Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
03 de Novembro de 2009

O novo executivo camarário de Carrazeda de Ansiães pretende cultivar o diálogo e a cooperação estratégica com os três vereadores eleitos pelo PS (Augusto Faustino) e pelo Movimento Independente (Olímpia Candeias e Marco Azevedo). No discurso de tomada de posse, José Luís Correia, autarca eleito pela coligação PSD/CDS-PP, aproveitou para apelar aos vereadores eleitos que “ultrapassem as fronteiras partidárias e de movimentos” pelos interesses do concelho. Da sua parte ficou o compromisso de assumir os quatro anos de mandato colaborando com todas as forças vivas, “independentemente da cor partidária”, como reforçou.

Consciente das dificuldades e obstáculos que esperam todo o executivo, José Luís Correia garantiu que não desistirá e tão pouco servirá o papel de alimentar “controvérsias”.

Eugénio de Castro, presidente cessante, quis no entanto deixar alguns conselhos. Depois de 20 anos à frente da autarquia, o ex-autarca considerou que será preciso uma “congregação de esforços com os vereadores”, mas apontou para alguns “perigos”:  “Tenho esperança em si, na câmara municipal, que se rodeiem dos melhores, que contem com todos e façam desta terra o que eu não consegui. Mas os que o bajulam, que andam à sua volta, são esses que o vão trair na primeira porta”.

O novo executivo conta apostar prioritariamente em iniciativas que promovam os recursos endógenos, que criem emprego e fixem população. Para tal, José Luís Correia pretende estabelecer um programa que permita um melhor aproveitamento das potencialidades turísticas e de valorização dos produtos locais.

A construção e manutenção de equipamentos colectivos que sirvam as populações é outra das prioridades do executivo PSD/CDS-PP. Prevista está a conclusão do centro cívico, a construção do pavilhão gimnodesportivo, a requalificação urbana da vila e, entre outros, a repavimentação de algumas estradas municipais degradadas.

José Luís Correia tomou posse como presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães no passado dia 31 de Outubro. Adalgisa Barata acompanha-o como vice-presidente, ambos eleitos pela coligação PSD/CDS-PP. Do executivo fazem ainda parte dois vereadores do Movimento Independente e um vereador eleito pelo PS.

 

12 de Outubro de 2009

 Um “rombo” para o PSD, uma “vitória” para o PS - foi desta forma que os dirigentes das estruturas distritais analisaram os resultados eleitorais das autárquicas. O PS conseguiu “conquistar” duas câmaras ao PSD, a de Miranda do Douro e Alfândega da Fé, e manter as quatro que já tinha – Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vinhais.

Por seu lado, o PSD reconquistou a câmara de Mogadouro, Bragança, Vimioso e Mirandela, esta última com a melhor votação de sempre. Os sociais-democratas ganharam ainda a câmara de Macedo de Cavaleiros e Carrazeda de Ansiães em coligação com o CDS-PP.

Em termos distritais, o PS sai das autárquicas com mais de seis mil votos de diferença para o PSD e o PSD com cerca de 20 mil votos a menos que nas eleições de 2005. Resultados considerados “excelentes” pelo presidente da federação socialista, Mota Andrade que atribuiu aos candidatos e ao trabalho de campanha esta “grande vitória”.

As duas surpresas da noite – a conquista de Miranda do Douro e de Alfândega da Fé – não causaram qualquer “espanto” ao dirigente rosa que contava já com uma vitória socialista. Em Miranda do Douro, o candidato Artur Nunes conseguiu ser eleito com 52,62 por cento dos votos contra 44,05 por cento dos votos do candidato do PSD, Américo Tomé. Neste concelho, o PSD decidiu apostar em Américo Tomé, vereador do anterior executivo, depois do ex presidente Manuel Rodrigo ter anunciado que não se recandidatava ao cargo.

A aposta em Artur Nunes, candidato independente apoiado pelo PS, causou alguma consternação na concelhia local mas revelou-se uma “boa aposta” de Mota Andrade, como o próprio frisou na noite eleitoral.

Já em Alfândega da Fé, Berta Nunes conseguiu, à segunda tentativa, obter a maioria dos votos pelo PS, contra o candidato do PSD/CDS-PP. Este foi mais um dos concelhos em que o anterior autarca, João Carlos Figueiredo, decidiu não se recandidatar abrindo caminho a um elemento do seu executivo, no caso Arsénio Pereira. Apesar da coligação PSD/CDS-PP, os votos caíram maioritariamente nos socialistas que ganharam com uma margem de 402 votos. Recorde-se que, nas anteriores eleições autárquicas, o PSD conseguiu reeleger-se à câmara contra a candidata Berta Nunes por uns escassos 57 votos.

O PS consegue ainda o “feito histórico” de ganhar em todas as seis freguesias do concelho de Freixo de Espada à Cinta e do concelho de Vinhais, neste último conseguindo chegar quase aos 70 por cento de votação.

Vila Flor manteve-se também rosa reelegendo Artur Pimentel para mais um mandato, o último depois de 16 anos à frente do executivo camarário. Também em Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, autarca há 20 anos, conseguiu a sua reeleição pelo PS, mas “à tangente”, com uma perigosa margem de 163 votos a mais que a coligação PSD/CDS-PP.

 

Efeito “contaminação”

 

A explicação para estes resultados eleitorais está no “efeito contaminação”, como lhe chamou o presidente da distrital laranja. No entender de Adão Silva, se o PSD tivesse ganho as eleições legislativas, talvez os resultados das autárquicas fossem melhores para os sociais-democratas. Exemplo disso, afirma, é o caso de Miranda do Douro, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo, concelhos onde o PSD esteve “taco a taco” com o PS e perdeu.

Mas Adão Silva dá ainda outro exemplo deste “efeito contaminação”: o concelho de Mirandela. Neste concelho, o candidato laranja, José Silvano, conseguiu o seu melhor resultado de sempre, sendo reeleito com 52,87 por cento dos votos. Para além da “excelência do candidato”, Adão Silva considera que também que, no dia da decisão, pesou muito a política que o Governo socialista adoptou e que levou ao encerramento da maternidade.

“Nas eleições autárquicas as pessoas vivem intensamente e fazem ajustes de contas, tanto pela personalidade dos candidatos, como pelo trabalho que estes fizeram, no caso de recandidaturas, como pelo que foi feito pela família política que representam”, apontou.

O dirigente laranja encontra a mesma razão para a subida do PS em Mirandela que, apesar de derrotado, conseguiu ultrapassar o CDS-PP, que era neste concelho a segunda força política. É que, conforme relembrou Adão Silva, a candidata socialista por Mirandela, Júlia Rodrigues, sempre se destacou pela crítica contra as políticas adoptadas pelo Governo naquele concelho, reagindo contra o encerramento de serviços. Uma posição de relativo afastamento que, no entender de Adão Silva, a “beneficiou” com dois mandatos quando em 2005 não tinham conseguido nenhum.

No entanto, o “efeito contaminação” poderá não explicar tudo. Em Bragança, por exemplo, o PSD ganhou com maioria mas perdendo três mil votos e um mandato a favor da candidatura independente de Humberto Rocha.

Também em Macedo de Cavaleiros, apesar da “estrondosa” vitória da coligação PSD/CDS-PP, com 53,96 por cento, a junta de freguesia urbana passou para as mãos do PS, que ganhou com uma escassa margem de 94 votos.

Já em Carrazeda de Ansiães, a candidata independente saída da fileira social-democrata, Olímpia Candeias, ia “estragando” a festa aos companheiros de partido. O PSD coligado com o CDS/PP conseguiu ganhar com uma margem inferior a 1,5 pontos percentuais, igualando com a candidata independente em número de mandatos, (dois para cada um).

Contas feitas, o PS ganha seis câmaras e o PSD outras seis, um cenário politico que certamente se alterará daqui a quatro anos, já que dos nove presidentes que se recandidataram, apenas dois poderão voltar a concorrer -  José Santos, de Freixo de Espada à Cinta, e Américo Pereira, de Vinhais -, devido à lei da limitação de mandatos.

 

Alfândega da Fé

PS: 52,56 por cento

PSD 43,72 por cento

CDU 0,97 por cento

 

Bragança

PSD 48,19 por cento

PS 27,56 por cento

XIII 16,14 por cento

CDS-PP 2,37 por cento

CDU 1,62 por cento

BE 1,25 por cento

 

Carrazeda de Ansiães

PSD/CDS-PP 35,41

III 34,07 por cento

PS 23,44 por cento

BE 2,29 por cento

CDU 0,52 por cento

PPM 0,46 por cento

 

Freixo de Espada à Cinta

PS 55,44 por cento

PSD/CDS-PP 40,72 por cento

CDU 0,79 por cento

 

Macedo de Cavaleiros

PSD/CDS-PP 53,96 por cento

PS 38,73 por cento

CDU 2,98 por cento

 

Miranda do Douro

PS 52,62 por cento

PSD 44,05 por cento

CDU 0,78 por cento

 

Mirandela

PSD 52,87 por cento

PS 25,25 por cento

CDS-PP 16,6 por cento

CDU 1,82 por cento

BE 0,91 por cento

 

Mogadouro

PSD 54,25 por cento

PS 25,24 por cento

CDS-PP 15,74 por cento

CDU 1,14 por cento

 

Torre de Moncorvo

PS 48,71 por cento

PSD/CDS-PP 46,27 por cento

CDU 1,69 por cento

 

Vila Flor

PS 57%

PSD 28,15 por cento

CDU 6,16 por cento

CDS-PP 4,01 por cento

 

Vimioso

PSD 55,75 por cento

PS 38,06 por cento

CDU 0,65 por cento

 

Vinhais

PS 68,4 por cento

PSD 20,33 por cento

CDS-PP 6,24 por cento

CDU 1,26 por cento

 

02 de Outubro de 2009

O candidato socialista está apostado em fazer passar a mensagem de que "as pessoas têm de votar com alguma utilidade" numas eleições em que reconhece que poderá haver "dispersão de votos" por estarem na corrida seis candidatos.

"Com todo o respeito que os outros candidatos me merecem, as pessoas têm de ter consciência se querem ou não mudar a gestão autárquica e o que terão de decidir é qual dos Jorges querem".

Jorge Gomes concorre pela segunda vez à Câmara de Bragança, depois de, em 2001, ter perdido para o social democrata Jorge Gomes, actual presidente da Câmara e candidato a um quarto mandato.

Se for eleito, o candidato socialista disse hoje, na apresentação do programa eleitoral, que uma das primeiras medias será suspender a proposta de Plano Director Municipal deste executivo que entende "foi feito à pressão e não foi discutido com a população".

Jorge Gomes critica outras opções do adversário, afirmando que não irá "continuar a investir em obras que enchem o peito do presidente da câmara", em que inclui o recém anunciado Museu da Língua.

"Temos aldeias que não têm água, nem saneamento e damo-nos ao luxo de gastar três milhões de euros em mais um museu", disse.

Na corrida à Câmara de Bragança estão, além de Jorge Gomes do PS e Jorge Nunes do PSD, Guedes de Almeida pelo CDS-PP, José Castro pela CDU, Liliana Fernandes pelo Bloco de Esquerda e o candidato independente Humberto Rocha.

 

Fonte: DN

 

 

 

 

 

 

 

29 de Setembro de 2009

 

No rescaldo das legislativas, PS, PSD, CDS, BE e CDU, carregam “baterias” para o próximo acto eleitoral: as autárquicas. O PS ganhou a nível nacional, mas no distrito foi o PSD que arrecadou mais votos elegendo dois deputados, Ferreira Gomes e Adão Silva, enquanto que o PS elegeu um deputado, o cabeça de lista Mota Andrade.

A vitória teve assim um “sabor amargo”, já que o PS contava eleger dois deputados, há semelhança do que aconteceu legislativas de 2005, em que a região elegia quatro deputados.

“A representação parlamentar do distrito fica mais fragilizada”, considerou Mota Andrade, presidente da distrital rosa e segundo deputado eleito pelo distrito. Crítico com a eleição do deputado do PSD, Ferreira Gomes, natural de Penafiel, Mota Andrade considera que “perdeu Bragança e ganhou o Porto”. “Perdemos um deputado, fruto do número de eleitores que não temos para assegurar a eleição de quatro, e perdemos outro deputado que é o cabeça de lista do PSD, que tudo indica que continuará a viver no Porto”, apontou.

Analisando os resultados, concelho a concelho, Mota Andrade, bem como alguns militantes, consideraram que a vitória teria sido possível, se os votos não tivessem ido para o Bloco de Esquerda.

Ainda assim, o deputado e candidato à Assembleia Municipal de Bragança, considera que os resultados “auguram boas expectativas” já que, por exemplo no concelho de Bragança, o PS saiu vencedor em várias freguesias rurais, como Carragosa ou Macedo do Mato.

“Actualmente temos quatro câmaras, queremos ter mais. Alfandega da Fé é uma grande aposta e em Miranda do Douro houve quase um empate, o que neste concelho é um dos melhores resultados do PS na história da democracia. No geral os resultados não são desanimadores para a luta que se aproxima”, considerou.

A vitória PS permitiu a Mota Andrade garantir que a A4, IP2 e IC5 são obras para continuar e que a urgência médico-cirúrgica de Mirandela não vai encerrar. O deputado socialista aproveitou ainda para criticar os “boatos” sobre o encerramento daquele serviço e a aparente “despreocupação” dos autarcas social-democratas sobre o silêncio de Manuela Ferreira Leite sobre o IC5 e IP2, elogiando a posição então assumida pelo presidente da distrital laranja, Adão Silva.

“Lamento profundamente que os autarcas do PSD não se tivessem preocupado, como se preocupou Adão Silva, com o desastre que seria para o distrito se Manuela Ferreira Leite tivesse ganho as eleições, nomeadamente pela paragem do IC5 e do IP2”.

Mota Andrade lembrou ainda o trabalho realizado, como deputado do distrito, durante a anterior legislatura, nomeadamente ao nível do lançamento das acessibilidades e da colocação de serviços, como a ASAE ou a Direcção Geral de Agricultura, na região, garantindo que irá defender com “empenho” os anseios dos transmontanos.

 

Ferreira Leite “foi injusta”

Adão Silva , presidente da Comissão Política Distrital do PSD e terceiro deputado eleito pelo distrito de Bragança no passado Domingo, disse que a derrota do PSD teve um sabor a vitória, porque, a nível distrital, o PSD venceu na maioria dos concelhos, o que traça perspectivas optimistas para as eleições autárquicas.

“Para nós é uma derrota ligeira, com sabor a vitória. No distrito fizemos o que podíamos”, disse. Após os resultados das legislativas, Adão criticou frontalmente a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, tendo começado por dizer que, se no início da campanha o PSD estava numa situação bastante paritária com o PS, “aparentemente a campanha provocou uma perda de votos”. Adão Silva acrescentou que “a derrota a nível nacional foi uma derrota com algum significado”.

O líder distrital criticou ainda, pela primeira vez, abertamente, a escolha que Manuela Ferreira Leite fez para cabeça de lista pelo distrito de Bragança, classificando-a de injusta para com o trabalho feito pelas estruturas distritais e concelhias do PSD. Além de injusta, a atitude da líder nacional foi “sobretudo de um flagrante desrespeito por aquilo que foi uma indicação muito clara a nível da estrutura distrital, que foi aprovar por unanimidade e aclamação um nome”, afirmou Adão Silva, tendo explicado que não se prenunciou antes porque estava em causa um processo eleitoral que não podia ser prejudicado pelas decisões da líder.

Adão Silva sublinhou que colocar no distrito uma pessoa que não o conhece resultou em dificuldades que os responsáveis das estruturas locais procuram colmatar. “Da nossa parte procurámos ter uma atitude de elevadíssima elegância com o senhor professor José Ferreira Gomes, que também aproveito para saudar. Aliás, é por ventura o menor responsável de ter vindo parar como cabeça de lista a Bragança, mas, verdadeiramente, a senhora presidente devia ter tido uma atitude mais certa, mais justa, mais adequada, com aquilo que era o trabalho e as aspirações dos militantes do distrito de Bragança”.

O líder distrital elogiou o trabalho das concelhias do PSD, aos quais atribuiu, sobretudo, os méritos da vitória, e traçou um prognóstico positivo para as eleições autárquicas. Isto porque o PSD ganhou em todos os concelhos onde é Câmara, com excepção de Alfandega da Fé. No entanto, nesse caso a margem de votos de diferença relativamente ao PS foi muito curta e, nesse concelho, tal como em outros, o PSD concorre às autárquicas coligado com o CDS-PP. O PSD venceu ainda em concelhos onde o PS detém o poder municipal, como é o caso de Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo. Apenas Vinhais e Vila For se mantiveram “féis” ao PS nestas eleições.

 

Votos à direita e à esquerda

Quem ganhou mais votos no distrito, em relação a 2005, foi o CDS-PP, o BE e a CDU.

Nuno Sousa, cabeça de lista pelo CDS no distrito de Bragança, considera que foram assim atingidos os objectivos “realistas e concretos da campanha”. O reforço da votação é encarado como o “resultado do trabalho partidário de implementação do CDS”  em concelhos em que os populares eram já dados como “extintos”.

Para Nuno Sousa “começa agora a surgir uma nova chama” que poderá traduzir-se em bons resultados autárquicos já que o CDS apresenta-se, em vários concelhos, coligado com o PSD.

Tal como a nível nacional, a quarta força mais votada no distrito foi o Bloco de Esquerda. O candidato pelo distrito, Luís Vale, admite que o crescimento do BE possa ter sido feito à custa de alguns “votos de protestos” de “classes humilhadas pelo anterior Governo”. No entanto, o dirigente bloquista aponta que o mesmo é válido para outros partidos, como o CDS.

A duplicação do número de votos vem dar ao BE “um novo ânimo” para as autárquicas em que se espera, pelo menos, “uma repetição da votação eleitoral”.

Já para a CDU, mais importante do que os votos foi a “perda de maioria absoluta do PS”, sobretudo no distrito. “Aqui o PS perdeu muitos votos, o que demonstrou o descontentamento dos eleitores da região com as políticas nacionais”.

A candidata pela CDU, Manuela Cunha, admitiu estar consciente que o partido que representa não elegeria nenhum deputado pelo distrito de Bragança, mas salienta que isso não será impedimento para continuar a “dar mais voz ao distrito” na Assembleia da República.

“A CDU foi a força que deu mais voz ao distrito na Assembleia da República e há o nosso compromisso de, mesmo com estes resultados, não deixaremos de defender o distrito de Bragança”, assumiu.

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 15:51
23 de Setembro de 2009

 Num documento enviado à comunicação social, o deputado social-democrata pelo distrito de Bragança e candidato em segundo lugar na lista do PSD, critica a dirigente do partido pela “desastrosa omissão”, aquando da visita a Bragança, sobre a construção do IC5 e do IP2.

As duas vias são consideradas por vários autarcas, do PS e do PSD, como “estruturantes” para o desenvolvimento de todo o distrito. Mas, desde que o PSD apresentou o programa que subsiste a dúvida se estas estradas, a par com a auto-estrada transmontana, são para avançar ou não.

Manuela Ferreira Leite foi questionada sobre o assunto aquando da visita a Bragança, na segunda-feira, mas não deu qualquer resposta aos jornalistas.

Agora, o presidente da distrital PSD e candidato a deputado em segundo lugar na lista, quer saber qual a posição de Manuela Ferreira Leite.

No documento, também enviado à dirigente do partido, Adão Silva refere a “necessidade de assumir publicamente o compromisso”, até porque as obras do IP2 já estão no terreno.

Adão Silva pede a Manuela Ferreira Leite que, até dia 25 de Setembro, encontre uma “formula” para comunicar às populações do distrito “o seu inequívoco propósito de prosseguir a construção do IP2  e do IC5”.

 

Autarcas reagem

Também os autarcas do sul do distrito já reagiram à omissão da candidata social-democrata sobre o IP2 e IC5. O autarca de Freixo de Espada à Cinta, o de Torre de Moncorvo, o de Vila Nova de Foz Côa e o de Vila Flor, assinaram um documento em que manifestam “estranheza” pelo conceito de coesão nacional de Manuela Ferreira Leite deixar de lado acessibilidades consagradas, desde há 30 anos, no Plano Rodoviário Nacional.

Os autarcas afirmam que em causa estão “simples eixos viários que, finalmente, trarão modernidade a todo o território entre Celorico da Beira e Macedo de Cavaleiros, e entre Murça e Miranda do Douro”.

A preocupação é maior tendo em conta as últimas declarações do eurodeputado social-democrata Paulo Rangel que, a 7 de Setembro, declarou que à “obra faraónica de estradas” prefere o investimento nos Metros de Lisboa e do Porto. 

31 de Agosto de 2009

A valorização dos produtos locais, a agricultura, as questões sociais, a regeneração urbana da vila e a aposta nos patrimónios histórico e natural do concelho vão ser as principais apostas da candidatura independente de Olímpia Candeias às eleições autárquicas em Carrazeda de Ansiães.

As linhas orientadoras de um eventual mandato à frente do concelho foram reveladas durante a inauguração da sede de campanha.

A política de proximidade com as pessoas é uma das prioridades.

  

Sobre a sua candidatura, Olímpia Candeias admite que concorrer como independente é muito mais complicado do que fazê-lo debaixo do chapéu de um partido.

Por isso foi necessário trabalho árduo. “Tivemos de percorrer todo o concelho para recolher as assinaturas necessárias e daí a morosidade do processo” afirma.

 

A candidata independente à câmara de Carrazeda está muito satisfeita com a recepção que tem tido junto da população, apesar de não concorrer às Assembleias de Freguesia.

Mesmo assim diz reunir simpatias de vários quadrantes políticos e que tem pessoas nas aldeias que a vão ajudar a ganhar votos. “Tenho pessoas ligadas ao PS, ao PSD, ao CDS e à CDU, todos cabem desde que se identifiquem com o nosso projecto” refere.

 

A candidata revelou ainda que vai aparecer no boletim de voto com o símbolo de um três em numeração romana.

 

Fonte: Brigantia

01 de Agosto de 2009

 É hoje que o PS vai apresentar o cabeça de lista à câmara de Vimioso. Fica aqui a pequena biografia:

 

Candidato PS

Jorge Fernandes

34 anos

Fundou e desenvolveu a empresa BioApis - Apicultura Biológica LD, sedeada em Vimioso.

Em termos políticos foi vice-presidente da Junta de Freguesia de Angueira (Vimioso) no mandato autárquico 2001-2005.

 

Actualmente é vereador na Câmara Municipal de Vimioso, pelo Partido Socialista (PS). Desempenha também o cargo de Presidente da Comissão Política Concelhia de Vimioso do Partido Socialista desde Março de 2008.

 

Blog: http://vimioso2009.blogspot.com/

27 de Julho de 2009

Mais de 450 pessoas marcaram presença na festa de apresentação das listas do PS à Câmara e Assembleia Municipal de Miranda do Douro numa forte manifestação de apoio aos candidatos que querem sair vitoriosos no próximo dia 11 de Outubro.

Num ambiente de grande alegria e entusiasmo o presidente da concelhia rosa, Carlos Ferreira, insistiu que é tempo de fechar o ciclo da governação laranja no concelho: “Estão cansados, o tempo deles já passou, é altura de dar início a um novo ciclo, a um ciclo de nova esperança”. Artur Nunes, por seu turno, reforçou a ideia de que o actual executivo está “estafado e esgotado” e apelou ao voto na renovação, “numa nova equipa com ideias, projectos e vontade de trabalhar, uma equipa com coragem e determinação para dar um novo rumo ao concelho”.

A equipa conta com o apoio da Federação Socialista, cujo presidente, Mota Andrade, deixou claro que os candidatos, neste município, foram escolhidos “pelo seu valor e qualidade”, e prova disso, acrescentou, “é o facto de nenhum deles precisar da política para viver e de, na sua maioria, serem independentes”, deixando logo o convite para uma futura filiação, “se assim o entenderem”.

E uma das “independentes” é a candidata à Assembleia Municipal, Jacinta Fernandes. No seu discurso de apresentação, deixou claro que o que a move é “a causa pública”. Manifestou forte confiança na equipa liderada por Artur Nunes, e por isso disse ter alinhado nesta candidatura mas, para que não restem duvidas, frisou que o seu papel será sempre defender a comunidade: “Espero que nunca seja necessário e acredito que não será mas, se preciso for, o meu papel é defender a população e o interesse público”.

 

Ideias e Projectos

Artur Nunes revelou na apresentação da sua candidatura algumas das ideias e projectos que pretende implementar se ganhar a Câmara Municipal. Uma aposta transversal aos diversos sectores de actividade, conforme se reflecte no discurso. “Connosco no executivo terão prioridade as infra-estruturas que tragam desenvolvimento, que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos mirandeses mas também que sirvam para dar atractividade à cidade, que impulsionem o desenvolvimento económico porque se não houver oportunidades económicas, se não houver desenvolvimento económico, nada evolui, o emprego escasseia, a riqueza decresce e as pessoas vão-se embora!”, disse.

 

No sector da agricultura Artur Nunes promete criar um Gabinete de Apoio ao Agricultor: “Onde técnicos especializados possam ajudar os nossos homens a fazer candidaturas aos fundos comunitários mas também a gerir a actividade no dia-a-dia, a resolver pequenos problemas burocráticos com as entidades e serviços públicos e, porque não, a encontrar caminhos e soluções para escoar os produtos de excelência que aqui produzimos”, adiantou.

 

No sector pecuário considera imprescindível a construção de um novo matadouro e esse matadouro, para servir o Planalto Mirandês, “tem de ficar no nosso concelho”.

 

No comércio, considerado um dos pilares mais importantes da economia local, o candidato promete criar ajudas para encontrar novas saídas para enfrentar a crise. À semelhança do sector agrícola, comerciantes e empresários terão um gabinete na autarquia especialmente dedicado a dar apoio técnico a vários níveis, a trabalhar para apoiar os empreendedores locais e para conseguir captar novos investimentos externos, que produzam riqueza e que ajudem a criar empregos e com isso a fixar a população.

 

E para promover todas as potencialidades endógenas ao município Nunes considera que é fundamental organizar o sector do Turismo. “Por isso nós queremos criar um centro de inovação e cultura, que organize o turismo, que organize rotas e roteiros pelas nossas aldeias, que promova a aprendizagem das actividades tradicionais, a execução das gaitas de foles, das capas mirandesas, dos paus e das castanholas dos pauliteiros, que promova uma imagem atractiva”.

 

Uma palavra também para os mais velhos. “Queremos criar uma linha de apoio aos idosos, equipas permanentes de técnicos, electricistas, canalizadores, pedreiros e outros, que faltam nas aldeias, e que possam ir à casa das pessoas resolver estas pequenas coisas”.

Inconformado com a saída da UTAD de Miranda do Douro Nunes diz que tudo fará para conseguir devolver o ensino superior à cidade assim como para implementar o esperado Instituto da Língua Mirandesa.

 

“Confiem em nós e desde já vos garanto trabalho e dedicação e sempre uma voz reivindicativa junto do poder central, em prol de Miranda do Douro, em prol dos Mirandeses. O futuro é melhor…o futuro pertence aos mirandeses!”, terminou o candidato.

publicado por Lacra às 22:48
24 de Junho de 2009

Estão fechados os votos para a sondagem online promovida pelo Diário de Bragança para conhecer as possíveis tendências de voto nos concelhos de Mirandela, Bragança, Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães.

Proximamente iremos avançar com a mesma sondagem para o concelho de Macedo de Cavaleiros, Vimioso, Miranda do Douro e Vinhais. Por último seguir-se-ão os concelhos de Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Vila Flor.

 

Ao fim de 23 dias os resultados obtidos dão uma vitória aos candidatos do PS em Mirandela e Alfândega da Fé. Em Carrazeda de Ansiães a maioria dos votos online foi para o candidato do PSD. Em Bragança o PSD ganha apenas por dois votos.

Abaixo ficam os gráficos da votação online.

 

Bragança

 

 

 

Mirandela

 

Alfândega da Fé

 

Carrazeda de Ansiães

 

18 de Junho de 2009

Nuno Sousa é o cabeça de lista escolhido pelo Partido Popular pelo distrito de Bragança para as próximas eleições legislativas.

 

Num conselho nacional do partido que decorreu em Almada, ontem à noite, o arquitecto e vereador na câmara municipal de Mirandela, ainda que em regime de não permanência, foi o designado.

 

Nuno Sousa substitui Domingos Doutel, que encabeçou as listas dos populares no distrito de Bragança, em 2005.



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