Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
17 de Julho de 2010

A Albufeira do Azibo é um dos locais turísticos mais procurados no Nordeste Transmontano, pese embora, a nível nacional, ainda sejam poucos aqueles que conhecem este verdadeiro “oásis” nascido pela mão do homem num local que já foi uma espécie de “deserto”.

Construída nos anos 70, a barragem foi pensada para suprir as carências de água do concelho macedense e para servir a agricultura, através da rega por gravidade para todo o vale de Macedo de Cavaleiros, Brinço, Cortiços e Chacim. Mas quando o empreendimento foi concluído, rapidamente as populações locais começaram a acorrer ao local, atraídas pelo enorme espelho de água.

Com a criação das praias fluviais, a construção dos acessos, de um cais de embarcação e de um parque de merendas, a Albufeira tornou-se num sítio verdadeiramente aprazível e convidativo ao descanso.

Ao local já lhe chamaram até um “manual do ambiente por si só”, a que acresce ainda o facto de ter disponíveis, hoje em dia, duas praias com bandeira azul, uma delas galardoada consecutivamente desde 2003, sendo a praia que, até hoje, mais bandeiras azuis teve atribuídas em Portugal e na Europa. Factores que atraem ao local milhares de visitantes, todos os Verões, e que levam a câmara municipal a apostar no desenvolvimento turístico daquele local. Em volta do grande lago foram depositadas toneladas de areia e construídos equipamentos públicos para fruição e lazer. Vários nadadores-salvadores asseguram a segurança das praias, promovendo  as boas práticas e fornecendo conselhos e informações aos veraneantes.

Assinala-se que nas praias do Azibo nunca se registou nenhum incidente grave, motivo que, este ano, levou a que ali arrancasse, oficialmente, a nível nacional, a campanha “Verão de Campeão”, uma iniciativa da do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN) e da Fundação Vodafone, que visa a sensibilização e o incremento da cultura de segurança nas praias.

Uma nova praia, do outro lado da margem poderá nascer, no próximo ano, de forma a possibilitar um melhor acesso a partir da cidade de Macedo de Cavaleiros e a garantir a qualidade de excelência do local.

O alojamento continua a ser uma lacuna que a autarquia pretende suprimir. Os visitantes podem ficar nas muitas unidades de turismo de habitação existentes no concelho bem como nas unidades de alojamento da cidade. Na cidade está ainda em construção um novo hotel mas Beraldino Pinto, presidente da câmara, confessa que ainda há “dificuldades em corresponder a toda a procura”.

O alargamento da oferta pode passar pela construção de um parque de campismo, uma infra-estrutura que poderá vir a ser construída por privados, desde que autorizada pelas entidades que gerem a Paisagem Protegida.

Este desenvolvimento terá que seguir os regulamentos que vierem a ser ditados pelo Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, um documento que se encontra actualmente em apreciação e discussão e que a autarquia espera que venha a compatibilizar as diferentes utilizações que têm sido dadas àquele espaço.


 

História de uma paisagem alterada pelo homem

Quando o visionário engenheiro Camilo Mendonça pensou em construir a barragem do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, certamente não terá imaginado o potencial turístico e ambiental que estava prestes a nascer.

Localizada numa área marcadamente árida, a albufeira do Azibo veio transformar toda aquela paisagem e ajudar à criação de biodiversidade que, de outra forma, nunca existiria naquele local. Em verdade, se a construção da barragem do Azibo tivesse sido sujeita a estudos de impacto ambiental, como acontece hoje em dia, provavelmente não teria sido aprovada, pelo menos não o seria tal e qual como a conhecemos hoje.

É que, a grande massa de água, (55 milhões de metros cúbicos), alimentada pelo rio Azibo e por pequenos ribeiros, veio alterar toda uma paisagem marcada pela aridez dos verões muito quentes e invernos rigorosos, criando um microclima mais próximo do Mediterrâneo, alterando a paisagem e favorecendo o aparecimento de outros ecossistemas.

Quando o empreendimento foi concluído, em 1982, previa-se que demorasse cerca de um ano a encher completamente, mas o rigor das chuvadas que então se fizeram sentir, provocaram um rápido enchimento da albufeira, em menos três de meses, alagando uma área superior àquela que tinha sido pensada. As operações de limpeza não foram concluídas a tempo, tendo sido inundados vários campos com sobreiros, lameiros, bem como algumas corriças de animais.

Hoje sabe-se também que a barragem veio inundar alguns locais de interesse arqueológico significativo e, de uma maneira geral, perturbar o ambiente natural daquela zona. Contratempos que nunca foram contabilizados devido à ausência do estudo de impacto ambiental mas que, a longo prazo, vieram a ser ultrapassados por todo um conjunto de factores que, hoje, tornam o Azibo um local de excelência, em termos de biodiversidade e turismo, e um local que mantém os objectivos para o qual foi criado – a rega agrícola e o abastecimento público.

 


Azibo – “um laboratório de experiências”

Com a afluência de cada vez mais pessoas à Albufeira, começaram-se a realizar as primeiras abordagens cientificas ao ecossistema do local e decidiu-se avançar com a criação da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

Esse passo foi fundamental para a protecção e conhecimento da biodiversidade do local e fez do Azibo uma espécie de “laboratório de experiências no que diz respeito às áreas protegidas”. É que o Azibo é uma Paisagem Protegida que só existe como tal pela construção da barragem, conforme notou Manuel Cardoso, presidente da comissão directiva da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

“Não fosse o facto de ter sido construída uma albufeira e não conheceríamos a Paisagem Protegida do Azibo tal como ela é hoje. Teríamos uma paisagem na orla daquilo que é a Rede Natura 2000 do monte Morais, mas não seria com esta biodiversidade que temos hoje”.

Numa área de cerca de quatro mil hectares coexistem uma diversidade de aves migratórias que fazem ali escala e que tornam aquele espaço como um ponto privilegiado para a observação de diversas espécies. Há ainda várias espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e peixes possíveis de observar durante todo o ano através de actividades direccionadas para o efeito. Mas se alguns mamíferos permitem a aproximação razoável do ser humano, ou são passíveis de observar ou ouvir, outros há que têm comportamentos nocturnos e que requerem maior “investigação” para serem identificados.

Já a flora é marcada pelas formações de sobreiro e manchas de carvalho negral e carvalho-cerquinho, mas não só. Para além de uma grande representatividade de espécies denominadas “Quercus” e de toda uma flora que é mais tradicional ocorrer nesta região, há ainda as orquídeas silvestres, que aparecem durante os meses de Maio e Junho, bem como os narcisos ou as tulipas bravas, a par dos fungos que aqui também têm forte expressão.

Um mundo de biodiversidade que é dado a conhecer ao visitante através de trilhos, devidamente sinalizados e interpretados, que fazem ainda a aliança entre o que é o património natural e o património humano e cultural. É o caso do trilho dos Caretos, que passa pela casa do Careto, em Podence; ou o trilho dos Fornos, que destaca a recuperação dos fornos de Salselas. Depois há ainda o trilho Ricardo Magalhães, mais voltado para a valorização natural; o trilho Quercus, onde estão presentes as espécies “quercus”, como o carvalho negral ou o sobreiro, permitindo observar onde o rio Azibo entra na paisagem protegida. O visitante pode ainda percorrer a ciclovia, entre Macedo de Cavaleiros e a Albufeira, ou circundar grande parte das margens.

 

Ecoresorts à espera do aval do ICNB

A câmara de Macedo de Cavaleiros quer apostar na construção de ecoresorts na Albufeira do Azibo e até já tem dois projectos empresariais orientados nesse sentido, com propostas muito consistentes, mas que têm “esbarrado” na falta de clarificação da abordagem que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer dar à Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

O Plano de Ordenamento está em estudo mas, segundo Beraldino Pinto, presidente da autarquia, “não tem corrido bem” porque o ICNB tem outro “entendimento” do que deveria ser a envolvente da albufeira do Azibo.

A autarquia encomendou até um estudo de marketing territorial à Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), orientado para as questões do turismo, e que apontou a Albufeira como um dos produtos âncora a ser trabalhado para desenvolver esta actividade no concelho. João Medina, um dos responsáveis do estudo, diz mesmo que “o Azibo é o produto turístico mais conhecido de Macedo de Cavaleiros”, motivo pelo qual ali devem ser realizados  investimentos, em consonância com o estatuto ambiental daquela área, mas potenciando o turismo.

Esse é o entendimento que tem também Beraldino Pinto que acredita que projectos como os ecoresorts têm de integrar uma componente ambiental e ser uma mais-valia para o ambiente.

“As pessoas que vêm para este tipo de equipamentos, vêm pela qualidade do ambiente e da paisagem”, considerou. “Queremos permitir que haja um usufruto por parte de quem está disposto a pagar e que tal sirva para aumentar o rendimento das famílias, através do rendimento das empresas”.

O edil não aceita que não haja possibilidade de concretizar esse tipo de investimentos e considera que vai ter de se encontrar um ponto de entendimento com o ICNB.

“Não tem sido possível, mas esperamos que a breve prazo se consigam ultrapassar esses problemas”, apontou, acrescentando que o desenvolvimento sustentável não tem de passar pelo abandono do território, mas antes pela sua ocupação correcta. “Nós já demos provas do que é preservar e hoje a Paisagem Protegida do Azibo é um território que recuperou em termos de biodiversidade”, justificou.

No plano de marketing territorial definido pela SPI são definidas várias linhas de acção que têm como objectivo aumentar a visibilidade turística do concelho. Nesse projecto, a Albufeira do Azibo é apontada como um dos três produtos âncora a trabalhar, a par com as Aldeias de Cavaleiros e o Parque Geológico de Morais.

 


Plano de Ordenamento em estudo

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) encomendou um estudo a uma equipa técnica que já apresentou quatro cenários distintos mas sobre os quais a câmara municipal aponta várias divergências. Em cima da mesa está a possibilidade da renaturalização total do espaço; a manutenção da situação actual (status quo); o desenvolvimento agrícola e florestal; ou o desenvolvimento do turismo.

A autarquia defende que o novo Plano de Ordenamento, que tem como horizonte 2030, venha a ser, simultaneamente, um plano de desenvolvimento, mas, segundo o presidente da autarquia, tem havido alguns “entraves a esta perspectiva”.

O autarca considera que o espaço é essencial para o desenvolvimento do turismo na região mas defende, ao mesmo tempo, a compatibilização dos usos, como tem acontecido. Uma opinião que é também partilhada por Manuel Cardoso, presidente da Comissão Directiva da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. O responsável pensa que é possível compatibilizar as diferentes vertentes até porque o local só se tornou naquilo que é hoje, uma paisagem protegida, pela acção directa do homem (construção da barragem). “Não podemos pensar que vamos ter aqui um santuário ambiental a preservar, retirando daqui as actividades humanas”, apontou, dizendo que tal é “impensável”. Por outro lado, Manuel Cardoso defende também que qualquer actividade, investimento ou utilização do espaço, só faz sentido enquanto este mantiver o estatuto de Paisagem Protegida. “Caso contrário perde-se a excelência sítio. O Plano tem de nascer do conjunto de diferentes visões”, considerou.

O Plano de Ordenamento está numa fase adiantada de elaboração mas a discussão técnica já se arrasta há alguns anos. Quando o ICNB entregar os documentos e depois de seguidos os trâmites normais, o Plano deve ser alvo de uma discussão pública na qual todos poderão intervir.

 

Carla A. Gonçalves

08 de Julho de 2010

A câmara de Macedo de Cavaleiros quer apostar na construção de ecoresorts na Albufeira do Azibo e até já tem dois projectos empresariais orientados nesse sentido, com propostas muito consistentes, mas que têm “esbarrado” na falta de clarificação da abordagem que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer dar à Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

O Plano de Ordenamento está em estudo mas, segundo Beraldino Pinto, presidente da autarquia, “não tem corrido bem” porque o ICNB tem outro “entendimento” do que deveria ser a envolvente da albufeira do Azibo.

A autarquia encomendou até um estudo de marketing territorial à Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), orientado para as questões do turismo, e que apontou a Albufeira como um dos produtos âncora a ser trabalhado para desenvolver esta actividade no concelho. João Medina, um dos responsáveis do estudo, diz mesmo que “o Azibo é o produto turístico mais conhecido de Macedo de Cavaleiros”, motivo pelo qual ali devem ser realizados  investimentos, em consonância com o estatuto ambiental daquela área, mas potenciando o turismo.

Esse é o entendimento que tem também Beraldino Pinto que acredita que projectos como os ecoresorts têm de integrar uma componente ambiental e ser uma mais-valia para o ambiente.

“As pessoas que vêm para este tipo de equipamentos, vêm pela qualidade do ambiente e da paisagem”, considerou. “Queremos permitir que haja um usufruto por parte de quem está disposto a pagar e que tal sirva para aumentar o rendimento das famílias, através do rendimento das empresas”.

O edil não aceita que não haja possibilidade de concretizar esse tipo de investimentos e considera que vai ter de se encontrar um ponto de entendimento com o ICNB.

“Não tem sido possível, mas esperamos que a breve prazo se consigam ultrapassar esses problemas”, apontou, acrescentando que o desenvolvimento sustentável não tem de passar pelo abandono do território, mas antes pela sua ocupação correcta. “Nós já demos provas do que é preservar e hoje a Paisagem Protegida do Azibo é um território que recuperou em termos de biodiversidade”, justificou.

No plano de marketing territorial definido pela SPI são definidas várias linhas de acção que têm como objectivo aumentar a visibilidade turística do concelho. Nesse projecto, a Albufeira do Azibo é apontada como um dos três produtos âncora a trabalhar, a par com as Aldeias de Cavaleiros e o Parque Geológico de Morais.

João Medina considera que para aumentar a visibilidade do concelho no exterior é necessário desenhar um plano de acção com várias estratégias complementares que permitam ocupar o turista que visite este território. No que diz respeito à Albufeira do Azibo, o responsável aponta como objectivo a diminuição da sazonalidade e aumentar a procura no Inverno alargando as actividades, como a observação de aves ou de flora, criando produtos de merchandising e toda uma estratégia que torne aquele local “interessante todo o ano”.

As aldeias rurais do concelho são outro dos produtos a desenvolver turisticamente. João Medina acredita que este universo pode ser atractivo para quem vive em meios urbanos mas, para tal, há que aproveitar e dinamizar este património.

“Temos que valorizar o património simples que existe nos meios rurais e experiencias como ser pastor por um dia ou a apanha de azeitona, que são actividades tradicionais consideradas relaxantes e que quebram a rotina de quem visite este concelho”, apontou.

Já a zona de Morais, onde se dá um fenómeno geológico sem igual e que levam os especialistas a apelidar aquela zona de “umbigo do mundo”, é outro dos produtos com o qual se pretende desenvolver um conjunto de iniciativas mais vocacionadas para o turismo geológico e que podem passar pela criação de um Centro de Ciência Viva perto do local.

 

Envolver os privados para dinamizar o turismo

Com a elaboração do plano de marketing territorial, a autarquia pretende envolver os empresários privados e sociedade no desenvolvimento do turismo sustentável, através da valorização da cultura, natureza e toda a identidade transmontana.

Com a definição dos produtos âncora, há agora que criar marcas, circuitos de comercialização, canais de informação e todo um conjunto de actividades inovadoras de marketing. Esta estratégia de desenvolvimento, para já, foi desenvolvida unicamente para o concelho de Macedo de Cavaleiros mas pode vir a alargar-se a outros concelhos do distrito de Bragança e a envolver vários parceiros privados e públicos da região.

02 de Julho de 2010

 

 

Está em estudo o Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) encomendou um estudo a uma equipa técnica que já apresentou quatro cenários distintos mas sobre os quais a câmara municipal aponta várias divergências.

O Diário de Bragança soube que em cima da mesa está a possibilidade da renaturalização total do espaço; a manutenção da situação actual (status quo); o desenvolvimento agrícola e florestal; ou o desenvolvimento do turismo.

A barragem do Azibo foi construída nos anos 70 com o objectivo de servir o abastecimento de água e a rega de campos agrícolas. No entanto, a elevada procura da população pelo local como espaço de lazer, a par do aumento de biodiversidade verificado no local, levaram  a que o espaço fosse classificado, em 1999, como Paisagem Protegida, espaço onde, entretanto, nasceram praias fluviais classificadas com Bandeira Azul desde há vários anos.

Para Beraldino Pinto, presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros, já foram dadas “provas” da gestão do território numa perspectiva de valorização e salvaguarda. É por isso que o autarca defende que o novo Plano de Ordenamento, que tem como horizonte 2030, venha a ser, simultaneamente, um plano de desenvolvimento, mas confessa que tem encontrado “entraves”.

“Não estamos a conseguir que o ICNB corresponda a essa perspectiva legítima”, contou.

O autarca considera que o espaço é essencial para o desenvolvimento do turismo na região mas defende, ao mesmo tempo, a compatibilização dos usos, como tem acontecido.

“É possível compatibilizar os usos e é desejável essa compatibilização”, afirmou.

Uma opinião que é também partilhada por Manuel Cardoso, presidente da Comissão Directiva da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. O responsável pensa que é possível compatibilizar as diferentes vertentes até porque o local só se tornou naquilo que é hoje, uma paisagem protegida, pela acção directa do homem (construção da barragem).

“Não podemos pensar que vamos ter aqui um santuário ambiental a preservar, retirando daqui as actividades humanas”, apontou, dizendo que tal é “impensável”.

Por outro lado, Manuel Cardoso defende também que qualquer actividade, investimento ou utilização do espaço, só faz sentido enquanto este mantiver o estatuto de Paisagem Protegida.

“Caso contrário perde-se a excelência sítio. O Plano tem de nascer do conjunto de diferentes visões”, considerou.

O Plano de Ordenamento está numa fase adiantada de elaboração mas a discussão técnica já se arrasta há alguns anos. Quando o ICNB entregar os documentos e depois de seguidos os trâmites normais, o Plano deve ser alvo de uma discussão pública na qual todos poderão intervir.

publicado por Lacra às 08:36
27 de Junho de 2010

A campanha de segurança nas praias portuguesas arrancou, pela primeira vez, na Praia da Ribeira da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. “Verão de Campeão” é uma iniciativa do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN) e da Fundação Vodafone, que visa a sensibilização e o incremento da cultura de segurança junto de todos os que frequentam estes espaços.

A praia do Azibo é uma praia vigiada há vários anos e um exemplo, a nível nacional, pela ausência de acidentes mortais. Ainda assim, todos os anos se registam ocorrências pelo que Costa Andrade, comandante do ISN considera que nunca é demais insistir no cumprimento “escrupuloso” das regras de segurança.

“Todas as praias são potencialmente perigosas quando não se cumprem as regras elementares”, considerou o comandante, apontando que o grande objectivo do ISN é fomentar a cultura da segurança junto de todos os que frequentam as praias.

Este ano, a campanha visou sobretudo a transmissão de conceitos pedagógicos e a exploração de situações perigosas junto das crianças através de jogos lúdicos. Foi ainda realizado um simulacro de salvamento de um afogamento em que houve intervenção dos nadadores-salvadores, sob a direcção do ISN.

A Praia da Fraga da Pegada e a praia da Ribeira são duas praias que, durante a época balnear, dispõe da vigilância dos nadadores-salvadores, estando ainda dotadas de todas as infra-estruturas e equipamentos necessários. A visita de milhares de pessoas, durante o Verão, faz com que a segurança seja uma aposta primordial da câmara de Macedo, em conjunto com todas as outras entidades com responsabilidades na matéria.

“As praias podem estar bonitas, ter todas as condições e infra-estruturas mas se houver acidentes é todo um trabalho e uma imagem que fica prejudicada”, considerou o presidente da câmara, Beraldino Pinto.

Na praia da Ribeira, daquilo que é a experiencia de Hugo Ribeiro, um dos nadadores-salvadores a trabalhar no local há duas épocas consecutivas, o que levante mais ocorrências é a falta de precaução, nomeadamente de alguns visitantes que pretendem aceder à plataforma existente na água ou que tentam levar as crianças até lá.

“As crianças querem ir para lá e os pais tentam levar e, muitas vezes, não sabem nadar muito bem ou atrapalham-se com o transporte”, contou, apontando que a falta de respeito pelas regras de segurança estão sempre na base das ocorrências registadas. No ano passado, naquela praia, o nadador-salvador teve de intervir doze vezes mas em nenhuma delas houve perigos de maior.

A par da abertura da campanha de segurança para 2010, a Praia da Ribeira e a Praia da Fraga da Pegada hastearam, novamente, as Bandeiras Azuis e de Acessibilidade, dois galardões atribuídos pelo Instituto Nacional da Água que comprovam a excelência do local.

 

12 de Junho de 2010

 

A época balnear na albufeira do Azibo, só abre oficialmente dia 15 de Junho.
No entanto, as praias do Azibo já têm sido muito procuradas por pelos habitantes do nordeste, nas últimas semanas, mas ainda não há vigilância.
No total , vão ser sete os banhistas que vão assegurar a vigilância das três praias do Azibo, bem como da piscina municipal.
Sílvia Garcia, vereadora da cultura da câmara municipal de Macedo de Cavaleiros, refere que as praias já estão preparadas, os equipamentos já foram revistos, falta apenas a componente informativa, que só vai estar disponível, a partir da abertura oficial.

“O ano passado houve a possibilidade de se iniciar mais cedo, neste momento, ainda não temos as condições reunidas”. A garantia dada pelo município é de que estarão reunidas a partir do dia 15 de Junho. Sílvia Garcia, explica que “tudo está a ser preparado para que o início da época decorra dentro da normalidade”. A responsável diz ainda, que tudo está a ser devidamente precavido. “Neste momento, estão a ser colocadas alguns painéis de sinalização para que todos os utilizadores, possam ter toda a informação disponível”, explica.
Nos últimos anos têm sido promovidas acções de sensibilização e prevenção nas praias do Azibo, para informar as pessoas dos efeitos de uma exposição solar excessiva.
Sílvia Garcia considera que este tipo de prevenção vai continuar a ser feito este ano. “É nossa intenção continuar com este tipo de acções. Muitas delas vão ser organizadas pelo município, através da Ecoteca, que cai incidir mais na sensibilização para a sensibilização das praias”. Vão passar vários jovens pelas praias, numa tentativa de sensibilizar todos os banhistas. Além da sensibilização em termos de limpeza e do lixo, vai também ser feito, em parceria com as farmácias locais, acções de sensibilização direccionadas para a questão dos perigos da exposição solar demasiado elevadas”.
O início de mais uma época balnear do Azibo.
A praia da Fraga da Pegada do Azibo que recebeu há poucos dias mais uma distinção. Um prémio da Quercus intitulado “praia com água de qualidade de ouro”.

 

Fonte: RBA

publicado por Lacra às 08:00
15 de Maio de 2010

A albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, conta, pela primeira vez, com duas praias fluviais galardoadas com a bandeira azul. A praia da Fraga da Pegada ostenta, pelo sexto ano consecutivo, este galardão de qualidade ambiental. Já a Praia da Ribeira ostenta este símbolo pela primeira vez. A bandeira azul é atribuída pela Fundação Bandeira Azul da Europa, uma organização não governamental e sem fins lucrativos, mediante rigorosos critérios relacionados com a qualidade da água, mas não só. A Fundação, antes de atribuir o galardão, verifica também critérios relacionados com a informação e educação ambiental, gestão ambiental e equipamentos, segurança e serviços. O município de Macedo de Cavaleiros tem-se destacado a nível nacional pelo bom desempenho representando 25 por cento das bandeiras azuis atribuídas a praias fluviais em todo o país. Beraldino Pinto, presidente da câmara local, considera que este sucesso se deve não só ao empenhamento do município e aos investimentos realizados na Albufeira do Azibo, mas a todos os macedenses e visitantes. “Para ter a bandeira azul é preciso promover uma atitude ambiental activa e pró-activa e isso envolve as escolas, a população e os visitantes”, notou. O novo projecto da autarquia passa agora por criar mais uma praia fluvial na albufeira, de forma a evitar a massificação das praias existentes. No Verão passou pelo local milhares de pessoas de toda a região e de todo o país, pelo que Beraldino Pinto considera que será importante criar uma nova praia que permita receber mais pessoas, com a mesma qualidade. Já relativamente ao campo de golfe que está previsto para aquele espaço ambiental, o presidente da câmara não quis avançar com datas mas garantiu que estão a ser dados todos os passos que permitam que todas as exigências ambientais sejam cumpridas. O processo continua em fase de estudos mas já tem comparticipação financeira garantida em 75 por cento, através do Instituto de Desporto de Portugal. O projecto engloba ainda a criação de uma academia de golfe a instalar na cidade.
06 de Agosto de 2009

 “Um lugar para viver” é o nome da nova série que a RTP está a gravar na região. A comédia “negra” conta com a participação de actores bem conhecidos do público português, como seja, Ana Bustorff, Rui Mendes, João Lagarto, Carla Andrino, Isabel Figueira, entre outros.

O argumento e realização é de Artur Ribeiro e conta a história de uma família de emigrantes portugueses que, depois de 30 anos, regressa de França, numa autocaravana, e recomeça a vida em Portugal. Quando chegam à aldeia natal, encontram um sítio quase desertificado e descobrem que a casa da família ficou em ruínas na sequência de um incêndio que lavrou na região. Com o choque, a matriarca morre do coração, não sem pedir antes que a família se mantenha unida, e que a enterrem junto ao local onde vão viver. Isto motiva uma nova viagem, em busca de um canto no país onde possam edificar casa e enterrar a matriarca. Mas, as várias disfuncionalidades da família levam a um rol de alucinantes peripécias que os obriga a ir de terra em terra, à procura de um lugar para viver.

É nesta série que a modelo Isabel Figueira se vai estrear como actriz, dando vida a uma personagem de forte carga dramática e emocional.

Nesta semana passada, os actores estiveram na Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, a filmar algumas cenas dos episódios. Durante a manhã, foi com surpresa que alguns veraneantes se depararam com todo o aparato inerente às filmagens. A GNR teve mesmo de controlar o tráfego para que tudo decorresse da melhor forma e sem grandes interrupções.

Um dos actores principais da série, Rui Mendes, contou ao aos jornalistas que as filmagens estão a decorrer “muito bem”, apesar de “muito cansativas”, devido ao calor.

Os actores estavam “muito surpreendidos” com a paisagem da região e com a “qualidade de vida”. Rui Mendes confirmou que a maioria não conhecia o Nordeste Transmontano e que estavam muito “felizes”.

“Trabalhei várias vezes em Bragança e em Vila Real, mas não conhecia muito bem Macedo de Cavaleiros. É uma região lindíssima e eu e os meus colegas estamos muito felizes por aqui estar”.

Depois de quatro dias pelo concelho de Macedo de Cavaleiros, o elenco seguiu para Mirandela. As filmagens vão ainda decorrer em Alfândega da Fé e daí partirão para outras localidades do país.

“Um lugar para viver” está a ser produzido pela Plano 6 e conta com 13 episódios, cada um com 44 minutos.

Tudo indica que a série vá para o ar ainda em Setembro deste ano.

05 de Agosto de 2009

 Foi hoje apresentado o penúltimo circuito do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia, a decorrer no Azibo, de 12 a 16 de Agosto. Mais informações aqui

07 de Junho de 2009

Foi aberta oficialmente, no dia 1 de Junho, a época balnear na Praia da Ribeira, na Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros.

O dia ficou marcado pela atribuição do galardão “qualidade de ouro” à água da Praia da Fraga da Pegada, pela Quercus. Esta foi uma das duas únicas zonas do interior a conseguir esta distinção da associação ambientalista.

Recorde-se que a praia da Fraga da Pegada, (a segunda praia da Albufeira do Azibo), já tinha sido distinguida com bandeira azul pelo sexto ano consecutivo, um recorde inédito para uma praia fluvial.

Ainda assim, a época balnear na praia da Fraga da Pegada só terá início no dia 15 de Junho. Até lá, os banhistas devem procurar a primeira praia da albufeira, a única que já está preparada e que conta com a vigilância dos nadadores-salvadores.

Ao longo de toda a época balnear, a autarquia de Macedo de Cavaleiros irá promover no local várias acções de sensibilização para o ambiente e para a saúde, como já tem vindo a fazer nos anos anteriores. 
 

13 de Maio de 2009

As áreas protegidas de Montesinho e do Douro Internacional poderiam servir de complemento à albufeira do Azibo como forma de fazer com que os turistas permanecessem mais tempo no concelho. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer na tentativa de cativar privados a apostar neste mercado.

Essa é, pelo menos, a opinião do director-adjunto das áreas classificadas do Norte, Duarte Figueiredo, um dos oradores convidado a participar nas Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental, promovida pelo Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS), e que se realizou, pela primeira vez, em Macedo de Cavaleiros.

Segundo Duarte Figueiredo, o município macedense apostou, com apoio do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), na preservação dos valores naturais mas sem impedir que as pessoas usufruam desses mesmos valores.

O concelho macedense foi mesmo apontado como “exemplar” no que toca à estratégia seguida a nível ambiental e que, este ano, voltou a dar frutos com o município a ser galardoado, mais uma vez, com a bandeira azul para a albufeira do Azul e com a bandeira verde Eco XXI.

Agora o desafio que se coloca ao ICNB é o trabalho em rede, entre a albufeira do Azibo e os parques naturais de Montesinho e do Douro Internacional. Mas, para tal, é necessário que haja também interesse dos privados em investir no turismo de natureza.

“Quando se cria uma área protegida o objectivo não é criar uma redoma em volta dessa mesma área, é precisamente o contrário”, apontou.

No entanto, Duarte Figueiredo defende que têm de ser os privados a avançar sozinhos e a oferecer serviços complementares ao turista que visita estes espaços naturais.

“Tem que haver dinamismo, capacidade empreendedora para alguém interceptar esta pessoa, vender produtos regionais, vender serviços e isso não podemos ser nós a fazer, não temos condições nem é esse o nosso negócio”, apontou o director-adjunto.

As jornadas sobre Conservação Ambiental realizaram-se pela primeira vez em Macedo de Cavaleiros e contaram com a presença de inúmeros especialistas vindos de todo o país. Recorde-se ainda que o concelho de Macedo de Cavaleiros foi o único do distrito galardoado com a bandeira verde Eco XXI, um prémio que, no entender do vice-presidente da autarquia, Duarte Moreno, reflecte a aposta que o município tem feito nos valores ambientais.



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