Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
10 de Abril de 2010

O centro de Arte Contemporâneo Graça Morais, em Bragança, mostra a partir hoje, trabalhos do artista plástico João Louro, que encontrou no espaço cultural transmontano inspiração para novas obras de arte.

O núcleo recentemente criado despertou o interesse do artista plástico, sobretudo a arquitectura do projecto assinado por Souto Moura que tem atraído a Bragança trabalhos de artistas de renome nacional e internacional.

"Não é um espaço que suporta obras de arte de forma regrada e disponível, mas antes participa na obra, transforma a obra", considerou, realçando a influência que o levou a pensar a exposição numa interacção com o cenário. O espaço, o director e a cidade, que conheceu pela primeira vez, resultou num "casamento feliz" que vai mostrar até 25 de Junho as obras deste artista conceptual, algumas das quais concebidas propositadamente para esta exposição.

"The Great Houdini" é o título da mostra em que o espectador não encontrará as peças figurativas mais conhecidas como quadros ou esculturas, mas elementos do quotidiano que apelam à criatividade de quem vê. O famoso mágico não está presente em nenhuma obra, mas os artista encontrou alguma correlação entre a suas criações e o "homem das fugas que desaparecia do sítios"., As mais evidentes são as chamadas "Blind Images" (imagens cegas) que não contém nada, apenas concedem o espaço para que o espectador possa intervir nelas e preencher a peça dando largas à imaginação.

"Eu, no fundo, dou o campo de manobra para que o espectador possa completar a obra", explicou à Lusa João Louro. Um desafio ao papel activo do espectador está nas placas de autoestrada que, em vez de direcções rodoviárias apontam para uma interacção entre a obra e o observador. Outra linha do trabalho de João Louro está patente num néon a piscar a palavra "Inferno", nome com que dificilmente algum estabelecimento comercial se apresentaria, mas que significa para o autor "o mundo voraz" das capitais da moda como Paris, Milão, Nova Iorque e Londres. Embora este seja o seu primeiro contacto com a cidade transmontana, João Louro acredita que o público de Bragança "é disponível, curioso e, ao contrário do que se imagina nas cidades do interior e mais longe dos centros, é um público que está preparado para desafios" "E portanto a minha expectativa é a melhor", afirmou. João Louro nasceu em Lisboa, em 1963, estudou arquitectura e artes plásticas e é considerado um dos artistas mais relevantes no contexto da

arte contemporânea portuguesa dos anos 90. Os seus trabalhos já estiveram expostos nos Estados Unidos da América, Itália, Espanha, e em espaços culturais de referência nacional como o Museu de Serralves, no Porto, ou o Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

 

Fonte: Lusa/DN



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obrigado Cris:)
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