Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
02 de Março de 2010

A Assembleia Municipal de Bragança aprovou uma moção para exigir do Governo a reabertura do pólo da Escola Nacional de Bombeiros. Os deputados consideram que pode ainda haver tempo para alterar uma decisão que parece já ter sido tomada pelo Ministério, em Lisboa.

As novas orientações vão no sentido de descentralizar a formação, ditando assim o encerramento daquele pólo, que estava instalado provisoriamente há vários anos junto ao Governo Civil. Depois de anos de negociações para a instalação definitiva daquela infra-estrutura na cidade de Bragança, o Governo parece ter decidido encerrar o pólo, apostando antes na descentralização da formação.

A moção visa que o pólo seja reaberto possibilitando assim a formação dos 900 bombeiros do distrito, conforme explicou Rui Correia, deputado do PSD na Assembleia Municipal e presidente da corporação de Bombeiros de Bragança.

“Os bombeiros precisam de fazer 70 horas de formação anuais obrigatórias, o que quer dizer que vão ter de se deslocar a um dos pólos da Escola Nacional de Bombeiros ou terá de vir um formador ao corpo de bombeiros o que, atendendo à especificidade de algumas formações, pode nem resultar devido à falta de meios”, explicou.

A necessidade de formação está já a afectar a corporação de Bragança. Segundo Rui Correia, há 30 cadetes que passaram a bombeiros de terceira e que precisam de uma formação de 30 horas que ainda não foi possível fazer devido à falta de formadores.

 

Campo de formação em Izeda

A transferência da formação para os quartéis de bombeiros já está a acontecer no distrito de Bragança. Os Bombeiros Voluntários de Izeda disponibilizaram o seu espaço para que ali fosse criado um campo de formação para incêndios florestais e industriais.

Uma iniciativa que, segundo o presidente da direcção, Fernando Lima, tem o aval da Liga dos Bombeiros. Fernando Lima, também deputado do PS na Assembleia Municipal, garante que as obras vão possibilitar criar em Izeda uma espécie de campo de treino. No entanto, o responsável assume que aquela unidade “não vai suprir a missão da Escola Nacional de Bombeiros”.

“A corporação de Izeda recebe apenas o espaço e apoia a formação, mas há outros serviços que não vão ser assegurados”.

Uma opinião partilhada por Rui Correia que considera que o campo de formação que está a nascer em Izeda vai “ajudar” a formar mais bombeiros, mas “não vai resolver o problema”.

A moção vai ser agora enviada ao Governo Civil de Bragança, ao Ministério da Administração Interna, ao Primeiro-Ministro, e demais entidades responsáveis.

publicado por Lacra às 10:11



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