Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
14 de Dezembro de 2010

 

 

 

Os Bombeiros Voluntários de Freixo de Espada à Cinta herdaram, de uma benemérita, várias propriedades rurais, incluindo um terreno de 53 hectares com amendoais, vinhas e sobreiros. Com a rentabilização deste valioso património, a corporação poderá contar com uma situação económica mais confortável.

Solteira e sem descendentes, a menina Veneranda decidiu deixar grande parte da sua fortuna aos bombeiros há cerca de um ano. Além das propriedades rurais, a idosa legou ainda uma vivenda em Cascais e uma casa na aldeia de Ligares, de onde era natural, que deve ser transformada em museu.

A agricultura é agora outra das ocupações da corporação de Freixo de Espada à Cinta. Para facilitar o trabalho, foi construído "um armazém de apoio às atividades da quinta", que foi conseguido "com material reciclado e aproveitamento de restos de obras, inclusive do próprio quartel, e com o apoio de muitos empreiteiros", explica o comandante António Sá Lopes, em declarações à RTP. 

Os bombeiros planeiam também construir uma unidade de formação na própria quinta, aproveitando as condições daqueles terrenos para desenvolver ações de Todo-o-Terreno e de desencarceramento. 

 

Fonte: Lusa

Foto: Manuel Teles/Lusa

publicado por Lacra às 11:40
15 de Julho de 2010

A Associação dos Bombeiros Voluntários de Izeda criou, em parceria com a Escola Nacional de Bombeiros, uma Unidade de Formação Local. Numa área de 15 mil metros quadrados, foram instalados contentores onde os soldados da paz podem testar os conhecimentos práticos relativos a incêndios urbanos, incêndios industriais e incêndios florestais.

Todo o campo está iluminado e dotado de óptimas condições que permitem a simulação de situações reais e até a simulação sem fogo, com pistas de obstáculos onde os bombeiros entram “às cegas”.

Em toda a região transmontana, Izeda é a única Associação que, actualmente, está habilitada a prestar formação, indo de encontro às novas directrizes da Escola Nacional de Bombeiros que vai apostar na formação descentralizada. Em Bragança, é certo que o pólo existente vai encerrar mas, na verdade, aquela infra-estrutura nunca teve condições para este tipo de formação, limitando-se aos cursos de operador de central.

 Já em Izeda, os Bombeiros apostaram na criação de uma unidade a expensas próprias, utilizando a mão-de-obra e boa-vontade dos voluntários para levar a cabo a construção das infra-estruturas existentes. Ao todo, a Associação já investiu naquela Unidade de Formação cerca de 25 mil euros, faltando apenas asfaltar o terreno, uma promessa da câmara municipal de Bragança que a corporação espera ver cumprida a breve prazo.

O comandante João Lima apontou ainda a necessidade de investir na construção de um tanque que possibilite ainda ministrar o curso de mergulho.

“Se tivéssemos apoio para construir aqui um tanque, estaríamos prontos para dar a formação total que os Bombeiros necessitam para a progressão na carreira”, apontou.

Ao lado do quartel existe ainda uma casa, propriedade do Estado, que necessita de algumas obras de requalificação, mas que já está em uso para a prática formativa.

“Ela já serve de apoio à formação porque quando eles saem do contentor do incêndio, entram aqui para esta sala, mas a casa está velha, no inverno chove lá dentro. Precisávamos de fazer algumas obras”, notou o comandante.

Com o investimento realizado e as infra-estruturas prontas a ser utilizadas, o comandante teme agora que se venham a realizar investimentos idênticos em Bragança, num possível novo pólo de formação, que inviabilizaria a Unidade já existente em Izeda.

“Estamos com algum receio porque as autoridades do concelho só falam na Escola Nacional de Bragança e nós já fizemos aqui um forte investimento”, notou, apontando que a criação de uma unidade idêntica em Bragança não serviria a descentralização.

“Isso seria promover a centralização dentro do distrito”, considerou. É que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Izeda conta com um terreno de 15 mil metros, sendo das corporações que tem uma das maiores áreas disponíveis em todo o país. Acrescente-se que também o terreno foi adquirido sem qualquer financiamento tendo sido os próprios voluntários que, há 20 anos atrás, quando os piquetes começaram a ser pagos, prescindiram desse valor para ajudar a Associação.

 

Dificuldades financeiras

Com 26 anos de idade, os Bombeiros de Izeda são uma das mais jovens corporações do distrito. Localizados numa área geográfica que confluiu com três concelhos, (Bragança, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros), a corporação apostou na criação da Unidade de Formação para fazer face à falta de financiamento.

É que a posição em que se encontram tem levado a que percam muitos dos transportes que, antigamente, realizavam. Neste momento, grande parte do serviço resume-se aos pedidos de socorro, pedidos do INEM e consultas de utentes acamados ou com problemas de mobilidade.

As deslocações, que representavam uma grande parte do financiamento, têm vindo a ser feitas por outras corporações, nomeadamente Macedo de Cavaleiros e Bragança.

“Há situações pontuais que têm vindo a acontecer e que nos prejudicam”, contou o comandante. “O INEM pode activar os Bombeiros de Bragança para virem a Calvelhe ou a Salsas, são mais recursos que o Estado gasta, o doente leva mais tempo a ser socorrido e nós perdemos com isso”, exemplificou.

Ao mesmo tempo, a corporação de Izeda não conta com o apoio financeiro da câmara municipal de Bragança para criar Equipas de Intervenção Permanente (EIP’s). O pagamento dessas equipas é pago pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e pela autarquia mas, no concelho de Bragança, o município dispôs-se apenas a financiar a existência destas equipas na sede de concelho.

Segundo o comandante essa é outra das situações que afecta a corporação que conta com as essas equipas todo o ano, mas suportadas pela Associação.

Face ao aumento de despesas e à diminuição de serviço que têm sentido, de ano para ano, os Bombeiros têm agora esperança que a Unidade de Formação Local possa ajudar à manutenção daquela Associação na vila de Izeda.

Para já, as indicações que receberam da Escola Nacional de Bombeiros apontam para a inscrição de 212 bombeiros do distrito nas formações que ali serão ministradas, possivelmente em Setembro/Outubro. A corporação conta, ainda, com um formador da área, Óscar Esménio, que já teve oportunidade de ministrar a prática aos bombeiros da Associação, bem como aos alunos da Escola Emídio Garcia e da Cespu.

 

Alargamento do Quartel

Outra das reivindicações antigas dos Bombeiros de Izeda é o alargamento do quartel que, quando foi inaugurado, “já era pequeno”, conforme notou o comandante João Lima.

A corporação necessita de espaço para a colocação dos materiais, para o oficina de veículos e de uma sala de desinfecção das ambulâncias. Os balneários masculinos também já são pequenos e é necessário um salão maior para a formação teórica.

A corporação de Izeda conta, actualmente, com 59 bombeiros, homens e mulheres, tendo disponível camaratas para ambos os sexos.

 

publicado por Lacra às 07:30
10 de Maio de 2010

 

 

Promessa de fé pela melhoria do companheiro David Costa foi dinamizada pela secção desportiva dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros

 

Cerca de uma centena de bombeiros, amigos, familiares e outros cidadãos participaram, no Sábado, numa caminhada entre o edifício dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros e o santuário de Santo Ambrósio para rezar pelo companheiro e amigo David Costa.

David Costa é bombeiro na corporação de Macedo de Cavaleiros e encontra-se internado no Centro Hospitalar de Vila Real desde a semana passada, na sequência de um acidente de moto, na avenida Camilo Mendonça, em Macedo de Cavaleiros, cujas circunstancias ainda estão por apurar.

O bombeiro foi submetido a uma intervenção cirúrgica com sucesso e tudo indica que a situação esteja estável.

Os colegas e amigos da corporação quiseram, no entanto, rezar ao Santo Ambrósio para que David Costa recupere rapidamente, como explicou Rómulo Pinto, presidente da secção desportiva dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros e dinamizador da iniciativa.

“Vamos rezar por ele, vamos pedir para que recupere o mais rápido possível e para que venha, o mais depressa possível, para junto de nós”.

Apesar do mau tempo que se fez sentir, com chuva forte, vento e descida acentuada da temperatura, foram várias as pessoas que quiseram participar na iniciativa e percorrer cerca de dez quilómetros até ao Santo Ambrósio.

Segundo Rómulo Pinto, sempre que algum companheiro se encontra com problemas de saúde grave, os bombeiros apelam à fé e promovem iniciativas semelhantes. Os familiares juntaram-se também à iniciativa mas não quiseram prestar declarações à imprensa.

David Costa sofreu o acidente de mota na semana passada quando, alegadamente, se encontraria a ultrapassar duas viaturas e uma delas terá mudado de direcção projectando o bombeiro para o chão. O socorro terá gerado alguns desentendimentos entre os bombeiros de Macedo e o Centro de Orientação de Doentes Urgentes mas ninguém na corporação quis prestar declarações sobre o assunto.

Segundo apurámos, os bombeiro terão transportado David Costa para a urgência local de Macedo de Cavaleiros. Ali terá sido solicitado o auxilio da VMER para transportar o bombeiro para a unidade de Bragança, o que só terá acontecido após várias chamadas da médica do serviço de urgência.

Já em Bragança, David Costa foi evacuado para o Centro Hospitalar de Vila Real pelo helicóptero do INEM sedeado em Macedo de Cavaleiros e que, segundo fonte, terá aterrado no aeródromo de Bragança por falta de iluminação nocturna.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) afirmou à rádio Brigantia que na base dos desentendimentos pode estar a falta de experiência no terreno dos operadores de central telefónica, para além de alguma falta de comunicação entre os operadores e os médicos de serviço. 

02 de Março de 2010

A Assembleia Municipal de Bragança aprovou uma moção para exigir do Governo a reabertura do pólo da Escola Nacional de Bombeiros. Os deputados consideram que pode ainda haver tempo para alterar uma decisão que parece já ter sido tomada pelo Ministério, em Lisboa.

As novas orientações vão no sentido de descentralizar a formação, ditando assim o encerramento daquele pólo, que estava instalado provisoriamente há vários anos junto ao Governo Civil. Depois de anos de negociações para a instalação definitiva daquela infra-estrutura na cidade de Bragança, o Governo parece ter decidido encerrar o pólo, apostando antes na descentralização da formação.

A moção visa que o pólo seja reaberto possibilitando assim a formação dos 900 bombeiros do distrito, conforme explicou Rui Correia, deputado do PSD na Assembleia Municipal e presidente da corporação de Bombeiros de Bragança.

“Os bombeiros precisam de fazer 70 horas de formação anuais obrigatórias, o que quer dizer que vão ter de se deslocar a um dos pólos da Escola Nacional de Bombeiros ou terá de vir um formador ao corpo de bombeiros o que, atendendo à especificidade de algumas formações, pode nem resultar devido à falta de meios”, explicou.

A necessidade de formação está já a afectar a corporação de Bragança. Segundo Rui Correia, há 30 cadetes que passaram a bombeiros de terceira e que precisam de uma formação de 30 horas que ainda não foi possível fazer devido à falta de formadores.

 

Campo de formação em Izeda

A transferência da formação para os quartéis de bombeiros já está a acontecer no distrito de Bragança. Os Bombeiros Voluntários de Izeda disponibilizaram o seu espaço para que ali fosse criado um campo de formação para incêndios florestais e industriais.

Uma iniciativa que, segundo o presidente da direcção, Fernando Lima, tem o aval da Liga dos Bombeiros. Fernando Lima, também deputado do PS na Assembleia Municipal, garante que as obras vão possibilitar criar em Izeda uma espécie de campo de treino. No entanto, o responsável assume que aquela unidade “não vai suprir a missão da Escola Nacional de Bombeiros”.

“A corporação de Izeda recebe apenas o espaço e apoia a formação, mas há outros serviços que não vão ser assegurados”.

Uma opinião partilhada por Rui Correia que considera que o campo de formação que está a nascer em Izeda vai “ajudar” a formar mais bombeiros, mas “não vai resolver o problema”.

A moção vai ser agora enviada ao Governo Civil de Bragança, ao Ministério da Administração Interna, ao Primeiro-Ministro, e demais entidades responsáveis.

publicado por Lacra às 10:11
21 de Novembro de 2009

 

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Bragança, José Fernandes, considera que seria importante dar formação aos soldados da paz para aprenderem a trabalhar com desfibrilhadores, bem como fornecer alguns destes equipamentos às corporações.

“Não digo em todos mas era importante que, em certos locais, houvesse um desfibrilhador e alguém formado para actuar. Não temos uma coisa nem outra”, apontou, sublinhando que os soldados da paz, em muitos casos, são os primeiros a chegar aos acidentados.

As estatísticas nacionais indicam que as doenças cardiovasculares são uma das causas de morte mais frequentes, com uma percentagem superior a 30 por cento. Em mais de metade dos casos de paragem cardio-respiratória, as vítimas não chegam com vida aos hospitais e, grande parte dos episódios de morte súbita cardíaca resultam da ocorrência de arritmias cardíacas, nomeadamente fibrilhação ventricular. Neste último caso o único tratamento é a desfibrilhação eléctrica. A nova legislação já permite que estes aparelhos sejam utilizados por pessoal não médico, embora com

A legislação indica ainda que em mais de metade dos casos de paragem cardio-respiratória as vítimas não chegam com vida aos hospitais. Ao mesmo tempo, a maior parte dos episódios de morte súbita cardíaca resultam da ocorrência de arritmias cardíacas, nomeadamente fibrilhação ventricular, cujo único tratamento é a desfibrilhação eléctrica.

José Fernandes não tem dados que permitam afirmar se já teve casos em que o desfibrilhador era ou não necessário até porque isso seria “um acto médico”. No entanto, o comandante acredita que o fornecimento de desfibrilhadores aos bombeiros, bem como formação adequada, seria muito positivo: “os bombeiros são pessoas capazes, dedicadas e disponíveis 24 horas, 365 dias”.

A nova legislação já permite que os desfibrilhadores automáticos externos sejam utilizados por pessoal não médico, no entanto, é necessário que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) certifique o seu uso e monitorize e fiscalize a sua utilização. 

29 de Setembro de 2009

 O segundo comandante e o chefe de equipa dos Bombeiros Voluntários de Vimioso foram identificados, pelos GIP’s da GNR, durante o combate a um incêndio na aldeia de Avinhó, em Vimioso.

Os bombeiros preparavam-se para combater o incêndio recorrendo à técnica do contra-fogo. No entanto, o grupo de homens da GNR que se encontrava no local não terá concordado com o recurso a tal técnica.

Segundo fonte dos bombeiros, o contra-fogo foi autorizado pelo comando distrital e essa terá sido a informação transmitida ao GIP’s. O grupo da GNR terá insistido que na ilegalidade do recurso a este método e, após alguns momentos de tensão entre os homens de ambas as equipas, terão identificado o segundo comandante e o chefe de equipa dos Bombeiros de Vimioso.

O comandante da corporação, Noel Afonso, discorda da atitude do GIP’s e entregou já um relatório de protesto ao comando distrital.

“O contra-fogo foi autorizado pelo comando distrital, como está registado, mas os GIPS insistiram na ilegalidade”, contou o comandante.

Esta já não é a primeira vez que a GNR e os Bombeiros colidem no teatro de operações. Já em Setembro do ano passado, em Valpaços, na mesma situação de uso de contra-fogo, o comandante dos bombeiros foi identificado pelos militares da GNR.

O governador civil de Bragança, Vítor Alves, considera, no entanto, que não há motivo para qualquer divergência entre os dois grupos de intervenção até porque está estabelecido quem dá a indicação para iniciar o contra-fogo e quem o pode realizar.

“Há um código de conduta em relação à operacionalidade e aos actores a quem incube determinado tipo de responsabilidades e isto está claro para todos e é enquadrado num comando vertical, hierarquicamente definido que determina o que se faz no terreno”, apontou.

Vítor Alves desvaloriza a situação até porque “combater um incêndio não é tarefa simples”.

“Há uma dimensão afectiva e emocional dos actores que estão presentes e depois há divergências, mas isso nunca interferiu na prática responsável de todos os actores que estão enquadrados no teatro de operações ”, justificou.

O governador confirmou que o assunto seguiu as “vias normais” e que tudo não terá passado de um “incidente” que se resolve recorrendo aos mecanismos inerentes a uma hierarquia de comando.

Os GIP’s foram criados em 2006 tendo por missão executar acções de prevenção e de intervenção de primeira linha em todo o território nacional, em situações de emergência de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes ou acidentes graves.

A missão destes militares é actuar nos primeiros minutos dos fogos florestais, no ataque inicial, sendo depois o combate ao incêndio da responsabilidade dos bombeiros. 

publicado por Lacra às 10:24
28 de Abril de 2009

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local enviou ao Governo Civil um documento subscrito pelos delegados sindicais das Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do distrito de Bragança exigindo que seja apreciada a proposta de regulamento de condições mínimas já apresentado pelo sindicato.

O sindicato quer que aqueles que diariamente desempenham funções de bombeiros, incluindo os trabalhadores que exercem nos Centros de Coordenação Operacional, na Força Especial de Bombeiros e nas Equipas de Intervenção Permanente, vejam reconhecido o seu direito à carreira, respectivos conteúdos funcionais e remunerações.

Uma das principais queixas do sindicato é a “falta de respeito pelos mais elementares direitos dos trabalhadores do Movimento Associativo dos Bombeiros e o generalizado incumprimento da lei vigente”. O sindicato considera que é necessário que se criem mecanismos que garantam horários de trabalho que respeitem a lei e que é necessário que os profissionais do Movimento Associativo dos Bombeiros sejam encarados como cidadãos trabalhadores com direitos.

A nível da formação, o sindicato acusa que continuam a existir muitas lacunas e que é necessário regulamentar a formação de modo a que todos os bombeiros dêem uma resposta eficaz e integrada às situações com que se deparam.

O documento foi entregue a Governo Civil para ser enviado ao Ministério da Administração Interna e surge numa altura em que, conforme afirma o sindicato, “têm crescido as pressões exercidas e até os processos disciplinares sobre os trabalhadores e sobretudo sobre os activistas sindicais”.

Segundo o sindicato, estas pressões são em regra exercidas por Comando e Direcção eleita para Associações.

O documento foi assinado por representantes sindicais das Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães, de Freixo de Espada à Cinta, de Macedo de Cavaleiros, de Mirandela, de Mogadouro, de Torre de Dona Chama, de Vimioso, de Vila Flor e de Vinhais.

 

24 de Abril de 2009

 Os Bombeiros Voluntários de Bragança vão acolher, durante todo este Sábado, 25 de Abril, uma campanha de recolha de sangue de potenciais dadores de medula óssea para uma criança de nove anos que sofre de leucemia.

A criança está internada no Instituto Português de Oncologia do Porto há dois meses, à espera do transplante. Nenhum dos familiares do menino tem compatibilidade sanguínea para poder efectuar a operação. Embora sendo uma família carenciada, a mãe da criança voltou a engravidar na esperança que o recém-nascido pudesse ter compatibilidade com o irmão. O bebé nasceu há dois meses mas, por ironia do destino, também não é um dador compatível.

A família tenta agora encontrar um dador que possa salvar a vida do menino de nove anos. A campanha de recolha de sangue vai decorrer das 10h00 às 17h00, durante o Sábado, 25 de Abril, nos Bombeiros Voluntários de Bragança,

Para poder participar basta apenas ter entre os 18 e os 45 anos, peso superior a 50 quilos e levar o bilhete de identidade ou o cartão do cidadão.  

O teste consiste apenas numa pequena recolha de sangue, equivalente ao recolhido numas análises.

20 de Abril de 2009

 A delegada sindical Maria Eduarda, operadora da central de telecomunicações dos Bombeiros de Mirandela, foi alvo de um processo disciplinar e de despedimento depois de ter denunciado o mau ambiente de trabalho que se vive naquela corporação. A sindicalista foi despedida pela direcção por ter denunciado a perseguição a trabalhadores, a falta de pagamento de horas extraordinárias e de concessão de folgas.

Em Fevereiro, quatro bombeiros contratados da Associação Humanitária de Mirandela apresentaram queixa no Tribunal de Trabalho contra a direcção pela alegada falta de pagamento de horas suplementares e de concessão dos dias de folga, bem como de perseguição e coacção através de processos disciplinares e suspensões. A operadora de telecomunicações, Maria Eduarda, confirmou a situação a vários órgão de comunicação social afirmando que “vários colegas motoristas têm sido vítimas de perseguição” e que o ambiente de trabalho se tinha vindo a degradar devido à “divisão entre os que exercem a profissão e os voluntários do corpo activo”. A sindicalista disse ainda que alguns dos bombeiros estavam a ser “humilhados, maltratados e desrespeitados” e relatou que os quatro bombeiros em causa já tinham sido alvo de um processo disciplinar interno por, alegadamente, terem entregue os telemóveis da Associação que serviam para estar sempre disponíveis para chamadas de emergência.

 Na altura o presidente da direcção dos Bombeiros não quis prestar declarações sobre o caso. O despedimento da delegada sindical já foi contestado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local. O sindicato considera que esta atitude da direcção vem confirmar as acusações da delegada sindical e já contestou junto da direcção aquilo que considera ser uma atitude que “contraria os mais elementares princípios da vivência democrática e dos direitos dos trabalhadores”.

Em informação à comunicação social, o Sindicato diz que irá levar a cabo todas as medidas possíveis e necessárias para que “seja reposta a legalidade” através da reintegração da trabalhadora. O sindicato pede ainda a punição dos responsáveis pelo “ignóbil acto repressivo”.



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