Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
27 de Janeiro de 2010

A Cruz Vermelha de Bragança associou-se à campanha nacional “Ajude o Haiti, agora”. O peditório está a ser realizado em todo o concelho de Bragança e os contributos vão ser entregues na Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, na primeira semana de Fevereiro.

Os contributos podem ser feitos também através do multibanco ou netbanking, na opção “pagamento de serviços”, marcando a entidade 20 999 e a referência 999 999 999.

É ainda possível efectuar depósitos ou transferências bancárias para contas credenciadas pela Cruz Vermelha. A Cruz Vermelha alerta ainda para que os cidadãos tenham em atenção as possíveis fraudes e que efectuem os donativos junto das instituições ou nos sítios da Internet oficiais (www.cruzvermelha.pt).

 

 

Banco

Nº conta

NIB

Millennium BCP

45307610691

0033 0000 4530 7610691 05

CGD

0027082402230

0035 0027 0008 2402230 53

BPI

2-3631911 000 001

0010 0000 3631 9110001 74   

BES

0001 4968 7394

0007 0000 00149687394 23

C.E.Montepio Geral

087100053716

0036 0087 99100053716 51

Barclays

117201022464

0032 0117 00201022464 75

BANIF

57/629520

0038 0057 00629520771 72

Santander (Totta)

0000.23996353001 31 BT

0018 0000 23996353001 49

publicado por Lacra às 09:49
Caros Amigos e Concidadãos,

Foi lançada uma petição online, oriunda dos Açores, apelando ao Estado Português para que se empenhe junto das Organizações Internacionais, no sentido de Portugal integrar os países disponíveis para prestar acolhimento a desalojados do Haiti, cuja evacuação em larga escala acontecerá em breve.

Em vários pontos do nosso País, particularmente nas comunidades mais pequenas, em especial em certas Ilhas dos Açores, as populações querem ajudar, mas ou não encontram forma de encaminhar a sua ajuda material, ou não dispõem de recursos financeiros bastantes para depositar nas contas/donativos que estão abertas.

Porém, esses portugueses de Boa Vontade, estão dispostos a oferecer os seu melhor, individual e colectivamente para, à escala dos meios, acolherem desalojados do Haiti, proporcionando-lhes condições de vida condignas e apoio humano, de modo a que os sinistrados possam encontrar o amparo que lhes falta, o conforto que merecem, e fundada esperança num dia melhor.

Bem sabem os signatários que o Estado Português, instituições várias, de solidariedade social e outras, tudo estão a fazer para tentar minorar a dor do Haiti. Nesta fase, as ajudas possíveis estão em curso. Todavia, se nesta fase todas as ajudas importam, se todos os contributos ajudam, por conseguinte, na fase que se segue, não há-de ser diferente.

A missão humanitária em torno do Haiti não poderá ser dada por encerrada quando os sobreviventes estiverem resgatados, os mortos enterrados, os doentes assistidos e os desalojados abrigados em espaços provisórios...

O que acontecerá depois, perguntamos... quando a TV já não abrir telejornais com as imagens mais horripilantes, quando a "consciência globais" já não estiverem tão sensíveis, e quando as grandes potências tiverem decidido sobre os destinos daquele Povo?

Quando começar o primeiro balanço, em fase de rescaldo e, afinal, quando chegarmos à conclusão que podíamos ter tido outra atitude, evitando, pelo menos, que uma parte daquelas vítimas/sobreviventes não ficasse à inteira mercê do acaso e dos apetites mais vorazes, geradores de novas fatalidades, mais tragédias sobre a tragédia???...

Portugal pode antever já esse horizonte, que é curto, ou não tivéssemos dados factuais na nossa história recente para tal noção estar bem viva; a descolonização, o abandono de Timor-Leste ou, mais recentemente, a complexa questão posta à União Europeia relativamente à imigração clandestina...

A tudo isso, acresce, nos Açores, outra dimensão. A experiência da sujeição às catástrofes naturais e as consequências humanas dos desastres; a emigração para os EUA e Canadá, após a erupção do Vulcão dos Capelinhos (1957), as ajudas recebidas após o sismo de 01 de Janeiro de 1980 ou, mais recentemente, as consequências do repatriamento de segundas gerações, muitas vezes sem critério social e humano adequado.

Se estas razões não nos não bastassem, dir-se-ia ainda que, à medida de cada comunidade, e na devida proporção, existem hoje nos Açores meios logísticos e humanos para acolher grupos de desalojados nas Ilhas, sem que isso implique qualquer sobrecarga para a coesão social existente.

Mais importante: existem pessoas, vontades e comunidades, aptas a desempenhar, voluntária e graciosamente, o seu contributo humanitário, sendo que tal missão muito gratificante seria para quem acolhe, elevando também a matriz humanista de Portugal, por via do gesto. Uma pequena ajuda para uns poucos. Quem nada têm e tudo precisam...
Essa será, também, porventura, uma das nossas de ajudar.

Pedimos, portanto, a todos aqueles que considerarem esta iniciativa boa que a façam sua, assinando a petição. E que a divulguem! Para que consigamos propagar um "surto benigno", com epicentro no Portugal mais recôndito.

Cumprimentos cordiais,

P´los signatários,
Ricardo Alves Gomes

LINK PARA PETIÇÃO ONLINE: Ajuda de Portugal ao Haiti: Acolher desalojados na nossa terra

http://www.ipetitions.com/petition/acolherhaiti
Ricardo Alves Gomes a 27 de Janeiro de 2010 às 15:09



Related Posts with Thumbnails
últ. comentários
obrigado Cris:)
Bem vinda :))
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, ...
Para mim e para muita gente a volta às adegas para...
Estou habituado na leitura de blogs on line, adoro...
me llamo fedra soy de santa fe argentina tengo 9 ...
Carissimos,Eu não sei quem inseriu o comentário em...
todos os comentários estão disponíveis e vísiveis.
Como faço para ler os outros comentários ? Ou esse...
deixo aqui o meu comentário; por acaso pude apreci...
Locations of visitors to this page
Eu sou Jornalista
pesquisar neste blog
 
Janeiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
16
18
blogs SAPO