 anos, reduzindo os encargos mensais, Berta Nunes acredita que muitos interessados irão aparecer.

“Penso que será a altura de passar para privados que tenham um bom projecto de viabilidade e de futuro”, disse, sublinhando que o empreendimento não será entregue sem algumas garantias.

“Não queremos entregar a Alfandegatur a qualquer grupo. Tem de ser um grupo com experiência na área do turismo e que nos dê garantias que aquele investimento, que ali foi feito pela autarquia ao longo dos anos, vai ter futuro e vai ser rentabilizado, criando emprego e riqueza na região”.

Apesar do interesse já demonstrado por alguns privados, o município fará o lançamento de um concurso dando oportunidade a todos de apresentarem propostas e tornando o processo “mais transparente”.

 

publicado por Lacra às 09:37
30 de Abril de 2010

A Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico distinguiu a câmara de Macedo de Cavaleiros com uma menção honrosa pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na área da conservação e promoção do património geológico do Sítio de Morais, conhecido como “umbigo do mundo”.

A câmara tem vindo a estudar o local no sentido de conceber um instrumento de gestão para os habitats prioritários ao nível da flora e da fauna. Há o objectivo de recuperar a escola primária de Salselas e um espaço na aldeia de Morais que funcione como centro de apoio ao visitante.

Prevista está, também, a sinalização e interpretação de uma rota geológica e de um percurso pedestre em torno do Sítio de Morais. Ao mesmo tempo, a autarquia pretende criar uma exposição com o título – “viagem ao centro da Terra”, no centro de apoio ao visitante, de forma a explicar o fenómeno geológico que afectou aquele local. Para esta exposição estão a ser elaborados textos, registo de imagens adequadas e de geomonumentos, estudos petrográficos das rochas e datações isotópicas para precisar a idade das rochas.

A concepção de um guia, de material pedagógico e de uma página na Internet, são outros dos objectivos da câmara para o Sítio de Morais.

O Prémio Geoconservação visa distinguir os melhores exemplos de conservação do património geológico promovidos por autarquias, estimular uma reflexão crítica sobre a necessidade de conservar o património geológico e incentivar as autarquias a adoptar estratégias e procedimentos, e divulgar e sensibilizar o público em geral para o reconhecimento do valor do património geológico como parte integrante do património natural.

A candidatura a este prémio foi elaborada pelo geólogo e investigador Eurico Pereira, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, a quem se deve muito do conhecimento do Sítio de Morais, e pela técnica da autarquia, Sílvia Marcos.

O Sítio de Morais é conhecido como “umbigo do mundo” por ter sido ali que se deu o processo de colisão de massas que originou a cadeia de montanhas conhecida como sutura do Orógeno Varisco.



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