Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
15 de Abril de 2010

Afinal existe uma "relação estatisticamente significativa" entre o tipo de sorriso e a atribuição de competências pelos utentes aos profissionais de saúde, concluiu o estudo "Efeitos do Sorriso na Atribuição de Competências aos Profissionais de Saúde".

Realizado no âmbito de uma tese de mestrado na Universidade Fernando Pessoa, conduzido por Eugénia Mendes, docente da Escola Superior de Saúde de Bragança, o estudo demonstra que o sorriso dos profissionais de saúde pode ter aplicação prática na saúde dos doentes. Tanto mais que a comunicação não verbal, é uma ferramenta de trabalho cada vez mais importante.

"Pode ser aprendida e treinada", garante a investigadora, que acrescenta: "Sabemos que o que dizemos às pessoas é importante, mas também sabemos que mais importante é a forma como o dizemos".

O primeiro contacto

O elo que liga o profissional ao doente fica profunda e muitas vezes indelevelmente marcado pelo primeiro contacto. "A primeira "leitura" do outro inicia-se no preciso instante em que as mensagens não verbais do corpo, e principalmente da face, são captadas pelo receptor e determinam a disponibilidade para a relação", nota Eugénia Mendes.

"Os sinais não-verbais podem afastar-nos ou, pelo contrário, produzir uma identificação e aproximação, sentir que podemos criar laços", explica ainda a autora do estudo.

Se um primeiro contacto se iniciar com o sorriso, estará a transmitir-se ao doente a certeza de que há disponibilidade para uma relação de proximidade, "que terminará numa relação terapêutica eficaz, com menor ansiedade e maior adesão ao plano terapêutico", fundamenta. Isto poderá traduzir-se, naturalmente, em coisas concretas: "Menos dor, menos complicações pós-operatórias, menos medicamentos ou altas mais precoces", continua Eugénia Mendes.

Interpretar sinais

No contacto entre profissionais de saúde e utentes "é fundamental" uma relação que facilite o sucesso do encontro terapêutico.

"O conhecimento prévio da profissão do indivíduo permite que, ao interpretar os sinais não verbais em geral e o sorriso em particular, possamos evocar o estereótipo associado a essa profissão, rotulá-lo e catalogá-lo", afirma ainda Eugénia Mendes.

Neste contexto, existe a necessidade de estabelecer com o outro uma relação que permita a partilha de informação, que na maioria dos casos são do foro íntimo. "Falamos da exposição do corpo mas também de expor vivências, sentimentos e emoções", enumerou.

Aos utentes inquiridos no estudo realizado para a tese de mestrado foi exibido um quadro com fotografias de indivíduos que representavam o profissional a analisar - enfermeiro, médico ou psicólogo - apresentando vários tipos de sorriso. Cada doente indicou, então, quem preferia para tratar de si.

 

Fonte: JN



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