Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
25 de Outubro de 2010

O convite surgiu, naturalmente, por parte do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, mas Santiago Ydáñez levou-o mais longe. Não só quis vir a Bragança mostrar os seus trabalhos, como fez questão de vir à região e usá-la como fonte de inspiração na sua pintura.

O artista, natural de Granada (Espanha), apresenta aqui obras de arte que exploram diferentes perspectivas das tradicionais Festas dos Rapazes de Vinhais. No mesmo espaço, e em oposição, Santiago Ydáñez expõe representações de animais, corpos nus, rostos humanos e imagens religiosas.

“Há uma diversidade de trabalhos que conflui para a mesma ideologia – o ancestral, o animal em confronto com o espiritual e religioso”, explicou Jorge da Costa, comissariado da exposição.

Logo no rés-do-chão o visitante é confrontado com duas realidades – de um lado surge o retrato de três caretos de Podence; do outro ossadas de animais. Depois os trabalhos figurativos em que o rosto humano “adquire um particular enlevo”.

“Através de pinceladas livres e saturadas, o artista capta as partes mais expressivas. No seu próprio rosto encontra a matriz para construir personagens, numa mudança performativa de identidade. Surgem, também, as imagens de rostos de santos que se sucedem como grandes planos cinematográficos”, observou Jorge Costa.

Os animais, as imagens de santos, um touro embalsamado surgem em confronto no mesmo espaço.  Particular característica é, também, a escala monumental de grande parte das obras apresentadas. À conversa com Santiago Ydáñez, este confessou o gosto pelo trabalho em grandes formatos: “gosto de trabalhar em escalas monumentais porque o corpo intervém e há como que uma espécie de dança”.

Esta é a primeira vez que o Centro de Arte Contemporânea recebe um artista estrangeiro, conferindo ao espaço uma dimensão verdadeiramente internacional. Natural de Granada, Santiago Ydáñez é considerado um dos mais proeminentes artistas da nova geração, tendo uma carreira internacional já reconhecida.

No entender da pintora Graça Morais, é “um privilégio para Bragança poder ver estes trabalhos”.

“A pintura dele é impressionante, é muito forte e tem grande qualidade”, constatou.

A exposição “Sem Título”, porque “as obras falam por si”, está patente no Centro de Arte Contemporânea até ao dia 23 de Janeiro.

Até lá, é possível que Santiago Ydáñez regresse a Bragança. Jorge da Costa lançou-lhe mais um desafio: o de voltar para fazer uma demonstração performativa do seu trabalho. 

 



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