Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
13 de Julho de 2010

A possibilidade de Miranda do Douro vir a candidatar o seu património imaterial a património mundial da Unesco é vista com “bons olhos” pelo embaixador desta instituição em Portugal.

Fernando Andressen visitou a cidade no dia em que esta assinalou o seu 465º aniversário e mostrou-se impressionado com o interesse da população pela manutenção das suas tradições e da História. Aliás, a evolução das tradições, patente na demonstração das pauliteiras de Miranda, foi um dos aspectos realçados pelo embaixador como prova da importância da “modernização e adaptação das tradições aos novos tempos”.

“Há aqui um património fortíssimo ao nível da História, das tradições, da Língua”, notou Fernando Andressen.

Um processo de candidatura é bem visto pelo embaixador, sobretudo pela “virtude” que tem em si próprio: “obriga à realização de todo um trabalho de preparação que é muito importante e que consciencialização das pessoas pelo património que têm”.

O embaixador avisa, no entanto, que os processos são “muito morosos” e o trabalho de preparação é de tal ordem que “a inscrição nas listas da Unesco é quase um detalhe”.

Da parte da autarquia, o presidente, Artur Nunes, considera que ainda há muito trabalho a fazer e que “ainda é cedo para falar das perspectivas futuras”.

“A cultura é muito exigente e nós temos de ser também muito exigentes quando quisermos projectar a cultura para o exterior”, apontou o autarca.

As comemoração dos 465 anos da elevação de Miranda do Douro a cidade ficaram, assim, marcadas pela visita do embaixador da Unesco, mas não só.

A câmara quis assinalar o principal dia, a 10 de Julho, no Largo D. João III, um palco natural da cidade. Ali foram apresentadas várias obras literárias de diversos autores. Pela primeira vez foram feitas homenagens sob o título “mirandês de honra”.

Este ano, a autarquia deu ao público a possibilidade de votar na Internet os nomes daqueles que achassem que deviam ser homenageados. Né Ladeiras, cantautora celebrizada por “La Çarandilheira”, e Rui Mascarenhas, que divulgou por todo o mundo a música “Eu vou a Miranda ver os Pauliteiros”, foram os dois homenageados com este título. Mas a autarquia quis também oferecer o “mirandês de honra” a uma criança, uma forma simbólica de homenagear todos os mirandeses e o futuro daquele concelho.

No próximo ano, a tarefa de nomear o “mirandês de honra” caberá a uma comissão a designar para o efeito. Artur Nunes pretende dar ao dia 10 de Julho “uma nova dimensão” apostando na projecção de Miranda do Douro para o exterior.

 

publicado por Lacra às 12:16



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