Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
24 de Fevereiro de 2010

 O município de Alfândega da Fé estabeleceu um protocolo com o Instituto Nacional de Reabilitação (INR) para a criação de um Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência. Este serviço, único em todo o distrito, vai disponibilizar aos cidadãos com necessidades especiais todo o tipo de informações e respostas adequadas às suas dificuldades, conforme explicou a directora do INR, Alexandra Pimenta.

“Neste local as pessoas podem ter informação sobre os serviços existentes na comunidade e também encontrar um mediador que assegure o acesso aos serviços de que necessita, ou que acabe por mediar oportunidades de inclusão para as pessoas com deficiência nos vários serviços e até à nível de entidades locais que queiram dar estágios ou proporcionar experiências de emprego a pessoas com deficiências ou com dificuldades”.

O serviço vai funcionar no piso inferior da Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé, todos os dias, durante a manhã. As informações vão ser prestadas por uma equipa técnica cuja formação será assegurada pelo INR.

A aposta na criação de uma infra-estrutura com respostas direccionadas aos cidadãos com necessidades especiais insere-se numa política de inclusão que a autarquia pretende desenvolver durante este mandato. A autarca, Berta Nunes, apontou que num primeiro levantamento, no concelho, foram identificadas 60 famílias com problemas a este nível. No entanto, o número pode ser superior:

“é uma fatia muito importante da nossa população porque somos cerca de seis mil habitantes e provavelmente há situações que não estão identificadas”.

Berta Nunes quer, por isso, desenvolver outros projectos nesta área, nomeadamente a criação da Escola de Pais, à semelhança do que aconteceu em Bragança. Actualmente já há 60 pessoas inscritas, entre técnicos, familiares e pais de pessoas com deficiências. A formação vai iniciar-se em breve e ficará sob a responsabilidade de Celmira Macedo. Celmira Macedo será também a responsável pela criação do projecto “Alfândega Inclusiva”, no qual se pretende criar todo o tipo de estruturas que possam apoiar os cidadãos com necessidades especiais.

A técnica é ainda a responsável da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Necessidades Especiais (LEQUE), cuja sede ficará também na vila alfandeguense mas com filiais em vários concelhos do distrito de Bragança.

A autarquia tem também uma candidatura aprovada para a intervenção ao nível da reabilitação urbana e que terá como orientação fundamental a questão das acessibilidades.

“É necessário ter em atenção as acessibilidades, não só para as pessoas com deficiência mas para todos os que têm mobilidade reduzida, nomeadamente os idosos”, apontou Berta Nunes.

A câmara vai ainda apostar na sensibilização da comunidade para este tipo de questões.



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