Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
12 de Maio de 2010

Há 25 anos atrás as povoações da Petisqueira e de Villarino de Manzanas decidiram criar uma romaria internacional tendo como base a fé em Nossa Senhora de Fátima e antecipando a coesão entre os dois países, firmada mais tarde com a entrada de Portugal e Espanha na então Comunidade Económica Europeia. No dia em que as povoações assinalaram as bodas de prata da Romaria Internacional em honra de Nossa Senhora de Fátima, os dois países assinaram um protocolo de cooperação para a construção de uma ponte sobre o rio Maças que vai, finalmente, dar mais acessibilidade às duas povoações.

Este “rasgar de fronteiras” vai permitir uma maior união entre os povos, já cimentada por laços construídos ao longo destes 25 anos.

O protocolo foi assinado junto à fronteira, perto do rio Maças, num acto oficial que contemplou o içar da bandeira espanhola e portuguesa, bem como da bandeira europeia, tendo como música de fundo o hino da Europa, interpretado pela Banda Filarmónica de Bragança e pela Banda de Música de Zamora.

O investimento vai ser realizado através de fundos comunitários, no âmbito do Programa Operativo de Cooperação Territorial Espanha-Portugal 2007-2013, e tem como valor base um total superior 280 mil euros, financiados em 185 mil euros pela Diputácion de Zamora e 100 mil euros pela câmara de Bragança.


O prazo de execução da obra é de seis meses, sendo que a responsabilidade de concretização física e financeira é da Diputácion de Zamora.

Ainda este ano, a autarquia de Bragança prevê assinar mais um acordo de cooperação com os vizinhos espanhóis para a construção de uma outra ponte entre Guadramil e a povoação de Riomanzanas.


 

Celebração religiosa em português e espanhol

Pela primeira vez, em 25 anos, a celebração da Romaria Internacional que une a Petisqueira e Villarino de Manzanas foi presidida pelo bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. António Montes, e pelo bispo de Zamora, D. Gregório.

A devoção comum a Nossa Senhora de Fátima foi o principal aspecto realçado por D. António que comparou a irmandade existente entre os dois povos à união do povo helénico e do povo hebraico na Igreja primitiva. Também D. Gregório exaltou a fé na Nossa Senhora de Fátima e pediu a manutenção da tradição religiosa como elemento aglutinador entre os dois povos.

O prelado aproveitou o momento para homenagear os cinco fundadores da romaria, dos quais já só resta um sobrevivente. 



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