Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
10 de Janeiro de 2010

 

Dois presumíveis terroristas espanhóis que fugiram para Portugal estão detidos em Torre de Moncorvo depois de uma perseguição policial em que as autoridades tiveram que fazer disparos para intimidar os fugitivos, disse hoje à Lusa fonte da GNR.

De acordo com a fonte, os dois elementos, interceptados sábado em Espanha junto à fronteira numa carrinha carregada de explosivos, vão ser entregues à Polícia Judiciária, que tomará conta deles até estar concluído o processo judicial que se segue.

Os suspeitos, um homem e uma mulher, entraram em Portugal na fronteira de Bemposta, e a fuga prolongou-se por várias dezenas de quilómetros até Torre de Moncorvo, no sul do Distrito de Bragança.

A fonte da GNR, força de segurança que conduziu a operação, disse à Lusa que estiveram envolvidas "quatro a cinco viaturas e foi necessário recorrer ao fogo (armas) para intimidar os fugitivos".

A fonte avançou ainda que o homem foi o primeiro a ser detido e a mulher depois.

As autoridades estão ainda a "recolher informações e a clarificar a situação", de acordo com a fonte, que adiantou à Lusa que os dois elementos deverão permanecer detidos em Portugal "pelo menos alguns dias".

Segundo disse, os presumíveis terroristas vão ser presentes a um tribunal português, depois Espanha deverá pedir a sua extradição, que será também analisada judicialmente e só ai serão entregues às autoridades espanholas".

O processo não deverá, disse a fonte, ser longo, já que os dois suspeitos não cometeram crimes em território português, embora um deles se faça acompanhar de documentos falsos, o que é crime.

A operação ocorreu entre as 22:00 e as 24:00 de sábado, depois de a Guarda Civil espanhola ter localizado uma carrinha carregada com explosivos em Bermillo de Sayago, Zamora, próximo da fronteira com o Nordeste Transmontano.

De acordo com o jornal El Mundo, cerca das 22:00 (21:00 em Lisboa), dois agentes da Guarda Civil, num controlo de rotina, decidiram mandar parar a carrinha, que levantou suspeitas por ter matrícula francesa.

A mulher seguia à frente da carrinha, num outro carro, também com matrícula francesa.

O condutor do veículo, presumível membro da ETA, segundo o jornal espanhol, conseguiu escapar aos polícias roubando-lhes o carro patrulha com o qual concretizou a fuga e entrou em território português.

A Agência Lusa contactou a Polícia Judiciária que se recusou a prestar qualquer esclarecimento sobre o assunto.

 

Fonte: Lusa

publicado por Lacra às 11:43
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