Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
29 de Dezembro de 2009

 A EDP continua a não apresentar uma solução viável ao transporte de passageiros entre Brunheda e Mirandela quando barragem de Foz do Tua for construída.

O Município de Mirandela ainda não tem respostas em relação à hipótese da construção da barragem e sem alternativa em relação aos 16 quilómetros de linha ferroviária que vão ficar submersos, situados entre Brunheda e Mirandela.
O projecto que a EDP tem para apresentar ao governo, até Julho do próximo ano, só apresenta como alternativa, o transporte de autocarro ou táxi entre a Foz do Tua e a estação da Brunheda.
José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela sempre considerou ser impossível encontrar uma alternativa para transportar passageiros nos quilómetros que irão ficar submersos.
Para o autarca, o melhor para a região não passa pela construção da barragem mas sim pela linha ferroviária. “O que eu disse na altura foi que, ou se estava a favor da barragem e contra a linha ou vice-versa, porque uma não é coincidente com a outra. Na minha opinião, continuo a dizer, o melhor é a linha. Continuarei a defender até ao fim que deve existir a linha em detrimento da barragem porque a linha pode ser um factor decisivo no futuro turístico da região, e a barragem para mim com a albufeira a chegar apenas a Brunheda não vai servir nada nem ninguém em termos turísticos”, acrescendo “esta posição é evidente que só se mantém até estar decidido politicamente se se vai fazer ou não a barragem, agora o Governo o decida se quer a barragem ou se quer a linha”. 
Não obstante, se o Governo decidir construir a barragem, a solução para realizar a trajectória entre Brunheda e Mirandela passará pelo metro.
José Silvano, como presidente da administração da Metro de Mirandela deixa o aviso, “a Sociedade Metro Ligeiro de Mirandela não vai ficar responsável pela exploração da linha”, alegando que a empresa não tem capacidade para suportar sozinha os custos que a manutenção acarreta.
José Silvano refere que “já que é a EDP, a CP, a REFER e o Governo quem tomam essa decisão então que sejam eles que criem uma empresa e que suportem os custos dessa ligação, porque a Câmara sai da Sociedade Metro Ligeiro de Mirandela nessas circunstâncias”.
População e entidades locais à espera de respostas de Governo, da EDP, da CP, REFER e Governo para resolver o problema de transporte, com a possibilidade cada vez mais certa da linha do Tua vir a ficar submersa em 16 quilómetros da sua extensão.


Fonte: RBA

publicado por Lacra às 16:05



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