Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
04 de Junho de 2010

 

O município de Alfândega da Fé está a proceder à entrega das empresas municipais a privados como forma de diminuir as dívidas e regularizar a situação financeira da câmara municipal.

A queijaria que fazia parte da Empresa de Desenvolvimento Económico (EDEAF) já passou para a mãos da Cooperativa Agrícola que, agora, é responsável pela sua gestão. Já a Alfapack, também da EDEAF, será extinta e o seu equipamento passará para o espaço da Cooperativa de forma a que esta instituição fique responsável pelo embalamento, não só dos produtos dos associados mas também dos produtores de azeite do concelho e de fora do concelho, conforme explicou a presidente da câmara, Berta Nunes.

“O equipamento da Alfapack passará para a cooperativa, até porque a EDEAF não tem espaço, mas continuará a dar resposta aos pedidos que tem porque, neste momento, já está a embalar para Vila Flor, Mirandela e outros concelhos”.

A Alfadoce, a partir desta semana, passa a pertencer à empresa 100% Trás-os-Montes, enquanto a Alfamel aguarda pelo decorrer do concurso.

Esta foi a fórmula encontrada pela autarquia para regularizar a situação financeira daquelas empresas e viabilizar a EDEAF. A mesma fórmula será também aplicada à Alfandegatur, a empresa municipal que gere o Hotel SPA de Alfândega da Fé, situado na serra de Bornes.

Embora neste momento a empresa esteja em melhor situaçao financeira, tendo duplicado a facturação e com uma taxa de ocupação que tem sido superior a 70 porm cento, Berta Nunes continua a defender a gestão privada.

“Não é vocação da câmara gerir empresas municipais, pelo menos um Hotel SPA. Essa não é a função da autarquia que tem de se concentrar em outras actividades, até pela situação financeira que tem”, apontou.

Ao longo destes seis meses, a autarquia realizou no empreendimento obras de manutenção e recuperação. Com uma situaçao financeira mais estabilizada e uma dívida de dois milhões cujo pagamento está a ser estudado para ser efectuado em 20 anos, reduzindo os encargos mensais, Berta Nunes acredita que muitos interessados irão aparecer.

“Penso que será a altura de passar para privados que tenham um bom projecto de viabilidade e de futuro”, disse, sublinhando que o empreendimento não será entregue sem algumas garantias.

“Não queremos entregar a Alfandegatur a qualquer grupo. Tem de ser um grupo com experiência na área do turismo e que nos dê garantias que aquele investimento, que ali foi feito pela autarquia ao longo dos anos, vai ter futuro e vai ser rentabilizado, criando emprego e riqueza na região”.

Apesar do interesse já demonstrado por alguns privados, o município fará o lançamento de um concurso dando oportunidade a todos de apresentarem propostas e tornando o processo “mais transparente”.

 

publicado por Lacra às 09:37



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